O anel mágico.
5 O segredo do anel!
Notas iniciais
Adrien, Nino e o tapete estavam presos na caverna, e procuraram e realmente não havia nenhuma saída, pelo jeito ficariam ali e provavelmente iriam morrer:
—Não acredito, Nino, perdemos tudo, por que fomos aceitar a proposta daquele velho? E ainda por cima ele ficou com aquele anel que ele tanto queria e nos deixou presos aqui!
—Na verdade, ele não ficou com o anel.
—Como?
—Fácil, quando eu fui pegar aquelas moedas pra levar escondido, também peguei um anel qualquer, e quando você me pediu pra dar o anel para entregar para aquele idoso, troquei os anéis e dei o que peguei antes, se ele queria o anel, algo de valioso tem.
—Boa, Nino, posso ver o anel mais de perto?
—Pode.- Nino joga o anel para seu amigo.
—Que estranho, é um anel comum, espera tem um desenho aqui na frente, mas não está dando para enxergar.
O loiro esfrega a frente da joia para tentar ver o desenho que ficou verde assim que ele esfregou, e começou a sair fogos de artifício de dentro do anel.
Os garotos não sabiam como reagir, como um anel solta fogos de artifício? E enquanto isso o tapete aplaudia tudo.
De repente, de dentro do objeto, sai uma criatura gigantesca de dentro do anel, em forma de gato, mas ao mesmo tempo meio humano, não sabiam o que era:
—Dez mil Anos? Me deixaram com um bruto torcicolo, aguentem um pouco aí.- Ele tira a cabeça e gira, deixando os rapazes de queixo caído. E do nada, aparece um microfone na mão da criatura. – Como é bom ficar fora do anel, e olha quem está de volta?- Ele aponta o microfone para Adrien.- De onde você vem? Qual é seu nome?
—Adrien.
—Adrien, prazer.
—Nino, eu acho que bati a cabeça mais forte do que pensei.
—Não, eu também to vendo isso.- Responde o moreno de queixo caído.
—Eu sou real, acreditem. Eai tapete? Não te vejo a uns milênios, hein? Toca aqui.- O tapete voa e ele e a criatura fazem um toque especial de velhos amigos.- Vem cá, você é menor do que o meu antigo amo- Diz o felino medindo Adrien com a mão.- Ou será que eu cresci?
—Espera um pouco. Eu sou seu amo? – Pergunta Adrien.
—Exato, ele já sacou. O que deseja? Ser forte? Magro?
—Um instante, o que você é exatamente? – Pergunta Nino.
—EU SOU O GÊNIO DO ANEL. Meu nome é Plagg, e esse loiro aqui é meu amo e eu irei realizar seus desejos.
—O quê? – Grita o loiro espantado.- Os meus desejos?
—Sim, para que mais um gênio serve? E para ser exato, você terá direito a três desejos, e não vale desejar mais desejos. Apenas um, dois, três desejos, nada mais e nada menos.
—Nino, eu acho que estamos em um sonho juntos.
—Creio que não imagina o que ganhou, pode fazer esses três desejos, porém há algumas limitações.
—São quais? — Diz Adrien.
—Número um: Não pode desejar que alguém morra. Número dois: Não pode desejar que alguém se apaixone por você. E número três: Não pode desejar trazer alguém de volta a vida. Fora isso o que quiser. Aliás, meu nome é Plagg.
Adrien e Nino se olham, pensavam o mesmo:
—Ai Adrien, to achando que esse Plagg, não é de nada, nem pode fazer uma pessoa se apaixonar por você.
—É mesmo, Nino, aposto que nem nos tira desse lugar, vamos procurar uma saída.
—Na-na-ni-na-não você me libertou, Adrien, não irá me abandonar agora, terá seus três desejos.- Rapidamente aparece uma roupa de aeromoça em Plagg, não me perguntem como se nessa época nem tinha avião. — Subam no tapete, as saídas são por todos os lados e lá vamos nós.
Plagg lança uma magia e todos, junto com o tapete saem daquela caverna, e Plagg os leva até uma floresta longe da cidade, e eles pousam, todos descem do tapete, seguros:
—Desculpem pela turbulência. – Fala o gato em tom tristonho.
—Não foi nada. – Diz Adrien.- Então, e meus três desejos?
—Ouvi certo? Três? Você só tem dois agora! – Grita Plagg.
—Não, eu nunca desejei sair da caverna, você fez isso por sua conta.
O queixo de Plagg caí, nunca tinha sido enganado em sua vida, e olha que foi bem longa, dois milhões de anos não é pouca coisa, ele reparou que nesse amo havia algo diferente:
—Está bem, só desta vez.
—Vai, Adrien, qual será seu pedido? – Pergunta o moreno.
—O que você pediria, Nino?
—Eu pediria muitas riquezas, mas como gosto de roubar.
—E você, Plagg? O que pediria?
—N-não posso falar.
—Vai, conta.
—Pediria a liberdade, vivo preso, gostaria de conhecer o mundo sem ter que perguntar o que as pessoas desejam, ser o meu próprio amo, assim poderia pedir muito queijo camembert.
—Já sei, eu faço dois pedidos, e o terceiro eu usarei para libertar você!
—Faria isso?
—Claro.
—Viva, então vamos, o que mais deseja no mundo?
—Uma garota, porém como você disse não posso desejar que alguém se apaixone por mim.
—E me diga como ela é? – Pergunta o felino.
—Ela é inteligente, graciosa...
—Bonita?
—Belíssima, e tem o sorrido mais bonito do mundo, e os olhos que parecem o céu.
—Ele tá exagerando, é coração apaixonado, Plagg.
—Dá pra reparar, Nino, o Adrien está realmente apaixonado.
—Uma pena que não poderei vê-la novamente, ela á princesa e só pode casar com um... espera, você pode me tornar um príncipe?
—Sim, agora diga as palavras mágicas.
—Plagg, desejo que me torne um príncipe.
—Eu esperava um “por favor”! – Diz o gênio sério.
—Plagg, por favor desejo que me torne um príncipe.
—Vamos lá, primeiramente deixe eu achar a magia correta. – Surge um livro nas mãos de Plagg, a capa era vermelha com letras escritas em dourado: Livro da Magia. Ele abre o livro e começa a folhear as folhas.- Deixa eu ver... Frango a lá rainha, não, Siri a lá sereia, não, salada césar, não, ahá como transformar alguém em príncipe.
Ele lê o que está escrito na página e começa a analisar Adrien de longe e logo torna a falar:
—Primeiro, essa sua roupa está muito século três, um príncipe não se veste desta maneira. Desde quando você vê um membro da realeza vestir colete?
Ele pega uma fita métrica (Não faço ideia de onde veio) e mede Adrien, depois enrola a fita no rapaz e puxa mudando completamente a roupa do rapaz: No lugar do colete surge uma blusa de mangas compridas preta com detalhes dourados em um tipo de suspensório, em lugar da bermuda velha e rasgada, surge uma calça preta com um cinto preto também, em sua cabeça no lugar do mini chapéu que costumava usar, surgem duas orelhas de gato.
Adrien estava irreconhecível, quase que Nino acha que o gênio trocou seu amigo por outra pessoa, logo depois o gênio ficou com cara de pensativo e olhou para Nino e fez cara de alegria:
—Todo príncipe tem seus serviçais.
—Plagg, o que você vai fazer com o Nino?
—Nada demais, só vou dar um upgrade, de ladrão a serviçal, porém com grande estilo.
Com um estalar de dedos que Plagg dá, Nino muda de roupa ficando com um traje amarelo, o gato olha de nova e repara que não ficou bom e com outro estalar de dedos veste o moreno com uma blusa branca de mangas curtas, um colete verde escuro por cima, uma calça verde-escura combinando com o colete, e sapatos comuns:
—Isso não tá muito formal para um serviçal? – Fala o moreno.
—Tranquilo, a gente diz que o príncipe Chat Noir é tão rico que seus serviçais usam essa roupa.
—Chat Noir? – Pergunta o loiro.
—Sim, todo príncipe tem um nome diferente.
—Tá bem.
—E seu transporte não será um cavalo, como os outros príncipes, você tem um tapete voador! – Diz o felino. – E agora vamos trabalhar na sua entrada triunfal, pelas ruas de Paris.
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