Notas iniciais
Esse é só o primeiro capítulo vem muito mais por aí!
Desculpem os erros de português e espero que gostem!

Deitada sobre a cama de dossel de seu quarto, Lizzie tentava não pensar em si mesma, pois sempre que fazia isso ela começava a chorar, e ela odiava chorar, sempre que chorava, se sentia fraca. Ela tentou pensar em outras coisas, pensou em esquilos, e depois em waffles, e depois pensou nas cores de seu quarto, rosa, branco, lilás, azul claro, e ela pensou no mar e como seria legal se estivesse na praia, sentindo a brisa fria, então ela saiu da cama com um pulo e andou pela casa lentamente, desceu as escadas, passou em passos lentos e discretos pela porta da cozinha onde a vó estava e depois saiu rapidamente pela porta da frente.

Lizzie sentiu o sol forte sob seus olhos, e então começou a andar lentamente pela calçada do bairro onde sua vó morava em Pacific Ocean, uma cidadezinha minúscula e chata onde não acontecia nada absolutamente nada, onde todo mundo conhecia todo mundo e ninguém sabia cuidar somente da própria vida, como em toda cidade pequena todos sabem tudo da vida de cada habitante de Pacific Ocean. Lizzie, conhecida na cidade como a garota que perdeu os pais em um acidente de carro, já tinha feito alguns amigos nos últimos três meses, duas garotas, Sarah e Anne, um garoto chamado Cody que trabalhava da lanchonete perto da praia, o qual Lizzie desconfia que fosse gay e a sua vizinha idosa, Beth

Em passos lentos Lizzie caminhou até a praia, e sentou na areia quente, fechou os olhos e deixou o cheiro de água salgada entra por suas narinas, um meio sorriso abriu-se no canto de seu rosto, ela adorava esse cheiro porque sempre a fazia lembrar das tardes que passara ali com sua mãe, catando conchinhas para a sua vó que fazia artesanato com elas. Lizzie começou a chorar, lágrimas de felicidade, lembrar desses bons momentos a fazia feliz, mas triste ao mesmo tempo, já que temia não ter mais.

Ainda chorando, Lizzie correu até o píer e sentou no parapeito. Ela teve uma crise de riso quando alguns turistas a encararam e a olharam com um olhar de reprovação, ela achou que eles achavam que ela ia se suicidar, o píer era alto e se caísse iria direto para as pedras, uma morte muito dolorosa, mas ela nunca faria uma coisa tão boba.

Já estava de noite quando Lizzie voltou para casa. Assim que entrou na casa se deparou com a vó brava.

— Elizabeth Jamie Parker, qual é o problema de dizer aonde você vai antes de desaparecer?

Lizzie suspirou, a vó já havia reclamado disso antes, mas Lizzie não tinha vontade de falar com ninguém ultimamente e tentava fazer o máximo para passar despercebido. Ela olhou com calma para o rosto da avó.

— Ai não seria desaparecer.

Tina Jamie respirou fundo e encarou a neta, ela sabia o quanto estava sendo difícil para ela depois da morte dos pais, do mesmo jeito que estava sendo difícil para ela mesma superar a morte da filha, mas Lizzie era só uma criança, era um pena sua neta ter que passar por um choque desses tão cedo.

— Querida, está com fome? Vovó fez um o escondidinho de camarão que você tanto gosta.

Lizzie sorriu e abraçou a avó, que era tão pequenininha que ela tinha que se abaixar para poder abraça-la.

- Claro, eu quero sim.

E juntas as duas foram abraçadas para a cozinha.

Um barulho de porta batendo a fez acordar, Lizzie ficou com medo,mas depois pensou que provavelmente eram só os seus pais, depois ela ouviu passos cada vez mais rápidos e depois um grito e em seguido uma porta se fechando com um estrondo, Lizzie pegou um taco velho de baseball do seu pai e correu pelo enorme apartamento na cidade grande.

Entrar naquela sala foi como levar um soco na barriga, e depois outro e outro e outro até você cuspir sangue. O barulho do taco caindo ecoou pelo apartamento, o tempo parou para a pobre Lizzie, todo o sangue espalhado pela sala em volta dos corpos mortos de seus pais, ela ouviu vozes, sentiu alguém a arrastando e colocando um cobertor sobre os seus ombros, e uma voz bem calma e preocupa “Ela está em choque”. Mas aquela cena horrível continuou em sua mente, o tempo todo. Seus pais, com roupa de gala, expressões assustadas, rostos pálidos e sem vida, caídos no carpete bege, em uma enorme poça de sangue.

Lizzie acordou arfando e suando, estava agitada e desorientada, ela se arrastou até a ponta da cama e caiu no chão frio. Sentia fortes facadas em seu peito, como se estivesse morrendo, do mesmo jeito que os seus pais, ela passava a mão na blusa para ver se tinha sangue, mas não, nada. Lizzie encolheu-se debaixo da cama e começou a chorar desesperadamente, a lembrança daquele dia a afetava tanto, já era o terceiro sonho em ela revivia tudo aquilo, a noite da morte de seus pais.

Ela passou as mãos nas bochechas com força limpando as lágrimas, e depois saiu debaixo da cama. Lizzie não conseguia mais dormir, toda vez que fechava os olhos, voltava para o antigo apartamento, cheio de sangue.

Ela desceu as escadas na ponta dos pés para não fazer barulho. Precisava tomar um ar. Mas antes pegou uma garrafa de vodca no armário de bebidas da avó.

Sentada no parapeito do píer, Lizzie observava de longe o farol que iluminava o mar no meio da madrugada, tomando um gole e mais outro da garrafa de vodca, queria beber até desmaiar, seria mais fácil esquecer, Lizzie respirava fundo e tentava pensar com mais clareza, o que só a fazia chorar mais.

— Hm...Não chore, garota – um garoto que aparentava ter a idade de Lizzie a olhou triste, ele tinha uma voz suave e familiar – Quer um pouco? – ele perguntou levantando um pacotinho de m&m’s.

Lizzie ignorou e olhou pro outro lado, ela limpou as bochechas com os dedos. O garoto sentou do seu lado no parapeito, e ela afastou um pouco mais para direita mantendo uma certo distancia dele.

— Gostei do pijama – ele disse apontando para a calça com estampa de patinhos de Lizzie, ele se aproximou dela, pegou a garrafa de suas mãos e deu um gole, e depois devolveu – Derek Bones.

Lizzie continuo ignorando o garoto.

— Hmm está chateada – ele murmurou – mas olha, eu venho aqui toda noite, meu território, cheguei primeiro, vai ter que ser legal comigo se quiser vir mais vezes.

- Primeiro: você não manda em mim, eu venho aqui quando eu quiser; segundo: você é um babaca.

Derek Bones começou a rir, o que deixou Lizzie irritada.

— Se acalma, eu estava só brincando, vou adorar a companhia de uma jovem tão bela como você – aquele comentário a acalmou de uma forma estranha, ela tomou um gole da bebida e virou a cara – mas me diga, linda flor, qual é o seu nome?

Ela suspirou e olhou para ele com um ar provocativo, olhando bem no fundo dos olhos azuis do garoto.

— Elizabeth Parker.

— Belo nome – ele disse pegando a garrafa das mãos de Lizzie e tomando mais um gole – não devíamos estar bebendo, senhorita Parker.

Derek Bones era sedutor, e Lizzie se sentia confortável perto dele, era como se seu corpo emanasse ondas de calor que a deixavam perfeitamente tranquila.

— Não, não deveríamos – ela disse tomando outro gole – mas as pessoas fazem isso quando querem esquecer de alguma coisa.

— E do que você quer se esquecer, Elizabeth Parker?

Lizzie respirou fundo, fechou os olhos e disse:

— Da morte dos meus pais.

— Ei! Você é a garota que perdeu os pais em um acidente de carro, não é? – disse em um tom surpreso – eu não entendo por que você e sua vó disseram que foi um acidente de carro, se eles foram assassinados.

Lizzie virou rapidamente para Derek.

— Como você sabe disso?! – ela perguntou gritando.

- Por que eu estava lá – ele disse tranquilamente, tomou um gole da bebida e depois atirou a garrafa no mar.

“ Ela está em choque”. Lizzie lembrou daqueles olhos azuis naquela noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado :)
Prometo colocar o primeiro capítulo em breve,e ele vai ter muito mais mistério!
;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.