O anel mágico.

2 O ladrão e a princesa


Notas iniciais
Oi gente, aqui está mais um capítulo, espero que gostem : D

Em Paris, Adrien, um garoto de 17 anos, que era um ladrão, fugia de um grupo de guardas, pois havia roubado um pão:

—Fala sério, foi só um pão.- Ele avista um varal com roupas e pega um lençol para usá-lo como disfarce e se mistura com algumas garotas:

—Bom dia, senhoritas. – Diz com um sorriso.

—Você arranjou problemas cedo hoje, não é, Adrien? – Diz uma das meninas.

—Não é problema, só é quando nos capturam.

Enquanto ele falava, acabou surpreendido:

—Te peguei. – Diz um guarda o segurando pelo pescoço.

—Agora sim, é problema.

—E desta vez, você não vai escapar. – Do nada o guarda desmaia, um amigo de Adrien havia batido na cabeça dele.

—Obrigado, Nino, na hora certa.

—Vamos fugir, Adrien.

Os dois correram muito e conseguiram desviar dos guardas. Quando iam comer o pão, que dividiram igualmente, Adrien avistou duas crianças procurando comida no lixo e decidiu dar seu pedaço para elas e Nino faz o mesmo:

—Obrigada, rapazes. – Fala a pequena garotinha.

—De nada, pequenina.

As criancinhas saíram e Nino olha para Adrien e fala:

—Cara, você tem um coração de ouro, estava morrendo de fome e deu seu pedaço de pão para os pequeninos.

—Nino, as crianças precisavam mais do que eu, só fiz o que devia ser feito.

—Bem, eu vou indo, amanhã a gente se encontra para tentar arranjar comida, falou.- e saiu correndo.

Assim que Nino sai, Adrien vê uma multidão na rua principal, e decide ver do que se trata. Era um príncipe montado em um cavalo. Um homem próximo à ele diz:

—Suponho que seja mais um dos pretendentes da princesa.

As crianças que Adrien e Nino haviam ajudado, sem querer entram na frente do cavalo, e o príncipe vê e pega um chicote para bater nos pequeninos. Nosso garoto não admitia isso, então se pôs na frente, levando a chicotada no lugar das crianças:

—Se fosse um príncipe, seria educado. – fala Adrien irritado.

—Ora, vou lhe mostrar o que é educação. – o príncipe, com ajuda de seu cavalo, derruba o rapaz na lama, e Adrien se irritou mais e disse:

—Olha só, não é todos os dias que vemos um animal montado no outro.

—Ora, você não passa de um ladrão, nasceu e vai morrer assim.

—Eu não sou ladrão! Quer saber vou embora, não vou ficar vendo um metido.

Adrien foi até um velho prédio abandonado, onde morava, apesar de estar destruído, tinha uma vista muito bonita, que dava para ver o palácio e a Torre Eiffel:

—Tenho certeza que um dia as coisas vão mudar, vou ser rico, morar em um palácio e não vou mais passar fome.

Enquanto isso, a princesa de Paris, Marinette, se lamentava por ter muito, seu pai: O rei Tom, estava forçando a jovem a se casar, mas ela não queria isso, ela queria ser livre e não viver ali presa sem nunca poder sair do palácio. Seu sonho era saber como era o mundo fora dali. Marinette só tinha uma única pessoa com quem conversar: Alya, uma das empregadas que era a melhor amiga, e também tinha Tikki, uma tigresa, que era amiga de Marinette, estranhamente ela entendia tudo que Tikki falava, ou melhor, rugia. Neste dia, ela havia recebido o príncipe Luka e, como todos os outros, era só mais um metido e interesseiro, então sua tigresa Tikki, o afugentou, rasgando as roupas dele, e Luka saiu correndo:

— Sai da frente.

—Príncipe Luka, algum problema?

—A sua filha e a tigresa dela são loucas. – Ele apenas montou em seu cavalo e foi embora.

—Marinette! — Gritou o rei e foi em direção ao jardim onde estava sua filha.

—Olá, pai, como vai?

—O que você fez desta vez?

—Nada, a Tikki só quis brincar com ele.

—Marinette! A lei diz que você deve se casar com um príncipe, mas você rejeita todos que aparecem.

—Papai, tente me entender, todos esses príncipes são interesseiros, e se me casar, quero que seja por alguém que eu ame.

—Minha filha, não é apenas por conta desta lei, mas é que o meu tempo neste mundo está chegando ao fim, e quando chegar quero que esteja com alguém que proteja você.

— Pai, só tenho como amigas Tikki e Alya, eu nunca fui além dos muros do palácio, que quero ver como é o mundo, mas tenho que ficar trancada aqui. Entendo sua preocupação, mas também sei me cuidar sozinha, papai.

—Marinette Dupain-Cheng, entenda, você é uma princesa.

—Então, talvez eu não queira ser mais uma princesa.

O rei sai frustrado e Alya vem correndo falar com Marinette:

—O que você fez?

—Tikki o espantou.

—Isso aí garota, bate aqui.

—Alya, eu estou cansada dessa vida, não posso viver por minha conta, e meu pai quer que eu case com um desses príncipes metidos, egoístas e interesseiros.

—Marinette, tenho uma ideia, você pode fugir do palácio, viva a vida como quer.

—Boa ideia, Alya.

—Venha às três da tarde aqui, que eu e Tikki te ajudamos a fugir, certo Tikki? – Tikki deu um rugido.

— Eu acho que vou fugir mesmo, não há outra saída se meu pai não entende.

Enquanto isso, dentro do palácio, Tom fala sozinho:

—Não sei a quem ela puxou, a mim ou a mãe, gostaria que Sabine ainda estivesse viva, ela lidava melhor com Marinette do que eu.

Nisso chega Hawk Moth, que se curva perante ao rei:

—Hawk Moth, meu conselheiro.

—Sim, vossa majestade.

—Me diga, o que devo fazer? Marinette não para de rejeitar os príncipes, diga-me há alguma forma para resolver este problema?

—Acredito que sim, vossa majestade, mas para isso preciso dos brincos de Rubi.

—Os brincos da Ladybug?

—Isso é apenas uma lenda, majestade, mas precisarei dele para resolver o problema de Marinette. – Hawk Moth mostra a mariposa que fica em cima de seu cajado para o rei, que fica em uma espécie de hipnose.- apenas entregue os brincos.

Tom pega uma caixa e entrega para Hawk Moth:

—Os devolverei logo, majestade.

—Obrigado por me ajudar, Hawk Moth.

—De nada.

Se passa um tempo, e chega a hora, Marinette veste uma capa com um capuz para não ser reconhecida pelos guardas, ela iria pular o muro e fugiria daquele palácio que mais parecia uma jaula, ela estava subindo no muro quando Tikki mordeu a capa:

—Tikki, eu queria que houvesse outra maneira, mas não posso ficar aqui sem viver a minha vida, vou sentir falta de você.

Marinette pulou o muro, mas saiu de lá chorando, pensando que poderia nunca mais ver Tikki e Alya.

Notas finais
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