Notas iniciais
O negócio está meio tenso agora.... rsrsrsrs. Só quero deixar claro que esse é só o início dos surtos! Lembrem de prestar atenção nos detalhes, são importantíssimos.
Tudo é frio. A sensação é a mais incomodante de todas que eu já senti na minha vida. Não sei o que acontece, simplesmente a minha volta inteira estava negra. Meus olhos não se moviam e meu corpo não tinha comando de si próprio. Eu ouvia passos, sentia toques, mas não enxergava na em minha volta, e nem conseguia se quer levantar. Eu estava morto? Vivo? Dormindo? Era difícil responder. Tudo estava uma confusão completa. Depois do que eu tinha visto acontecer com Lana comecei a ter a constante sensação de não saber mais o que era real ou imaginário. Como eu almejava em abrir os olhos naquela situação e ver que na verdade eu estava na minha cama e tudo não tinha passado de um sonho. Um simples sonho. Um fruto da minha mente perturbada. Por anos eu reclamei de tudo que eu estava passando, contudo isso aqui é loucura! Simplesmente tudo desabou.
Essa sensação se perdurou por horas até de que perdi de vez a consciência. Além do estado vegetativo eu não ouvia e nem sentia mais nada. Tinha caído em um sono profundo que pareceu levar-me para as negras margens da solidão e do medo.
Para a minha agonia aquele estado começou a se esvair em mim como uma leve cachoeira, e em questão de algumas horas minha percepção de tudo em minha volta começou a se manifestar por completo em meu corpo. O frio voltou, mas agora era diferente, era mais leve e pouco expressiva. Um odor conhecido para mim começou a pairar. Era o mesmo do dia em que eu estava no hospital. Aquele cheiro frio e amedrontador que qualquer hospital expele. O cheiro da esterilização, o cheiro do perigo que os pacientes passavam.
Lentamente fui abrindo os olhos e vendo um cenário, de início embaçado, branco e claro. Uma luz fraca e cintilante brilhava de frente a minha visão, e uma cobertura branca se estendia dos canteiros do teto em que eu avistava agora. Minha visão vagou serenamente pelo local e aos poucos fui reconhecendo que de fato tratava-se de um hospital. Talvez fosse o mesmo da última vez em que eu acordei depois de uma noite muito louca. Mas, esse era diferente, haviam muitas engenhocas e maquinários estranhos que eu só tinha avistado em filmes. Fios pendiam de meu corpo e iam até uma máquina logo a cima de mim, onde um som de um estampido fino e baixo soava de segundo em segundo, enquanto linhas irregulares se programavam na tela digital. Ao meu lado um suspensório de metal com soro se erguia e um fio fino pendia até me braço. Em meu indicador direito um sensor de oxímetro estava ligado.
No início, meu cérebro não conseguiu processar tudo o que tinha acontecido, nem onde eu me encontrava, e eu fiquei em um certo estado de demência. Não me lembrava com clareza das coisas. Era como se tudo fizesse parte de um passado tão ditante e esquecido que minha mente começava a deixar ir aos poucos. Fiquei parado por um longo tempo, perguntando-me qual seria meu nome, ou então de onde tinha vindo. Eu sei, é patético. Mas eu estava em um quadro bem complicado, até que um pessoa entrou na sala e eu imediatamente reconheci ela. Era Megan, a mesma dos cabelos longos e escuros. Tentei me levantar a força, contudo meu corpo renegou-se a seguir o movimento e perdi força caindo de volta na cama. Ela me olhou assustada e logo correu ao meu encontro, olhando para as máquinas ao meu lado e avaliando o que os retrovisores digitais expressavam. Depois Megan voltou sua atenção para mim e fitou-me com um ar de preocupação.
– O que você tem? — perguntou ela baixo e desconsolada.
– Como? — murmurei fracamente.
– Não faz nem duas semanas que você apareceu nesse hospital, e de repente volto para cá assim.
– Assim? Assim como? — indaguei sem lembrar direito do ocorrido.
Tudo o que se tinha na minha mente, eram breves relâmpagos de imagens tenebrosas que eu nem mesmo sabia de onde tinham saído. Em um momento eu estava em um lugar frio e com coisas destruídas, queimadas e velhas. Em outro eu via um vermelho sangue para todos os cantos. Era como se fosse algo de séculos passados.
– Do que se lembra? — perguntou ela.
– Acho que o que está em minha mente é só enganação de minha loucura.
– Lembra de um tiro? — perguntou ela.
Por um momento eu parei no tempo espantado. E então uma breve lembrança veio em minha mente de uma dor fina na base de minha cintura e de um lugar abandonado. Então, fechei os olhos forçando mais ainda e lembrei-me dos atos de atrocidades. A imagem de Lana perdurou e corroeu minha cabeça. Coloquei minhas duas mãos no rosto e as lágrimas foram incondicionais. Voltei a sentir uma dor em meu peito, como se algo perfurasse e destruísse meu coração. Naquele momento a minha vida estava acabada para sempre.
– Desculpa. — falou Megan colocando sua mão em meu ombro e tentando demostrar algum tipo de arrependimento sobre o fato ocorrido. — Mas, não é só isso. — comentou com um ar preocupado e um pouco hesitante. Estava óbvio que ela não queria me dar a notícia — Bem, você precisa descansar, passou por várias coisas. — e então ela se virou para sair pela porta, mas antes que ela desse o primeiro passo agarrei o seu braço com força e falei que era para ela me dizer o resto.
– Bem... — iniciou ela — Hmmm, é que, você deu entrado em uma situação lastimável. Na verdade, cara, eu não posso falar. A polícia me proibiu.
– Eles estão aqui? — indaguei em meio as minhas lágrimas.
– Sim, e estão com a coisa com eles.
– Coisa? Que coisa? — indaguei.
– Nada, tenho que ir.
– Não. — berrei com mais lágrimas indomáveis. Expressei-me o mais eufórico que eu podia. — Por favor, diga-me — supliquei.
– Não conte a ninguém, por favor. — respondeu ela com os olhos brilhantes e tristes. — Você deu entrada com um tiro, mas quando levamos você para a sala de cirurgia, você tinha um tipo de objeto inserido dentro do seu corpo. De início não sabiam o que era, e eu não costumo ficar perguntando as coisas. Mas, os boatos se iniciaram. De início falaram que você era o assassino que tinha matado dezessete pessoas, mas quando viram o que estava dentro de você, inserido no lado da cintura direita, próximo ao rim, um CD. Ah, meu Deus! — ela colocou a mão no rosto e então uma lágrima desceu de seu olho, mas ela logo se controlou e enxugou-a. — Então, a polícia chegou logo após dizendo que estavam em busca de você, eles pegaram o CD e fizeram prometer que ninguém mais saberia da presença do CD, o que foi desnecessário porque eu estou aqui lhe contando tudo. É sério, cara, o que você tem? — seu rosto era de medo e nervosismo.
Era óbvio que ela nunca tinha tido um paciente tão vagabundo como eu, que sumia do nada e aparecia cheio de problemas. Todavia, isso não podia me prender a atenção, eu neste momento pensava sobre as meras e desastrantes palavras que ela tinha dito: "dezessete". Como assim? Já eram dezessete mortos? Meu senhor, que ponto esse homem quer chegar?
Não obstante, eu ainda sentia pena de ela ter se envolvido em tudo isso. Na verdade, pena de todos que estavam entrelaçados nesse destino hediondo. Todos os mortos que tinha sido detonados pelo nada, siplesmente para satisfazer a vontade de um maníaco. As lágrimas não podiam ser controladas e eu me tremiam completamente. Não tinha como ter um sistema nervoso para tudo o que estava acontece.
– Eles fizeram a cirurgia a um tempo. Acho que em breve poderá andar. — comentou ela como se mudasse de postura e voltasse a ser a médica de sempre, sem dúvidas ou abalamento.
– Por... por favor. — gaguejei. — Os, ooos... os policiais. Tão aqui, não é?
– Sim.
– Traga-os aqui! — falei com firmeza.
Ela saiu da sala e me deixou só por alguns instantes, até que voltou com os mesmo policiais que tinham me atendido antes, os dois. Olharam-me preocupados e pediram que Megan deixasse o lugar. Depois se voltaram para a minha direção e ficaram em silêncio.
– Eu sei. — comecei a falar desconsolado, enquanto as lágrimas ainda desciam de meus olhos e a destruição me consumia. — Eu robei o CD. Podem me prender por isso, ou então uma causa maior que podem encontrar nisso. Mas, acho que não farão isso.
– Como tem certeza? — indagou-me o de nariz maior.
– Vocês não teriam abafado o caso se não tivesse algum interesse em mim. Como sabem pelo CD, não sou o assassino. Mas, quero encontra-lo.
– E o que o faz pensar que deixaremos você se envolver no caso? — perguntou o de nariz menor.
– Eu já estou envolvido. Não tem como não negarem. E eu tenho o primeiro CD.
– Sabe que podemos pega-lo a qualquer momento, não é? — o mesmo perguntou.
– Não pararei até que ele esteja morto! — gritei sem controle sobre mim. — Ele está arruinando minha vida! Eu irei colocar as mãos nele!
– Calma... — falou o de nariz maior. — Da última vez que tentou fazer isso, você acabou com um CD na barriga. E outras vítimas vieram.
– Quero o CD. — falei. — Sei que tem dois com você. Ele disse que viriam dois para mim, e agora virá muito mais, já que diz que são dezessete. Aliás, como tem certeza do número?
– As mortes são sempre as mesmas, olhos arrancados e o símbolo no recinto em que o corpo se encontra. — respondeu o mesmo policial.
– Não precisam me envolver no caso. Só me deixam ajudar. Até porque deverão ficar na minha cola para saber se serei atacado, e devem assumir que esse cara tem algo em comum comigo. Os CD's são direcionados a mim, as mortes são para me afetar, e de alguma forma esse maníaco me encontrou no mundo.
– Se aceitarmos sua condição, você nos dará o CD e ficará sobe nossa proteção de livre vontade? — perguntou o policial do nariz grande.
– Sim. Agora, sem mais papos. Coloquem o segundo CD! Quero ver — falei tentando secar as lágrimas em minha rosto e engolindo um seco.
Era como se a dor da perda tivesse se transformado em um ódio exorbitante dentro de mim, tão feroz como as presas de um leão que abocanha sua presa.
– Desculpa garoto, mas esses CD's só tem um áudio que não leva a nada, são só alguns minutos. Assim como o primeiro. — retrucou o do nariz pequeno. — E se acha que vai ficar se metendo em algo como se fosse um autoritário, está muito enganado.
– Espera. Alguns minutos? — perguntei, e o mesmo confirmou — Vocês ouviram o primeiro CD, e só tinhas alguns minutos?
– Sim, por quê? — perguntou o do nariz menor.
– Aceite minha interferência no caso que conto-lhes tudo. — por um momento ele ficou em silêncio com uma insegurança imensa e uma cara de dúvida, parecia confuso demais para responder, então fez só um gesto com a cabeça e permaneceu em silêncio. — Ok. O primeiro CD tinha dois ícones, um tinha somente alguns minutinhos mesmo, mas o segundo tinha um que era bem mais extenso. Não viram?
– Impossível. — berrou os dois soldados de uma só vez. Estavam com caras de babacas como eu nunca tinha visto.
Simplesmente deixaram seus queixos caírem ao ouvir a minha confirmação, e um deles disse que só havia um ícone nos CD's, e até discutiram comigo dizendo que eu estava mentindo e que colocaria tudo a perder. O de nariz pequeno me acusou de ser o assassino, e depois falou que eu era um louco. Mas, enfim, tudo estava se encaixando. No primeiro CD em que eu havia ouvido do assassino, ele dizia no primeiro ícone que estava se precavendo... então era isso? Será que ninguém mais podia ouvir além de mim? Talvez, com algum milagre cibernético, ele tenha adaptado o CD somente ao meu notebook. Para comprovar minha tese pedi um notebook para eles, e foi BINGO! Só havia um player. Então, mandei que fossem e a minha casa e trouxessem meu notebook, junto com o outro CD, que expliquei onde se encontrava.
Durante o tempo sozinho, eu não conseguia dormir e fazer mais nada, a não ser ficar parado olhando para o tempo. De quando em quando lágrimas desciam de meus olhos e uma dor de cabeça imensa que perturbava, mas na maioria do tempo eu não fazia mais nada, afinal, não queria mais nada. Desejava mais que tudo morrer naquele instante. Depois de algumas horas eles voltaram, e logo voltei a ter a antiga postura, e liguei meu "not", coloquei o mesmo CD, o segundo, e logo que abri a pasta, o resultado deixou os policiais mais perplexos, lá estava o segundo player. Eles logo começaram uma discussão de como aquele pessoa tinha conseguido fazer isso de algum modo ou outro. Então logo mandei eles calarem a boca e abri o segundo player. O som de um estampido começou, e então a imagem daquele símbolo diabólico voltou a aparecer na tela.
"Oi, meu caro Vanir", falou ele e assim que ouviram isso os policiais me obrigaram a parar o áudio e explicar o que era aquilo. Então contei-lhes o fato do panteão, o que os deixou mais confusos ainda, só que não tinha tempo para as idiotices deles e voltei a ouvir o áudio. "As coisas estão estranhas não é mesmo? Esse CD, chegou junto com o terceiro, que tenho plena certeza que você irá AMAR, mas isso não diminui o valor dele. Se todo o meu plano tiver dado certo e os retardados dos policiais não tiverem percebido, esse CD chegará no dia em que eu tiver matado dezessete pessoas. Por isso, meu caro Vanir, você terá muito o que ouvir, certo? De princípio, quero lhe dar os parabéns, por estar vivo, pois se está ouvindo isso agora, é porque sobreviveu a operação. Sabe, eu tinha você nas minhas mãos e eu deixei você vivo. Se sinta privilegiado, meu amigo. Entretanto, nada é por acaso, não é mesmo? Dei-lhe um tiro para lhe manusear como eu bem entendesse, depois abri a região direita de sua cintura, colocando uma capa com dois CD's, que agora estão a rodar em seu notebook. Bem, já descobriu cobre os Vanir? Hmmm, acho que sim! Eai, tudo está esclarecendo? Não? Enfim, eu estava pensando agora pouco, como foi ver a Lana daquele jeito? Foi foda, não foi? Devo admitir que o resultado foi bem melhor do que eu tinha pensado. A imagem dela explodindo em milhões de pedaços foi muito bom. O problema foi limpar depois tudo. A gente bem que poderia ter menos órgãos, não acha? Foi complicado pegar os pedaços dela e colocar tudo em uma coisa só, mas creio que irá gostar de saber o que fiz, depois de um tempo. Pois bem, o que achou do irmão dela? Não viu o corpo dele, né? Deveria ter visto, estava uma coisa fantástico. Foi um trabalho árduo, mas consegui completar os desenhos na pele, e sabe o legal? Ele estava vivo enquanto cortava-lhe a pele. E depois arranquei os olhos. É, é prazeroso, entende? Nesta guerra é meu exército contra o seu, Vanir! Vamos ver quem sairá vencedor. Dá última vezes, nós, os Aesir, vencemos. Pelo andar da carruagem, não será diferente."
Um outro estampido silenciou o áudio, mas a imagem continuou acesa e rolou por um longo tempo. Depois abri o terceiro CD, e esse foi o mais angustiante e não suportei até o fim ele.
De início, as imagens era de um lugar escuro e maltratado, até que várias velas foram se acedendo aos poucos por uma imagem negra que andava de um canto para outro, até que todo o lugar ficou completamente claro e eu via exatamente tudo. Em uma cadeira repleta de estinhos de ferro, um homem estava sentado com o sangue correndo vivo em sua pele. Era o irmão de Lana. Que estado lastimável! Ele gritava e chamava pelo nome de "Deus" o tempo todo, chorando e berrado desesperado. Um calafrio me cobriu naquele momento e eu não tinha estômago para ver talo atrocidade. Tentei ser forte e focar na imagem. Um homem com um manto preto e longo, e uma máscara de bode apareceu com uma faca na mão, grande e afiada. Então o irmão dela começou e gritar mais ferrenhamente e o sangue agora empossava no chão. Aquele era o som da bizarrice e do temor. Nunca haverá som mais amedrontador do que aquele. Então o homem com o manto, começou a passar a faca na pele dele enquanto no maior desespero ele se sacudia no meio dos espinhos e gritava por ajuda. Suas súplicas me fizeram derramar lágrimas e imaginar o quanto hediondo era aquele assassino, mas as segundas imagens foram piores. Eram de Lana, na mesma sala em que morrera... Ah, assim que vi aquilo, passei o "not" para o lado e falei que não assistiria mais. As lágrimas voltam a ser minhas aliadas naquele momento. No final do vídeo, ouvi a voz do monstro dizer: "É, seus aliados estão indo embora Vanir, foi bom enquanto durou. Falta só alguns".
Após o fim, os policias se retiraram do meu quarto no hospital com o meu notebook para analisar melhor os três CD's, e eu fiquei deitado em minha cama e não conseguia para de chorar. Minha boca estava seca e eu tinha um sono leve se apoderam de mim, mas não conseguia dormir. Meus olhos ardiam e em mim um frio enorme me abraçava. Tentei me levantar da cama, mas minha cintura doeu. O que que tem? Doendo ou não, era aquilo que eu queria. A morte! Levantei-me ignorando a terrível dor, e cambaleando para o lado. Segurei-me na cabeceira da cama. Fui até o banheiro que havia ao lado e me olhei no espelho. Como eu estava terrível. Uma olheira intensa se estendia abaixo do meu olho, e eu estava pálido com os cabelos bagunçados. Lágrimas ainda desciam do meu rosto. Então com muita força eu golpeei com ferocidade o espelho e o vidro se espatifou para todos os lados. Caindo em cima de meu pé. Agarrei o resto do espelho que permaneceu suspenso e puxei o vidro fazendo com que o resto que sobrou quebrasse em minha mão. Pequenos e grandes pedaços sairão rasgando as minhas duas mãos. A dor foi sucumbida pelo ódio e o arrependimento que eu tinha dentro de mim. Então não liguei para o ato que eu tinha feito.
Cai sobre a parede chorando e com o sangue escorrendo e quando olhei para a parede logo a frente, uma mensagem escrita em sangue estava estampada, o que me chamou a atenção. "Só falta seu amigo. Jake?". E ao lado estava o símbolo demoníaco daquele covarde que se escondia nas câmaras. Soltei um grito tão alto que todos no hospital se espantaram. Eu me sentia da pior maneira que poderia sentir. Destruído. Morto. Incapaz de fazer nada. Eu simplesmente estava perdendo o "jogo". Isso era óbvio. A loucura seria mais relaxante e menos pesada que isso. Tudo está por um fio... o Vanir está perdendo!
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