O assassino do Cantor
2 Capítulo 2
Capítulo dois
1
– Ah, gomen nasai. Desculpe incomodá-lo, pensei que fosse um amigo meu... O casaco é igual...
– Sem problemas. – foi a resposta seca e ele voltou ao seu caminho.
Aquele estranho rapaz pareceu muito chateado quando viu que não era quem pensava e isso o comoveu. Provavelmente estava com saudades daquela pessoa ou talvez precisasse encontrá-la com urgência. Quem sabe a pessoa estivesse lhe devendo grana. Em todo caso, isso não era problema seu.
Yamashita Tomohisa voltou para o seu caminho. Enfiou as mãos nos bolsos do casaco, apertou o relógio que havia guardado ali e seguiu tranquilamente ao apartamento em que morava. No trajeto passou pela quitanda e pegou uma banana de um cacho sem o menor pudor.
– Arigatou, Koyama! – ele gritou.
– Owe, Yamapi!!! – uma voz lhe respondeu, mas Yamapi não o esperou. – Pare com isso de roubar minhas bananas!!!
Um rapaz alto, magro, de cabelos tingidos de loiro surgiu na entrada da quitanda e olhou para os dois lados da rua, suspirando inconformado quando avistou Yamapi já longe. Depois ele sorriu.
– Ah-ah... Quando será que ele vai perceber que já não estamos mais no colégio? – perguntou a si mesmo e voltou ao seu trabalho.
Yamapi não estava perto para escutar aquela pergunta, mas ele imaginava que o amigo estivesse mesmo lhe dando um sermão. Eles se conheciam o suficiente para saber quais seriam as reações um do outro. Assim, ele ria como se estivesse na frente de Koyama. Jogou a casca a banana na lixeira e depois pegou seu isqueiro, brincando com a tampa, um hábito antigo, ele não conseguia deixar suas mãos quietas por muito tempo.
Seguiu por uma estreita, sem calçadas, deserta e chegou em sua casa. Um prédio velho, com infiltrações visíveis e uma porta antiga que rangia toda vez que era aberta. Subiu dois pequenos lances de escada antes de chegar ao andar que morava. Passou pela vizinha Kobayashi, uma simpática velhinha que sempre que podia lhe levava algo para comer, e lhe deu alguma atenção. Yamapi era sempre muito atencioso e gentil, embora não fosse alguém muito sorridente, era discreto.
Quando finalmente foi para o seu apartamento, não conseguiu abrir a porta porque havia uma chave do outro lado que impedia a sua. Suspirou e riu. Ele sempre se esquecia de tirar a chave quando chegava em casa antes dele. Teve que tocar a caminha, mas não se irritou por isso. Ele não era capaz de se irritar com aquela pessoa. Nem mesmo quando ela demorava tanto para abrir a porta, pois o rosto que fazia para se desculpar era adorável e sincero e Yamapi se derretia com ele. E foi exatamente assim. Desta vez ainda teve um brinde, ele o atendeu usando apenas uma toalha e com os cabelos encharcados.
– Tadaima.
– Okaeri... Oh, Pi, foi mal, eu esqueci a chave de novo e fui tomar banho porque você sabe que eu tenho que fazer isso antes de qualquer outra coisa quando chego aqui porque eu não quero que...
Foi interrompido com um beijo e uma mordida nos lábios.
– Não se preocupe com isso Jin. Da próxima vez você vai se lembrar. – Ele sabia que Jin não se lembraria, mas também não se importava com isso. – E vai lá terminar seu banho.
– Eu vou... Ah! Deixei na geladeira uma lista de telefones de lugares que podemos pedir comida esta semana. São todos novos, não vamos enjoar!
– Vamos experimentá-los, mas eu vou fazer o almoço hoje. Voltei mais cedo por isso.
– Você não estava com nenhum cliente?
– Não, eu fui dar uma volta... Ei, Jin...
Jin, que já estava retornando ao banheiro, parou no meio da sala e olhou para ele retirando algo do seu bolso.
– Isso é para você. O relógio que você queria. Feliz aniversário... Desculpe a falta de embrulho, ano que vem eu preparo algo mais decente.
– Eh? SUGOI! – e ele abriu um largo sorriso que Pi não via há dias e do qual estava sentindo falta. – Arigatou Pi, não precisava ter gasto dinheiro com isso! Não se preocupe com essas coisas!
Jin se aproximou e o beijou.
– Sabe, não foi caro...
– Eu sei que você comprou de uma loja de objetos usados. Não se preocupe, já disse, ninguém vai reparar que eu não sou seu primeiro dono. – ele sorriu. – Está bem conservado, funciona e foi Pi quem me deu, então é o melhor presente!
– Ei, Jin... Você está bem?
O rapaz fez que sim.
Ele sorriu de novo e Yamapi encostou sua mão em sua bochecha e o acariciou com o polegar.
– De verdade?
– Verdade verdadeira. – ele piscou um olho. – Vou terminar meu banho, prepare algo pra gente comer, bem gostoso... Estou faminto!
2
Almoçavam tranquilamente uma bela macarronada ao molho sugu. Jin adorava comida italiana e adorava a comida de Yamapi. Era um bom motivo para estar radiante, mas Pi foi capaz de notar que, naquele momento, aquela alegria era uma atitude falsa, mas não disse nada. Havia se precipitado em querer de volta o sorriso sincero do amigo, precisava lhe dar mais tempo para esquecer o que tinha acontecido.
– A comida do Pi é a melhor. – ele disse, entusiasmado. – Você bem que podia cozinhar mais vezes né?
– E você bem que podia aprender a cozinhar. Não tem graça comer sempre comida de restaurantes ou ter que fazer eu mesmo. Gostaria de comer algo feito por você.
– Cozinhar é muito chato! Não sou bom nisso!
– Mas não pode ser bom só no que se gosta! Até parece que não sabe isso! Você precisa crescer! – ele carregou sua voz de bom humor para a bronca soar descontraída.
– Hai~!
– Hey, Jin... Você conhece algum rapaz um pouco mais baixo que eu, de cabelos cumpridos, mais ou menos até aqui. – ele bateu numa altura entre seu queixo e o ombro. – Num tom próximo do seu cabelo...
Jin parou o garfo próximo à boca fez uma expressão pensativa. Yamapi continuou a descrever aquela pessoa.
–... Tem o rosto fino. Bem fino. E olhos bem rasgados. Sobrancelha muito, muito fina.
– Não me vem ninguém na cabeça agora... Você não sabe o nome?
Yamapi sacudiu a cabeça.
– Bem, deixe pra lá... Talvez ele tenha se confundido mesmo. Pensei agora que talvez ele pudesse ter me confundido com você, por causa do seu casaco. – ele disse, pensativo. – Mas talvez seja mesmo outra pessoa.
– Não me lembro de ninguém assim. Bem, terminei. Obrigado pela comida, estava mesmo muito gostoso! – levantou-se e fez um reverencia.
– Vai sair?
– Un. Dar uma volta para fazer a digestão. Não se preocupe. – ele disse ao notar o olhar preocupado dele. – Eu estou bem.
Sorriu e se despediu.
3
Capturar o instante único, o momento exato. Decisivo. É um objetivo que todos os fotógrafos gostariam de alcançar em suas fotografias. E quando se fala nesse momento, não dá pra deixar de pensar em Henri Cartier Breson, que era para Shigue, assim como para muitos, o mestre da fotografia. E a foto dele preferida de Shigue era a célebre imagem do homem caindo no lago. Perfeita! De fato, era o momento decisivo.
Seria bom conseguir capturar esse tipo de imagem. Não importa o que estiver em jogo, pode ser desde o momento em a bola cruza a linha do gol ou o momento em que o beija-flor se aproxima da flor. O momento em que os lábios se tocam, os olhos se encontram. Talvez, sendo menos romântico, o momento em que o ladrão está furtando. O assassino atinge sua vítima.
O momento decisivo pode ser algo belo, que encantará os olhos de quem ver a foto, ou pode ser algo engraçado, que fará as pessoas sorrirem, ou ainda útil, que pode ajudar a sociedade.
Mas é algo difícil, muito difícil, por mais que se ande com a máquina presa ao pescoço ou o braço. Shigue se sentia frustrado porque nenhuma foto sua poderia dizer que era um momento decisivo.
Era nisso que pensava quando cruzou novamente aquela fonte e, próxima a ela, avistou aquele rapaz que tanto havia chamado a atenção de seu amigo Kamenashi. Shigue franziu a testa ao perceber que aquela situação parecia idêntica à foto. Ele estava sentado no degrau, pensativo, embora em outra posição. O que será que tanto pensa esse jvem?
– Com licença?
A sua voz soou tranqüila demais quando se aproximou, mas chamou a atenção do jovem. Ele se virou para trás e o olhou com alguma suspeita. Shigue lhe sorriu com simpatia e desceu mais alguns degraus para se aproximar e sentou ao seu lado.
– Você vem muito aqui?
O rapaz o olhou ainda mais atento e ele se mostrou constrangido, colocou a mão atrás da cabeça e piscou repetidas vezes.
– Desculpa, isso soou estranho certo? Meu nome é Kato Shigueaki. Muito prazer.
O rapaz, como manda a boa educação japonesa, segurou o cartão que o fotógrafo lhe estendia com as duas mãos, e observou atentamente o nome escrito seguido da profissão e depois o guardou em sua carteira. Mas não disse nada.
– Outro dia eu estava fotografando por aqui e você saiu em uma das fotos. Desculpe se estou sendo inconveniente, mas... A foto em que você saiu ficou muito bonita. Gostei muito e acho que olhei para ela tantas vezes que poderia reproduzi-la novamente se todas as pessoas estivessem por aqui. E isso me deu um ar meio familiar com você... – riu. – É um absurdo, mas é a minha relação com as minhas fotografias.
– Não é um absurdo. – ele disse finalmente. –... Você ama sua profissão.
– Em partes... Amo a fotografia, isso é certo. Mas não trabalho exatamente do modo como eu gostaria. Ainda vou chegar lá, mas não sei quando.
– É bom ter um rumo. – ele comentou vagamente e não se explicou. – Posso ver a foto?
– Sobre isso... Eu gostaria de conversar com você. Um amigo meu ficou muito interessado... E ficou com a foto. Sério, de verdade. Ah, isso pode soar meio estranho! Eu só estou dizendo coisas confusas, gomen por isso! Mas será que você não poderia se encontrar com ele?
– Estarei na Casa de Show sábado à noite. Me procurem lá. – disse rápido demais e se levantou.
– Qual o seu nome? – Shige teve que gritar.
– Akanishi... Akanishi Jin.
Se agora Shigue estivesse no quarto de Kamenashi, teria compreendido porque o rapaz aceitou o convite tão fácil. Era porque era um profissional do sexo.
4
Kamenashi tinha o hábito de morder objetos quando estava nervoso. Na falta de um, ele mordia o seu polegar e se perguntava o que diabos estava acontecendo. Cinco mil dólares, como alguém poderia custar tanto assim?
Ainda em choque, alcançou a sua carteira e começou a contar seu dinheiro. Escutou um riso provocante.
Jin apoiou a cabeça na mão e olhou com uma expressão divertida. Akanishi tinha um riso lindo, mas naquele momento Kamenashi o estava odiando mortalmente enquanto contava as notas em sua carteira. E, internamente, deliciou-se quando o garoto de programa perdeu o sorriso ao perceber a quantia que havia recebido.
– Ei, aqui não tem nem cem dólares! – ele inflou as bochechas com ar e olhou zangado para Kamenashi.
– Dê-se por satisfeito, é tudo o que eu tenho! E cinco mil dólares?? Que diabos, seu rabo é de ouro? Isso é pra aprender a não se jogar em pobres, seu golpista miserável!!
Jin piscou e fez um bico.
– Não precisa ser agressivo também, meu Deus, que mal-humor! Vai dizer que não gostou?
O jornalista suspirou e levou uma mão a testa. De repente, a melhor noite de sua vida havia se transformado em seu pior pesadelo. Normalmente, ele não aceitaria pagar aquela dívida, obviamente que brigaria pelos seus direitos, afinal, havia sido enganado! Mas Akanishi deu dois argumentos que lhe convenceram totalmente: Nagase Tomoya e seus 1,84 cm.
Kamenashi não era doido de pensar que poderia vencer uma briga com aquele cafetão, ou como Akanishi havia definido, com aquele segurança particular. Não estava nem um pouco interessado em conversar com ele, como o puto havia lhe sugerido que fizesse.
– Nee~... Eu ainda estou com fome! – ele fez questão de lembrá-lo e fez uma expressão de falsa zanga. Parecia uma criança mimada que nem ao menos deu atenção ao olhar torto que recebeu. – Já que você não tem grana pra me pagar, então... Vai ter que me pagar com serviços até quitar a dívida. – e levou o indicador a boca, mordendo a ponta do dedo.
Não respondeu. Preferiu se vestir ir para a cozinha preparar algo para o café da manhã. Antes de sair do quarto, ainda escutou a risada. Aquele cara estava mesmo se divertindo às suas custas. E o preço era muito caro!
Fechou a força com mais força do que deveria e ficou satisfeito com o silêncio que se formou do outro lado. Atravessou a sala e pegou seu celular em cima da mesa, verificando as ligações. Haviam algumas chamadas de Nakamaru, certamente ele estava querendo lhe passar alguma matéria, isso podia esperar. E havia mensagens de amigos o convidando para sair e números desconhecidos. Certamente, eram os malditos assessores de imprensa querendo enfiar alguma pauta em sua goela. Também não se deu ao trabalho de retornar.
Na cozinha, foi direto para a geladeira. Estava praticamente vazia. Por sorte, tinha alguns ovos, o resto do arroz da janta de dois dias atrás, restos molho de tomate enlatado e cenouras. Faria um omurice.
Parou seus movimentos quando percebeu o quão ridículo era aquela situação. Havia se deixado enganar tudo porque não soube ser mais forte que sua segunda cabeça. Mas Jin era bonito e havia sido uma bela transa. Ele tinha um corpo fantástico e conhecia técnicas que... Não era uma troca tão ruim, afinal.
Mas cinco mil dólares?
E essa de querer cobrar com serviços?
O lado positivo era que Akanishi não estava zangado ou preocupado com a grana. Sendo assim, não teria se preocupar com Nagase. Ao menos por um tempo.
Ele deixou de pensar nisso e quando terminou de cozinhar, foi para o quarto chamá-lo e encontrou de banho tomado – com os cabelos ainda pingando, notou levemente irritado com a poça de água que estava se formando em seu piso – e usando as suas roupas. Aliás, usando apenas uma camisa de flanela. Akanishi era mais alto, mas Kame gostava de roupas cumpridas, então o corte dela cobria perfeitamente o corpo dele até um pouco abaixo do traseiro. Ainda assim, era sedutor.
Akanishi estava com um retrato seu em uma mão e com um jornal na outra.
– O que você...
Não terminou a pergunta, ficou curioso com a reação assustada dele. Akanishi o olhou de forma séria, mas depois riu e levou a mão até o peito.
– Mou~... Não me assuste desse jeito! – coçou o nariz com o indicador e depois recolocou o retrato na cabeceira da cama. – Nee~... Vocês são parecidos.
– Hã? Sou parecido com quem?
– Kimura. – ele jogou o jornal no peito do jornalista.
Kamenashi o pegou e viu que havia uma foto do artista de uma cena de novela. Nela, Kimura estava sério, com o cabelo mais cumprido, até a nuca, em um tom avermelhado. Usava um blusão vermelho e preenchia a boca com a língua. Assim como Kame fazia agora enquanto analisava as duas fotos. O retrato era uma foto sua com um casaco parecido.
– Não é o primeiro a me dizer isso. Não sei se somos parecidos, sei que não tenho a grana dele.
– Mas tem um pouco da sua beleza, poderia ter usado isso pra ganhar dinheiro!
– O que? Vendendo meu corpo também? – ele riu com deboche.
– Não fale com tanto menosprezo da minha profissão! – ele reclamou.
– Vai dizer que você se orgulha? – arqueou a sobrancelha de forma desafiadora.
Akanishi encolheu os ombros.
– Essa não é a questão! Nee~... O que você fez pra gente comer? Tá um cheiro delicioso! – ele se apressou em deixar o quarto.
– Que cara mais folgado... – Kamenashi resmungou e foi atrás dele.
Akanishi estava encostado na batente da porta, esperando que ele o servisse, Kame logo percebeu e, mesmo contrariado, atendeu aquele capricho fingindo não notar os olhos gulosos do garoto de programa em sua direção.
Kame estava vestido apenas com a calça, do mesmo jeito que Jin o encontrou na noite anterior. Era magro, mas era um corpo bonito, suas costas eram atraentes e sua pele, branquinha, parecia de seda. Era macia como seda.
Kamenashi se virou para terminar de colocar os pratos na mesa e lhe sorriu. Akanishi ainda continuava olhando para o corpo dele, para os mamilos pequenos, que praticamente sumiam na carne branca.
– Pare de me olhar assim. Sou pobre. Não tenho cinco mil.
Akanishi riu. Kamenashi parecia ter um bom senso de humor. Depois do choque inicial, agora estava assimilando melhor aquela história.
– Sorte a sua, então, que eu te dei um bônus.
– Você me deu muito mais que um bônus. – ele riu.
Se aquela havia sido a melhor transa na vida de Kamenashi, Akanishi tinha que reconhecer que também tivera muita sorte. Kamenashi era alguém cuja sensualidade era algo natural. Um olhar de lado, o hábito de passar a língua nos lábios, a inclinação do rosto, a voz carregada de malícia...
– Kame-chan faz o que pra ter tantos livros em sua casa? – ele preferiu mudar de assunto, já que não estava disposto s ter um prejuízo de dez mil com aquele rapaz. E isso certamente aconteceria se continuasse em sua análise milimétrica do corpo dele.
– Eh? Kame... Kame-chan? – ele franziu a testa. – Eu sou jornalista. – respondeu vago, ainda tentando assimilar aquele apelido.
Akanishi fez uma expressão exagerada de espanto.
– Incrível! Você deve ser muito inteligente... Deve conhecer tanta gente legal!
– Não é bem assim... A gente conhece muita gente, mas a maioria é chata.
– Deve receber convites pra um monte de eventos legais!
– Esses eventos são um porre e você é cobrado a escrever só coisas boas sobre eles. Hipocrisia total.
– E viaja o país todo atrás de informações!! Que legal!
– Já ouviu falar em internet, email, MSN, twitter? – ele se perguntou em que era Akanishi vivia dentro da sua fantasia glamorosa sobre o jornalismo.
– E as pessoas devem te reconhecer a todo instante, pedindo autógrafos e essas coisas toda.
– Eu entrevisto celebridades, não sou uma delas. – ele murmurou, cruzando os braços, mas já tinha percebido que Akanishi não o escutava. – Pode se servir. Com a comida. – ele completou assim que notou os olhos vivos de Akanishi.
Akanishi riu e obedeceu. Comeu com bastante gosto. Kamenashi se sentou a sua frente, mas hesitou em comer, observava o outro rapaz, abismado em como ele podia mudar de personalidade facilmente.
Onde estava aquele rapaz sedutor da noite anterior?
Porque deixava predominar aquela criança gulosa e mimada?
E, o principal, que havia realmente incomodado Kamenashi era: quem era aquele rapaz sério de ar melancólico que se assustou quando o pegou olhando sua foto no quarto?
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