O amor pode vencer?!
19 A rosa torna-se espinhos
Notas iniciais
Miguel estava ali sentado na varanda, depois de muito tentar dormir ele desistiu e saiu de seu quarto, a imagem de Olívia não saia de sua cabeça, seus olhos tristes o rosto com as marcas das lagrimas ele podia ver o quanto ela estava mal e isso o dilacerava por dentro. Tudo oque ele mais queria era pega-la nós braços e a proteger de tudo isso, mas ele não podia, por fim chegou a desejar que ela o esquece-se mesmo que isso fosse doer nele só para não vê-la assim mais, ele era culpado por sua dor e sabia bem disso e ela era da sua, mas a verdade era que a culpa não era dos dois. A culpa de tudo isso era de Coronel Saruê ele sabia, levou muito tempo mas ele perdoou a mãe, no fim ela também havia sido vitima de tudo sendo afastada de seu grande amor tendo de se casar com um homem que não amava e mentindo ao filho.
Quando se deu conta Miguel viu que o sol já raiava, passara a noite toda acordado e não percebeu, ele logo tratou de tomar um banho e se vestir indo em direção a cozinha onde a vó esperava com o café quentinho, assim que terminou o café ele saiu da fazenda indo em direção a cidade. Ele havia combinado de se encontrar com a mãe no bar do Chico Criatura, enquanto a esperava puseram-se a conversar, isso era bom para o ajudar a afastar de sua mente mesmo que por pouco tempo o tormento que sua vida havia virado.
—Filhote.- Assim que ouviu a voz da mãe Miguel se virou e abraçou forte a mãe.- Tudo bem meu filho?- Perguntou Maria Tereza preocupada.
— Como queria que tivesse mãe.- Miguel levou a mãe a uma mesa afastada e desabafou com ela tudo que vinha acontecendo.
— Eu num aguento mais ver ela assim mainha, não dá.- Disse sem tentar esconder a dor que tinha no peito.- Dói mais ver ela assim do que tudo.
— Entendo filho, mas tu tem que ser forte.- Maria Tereza sentia um aperto no peito toda vez que lembrava que parte da culpa dos dois estarem sofrendo assim era sua, ela queria voltar no tempo e impedir o pai de enfia-la nessa mentira.
— Eu tento, mas como eu posso mainha, se to vendo ela fica só pior?!- Miguel não aguentou mais e deixou as lagrimas escorrerem.
— Ses precisa um do outro pra isso filhote, pra consegui ser forte, tu precisa ta com ela.- Tereza imaginava oque a menina sentia, e sabia que o pior era ter de enfrentar tudo sozinha, ela tambpem já esteve naquela situação e se lembrava bem de como foi duro lidar com tudo.
— Vo tenta mãe, por ela.- Miguel disse isso e por fim se despediu da mãe, afinal precisava ir a Cooperativa.
Ele tentava levar em consideração oque a mãe havia lhe dito mas as coisas era mais complicadas do que ela sabia, afinal Miguel não havia contado a ela do que havia acontecido com os dois antes de descobrirem tudo, e nem iria ele guardaria aquilo consigo até o fim. Na Cooperativa as coisas iam indo melhor do que se esperava, não que o Coronel não estivesse tentando com todas as suas forças derruba-la pois ele tentava, mas agora com as mudanças que faziam eles estavam ganhando mais clientes. Ele ficou ali e quando deu a hora do almoço o pai o dispensou e ele resolveu voltar a fazenda ele precisava conversar com Olívia ele havia tomado sua decisão, ele a ajudaria mesmo que isso doesse nele a prioridade agora seria ela.
Assim que chegou foi direto a cozinha seguindo o cheiro bom que vinha de lá, e se fartou da comida da vó, comeram ali só ele, ela e Luzia já que Isabel estava com Sophie lidando com as encomendas das rendas que vendiam e Olívia tomava uma sopa no quarto descansando. Assim que terminou ele deu um beijo na vó e foi ao quarto da irmã, ele se esforçava para pensar nela assim, como sua irmã mas não conseguia, ele entrou no quarto e a encontrou sentada na cama a cabeça baixa e o prato vazio nas mãos ela se manteve assim até ele sentar de frente a ela.
— Neguinha tu ta melhor?- Perguntou afastando os cabelos do rosto da menina.
—To sim Miguel.- Olívia evitava olhar nos olhos dele.
— Então vamos.- Miguel não iria deixar que ela se enfurnasse ali.
—Onde?- Perguntou Olívia confusa.
— Sair, tu não vai ficar aqui não neguinha, o dia ta lindo tu tem que ir ver.- Ele não estava lhe dando muita escolha, ela teve receio mas concordou.
De início eles andaram juntos pela nova plantação que havia na fazenda, ele havia conseguido afinal convencer o pai de que isso era o melhor e juntos agora eles corriam atrás do melhor pra eles e pra terra, era incrível ver como tudo tinha mudado após sua chagada ali. Mas ele e Olívia não se falavam, bem pelo menos ele tentava mas a moça parecia evitar uma conversa longa e parecia desconfortável e não era só ela, ele também, ele queria abraça-la queria ela pra si e estar perto dela despertava suas vontades.
-Olívia nois num pode continuar assim.- Miguel não podia mais com aquele silêncio era hora de uma conversa que os dois precisavam a muito tempo.
— Nós não precisamos conversar.- Olívia tinha medo, medo do que ela poderia acabar revelando quando começassem a se falar abertamente, oque há tempos não faziam.
— Precisamos sim Olívia, num da pra continua assim! Tu mal me olha nos olhos, e quando tamo perto nos fechamos, nois num pode continua com isso, eu não aguento mais isso!- Miguel tinha se mantido calado tempo demais, ele queria falar, e queria ouvi-la.
— E tu acha que fala vai ajuda a gente Miguel?! Tu acha que esgoelar as coisas vai traze solução?! Temo é que pó um ponto final nisso tudo!!- Ela já não aguentava, tudo oque Olívia mais queria era paz, mas ela se via incapaz de alcança-la.
—Como então? Me diz como tu que pó um ponto nisso?- Miguel não aguento ouvir ela dizer aquilo.- Fingindo que num aconteceu?
De início eles andaram juntos pela nova plantação que havia na fazenda, ele havia conseguido afinal convencer o pai de que isso era o melhor e juntos agora eles corriam atrás do melhor pra eles e pra terra, era incrível ver como tudo tinha mudado após sua chagada ali. Mas ele e Olívia não se falavam, bem pelo menos ele tentava mas a moça parecia evitar uma conversa longa e parecia desconfortável e não era só ela, ele também, ele queria abraça-la queria ela pra si e estar perto dela despertava suas vontades.
-Olívia nois num pode continuar assim.- Miguel não podia mais com aquele silêncio era hora de uma conversa que os dois precisavam a muito tempo.
— Nós não precisamos conversar.- Olívia tinha medo, medo do que ela poderia acabar revelando quando começassem a se falar abertamente, oque há tempos não faziam.
— Precisamos sim Olívia, num da pra continua assim! Tu mal me olha nos olhos, e quando tamo perto nos fechamos, nois num pode continua com isso, eu não aguento mais isso!- Miguel tinha se mantido calado tempo demais, ele queria falar, e queria ouvi-la.
— E tu acha que fala vai ajuda a gente Miguel?! Tu acha que esgoelar as coisas vai traze solução?! Temo é que pó um ponto final nisso tudo!!- Ela já não aguentava, tudo oque Olívia mais queria era paz, mas ela se via incapaz de alcança-la.
—Como então? Me diz como tu que pó um ponto nisso?- Miguel não aguento ouvir ela dizer aquilo.- Fingindo que num aconteceu? Tu consegue? Porque eu não!- Após dizer isso ele se virou e continuou seu caminho, ele não queria brigar com Olívia.
— Miguel por favo espera.- Olívia o chamou, e era nítido a urgência em sua voz. Assim que virou pra ela ele não pode deixar de se sentir culpado, enquanto via ela chorar livremente era claro o quanto ela sofria, não resistindo ele voltou até ela e a abraçou.
— Oxi minha neguinha num fica assim, não queria te deixa pio.- Miguel não pode deixar de apreciar o cheiro da garota que tanto sentia falta ao aconchegar o nariz na curvatura de seu pescoço.
—Tu não tem culpa, Miguel olha eu...- Olívia sabia que hora ou outra teria de contar tudo a Miguel estava pronta pra isso quando um grito distante lhe chamando a assustou, a mãe dela gritava da casa avisando que Santo telefonará da Cooperativa chamando os dois.
Juntos eles foram para a cidade, o silêncio que houve até chegar lá chegava ser desconfortável Olívia já não sabia se deveria contar agora e também o medo a tomava. Miguel respeitou o espaço da garota mas sua vontade era faze-la falar, era estar novamente com ela nos braços. E logo após pensar isso ele sentiu certo nojo de si pois nela corria o mesmo sangue que o dele, era triste ver um amor de rosas se tornar espinho.
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