O amor pode vencer?!

21 A revelação de uma descoberta


Notas iniciais
Bem gente está ai mais um capítulo, na vida de Olívia e Miguel ainda passaram muitas águas, aguardem que logo tem mais. Beijoss

Miguel tentava por seus pensamentos em ordem, pensar no que fazer, mas só conseguia ouvir a ecoando em sua cabeça a voz de Olívia dizendo que esperava um filho dele, e novamente ele viu seu mundo virar de cabeça pra baixo justo quando as coisas pareciam estar indo bem. Por fim ele voltou a ligar o carro e se dirigiu ao bar do Chico, determinado a se manter sozinho pelo menos pelo tempo suficiente para que seu cérebro pudesse ser posto em ordem. Assim que chegou ao velho bar ele entrou cabisbaixo evitando olhar para qualquer lugar que não fosse o chão, seguiu até uma mesa vazia bem no fundo do bar que estava vazio aquela hora do dia, era inicio da tarde, logo ele notou a aproximação de alguém e ergueu a cabeça para ver o dono do bar a sua frente.

—Oxii oque o menino Miguel faz aqui sozinho em?-Perguntou Chico Criatura.

— To precisando por as ideias no lugar Chico.-Falou pondo a cabeça nas mãos.

— O menino ta ariado po que?- Definitivamente Chico Criatura era a ultima pessoa que lhe deixaria em paz sem uma explicação.

—Chico tu pode traze um suco pra mim?- Disse Miguel esperando que isso afastasse o amigo que lhe enchia de perguntas.

—Claro!! Pode deixa, vó num pé volto no outro, despois deixo o menino só com os pensamentos da cachola.- Dizendo isso ele se foi.

Quando Chico voltou trazendo o suco evitou perguntar qualquer coisa e logo deixou Miguel sozinho, que aliás ainda não conseguia pensar em nada, Olívia não saia de sua cabeça e ele sentia dor como se seu peito queimasse por dentro só de imaginar que de algum modo por sua culpa a menina sofria. E ele sabia que sim, ele ouviu na voz dela a dor, o medo o desespero e ele sabia que tudo isso era por culpa do que os dois fizeram, ele assumia sua parte de responsabilidade pela atual situação da irmã e isso era o suficiente para faze-lo sentir raiva de si mesmo. Como ele podia ter deixado de usar camisinha?! Ele sabia que era tarde para tal arrependimento afinal o fruto do pecado dos dois agora crescia no ventre de Olívia, e ele sabia que logo ela não poderia mais esconder aquilo a verdade viria a tona e ele não deixaria que ela passasse por isso sozinha ele estaria ao lado dela, mas antes os dois precisavam conversar e tendo isso em mente ele terminou seu suco foi até Chico lhe pagou o devido e saiu voltando para a fazenda Piatã.

Enquanto isso na fazenda Luzia e Dona Piedade haviam voltado, e Luzia foi logo interrogando a filha quando a viu chorando no colo da irmã, a última coisa que queria no mundo era encarar a mãe, ver ela descobrir o que estava acontecendo e a expulsando de casa. Pois era isso que ela tinha certeza que a mãe faria assim que descobrisse que a filha estava grávida de um Saruézinho como ela chamava Miguel quando Santo não estava presente.

Ela simplesmente saiu a principio sem rumo mas então pegou um cavalo e foi em direção a um lugar onde ela poderia ficar sozinha, onde não haveria ninguém vendo suas lagrimas de pura confusão. Ela não sabia oque sentir e se sentia o pior dos monstros por desejar que aquele bebê inocente não estivesse dentro de seu ventre, ela sabia que deveria estar feliz com a gravidez e no fundo sabia que seu coração já amava aquela pequena sementinha dentro de si, mas então vinha o pesadelo, aquele bebê não devia estar ali, ele era a semente de um pecado que ela havia cometido e trancado a sete chaves pois o filho que ela esperava era de seu próprio irmão e esse fato era o motivo de sua confusão de sua dor e medo.

Miguel voltou firme em sua decisão de procurar a irmã, entrou na casa e passou reto por Luzia na sala indo para o quarto das meninas.

—Bel, cadé Olívia preciso fala com ela.-Disse Miguel a irmã assim que a viu sozinha no quarto.

—Olhe Miguel, ela saiu, e disse que queria fica sozinha visse.-Disse saindo do computador e indo até o irmão.

—Mais é importante eu preciso mesmo fala cum ela!- Era perceptível o desespero na voz dele.

—Aree, ok Olívia foi lá pra quele braço do velho chico aqui perto sabe, pelo menos é oque acho.-Disse Isabel que sabia bem que os dois tinham muito que conversar, não se importava que a irmã brigasse com ela, ela sabia que fizera o certo.

Miguel não esperou mais nada e saiu decidido a ir atrás da irmã, e ele sabia onde ela estaria.

-Menino onde tu vai com essa pressa?-Perguntou Dona Piedade quando o menino passou quase correndo pela cozinha.- Tu vai atrás de Olívia?- Miguel parou de repente e olhou a avó.

—Sim eu...- Oque ele poderia dizer a avó, mas antes que pensasse em algo ela disse:

—Eu sei, vai ela precisa de tu.- As palavras de Piedade foram cheias de compreensão e Miguel sentiu que a avó suspeitava de algo , preferiu não dizer nada, beijou a testa da avó e saiu.

Assim que chegou ao rio viu Olívia, ela estava sentada nas águas rasas, ele desceu do cavalo e o deixou ali perto do outro e seguiu silenciosamente até as águas e então foi impossível disfarçar sua presença, a menina enrijeceu e ergueu a cabeça que antes permanecia baixa.

— Oi.- Quando decidiu ir atrás dela, já sabia oque dizer e como mas quando a viu ali a sua frente tudo foi embora e ele mal sabia como iria tocar no assunto.

—O Miguel quero fica sozinha visse?!- Olívia falou sem ao menos se virar para trás.

Miguel precisou respirar fundo e foi se sentar ao lado da menina que permaneceu calada sem nem ao menos lhe dirigir o olhar.

—Tu me ouviu?- Embora tentasse parecer forte ela não conseguia olhar no olhos do rapaz.

—Oxi neguinha ouvi sim, mas num vó, a gente precisa conversa.- Ele falou tentando amenizar o clima.

—Temo não Miguel, pode se ir.- Olívia agora segurava as lagrimas que ameaçavam cair.

— Temos sim.- Ele falou simplesmente.

— Achei que sobre a gente já tivesse tudo certo.- Desde que descobrirá ela evitava a todo custo permanecer sozinha com o rapaz, e agora ele estava ali determinado a não deixa-la em paz.

—Mas num é sobre a gente.- Miguel disse engolindo em seco, afinal era agora.

—Mas então...-Olívia começou a falar mas foi interrompida por Miguel que pós a mão em seu ventre, a fazendo levar um susto.

—É sobre ele.- Miguel falou colocando a mão sobre o ventre da menina, e se assustando ao constatar que já havia algo mesmo ali, uma prova de que era real, seu filho estava ali dentro e ele não conseguiu evitar se emocionar com isso.

Sua mão permaneceu ali estática durante um tempo, então ele alisou com carinho a pequena bolinha no ventre da garota que se manteve com uma expressão de susto pregada no rosto.

—Como tu..?- Olívia estava sem palavras, como ele descobrira?!

—Eu ouvi tu e Bel falando.- Ele disse calmo, ele já não estava nervoso ou assustado, ele agora contemplava a ideia de que seu filho estava ali crescendo.

— Miguel eu...- Ela não sabia oque falar, já não segurava as lagrimas, elas escorriam livremente por seu rosto.

—Ei pequena, shiuuu.- Assim que percebeu que a menina chorava ele a puxou para seus braços, ela enterrou a cabeça no seu peito, e ele não conseguiu evitar sentir um calor apoderar de seu peito, a tanto sentia falta de te-la perto do seu coração.- Estamos juntos nessa visse?-Ele disse beijando o topo da cabeça da menina.

E ali estavam os dois, juntos novamente no velho rio que corria indiferente as turbulências que rondavam os dois naquele momento, mas o importante e que tinham um ao outro e se apoiavam nisso, sem saber que ainda haveriam muitas revelações que mudariam o rumo de suas vidas.

Notas finais
Obrigado por acompanhar e continuem que logo terão mais revelações, beijos e até o próximo capítulo. Byee
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.