O amor vence qualquer diferença
3 O dia de mostrar quanta coragem eu tinha....
Notas iniciais
Castelo dos Ápice Dultero, 15 de Dezembro de 1786. 08:00 am
Charloth levanta-se com o coração mais acelerado que o coração de um roedor.
–É hoje meu Deus... é hoje! Me dê coragem de inventar tamanha barbaridade para esconder uma barbaridade maior, cujo o risco eu estou disposta a enfrentar para ter a minha filha em meus braços e cumprir o que o lobo me condenou. * Falava sozinha, enquanto se vestia para enfrentar seu pai.
Enquanto isso no salão nobre do castelo....
Lord Arthur Vandherberg II :– Minha doce Cyndi, hoje nada poderá apagar minha alegria, vamos receber em nosso castelo o Conde de caldas do reino dos Brotufius do norte de Madagascar! É um prestigio sem fim, você tem noção minha querida? Do que eu estou a vos falar?! Óh meu amor, ele é nada menos do que a autoridade mais alta dos vampiros, ele fiscaliza todo e qualquer reino, um admiro muito o conde, quero um dia chegar a ter esse poder de dominar os reinos ao redor do nosso. E também, tu sabes mulher, que eu pretendo mais do que ter o poder que o conde tem, mas que nossa filha e o filho do conde possam unir-se em matrimonio seria um negocio e tanto, para o nosso reino. *Falava empolgado com a linda esposa.
Lady Cyndi Laurence Vandheberg: — Olhava com uma expressão de assustada o marido falar que naquela manhã nada tiraria a alegria do mesmo. Olhava para baixo, e logo depois para disfarçar abria um leve sorriso concordando com a cabeça, em um movimento de concordãncia total com o que o esposo havia falado. Com certeza meu amor... eu... tenho noção do que estas a falar a mim, o senhor Conde é um homem muito poderoso... eu sei... Mas... querido sobre o filho de vosso amigo, o conde, temos que saber se é de agrado de Charloth, se nossa filha aceita isto que estas a planejar para a vida dela, ela já não é mais uma criança que podiamos mandar e desmadar... tu sabes, ela tem vontades próprias... * Falava nervosa, pois estava aflita e lembrando do plano que havia pedido a filha para executar nesta manhã.
Lord Arthur Vandherberg II : –(gargalhadas) Achas mesmo que Charloth teria a ousadia de negar uma ordem minha mulher?? Jamais! Eu sou o pai dela, ela tem que me obedecer em tudo, e tú nunca mais tornas a repetir tamanho desaforo! * Olhava com furia para a bela esposa.
Lady Cyndi Laurence Vandheberg: – Esta bem querido.... me perdoe, eu não sei mesmo onde eu estava com a cabeça, para falar a ti tamanha barbaridade, tu tens razão Charloth tem que te obedecer, perdoe vossa esposa, eu ando meio nervosa e acabo por falar asneiras. *Abaixava o rosto, mexendo as maos sentindo-se aflita como se fosse para o matadouro.
Bom dia papai... Bom dia mamãe!
–Com essa frase a bela Charloth dava inicio a sua mais difícil guerra.
Caminhava até os tronos de seus pais, respirava fundo e sentava-se aos pés de seu pai Arthur. Olhando para a mãe, com um semblante triste, mas confiante em tudo que a mãe havia lhe dito na noite passada. Vendo a sua mãe de cabeça baixa só escutando tudo que ela falaria ao pai.
– Papai, eu preciso lhe confessar algo, que não tive a coragem de contar, eu me sinto tão triste e envergonhada... eu já nem quero mais viver... O senhor precisa saber o que esta acontecendo comigo, eu já não suporto mais acordar a cada manhã e manter este segredo comigo, pelo amor que o senhor tem a mim meu pai, me escute e não me julgue, pois o que aconteceu comigo não foi minha culpa, eu apenas fui vitima das circunstâncias... Pai... me perdoe mas eu não poderei seguir o vosso plano de me casar com o filho do conde... eu... eu... não posso me casar com nenhum outro homem meu pai... Pai naquela manhã em que eu eu fui com meus irmãos para a floresta, cada um de nós foi para um lado diferente para encurralar os animais e poder caça-los, eu fui para o lugar mais escuro da floresta, onde o sol não batia ainda tanto como nos outros locais da floresta, foi quando de repente pai, um homem alto, com presas longas.... ele... ele... abusou de mim, mesmo eu sendo uma vampira o senhor sabe que um homem vampiro é muito mais forte que eu, ele... me estuprou... e eu não tive saída, a não ser depois do ato, conseguir matar ele... eu o matei sim meu pai! Eu o matei e enterrei naquela floresta, e antes que me pergunte onde esta o corpo do desgraçado, eu lhe digo, não existe mais corpo, os lobos comeram, já faz tanto tempo, e eu fui esses dias a floresta sem o senhor e os seguranças notarem, e não existia mais nem ossos do homem... *Charloth falava tal coisa como se tivesse mesmo acontecido, ela estava sabendo interpretar e muito bem, o amor por sua filha no ventre estava dando a jovem a coragem e força que ela jamais teve ao enfrentar seu pai.
Lord Arthur Vandherberg II : – Minha filha, levanta-te! Lave vosso rosto... e não se preocupe, crie essa criança, pois de toda essa desgraça, o melhor a se fazer é calar-te Não quero escandalos. Direi ao Conde a verdade, ele é meu amigo, e saberá guardar em segredo até a sua morte, vendo que tu foste abusada, tu não tens culpa, se tu tivesses te deitado por agrado com um homem, sabendo que eu tinha planos para ti, eu mandaria matar-te minha filha, mas tu foste vitima meu bem, por isso teu pai te perdoa... e vais criar nossa vampirinha como uma verdadeira AD, (Sorria). Vais! Vais! suma de minhas vistas que mesmo aceitando eu quero ficar sem ver teu rosto minha bela, até eu conseguir processar cem por cento tudo que me disses. Olhando a esposa que derramava lagrimas de alivio e nervos. Calma-te mulher! Não vou matar a nossa filha, tudo porque ela contou a verdade, e ela não teve culpa não é mesmo? Pois, bem. Enxuga tuas lágrimas minha bela esposa.
Jardim 4 do Castelo

Charloth sai correndo para um dos muitos jardins do castelo. Sentando no chafariz falando em pensamentos: –Meu Deus! Eu nem creio que consegui falar toda aquela mentira, filha... mamãe vai cuidar de você, vou te defender com minha vida. Massageava a barriga que estava maior naquela manhã, agora ela não iria mais esconder pois seu pai como um vampiro sabia que a gestação das mulheres vampiras era acelerada. Ouvindo a voz alta e forte de seu pai dentro do castelo, contando ao seus irmãos todo o acontecido. E logo depois vendo ele mandar uma mensagem ao Conde, por um pombo treinado do castelo, observava o pássaro levar uma carta no bico.
A vida corria normalmente após o relato de Charloth. A jovem estava levando a gravidez até então normal aos olhos de seu pai e seus irmãos, sua mãe sabia que cada vez mais se aproximava o grande dia de ver o bebê nascer, e agora sua preocupação era com a aparência da criança, que ela sabia que não nasceria de olhos vermelhos, uma coisa impossível na linhagem do AD, Cyndi desesperada estava planejando outro plano para quando sua neta loba alfa nascesse, mas que por enquanto só ela sabia, e estava esperando o momento certo de falar a Charloth tudo, não falava agora para não deixar a jovem Charloth ansiosa demais, temia que neste estagio a poucas semanas da mesma dar a luz, ficar nervosa e prejudicar a criança, que ela mesmo sabendo que não era uma AD mas que já amava como uma verdadeira neta, não iria deixar de ser a neta dela, pois era a sua filha que estava gerando, e para Cyndi as diferenças não importavam, apenas o bem estar e a vida salva de ambas.
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