O amor vem devagar
19 Capítulo 19 - Viagem
Notas iniciais
— Quando é que vamos chegar? –Lucy perguntou.
— Estamos quase chegando querida. – Layla respondeu se recostando no ombro do marido, a loira mais velha fechou os olhos na tentativa de tirar um cochilo, o que não demorou muito a acontecer.
— O Natsu não está nada bem. – a Lucy comentou olhando para o rosado desmaiado em seu colo, o mesmo tinha certo problema com transporte. – Com tanto banco nessa van ele foi justo deitar no meu colo. – resmungou indignada, para a sua sorte ninguém a escutou. – Pelo bem do Natsu eu espero que a gente não demore a chegar!
— Que fofo ela está preocupada com o namorado.
— Os dois são namorados Lisanna, claro que a Lucy ficaria preocupada com ele. – Grandine proferiu enquanto zelava pelo sono de Igneel, que de tão ansioso com a viagem acabou não dormindo direito na noite anterior.
— Não verdade só estou me segurando para não jogar o Natsu janela a fora! — a loira pensou.
Não teve outra o Natsu e a Lucy conseguiram vencer a gincana, só que ambos não foram os únicos a vencerem. O outro casal que venceram foram nada mais nada menos que a Lisanna e Hibiki.
— Para onde vamos? – Laxus perguntou meio abatido, o Natsu não era o único com problemas de transporte ali, embora o Laxus demostrava mais controle do que o rosado.
— Já falei que é supressa Laxus. – Jude respondeu. – Ainda não sei o que você e a Mira estão fazendo aqui, os dois ficaram em última colocação na gincana.
— Relaxa tio, depois o senhor manda a conta para o vovô. – Laxus contrapôs se segurando para não vomitar em cima da Mira. Ao ver o olhar zangado da namorada ele tratou de melhorar milagrosamente, pois ele não tinha boas recordações da outra vez em que ele viajou com a Mira.
— Ainda acho injusto a sua irmã, e o Laxus terem vindo. – Hibiki cochichou só para Lisanna ouvir.
— Também acho. – a albina concordou.
— Eu não aguento mais ficar nessa van! – Lucy reclamou em bom som. – Porque não viemos de avião?
— Nisso eu tenho que concordar com a Lucy. – Lisanna se viu a ficar do lado da Lucy nessa.- Um avião era a escolha mais sensata do que uma van
— Eu também não entendo porque temos que vim nessa van calorenta, está de fazer bacon aqui dentro de tão calor que está! – Mira que até então estava calada em seu canto proferiu indignada. – Você tinha me dito que iriamos viajar de primeira classe Laxus.
— Porque eu tinha pensado que não iriamos vim de van, ainda mais sendo dirigida por ele. – o loiro disse apontando freneticamente para o motorista, que estava mais concentrado em cheirar perfumes do que prestar atenção na estrada. – Quando é que você vai colocar essa banheira ir mais rápido? – Laxus se referia a van.
— Não fale da Christina! – o motorista gritou do volante.
— Ichiya serio mesmo pai? Não tinha um motorista mais melhor não? – Lucy questionou fazendo uma careta.
— Ele era o único que achei disponível. – Jude disse sem graça.
— Estou até vendo essa banheira nos deixar a pé, não estou afim de continuar o trajeto caminhando! – Hibiki resmungou.
— Por que vocês não cantam uma música, ou jogam algum tipo de jogo para o tempo passar mais rápido? – Grandine sugeriu.
— Não temos nada para fazer mesmo. – Laxus deu de ombros para logo começar a cantar desfiando. – Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais, três elefan....
— Você vai mesmo cantar? – Mira interrompe a cantoria do namorado. – Serio isso?
Os que estavam acordados tinham tampado os ouvidos para não ter que ouvir aquela cantoria sem fundamento.
— A tia Grandine que sugeriu. – o loiro se defendeu.
— Mas não uma música de criancinha. – Grandine contrapôs. – Eu também iria lá imaginar que você é um péssimo cantor? Você precisa se estudado pela NASA!
Depois disso eles ficaram quietos nos seus cantos absortos em seus próprios pensamentos. Foi o restante todo do trajeto assim; até que finalmente o Ichiya diminuiu a velocidade da van, demostrando que eles tinham chegado.
— Veja só chegamos! – o Jude gritou despertando não sou a Layla, como também os outros dois que dormia. — Pode parar a van aqui mesmo Ichiya! – ordenou vendo o Ichiya parar a van sem rezingar.
— Luceee que barulheira é essa? – Natsu indagou com a voz rouca, ele não tinha se tocado que estava deitado no colo da loira.
— Chegamos Natsu. – Lucy anunciou. — Adam sai do meu colo, quero sair desse forno o mais rápido possível! – ela não esperou ele se levantar, empurrou o rosado de seu colo sem um pingo de remorso, o coitado quase caiu no chão.
— Sem educação. – o rosado resmungou irritado. – Nem esperou eu me levantar por vontade própria.
— Se eu te conheço Natsu iria levar um século para fazer tal ato. – Lucy falou se levantando. – Fui até boazinha demais em ter deixado você dormir no meu colo o trajeto inteiro, então não reclama.
— Vamos sair logo dessa banheira, e ir nos divertir na praia! – Laxus gritou sendo o primeiro a descer da van.
— Praia? – Igneel que já estava mais disposto indagou confuso. – Jude você por acaso falou para eles onde viemos? – ele olhava para o Heartfilia desconfiado.
— Logico que não Igneel, era surpresa! – Jude respondeu se apresando a sair dali.
Não demorou para todos descerem da van, e encontrar um Laxus estático. Até o momento ninguém tinha parado para observar o local, quando eles fizeram isso quase caíram para trás.
— Uma fazenda! – os jovens gritaram juntos sem acreditar no que via na sua frente.
— Serio mesmo que ganhamos como prêmio uma viagem para afazenda? – Lucy questionou abismada.
— Sim, não é o máximo? – Igneel já se encontrava todo feliz.
— Tchau gente, irei buscá-los na terça –feira como o combinado. – Ichiya se despedia não demorando a arrancar com a van.
— Vocês só podem estar brincando com a nossa cara, isso sim? – Lisanna não se conformava.
— Eu pensei que a viagem fossem um resort. – Mira proferiu.
— Era de se pensar que fosse em um resort mesmo. – Hibiki disse entrelaçando a sua mão com o da Lisanna, a mesma só faltava chorar.
— Sofremos para completar aquelas competições por nada. – Laxus lamentou.
— Não sei no que você sofreu Laxus, já que você não conseguiu completar nenhuma competição. – Jude alfinetou o sobrinho. — Você deveria era está pulando de alegria por termos te trazido de bagagem!
— Finalmente vocês chegaram! – uma voz alegre se fez presente conseguindo a atenção de todos.
— Vovô! – ouve mais gritos por parte do Laxus, e da Lucy.
— Sogrão nem te vi chegando. – Jude disse indo em direção onde se encontrava o pai de sua esposa.
— Você continua escandaloso como sempre Jude. – o mais velho comentou apertando a mão do genro.
— Pai que saudades eu estava do senhor. – Layla dá um forte abraço no pai dela.
— Eu também estava com saudades. – falou retribuindo o abraço.
— Senhor Makarov como vai? – Igneel se pronunciou.
Os jovens olhavam tudo com estranheza; enquanto Makarov cumprimentava os mais velhos.
— É uma fazenda belíssima tio! — Grandine também deu um abraço no Makarov. A mesma o conhecia desde quando era criança, já que a mesma virou amiga de Layla quando tinha os seus cinco anos de idade, por esse motivo ele tem a liberdade de chama-lo de tio. — Quando a Layla comentou que você comprou uma fazenda eu quase não acreditei, devido a coincidência de minha sogra ter comprado uma fazenda também.
— A isso é porque eu e a p... – Makarov começou, porém, foi interrompido pelo Laxus.
— Espera aí ainda por cima essa é a fazenda do velhote?
— Não só minha como também a da minha esposa. – Makarov disse orgulhoso.
— Como assim esposa? – todos indagaram juntos, sem conseguir esconder o espanto, pois o Makarov era viúvo.
— Eu me casei recentemente. – o pai de Layla respondeu com um enorme sorriso.
— Olha só o velhote está com tudo. – logico que o Laxus iria disser algo desse tipo.
— Você sabia disso Layla? – Jude perguntou abismado para esposa.
— Eu que sou filha dele estou tão surpresa quanto vocês. – Layla não pode acreditar que o seu pai escondeu algo assim dela. – Quando foi que o senhor se casou pai?
— Eu me casei na semana passada, não avisei nada porque eu e a minha esposa queríamos fazer uma surpresa para vocês. – Makarov fez pouco causo.
— Quem é a sua esposa? – Layla voltou a questionar. – Eu conheço ela?
— Você conhece muito bem a minha esposa.
Como para tirar as dúvidas de todos ali a esposa de Makarov se fez presente no exato momento, em que, o próprio tinha acabado de proferir aquelas palavras, o que deixou todos mais espantado ainda do que já estavam.
— Vovó! – Natsu gritou espantando.
— Você se casou com a minha mãe? – Igneel escandalizou.
— Sem escândalos Igneel. – a mãe do mesmo o reprendeu.
— Sogrão o senhor é malandro casou justo com a tia Porlyusica! – Jude achou graça.
Logo Igneel, e Natsu iniciaram um escândalo que não demoraria muito a acabar.
*********
Depois de muitas surpresas na entrada da fazenda, todos agora se encontravam na sala do Makarov.
— Como assim eu, e o Natsu vamos ficar no mesmo quarto? – Lucy perguntou exasperada. – Ninguém me falou disso não.
— Nem eu fui informado disso, achei que cada um iria ter o seu próprio quarto. – Natsu reclamou.
— Ora o que tem demais nisso? Vocês são namorados, é natural que durmam juntos. – Layla fez pouco causo.
— Além disso essa não vai ser a primeira vez que ambos dormem juntos não é mesmo? – Grandine tinha um sorriso malicioso estampado, ela acabou deixando a loira, e o rosado envergonhados.
— Mesmo assim não acho apropriado dormimos no mesmo quarto. – a loira proferiu corada.
— Concordo com a Lucy. – Natsu tentava pensar em um plano para não ter que dividir o quarto com a Lucy. – A gente pode muito bem ficar em quartos separados...
— Pelo visto isso vai demorar! Eu vou é dá uma olhada no quarto que vou ficar. – Lisanna cochichou com irmã.
— Eu também vou fazer isso. – albina mais velha já se encontrava entendida. – Vamos sem fazer barulho, vai que esse povo nos impedi de ir!
Logo então as duas, e seus namorados saíram de fininho dali indo para os seus devidos quartos, ninguém os viu sair da sala.
— A gente acha que o melhor é ficamos em quartos separados mãe! – Lucy começava a se desesperar.
— Vocês dois não tem que achar nada. Ou é dormir no mesmo quarto, ou no galinheiro com as galinhas! – Layla rebateu.
— Mas... – o Natsu começou, porém foi interrompido com a chegada de uma certa pessoa.
— Senhor Makarov desculpe chegar assim, mas vejo que o senhor está com visitas eu não quero atrapalhar.
— Max você não atrapalha em nada. – Makarov disse se sentando na poltrona. – Pessoal esse daqui é o Max, eu o contratei recentemente, ele já vem se mostrando competente com o seu serviço, um rapaz de ouro.
— Prazer em conhece-los. – o Max disse sem graça focando o olhar um por um dos que se encontravam ali, até que ele parou o olhar na Lucy, o seu semblante dele mudou completamente.
— Eu espero que esses dois não estão dando tanto trabalho para você rapaz. – Igneel comentou achando graça do bico enorme que o Makarov fez. – Max se eles tiverem te escravizando é só me chamar, esses dois tem o costume de ser bem abusados!
— Não somos assim como você nos descreveu Igneel. – Makarov rebateu. – Não é mesmo Max? – o Dreyar acabou sendo ignorado pelo loiro. – Max? Max que você está me escutando? Max!
— Ah sim! – o loiro disse atordoado. – O senhor é um ótimo patrão...
O Max praticamente estava comendo a Lucy com os olhos, olhava ela descaradamente sem se preocupar com as pessoas em sua volta. Quem não gosto nadinha disso foi o Natsu, o rosado se irritou mais ainda ao ver que a Lucy se encontrava aérea aos olhares indiscretos do Max.
— Lucy vamos logo deixar as nossas malas no quarto! – o rosado não demorou a pegar as suas coisas, e a da loira. – Iremos dividir o quarto sim, até porque não vejo problema nenhum já que somos namorados! – ele deu bastante ênfase na última parte como se estivesse marcado território.
- O que deu nele? Agora apouco ele não queria dividir o quarto comigo!— a loira pensou confusa.
Logo ela, e o Natsu subiram para o seus quarto, sobre os olhares atentos dos outros, principalmente do Max.
— Max você queria me disse alguma coisa importante? – Makarov indagou chamando a atenção do mais novo.
— Eu vim aqui avisar que as vacas derrubaram a cerca novamente.
*********
— Socorroooooo esse ganso está correndo atrás de mim! – Lisanna esgoelava entre lágrimas. – Ahhhhhh! – ela fez escândalo mais ainda quando o ganso vou até a sua cabeça. – Esse bicho sabe voar.... Aí ele está bicando a minha cabeça!
— Lisanna eu vou te ajudar. – Hibiki avisou de cima de uma árvore perto do galinheiro. – Mas antes eu tenho que me livrar desse peru que fica me olhando de uma maneira assassina!
Os outros jovens pouco se importaram com a situação do casal. Eles estavam ocupados demais com os seus afazeres para poderem ajudar, menos o Laxus que se encontrava sentando em uma pedra na beira do lago, fitando intensamente um ovo.
— O que veio primeiro o ovo, ou a galinha? – o loiro se perguntava para si mesmo.
— Isso importa? – Mira questionou raivosa, ela tinha ficado com a tarefa de alimentar os porcos. – Você bem que podia me ajudar a carregar essa larvagem!
— Não vai dá Mira, você não está vendo que eu estou ocupado com uma grande pesquisa?
—Estou vendo é você fazendo corpo mole enquanto a gente aqui fica com o trabalho árduo.
— Ao invés de vocês ficaram de papo, bem que poderiam me ajudar aqui! – Lisanna passou por eles correndo com o ganso despendurado em sua cabeça. – Porque esse ganso cismou tanto assim comigo?
Enquanto isso um pouco mais afastado dali a Lucy sofria junto ao Natsu, ambos ficaram com a tarefa de concertar a cerca.
— Não sei porque temos que concertar essa cerca! – Natsu resmungava secando o suor da testa. — Ganhamos a gincana deveríamos ser premiados não ser feitos de escravos. Temos que ficar debaixo desse sol dos infernos, esse gorro na minha cabeça não ajuda em nada.
— Se você tirar o goro você vai fritar a sua careca Natsu! – Lucy alertou segurando a risada.
— Engraçadinha, você ainda me paga por te me deixado careca! – ele ajeitou o goro na cabeça com medo de ficar com a careca exposta para os outros verem. – É porque aquele cara tem que ficar nos observando? – uma enorme veia pulsava na testa dele. O Natsu falava de Max que estava sentado na porteira do curral apenas fitando a Lucy maliciosamente.
— Eu não gosto nadinha da maneira que ele tanto me olha... – Lucy comentou sentindo um enorme calafrio; ao ver o Max lambendo os lábios como se estivesse acabado de ter algum fetiche, e em seguida piscando para ela.
— Cretino! – tinha sido a gota d´agua para o Natsu. – Max que parar de olhar para a minha Luce!
Não teve tempo do Max responder, pois bem na hora que ele abriu a boca para falar algo que de certa forma irritaria o Natsu profundamente; o Hibiki passou correndo por eles gritando como se fosse loucos, logo atrás deles vinham os outros jovens no mesmo estado que o namorado de Lisanna.
— Do que vocês estão correndo? – Lucy indagou confusa, não vendo duas aves se aproximar com um olhar assassino.
— De um ganso, e de um peru! – Lisanna respondeu chorosa.
— Corre Lucy, corre! – Natsu ordenou, não demorou para ele e a loira correrem desesperados também.
— Eu sou muito jovem para lidar com essa bicharada toda! – Hibiki berrou com lágrimas nos olhos.
— O que vocês fizeram para esses bichos? – a loira indagou correndo também.
— Nada! Essa é a questão, não fixemos nada! – Laxus disse sem folego, o loiro custava a correr, ele já estava prevendo a hora dos bichos o alcançar.
— Socorroooooo! – Max berrou desesperado. – Me ajudem!
Todos se permitiram olhar para trás, para ter a visão de um Max cercado pelos dois bichos que conseguiram achar uma presa fácil.
— Vamos aproveitar que eles estão distraídos com o Max para acharmos um abrigo mais próximo. – o Natsu disse com um sorriso maléfico estampado, todos concordaram sem objeção.
— Me lembre de nunca ser a sua inimiga Natsu. – Mira falou, a mesma também possuía um sorriso maléfico.
— Olha quem fala. – o rosado sussurrou ainda sorrindo. – Que aquelas duas aves arranquem as entranhas dele!
—Assustadores! – Lucy pensou observando os semblantes fechado do rosado, e da Mira.
*********
Em plena dez horas da noite todos decidiram ir para os seus quartos tentar dormir, pois eles tinham que acorda cedo na manhã seguinte. O que tinha acontecido na tarde daquele dia tinha rendido várias gargalhadas, logico que antes disso o Makarov deu uma baita bronca no Natsu, e nos outros por eles não terem socorrido o Max.
— Eu estou cansada de você Natsu, e mais cansada ainda de fingi que estou apaixonada por você!
No quarto em que o Natsu dividia com a Lucy estava um clima pesado. Os dois brigavam ferozmente na beirada da cama, ao invés de irem dormir como eles falaram que iria fazer. A briga começou por causa de quem dormiria na cama, e agora estava tornando um rumo mais tenso.
— Você acha mesmo que eu estou gostando de fingir que gosto de você? – ele exaltou. – Oque eu estou fazendo para você é um favor, eu poderia achar qualquer garota para fingir ser a minha namorada. Ninguém além de mim conseguiria suportar fingir ser seu namorado por tanto tempo!
A Lucy estava se controlando para não se desmanchar em lágrimas na frente do Natsu, ela não queria dá esse gosto para ele.
— Ninguém nunca te convidou para ir em uma porcaria de baile na escola! Eu sei muito bem que você ficava se entupindo de besteiras, e vendo filmes românticos, enquanto as outras garotas se divertiam no baile. – ele tinha pegado pesado dessa vez. – Elas sim eram convidadas para o baile, pois diferente de você elas pareciam garotas!
Se tinha uma coisa que a Lucy odiava lembrar era de quando todos tinham um par no baile menos ela. A loira sempre dizia que não se importava com isso, mas a verdade era que ela se importava sim, e muito. Ser convidada para o baile era o sonho de quase todas as garotas, e a Lucy era uma dessas garotas.
Doía muito quando as pessoas comentavam que tinha com quem ir para o baile. Também doía quando ela tinha que passar a noite sozinha vendo filmes românticos; em que tudo dava certo para a personagem principal no final. Mas a dor era maior no outro dia, pois ela tinha que encarar os rostos felizes das pessoas; enquanto comentavam o quanto maravilhoso o baile foi.
— Nem mesmo para as festas você era convidada. Você vive nas sombras dos outros, as vezes eu penso que você quer se fazer de coitadinha. – as palavras do Natsu doeram na Lucy mais do que facadas — Sempre que alguém te magoava você ficava se fazendo de vítima, e não fazia nada para mudar o que os outros achavam de você.
— Porque você é tão cruel? – a loira disse com a voz embargada não escondendo a amargura que estava sentindo, porém ela evitava chorar na frente do Natsu. – Eu não preciso de ninguém me dizendo que eu nunca sou convidada para nada. Se você pensa que é pena que eu quero, está muito engando! – depois de disser isso ela sai do quarto sem olhar para trás.
— Que saco! – o rosado disse entre dentes.
“ O beijo só foi quebrado por causa da falta de ar, não precisou de muito tempo para ambos perceberem o que tinha acontecido. Ficaram se encarando de olhos arregalados ainda pleno entorpecimento com o acontecimento de agora a pouco. O choque era tanto que nenhum dois encontrou a voz para proferir alguma coisa.
— Formidável, não preciso nem disser quem venceu a gincana. – Igneel disse alegre tirando o jovem casal de seus devaneios.
— Não acredito que perdemos para logo eles que começaram a namorar agora. – Erza lamentou. – Poxa eles viviam brigando...
— Perderam para a Lisanna e o Hibiki também. – Jude disse deixando a ruiva mais dessolada ainda”
— Maldito Natsu... – a loira resmungou alto se lembrando de como ambos venceram a gincana. Ela estava tão chateada com o rosado que acabou indo para o meio de uma mata que tinha por lá, agora ela se encontrava sentada em um toco caído reclamando do Natsu. – Eu deveria voltar lá e corta a língua dele, assim ela não falaria mais besteiras.
O céu se encontrava estrelado, mas nem isso serviu para distrai-la. Enquanto ela reclamava sem parar; tinha alguém a observando na espreita. Esse alguém teria passado abatido se não tivesse pisado sem querer em um ganho quebrado. Só assim a Lucy percebeu que não estava sozinha, ela levanta atordoada.
— Droga! — praguejou a pessoa escondida entre o meio das arvores.
— Que está aí? – ela perguntou engolindo em seco, sentindo o seu corpo tremer em pavor. Quando não ouve resposta ela controlou a respiração para então repetir a mesma pergunta. – Quem está aí?
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