Notas iniciais
Uma amiga minha (Maria Eduarda) escreveu um texto/conto cuja essência era igual ao deste e resolvi inspirar-me.

O ataque do ladrão

Era uma casa velha, daquelas que nós temos medo só de pensar em entrar. As janelas pareciam olhos furiosos no meio da noite, e a porta, uma enorme boca prestes a nos engolir diante do mundo. Um rosto maligno sem corpo. A visão errônea de uma criança. O reflexo de muitas almas.

Um homem foi atacado ali dentro. No entanto, a culpa não foi dos bichos asqueirosos que escondiam-se nos buracos das paredes, mas, de um ladrão que invadiu o local. Os passos cautelosos sobre a madeira antiga e com cupim, eram do silêncio. O olhar minucioso por cada parte dos cômodos, era do medo, buscando o morador. E o sorriso ao finalmente encontrá-lo, era como o de uma pessoa ao fazer um novo amigo.

Fora a consciência, martelando em sua cabeça a inutilidade e causando-lhe a sensação de solidão, que roubou-lhe a vida.

O perigo não está em uma casa assustadora, e sim, em uma mente jogada às traças do tempo. Caída no esquecimento. Ele fora uma das vítimas do abandono e da loucura. Vítima de si mesmo.

Lembre-se: o inimigo mora dentro.

Notas finais
Eu sei que está minúsculo e também reconheço que eu poderia tê-lo explorado mais, porém, a mensagem foi passada (independente de qual tenha sido a que você conseguiu tirar do texto) e espero que tenha agradado. Comente o que achou!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!