O amor vence qualquer diferença
5 Após a guerra vem a vida nova...
Notas iniciais
Castelo de Madagascar, 28 de Junho de 1788 — Guerra destruidora.
Isto foi tudo o que sobrou do castelo após a guerra...

A guerra assola o reino dos Ápice Dulteros, trazendo consigo uma devastação dos descendentes de Charloth. Após o Conde descobrir que o pai de Charloth o traia se fazendo de bom amigo do mesmo, para obter poderes que o Conde possuía. Na verdade o Lord Arthur Vandherberg II só queria se aproximar do poderoso Conde para tomar o reino dele. Sabendo disto, o Conde mandou seus soldados zumbis invadirem o castelo dos AD sem aviso algum, e naquela noite só sobreviveria Charloth e sua pequena Misha por conseguirem sair a tempo do castelo apenas com poucas mudas de roupas. É o fim de uma era dos Ápice Dulteros, todos morreram, pai, mãe, e irmãos de Charloth, até seus soldados, não sobrou nada a não ser escombros, agora o destino deixou apenas essas duas almas vivas para seguir adiante. Charloth e Misha que se veem agora apenas sozinhas e sem mais nenhum parente vivo por parte de Charloth. A jovem mãe se vê sem rumo, até que ela resolve voltar para a floresta onde deu a luz a Misha. E lá ambas recomeçam uma nova vida, mais nova para Charloth que não estava acostumada a morar em uma floresta, pois ela desde pequena foi criada como uma princesa no luxo do castelo. Já Misha é filha do grande lobo negro alfa, leva em seu sangue a sobrevivência em uma floresta, e outro detalhe importante é que Misha é altamente inteligente.
Floresta de Madagascar, 23 de Julho de 1792.
Anos se passaram após Charloth perder seus pais e irmãos na guerra surpresa que o Conde planejou. Hoje ambas estão vivendo tranquilamente após Charloth enfrentar dificuldades de morar junto com lobos, em uma gigantesca floresta. Parece que esta floresta tinha mesmo que fazer parte de sua vida, como aprendizado.
–(Assovio longo) Miiiisha! Filhaaaaa? Onde estas? Miiiiiiisha! *Charloth chamava sua doce lobinha para ir com ela caçar, não mais carne pois Misha mesmo sendo uma loba nao gostava de comer carne, e sim frutos, sementes, plantas. – Vamos Misha! Apareça mamãe quer levar você para colher frutas gostosas meu bem, venha, pare de brincar de esconde-esconde... Miiisha...
– Estou aqui mamãe! Estou aqui!! Aqui Mamãe!! (Gargalhadas altas)
– Aqui? Aqui onde Misha? Vamos estou já a ficar brava!
–Mamãe em cima da árvore, (risos baixinhos)
*Charloth levanta a cabeça, e percebe que sua pequena sapeca estava deitada de barriga para baixo, abraçando um galho grosso da árvore. – Ora essa sua lobinha sapeca, vamos! Desça agora, antes que a gente perca de colher frutas gostosas, mirtirios, framboesas que você ama, vamos antes do sol sumir! Desça Mi!
Misha descia, e pulava no colo de sua mãe, beijando o rosto da mesma.
–Hey mãe! Nós vamos sozinhas? Quando eu poderei levar meu pai? Porque ele nunca mais apareceu? Ele disse quando eu era bebê que eu iria reve-lo mas... mas... nunca mais o vi, eu ja tenho cinco anos de idade. *Misha falava em um tom triste, ela sabia de quem era filha, ela sabia que o grande lobo negro alfa era o seu verdadeiro pai, ela sentia falta de rever ele, pois ele somente apareceu para ela quando ela tinha 2 anos de idade.
Charloth com sua preciosa Misha no colo, acariciava seus lindos cabelos negros com alguns cachos nas pontas dos cabelos, olhando aqueles olhos castanho-girassóis olhando para ela.
– Meu bem... não se preocupe, teu pai está sempre a nos observar, sabes, ele me disse quando tu nasceu, que ele nunca iria deixar de nos olhar, em especial a ti, ele esta ouvindo neste momento o que tu estas a falar com a mamãe, sabia? Agora chega de conversa, e vamos logo que aqui na floresta o tempo corre meu bem (risos).
– Esta bem mamãe, vamos logo que já estou com fome.
Charloth pegava um cesto grande feito por Misha, era feito com restos de gravetos, Misha tinha um dom fora do comum para criar coisas também. A jovem mãe, observava a energia que Misha tinha com a natureza, vendo ela sentada em uma pedra grande perto de um riacho, enquanto colhia varias frutas e colocava naquele cesto, ouvindo atenta o que Misha falava com um esquilo, se perguntava se realmente aquilo não era mais uma imaginação de criança ou ela mesmo consegue se comunicar e melhor entender os animais. Charloth sabia que o Lobo alfa, pai de Misha havia mesmo dito isto, que ela poderia se comunicar com qualquer tipo, especie de animal. Charloth continuava a encher a cesta com lindas framboesas, e mirtilos que Misha amava comer. Charloth, sentava na outra pedra a frente de Misha e o esquilo, com as mãos na boca observando o diálogo da pequena com o animal.
– É.. eu sei meu amigo, mas não se preocupe, minha matilha, é do bem, e eles caçam só quando tem fome, eu estou tentando fazer eles verem que as frutas e sementes são mais gostosas que carne. Não tenha medo, eu sou uma lobo eu sei, mas carne fresca e sangue nunca foram meus preferidos. Escute avise a sua família que não correm riscos, e avise também o senhor coelho que pode andar com sua família livre pela floresta, meus parentes lobos e nem minha mãe vai comer eles. *Misha amava falar com os animais, e ela os compreendia, não era uma imaginação de criança.
Charloth mal conseguia conter o riso, ela achava engraçado e até fofo aquela cena. Indo em direção a pequena.
–Filha vamos? Já vai sumir o sol, e eu não sou como você que enxerga bem nos escuros, mamãe fica meio cega na escuridão, e você tem que me ensinar a fazer fogo com os gravetos e algodão que nasce daquela árvore que você chama de árvore magica. (risos)
Misha pega a mão de sua mãe e ambas saem do local onde tem frutas, indo para sua casa na árvore. Uma casa abandonada a anos que deixaram lá. Mas que agora serve de morada para Misha, sua mãe e toda a Matilha que cerca a casa, protegendo sempre as duas.
Chegando em casa, Misha chama os 32 lobos da matilha, e conversa com eles tudo que havia falado com o pequeno esquilo. Até que um dos lobos assim como o pai de Misha, que sabia falar, vai ate a pequena e fala:
– (rindo), ora que isso minha doce inocente, nos temos que comer carne de vez em quando, mas não se preocupe não vamos caçar, só quando for muito necessário, mas não vamos matar nada aqui perto, eu prometo. *O grande lobo branco lambia o rosto da pequena.
Charloth, deitava-se observando ela e o lobo branco da matilha.
–Bem, agora já chega de tanta conversa, venha minha linda, vamos nos recolher a nossa casinha e dormir, amanhã é um novo dia.
Charloth via os outros lobos indo para suas tocas próximas a casa da árvore, se recolhendo para dormir, e poder caçar sem a pequena Misha ver. Faziam isto por instinto e não gostavam de magoar a criança.
Charloth, ajeitava sua pequena na cama feita de capim macio e cidreira. Deitando-se logo após ver a pequena pegar no sono.
E assim foi a vida da sobrevivente Charloth e sua pequena Loba Misha. Elas viveram até o fim da vida na floresta. Charloth morreu bem velinha, e foi enterrada na floresta ao pé da árvore onde tudo começou, foi homenageada como uma loba da matilha. Misha, nunca casou-se e viveu por anos cuidado de gerações novas de lobos, morreu com 100 anos, dormindo. Foi encontrada por seu pai o grande espirito alfa, que a levou com ele, para a eternidade. Seu corpo serviu de alimento aos de seu sangue.
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