O amor pode vencer?!

17 O fruto de um pecado


Notas iniciais
Gente fortes revelações, espero que gostem do rumo que estou dando a estória, e se preparem pois ainda terão muitas fortes emoções em O amor pode vencer? kk aguardem

6 semanas haviam se passado e Olívia ainda conseguia se lembrar do coração de Miguel batendo junto ao dela, ainda se lembrava de seus beijos, e principalmente da primeira vez dos dois as margens do rio, e infelizmente do fatídico dia que virou a vida dos dois de ponta cabeça, no inicio disse a si mesma que superaria que seria forte mas em algum momento percebeu que mentia para si mesma, nada ficaria bem, ela não conseguiria apagar todo o amor que sentiu e ainda sentia por Miguel, mas por Cristo ele era seu irmão!! Ela já não era mais a Olívia que costumava ser e todos podiam notar isso, era claro em seus olhos a dor que ele levava atada aos ombros suportando tudo calada da melhor maneira possível. E para piorar ela via junto Miguel se afundar ainda mais no abismo ao qual ela também sucumbia, ele sofria por ver a dor dela e vice versa, momentos de alegria despontava aqui e ali mas nada restauraria os dois, nada seria capaz de ocupar o espaço que fora deixado no seus peitos após serem separados tão abruptamente.

Mas na última semana Olívia podia sentir que havia alguma coisa a mais errada com ela, a algum tempo se sentia mais sonolenta, um grande apetite e uma tendência a se debulhar em choro facilmente, enjoos também vinham aparecendo e era possível ver que ela não passava bem alertando a família ao estado da garota.

—Meus Deus, donde já se viu isso, é a terceira vez só hoje.- Olívia dizia a se mesma enquanto andava de um lado ao outro do quarto, pra onde se dirigiu direto depois de sair do banheiro, já havia tido enjoos que a forçaram a correr ao banheiro pelo menos umas três vezes só naquele dia e olha que mal se passava do meio dia, enjoou no café da manhã , e também na casa da raizeira Ceci quando ela lhe mostrou uma erva de cheiro forte, e agora no almoço assim que sentia o cheiro da amada moqueca de peixe que sua vó fazia e ela amava.

— Tem algo errado nisso, se tem.- Disse a moça se sentando na cama.

No mesmo momento Isabel entrou no quarto assustando Olívia que se pós de pé com a mão no peito.

—Oxi que isso Olívia?- Perguntou sua irmã ao observar o estado da irmã mais velha.- Tu anda estranha, ta melho? Nunca vi tu menina passa mal com a moqueca da vó.

— Não se carece de preocupa já tó melho!-Afirmou se sentando novamente irritada com insistência dos outros em lhe perguntar a mesma pergunta o tempo todo eles sabiam a resposta pra que faze-la verbalizar?!

— Tu deve tá é de TPM!!-Falou Isabel antes de sair do quarto apressada cansada do humor da irmã.

Mal sabia Isabel que ela foi a peça que faltava no quebra cabeça para Olívia entender oque se passava com ela. Olívia se levantou rapidamente e saiu correndo em direção ao carro, atrás de si ouviu alguns protestos de sua mãe mas nem se preocupou em lhe dar atenção, ela precisava agora era tirar a duvida que agora martelava em seu cérebro. Após Isabel lhe afirmar que ela estava de tpm Olívia se lembrou de um fato crucial que ela não sabia como havia ignorado, sua menstruação estava atrasada duas semanas, ela fez e refez a conta varias vezes até chegar a farmácia de Grotas onde tímida ela pediu 4 testes de gravidez, sua cabeça lhe dizia que era loucura e que ela não estava gravida, mas o frio em seu estomago e o aperto no peito pareciam lhe dizer o contrario, e com os testes em mãos dentro do carro ela voltou a fazer a conta, mas o resultado era o mesmo sua menstruação estava atrasada duas semanas e pouco e a noite dela e Miguel havia ocorrido a cerca de um mês e duas semanas, isso foi o suficiente para faze-la deitar a cabeça no volante e chorar o mais alto que pode. Por fim quando as lagrimas cessaram ela levantou o rosto secou as lagrimas, pós a sacolinha com os testes no banco do carona e dirigiu de volta a fazenda quando deu por si parou o carro, não ela não podia fazer o teste lá, não, não com o risco de alguém ver, de ele ver, e principalmente de descobrirem que havia a possibilidade de seu irmão ser o pai, ela voltou a dirigir e deu ré voltando para Grotas, ela ficou o resto do dia no carro a pensar na possibilidade, afinal ela existia, ela podia estar esperando sim um filho de Miguel dos Anjos de Sá Ribeiro e isso só a deixava mais nervosa. Cedendo a fome comprou um pacote de biscoito de maisena num mercado perto e ficou ali quieta esperando as ultimas luzes da Cooperativa se apagarem, não podia fazer os testes em casa então ali era sua melhor opção, assim que viu seu pai sair do prédio acompanhado de Miguel ela não pode deixar de sentir uma pontada no peito e quase desejou não ser filha de Santo, mas se arrependeu de somente pensar tal blasfêmia e saindo do carro entrou na Cooperativa usando da lanterna do celular evitando acender as luzes que denunciariam sua presença e seguiu ao banheiro do local onde fez os 4 testes todos de uma vez mediante a sua ansiedade. Enquanto esperava o resultado ela rezava para aquilo ser somente um engano e não uma coisa real, e o tempo parecia passar cada vez mais devagar, quando o celular apitou avisando o termino do tempo Olívia pegou o primeiro teste com a mão tremendo e se forçou a ver no escuro e então travou, ela pode sentir cada célula do seu ser gritar em desespero sua garganta seca ardia e seus olhos não acreditavam no que via, ela aproximou o celular do teste e engasgou ao ver os dois pauzinho ali fortes, tremendo fortemente ela pegou teste após teste apenas para confirmar o que o primeiro já dizia, ela estava gravida!!!

Sua mente gritava com ela e dizia que aquilo não podia ser real, não devia ser real, por Deus ela estava grávida do próprio irmão!!E ao sentir uma lagrima cair em suas mãos pousadas no colo ela percebeu que chorava, as lagrimas vinham em abundância sem ela perceber e ela se permitiu chorar livremente nem por um momento ela se esforçou para parar ou as enxugou apenas fico ali sentada no chão escorada a parede observando os testes, que confirmavam que mares turbulentas voltariam a desabar sobre todos os dos Anjos. Olívia ficou ali até sentir que já não havia mais lagrimas para chorar e então se levantou e saiu da Cooperativa e entrou novamente no carro, quando chegou a fazenda mal havia se dado conta de como chegará ali, dirigira de modo automático pra casa, era tarde da noite e ela mal sabia as horas com cuidado rodeou a casa e entrou pela janela de seu quarto e logo verificou que a irmã dormia calmamente, e ela não pode deixar de invejar a irmã naquele momento pois sabia que a ultima coisa que teria seria uma noite calma e tranquila de sono.

Notas finais
Obrigado a quem leu, obrigada por não desistir da fic e de mim beijos e até o próximo capítulo.