O apito final

1 O cadeado da alma não prende nossas escolhas


Notas iniciais
Oláááá pessoas ligadas! ~jeancoelhON, ligadas. piadinha, entenderam? ahhhaaha~ Então, essa não é a minha primeira história, as outras eu apaguei. Para quem me conhece, ah sei lá o que vai pensar, só leiam. :3

Os dois capitães apertaram as mãos em respeito, escondendo o medo do que realmente poderia estar acontecendo ali. Eu podia perceber o suor escorrendo por suas faces, as mãos tremendo de aflição e os olhares que volta e meia se dirigiam a mim. Como um gesto forçado de respeito coloquei as duas mãos junto com as deles e balancei a cabeça. Era o que eu podia fazer, também estava sendo vítima. Na verdade, todos estávamos sendo vítimas.

Os dois se separaram timidamente e foram cada um para o seu lado, cada um para um lado que disputava não somente uma vitória. Assim que se posicionaram não aguentei e olhei. Que erro fatal olhar para o meu controlador, o homem que pôs a decisão em minhas mãos. Fui hipócrita, egoísta e burro. E agora terei que aguentar o olhar frio e calculista, o olhar que eu busquei. Muitos podem dizer que eu não tive escolha, só que o cadeado da alma não prende nossas escolhas.

Todos estavam inquietos, a torcida ficava em um silêncio solene, as respirações de todos, até a minha, podia ser ouvida do mais profundo buraco de depressão, eu podia sentir a apreensão no ar. Isso até eu dar o apito inicial.

Exatamente um dia atrás

– Senhor Stern, precisa de um tradutor?

Levantei meus olhos em busca de um auxílio que não me seria dado. O que fitei foi um pilantra, um jogador de pôquer que está com todas as cartas em mão e brinca com os adversários. Aquele olhar, aqueles círculos hipnotizantes não precisavam de palavras, eles já irradiavam o seu poder, já limitavam qualquer um que o cortasse. Precisava fugir daquilo, eu estava perdido em meus pensamentos e não conseguia achar a resposta para isso. Comecei a balançar o corpo para frente e para trás. Não sabia o que fazer... eu... não sabia o que fazer.

– Precisa de água, senhor Stern?

– Não — respondi instintivamente.

Ele pôs a mão no queixo e ficou me olhando, queria demonstrar liberdade, mas eu sabia que ele estava me analisando, assim como fazem para descobrir uma mentira no pôquer. Eu continuei olhando-o. Percebendo minha dificuldade, abriu os braços em sinal para que eu prosseguisse. Procurei palavras, formas, maneiras de dizer qualquer coisa. Mas só saiu uma.

– Não.

– Não?

O timbre de sua voz me fez recuar por dentro. Eu queria forçar minha ideia, mas o medo gritou mais alto.

– Não preciso de um tradutor.

Ele consentiu. Agora era a hora. Não há mais nenhum jeito de fugir. Ele queria a minha escolha. Eu não precisava de mais nada, já tinha tido respostas, já tinha tido tempo, já tinha tido pressão psicológica o suficiente. Só precisava de uma garantia.

– Por que eu deveria dizer sim?

– Por que você diria não?

– Porque é errado — ele pesou o olhar em mim.

– Senhor Stern, não viemos aqui para conversar sobre o certo e o errado. Viemos conversar sobre a minha proposta e a sua escolha. A proposta eu já fiz, mas não lembro de ter recebido uma escolha — ele se ajeitou na cadeira e parece ter feito um sinal para o capanga atrás de mim. Não ousei olhar. — Eu imagino o quanto sua recompensa deve valer para você, um bem tão precioso quanto uma vida. E eu acho que você não iria querer perder mais nenhuma, porque a vida é a escolha de tantos, porque não seria a sua? Tenho certeza que você não iria querer ver mais ninguém morto por sua causa.

Não parei para pensar. Eu tinha uma escolha, não importava as consequências, mas o valor do meu prêmio não poderia ser perdido.

– Sim.

O meu prêmio era libertar minha alma daquele cadeado.

Atualmente

A torcida vibrava o estádio com o seu grito motivador. As cores de camisa que deveriam estar juntas como uma mistura de pátria estavam cada uma em um canto do estádio, torcendo para si mesmo e contra si próprio. Os jogadores não deixavam barato. Mesmo com tudo em risco eles davam a sua vida, brigavam com raça pela nação que representava. Todos os jogadores em campo representavam uma mesma nação, o mesmo grito que se dissipava ao chegar no campo. Se dissipava pelo medo.

Eu ainda estava eufórico, mas por sorte nada havia acontecido. Nada havia me condenado. O jogo ficou em uma corrida até o gol durante dez minutos. Ninguém conseguia fazer nada, ou por medo ou por insegurança em si mesmo. Foi quando algo aconteceu. Um jogador corria pela lateral direita, quando por um golpe sem querer, foi jogado para fora do campo. Estava na cara que havia sido falta. O meu erro de um dia atrás veio á minha cabeça e agora eu devia sofrer as consequências. Mas eu não podia e tinha que fazer aquilo. Assim como um dia atrás, levantei os olhos para o meu controlador.

Ele me percebeu e só fez um gesto, balançou a cabeça. Eu não pude evitar, ele me lembrou o que tinha que fazer, pelo bem de todos. Eu tive que apitar. O bem de todos, não o meu.

Exatamente vinte horas atrás

A conversa não me saía da cabeça, e principalmente a palavra "sim" que saíra de minha própria boca. Com as mãos no bolso, andei sem rumo pelas ruas do país que me condenara. As pessoas se divertiam em tavernas e restaurantes, discutindo assuntos polêmicos e quase sempre rindo. Algo que não se via em mim, o deslocado no país da cerveja. O que não tem a alma de diversão. Eu podia ouvi-los conversando com as vozes elevadas e os risos que nunca acabam. Mas um assunto que se ouvia em cada esquina era a Copa do Mundo.

Encostados em um carro falavam um grupo de argentinos chateados por perder o último jogo. Sentadas em um banco de praça, duas brasileiras discutiam qual jogador da seleção holandesa era mais bonito. Um pai norueguês levava o filho de cinco anos e os dois discutiam qual nome de jogador de sua seleção estariam em sua camisa que acabariam de comprar. Continuei andando em direção ao nada. Me sentia vazio, mais ainda, constrangido. Uma pessoa como eu aceitar uma proposta dessas não receberia perdão. Agora, somente agora, penso nisso. Eu não devia ter aceitado. Não importa o que acontecesse. Eu não devia ter aceitado.

– No jogo de amanhã não podemos deixar barato. Massacraremos a inferior. O capitalismo vence.

Me assustei com a voz masculina e grossa que emitiu esse grito de guerra. Ele estava em uma mesa envolto por vários outros homens. Todos tinham cervejas na mão e eles brindavam em harmonia.

– Para os socialistas — outro disse. — Não pensem na vitória, ela não chegará a vocês! O capitalismo vence!

– Quem pode nos vencer? Nem os E.U.A. conseguiu. Nós somos invencíveis! O capitalismo vence!

– Só um jeito de eles vencerem, e vocês já sabem de quem será a culpa.

– Do filho da... — Todos gritaram em coro.

Atualmente

O jogo estava mais frenético. Não só o jogo, mas meu coração também. De minuto em minuto meus pensamentos se ligavam no jogo, torcendo para que eu não apareça muito. Mas as faltas cometidas não podem ser perdoadas por mim, assim como ninguém pode me perdoar. Já saíram dez faltas só no primeiro tempo. Nenhuma com cartão, mas os jogadores estão tentando minha fidelidade, minha aliança com a maldade.

Faltando um minuto para o primeiro tempo acabar a pior falta do jogo foi cometida. E falta de ataque. Pior, era a minha deixa para fazer meu trabalho. Eu não podia olhar, nada de olhar nos olhos dele. Eu só vou fazer meu trabalho. Corri até o jogador e levantei o cartão vermelho, o cartão que simbolizava meu sangue.

Mas o sangue derramado sobre um pano puro. Nada de me culpar, o cadeado não parecia ser tão forte assim.

Exatamente dezessete horas atrás

Peguei a sua mão e conduzi-a até quarto. Sua mão pequena e quente, que de tão delicada me lembrava que ser forte e firme não precisa ser para todos. Ela entrou no quarto azul e com nuvens pintadas, olhou para mim e sorriu. Puxando-me, foi até a cama e se deitou prestes a sonhar. Eu olhei e não pude não sorrir. As cobertas que a tampavam eram floridas e ela a ajeitava para que nenhuma parte do seu corpo sinta frio. Eu puxei uma parte e pousei a mão em sua testa. Como não amá-la?

– Boa noite, filha.

Coloquei em sua mão o meu bem mais precioso. Quando ela viu, apertou-o e sorriu. Sorri também e beijei-a na testa.

– Boa noite, pai.

Levantei-me e respirei fundo. Quando dei um passo ela me abateu com sua doçura.

– Você é o meu herói.

Estanquei. Uma dor preencheu meu coração e eu não pude evitar uma lágrima. Por mais que eu tentasse ser bom, depois de hoje, depois da minha decisão eu nunca mais serei um herói. Minha vida estava perdida, meus sonhos se tornarão pesadelos e minhas ideias se tornaram perdas.

– Te amo, filha. Perdoa papai? — Digo ainda de costas.

– Perdão, papai? Por quê? Os heróis são demais, igual você.

– É verdade, filha. Boa noite.

É verdade, pena que os heróis não são imortais.

Atualmente

Todos os olhares se concentravam em mim. Olhares apreensivos, olhares ansiosos. Eles estavam inquietos. o que deveria estar acontecendo não aconteceu. Agora tudo estava contra mim e eles e ninguém podia evitar. Eu podia, mas não o faria. Eu não seria egoísta, chega de ser marionete. Eu estava fazendo o certo desde o começo do jogo, mas agora eu sou o juiz, eu estou no controle desse jogo, eu irei fazer o certo.

Apitei para começar o segundo tempo. Os jogadores não estavam animados, mas tentavam fazer o possível. A cada lance eu era sobressaltado na minha justiça. Um lado me xingava, o outro lado me bendia. Os dois lados deveriam ser um só, mas os líderes estavam no comando. Não no meu.

E a cada lance eu olhava para cima. Ele nada fazia, só me fitava. Foi quando eu olhei e ele estava em pé, telefone no ouvido e mão no bolso da calça. Ele não se apressava para falar, não fazia gesto e nem se mexia. Só falava, calmo e decidido. E como se me sentisse olhando-o, foi virando a cabeça aos poucos até me fitar. Até me lançar um olhar fulminante. Até desligar o celular e eu parar de olhá-lo.

Exatamente seis horas atrás

Os seus olhos eram como um manancial. Verdes, vibrantes, demonstrando tranquilidade. Os olhos que fizeram apaixonar-me. Sua mão cobria a minha e ela era quente e acolhedora, dizendo que eu podia contar com ela o quanto eu precisasse. A sua voz era calma e me fazia lembrar do quanto eu a merecia. E o quanto ela não me merecia. Mas mesmo assim, seus olhos, suas mãos, sua voz, não saía de perto de mim.

– Benjamin, por que não me contou antes?

Abaixei meu rosto para o chão, envergonhado. Eu não queria perdê-la. Não podia deixar ela saber de meu pecado.

– Malka, eu estou tão envergonhado.

E joguei a cabeça em seus ombros. Meus olhos se encheram de lágrimas e meus soluços ultrapassavam as paredes. Ela afagou meus cabelos e começou a dizer: "Está tudo bem, está tudo bem". Mas me lembrei de meu dever.

– Eu vou apitar o jogo — digo tentando me livrar do choro.

– O quê? Não...

– Malka, é o meu emprego. E se eu não fizer, eles contratam alguém para fazer o que eu iria fazer. Isso é uma guerra, nós sabemos o que é um guerra. Não vou deixar isso acontecer.

– Benjamin, não é sua obrigação. Vamos fugir, vamos para nossa terra natal. Vamos nos esconder — agora ela chorava também.

Eu a abraçei e lhe beijei. O meu choro não cessava mais.

– Desculpa, mas a partir daquele sim virou minha obrigação. Eu te amo.

Eu não queria que aquilo soasse como uma despedida, mas soou. E assim que ela percebeu o que eu queria dizer desabou em choro mais ainda. Choramos juntos e me levantei.

– Adeus. Estou indo.

– Ben...

– Pai?

Virei para trás e a vi. Ela estava com cara de sono e o pijama estava todo amassado.Ela segurava meu apito que deixei com ela no dia anterior e apertava-o com força.

– Filha.

– Você estava chorando?

– Eu...

– Heróis choram.

Aproximei-me dela e a levantei em meus braços. Ela me abraçou forte, e não quis me largar. Eu chorei mais ainda, aquela inocência me fazia perceber que eu poderia ser mais.

– Eu errei. Eu não posso ser mais herói, filha. Heróis não erram.

Então ela sussurrou minhas esperanças, pousando em minhas mãos a certeza.

– Eles erram, mas no final sempre fazem o certo.

O apito brilhava em minha mão. Ele parecia uma fuga, ele simbolizava a chave do cadeado.

Atualmente

O jogo estava prestes a acabar. Três minutos da prorrogação. Eu fazia o meu melhor. Foi quando eles também fizeram o melhor deles. Sem que ninguém esperasse, o goleiro jogou para o volante, que correu mais de trinta metros sem que ninguém o interceptasse. Quando veio um zagueiro do time adversário, ele desviou e chutou para a área. O atacante que esperava a bola a dominou como pôde, com o peito, ombro e o joelho, e chutou de primeira para o canto direito, a bola sacudiu a rede.

Os jogadores correram para comemorar. Eu não percebi, mas eu estava travado. Meus olhos se movimentavam e eu estava tremendo. Não conseguia fazer algo, tomar uma decisão. Eles então pararam e ficaram me procurando, estavam nervosos. Era o agora ou nunca.

Eu podia fazer o certo, me dar mal com o controlador, mas fazer o certo. Ou podia fazer o errado e me dar mal com a nação. A única falta de um barulho de apito podia acarretar uma batalha dentro desse campo, eu poderia destroçar uma nação inteira. O meu sim poderia destruir o mundo.

Exatamente trinta anos atrás

Meu choro se transformava em um rio, minha blusa estava encharcada e meus olhos inchados. Minha cabeça pulsava de dor e eu não conseguia focalizá-lo direito. A angústia em meu peito era maior que tudo e agora o que me libertava, me esquecia das correntes estava prestes a ir.

Ele segurava minha mão com força e olhava no fundo dos meus olhos. Sua aparência era péssima e agora naquele estado eu ficava mais triste. Parecia que ele queria juntar forças para me dizer algo, mas sua enfermidade o abatia. Eu derramava as lágrimas sem medo e a cada gemido de sua dor eu gritava de frustação. Ele não largava minha mão.

– Ben... eu... por... perdão.

– Para, pai!

Meus gritos não eram só de frustação, mas eram de raiva. Raiva por aquilo estar acontecendo comigo e ele tentar melhorar. Ele não podia melhorar, ele não devia... Ele estava morrendo!

– Ben... tudo.

– Não!

Eu não podia aceitar isso, não podia deixar aquilo acontecer. Meu pai não morreria na minha frente. Eu tinha apenas nove anos!

– Pai, eu te amo. Você não pode ir — supliquei como se bastasse. — Eu te amo, você é tudo o que eu tenho. Não vá!

– Ben... nessa... nessa vida.

– Não! Fica quieto! Não é justo, não é justo! Eu não posso viver sem você!

– É... é...

– Vamos, garoto.

Os dois homens fardados entraram porta á dentro. Eu olhei de relance para eles e percebi na hora o que eles iam fazer.

– Não! Não façam isso! Não!

– Anda, garoto! Judeu insolente.

Ele me agarrou pelas costelas, me abraçou e me içou. Eu gritava desesperadamente pelo consolo do meu pai e agora ele nem eu nada podíamos fazer. Eu me debatia e me sacudia, tentava morder o soldado. Nada que eu fizesse poderia atrasar o momento.

– Pai! Não!

– Perdão, Ben. Perdão.

O homem me carregou até a porta enquanto o outro entrava no recinto. Eu segurei no batente da porta, mas até hoje me arrependo disso. Eu vi o soldado sacar a arma do bolso, carregá-la e apertar o gatilho. Um som alto encheu o lugar e o vermelho manchou a parede. Pior, eu vi meu pai fechar os olhos e enquanto os judeus recitam a torá, ele sussurrou para si mesmo. "Eu também te amo. Perdão."

Foi quando o cadeado me prendeu.

Atualmente

O som do apito foi alto e claro no estádio. Os jogadores antes nervosos, torceram mais ainda com o gol da vitória. Os jogadores do outro time abaixaram a cabeça e choraram. O jogo acabaria ali. O socialista, o inferior havia vencido e agora eu estava perdido. Eu estava com um mix de emoções por dentro e não sabia o que fazer. Olhando para o painel no lado esquerdo do campo, abri os braços e apitei. O apito final.

Então houve uma agitação nas arquibancadas. As pessoas gritavam e se empurravam, correndo para a saída do estádio Volksparkstadion. Eu não assimilei o que estava acontecendo até olhar para cima e não achar o controlador. Estavam atrás de mim. Os capangas desciam as escadas pulando degraus e me olhavam de relance, para saber se eu havia me movimentado. Eu estava parado, esperando o inevitável.

Um deles tomou a dianteira e em um movimento rápido, pulou por cima da pilastra de proteção e veio correndo direto na minha direção. Ele então sacou a arma, carregou-a e estava prestes a puxar o gatilho. Nesse momento eu já havia pensado em tanta coisa.

Eu pensava em meu pai. O quanto ele foi para mim e o quanto eu queria que a sua história não se repetisse comigo. Nossos declarados inimigos contra mim. Eu esperava a morte, a morte que eles levaram ao meu povo. A morte que eles levaram ao meu pai. Eu pensava que o país onde eu estava não me acolhia bem, me subornou, me xingou, me humilhou e estava prestes a me matar.

Eu pensava em minha família. Que agora orava por mim e que de nada adiantaria. Eu sorrio lembrando de minha filha e sinto vontade de fugir. Pelo bem dela. Mas não posso, foi a minha decisão, foi o meu sim.

O cadeado me prendeu assim que eu não ouvi meu pai. Perdão. Perdão é o que todos nós deveríamos desejar. Perdão é a chave do cadeado. Perdão ás mortes, perdão á minha escolha, perdão ao mundo. Porque todos nós temos cadeados, mas ele não prende nossas escolhas porque não pode. Somente se permitimos.

E prestes a sentir a bala em minha cabeça olhei aos céus e gritei: "Eu te amo! E sim, perdão!"

O placar anunciava: Alemanha Ocidental 0x1 Alemanha Oriental.

Notas finais
Então, o que acharam? Deixe sua joinha e seu favorito :D ~hehehehehhehe não youtuber u.u~ Façam o que quiser! Me mostrem que eu posso B) Eu realmente estou muito feliz por estar alcançando o meu objetivo. :D Essa história é uma das melhores e virá muitas pela frente. A minha próxima one se chama "Colecionável". Fica ligado, e não se esqueça que eu sou indeciso. Cooperem comigo XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!