O amor pode dar certo
5 A carta
Notas iniciais
– Me perdoe por tê-lo beijado.
– Não se desculpe por algo que não começou, eu que a beijei e sou eu que devo desculpas a você
– Acho que não devemos pedir desculpas um ao outro, já que fomos nós dois que quisemos! O príncipe concordou. Depois desse maravilhoso beijo um silêncio perturbador pairou sobre eles. Mas o ruivo tratou logo de quebrá-lo
– Elsa você confia mesmo em mim não é?
– Claro que confio, por quê?
– Já que confia mesmo em mim, eu peço a você que feche os olhos, não se preocupe, não tentarei beijá-la! Elsa hesitou um pouco, mais depois fechou os olhos.
– Dei-me sua mão! A rainha levantou sua mão delicada escondida por uma luva branca e Hans a segurou, sem que a loira percebesse o ruivo retirou-a, ela só notou por que sentiu a mão quente dele a tocar a sua.
– Hans o que está fazendo? Perguntou ela assustada ao ver a mão dele segurando a sua.
– Por favor, não se assuste, confie em mim, eu tenho a certeza que você não irá me machucar. Vamos lá, respire fundo e me dê ela novamente! A loira fez o que o príncipe pediu, respirou fundo, fechou os olhos novamente e deu sua mão para o ruivo. – Abra os Olhos Elsa!
– Não sei se posso!
– Vamos, veja você mesma que eu estou bem! A rainha abriu delicadamente os olhos e viu que não tinha machucado o rapaz, em um súbito ato abraçou Hans fortemente. – Agora não tem mais motivos para andar de luvas! Elsa sorriu gentilmente para o ruivo.
– Obrigada Hans.
– De nada, agora preciso ir, já está tarde, nos vemos amanha! Disse ele dando um beijo demorado na bochecha da loira.
Quando a rainha entrou em seu quarto e deitou na cama, alguém bateu em sua porta:
– Sim?
– Elsa, sou eu Anna, preciso falar um assunto muito importante com você!
– Pode entre Anna. O que foi?
– Chegou uma carta do parlamento e está direcionada a você!
Estimada rainha Elsa de Arendelle, enviamos está carta, para dizer que todos nós que compomos o parlamento de todos os reinos existentes, estamos completamente exasperados com o modo de a senhorita governar Arendelle, vemos que vossa majestade está inadimplindo as tradições seguidas há séculos por seus ancestrais. De acordo com o art 25°, parágrafo quarto da constituição parlamentar de 1630. “Um rei ou uma rainha não poderá reger um império se não possuir uma união estável para que seu cônjuge o auxilie a governar seu reino”. De ante mão, exigimos que a senhorita providencie um casamento de imediato se não quiser perder sua governança para um parente mais próximo que possuir esse matrimonio.
ASS: Sir Stuart Hatch V. e todos os outros trigésimos nonos Monarcas do parlamento.
A rainha estava parva com tamanha barbaridade, como podia um bando de almofadinhas que usavam peruca exigir algo tão inaceitável?
– Não posso fazer isso Anna! Decidiu Elsa após alguns minutos pensando.
– Como assim Elsa? Você não pode abandonar o povo de Arendelle.
– Não estou os abandonando, entrego-os em suas mãos!
– Como assim em minhas mãos? Eu não sei e nem posso governar Arendelle, você tem que cumprir o que diz a constituição, certamente papai e mamãe também iriam querer isso.
– E toda aquela história de amor verdadeiro Anna? Eu não posso me casar com alguém que não conheço!
– As vezes precisamos fazer coisas que não queremos só para garantir a proteção e o futuro dos outros! Elsa permaneceu calada com a metáfora de Anna. – Já sei, podemos fazer assim, daremos um baile a todos os reinos e apresentaremos todos os príncipes a você, então você escolhe um deles, conversa com ele depois firma o compromisso!
Era fácil para Anna, ela já havia encontrado seu amor verdadeiro, se essa carta tivesse chegado a um pouco de tempo antes, Elsa até que poderia ter aceitado, mas ela veio logo agora, justamente quando estava começando a assumir seus supostos sentimentos por Hans, a rainha ficou dividida entre a cruz e a espada, entre seu povo e uma paixão. Então lembrou-se de algo que sei havia lhe dito um dia:” Seu povo vem primeiro, depois vem suas necessidades”. Mesmo relutante Elsa resolveu aceitar.
– Tudo bem Anna me casarei com um príncipe, meu povo vem primeiro! Disse ela repetindo as palavras do pai.
– Ai que ótimo Elsa, devemos planejar tudo o quanto antes, devemos pensar nas comidas, nos convidados, nas decorações, no seu vestido e...
– Deixo você encarregada de tudo! Disse a loira triste e saindo, Anna estava super contente de estar no comando da festa, mas Elsa não se encontrava com essa bola toda, foi se sentar no jardim, só lá conseguia se acalmar, sentir o vento tocar seu rosto e seus devaneios penetrarem em seus pensamentos.
– Posso falar com você Elsa?
– Se for sobre a carta eu já aceitei Kristoff! Respondeu ela rudemente.
– Não é sobre a carta.
– Então sobre o que é?
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Flashback on
Hans estava fazendo as entregas costumeiras, parou para deixar os pães em seus primeiros fregueses, mas alguém o agarrou pela camisa e o jogou sobre uma fruteira:
– Gosta de enganar garotas não é? Primeiro a Anna agora a Elsa? Vou lhe dar uma lição para você ver se ainda vai querer brincar com alguém! Disse Kristoff se aproximando do ruivo, então o agarrou pela camisa e estendeu seu punho.
– Espere aí Kristoff, eu enganei Anna sim, mas não Elsa! O loiro parou imediatamente.
– Como assim, não a Elsa?
– Eu não posso enganar a Elsa porque estaria me enganando, você ainda não percebeu? Eu estou apaixonado por ela! Kristoff viu nos olhos de Hans o mesmo que viu nos olhos de Anna no dia em que se casaram. O loiro pode ver que Hans estava mesmo dizendo a verdade.
– É mesmo verdade isso que me disse? Perguntou ele mais uma vez para ter a certeza novamente e o rapaz confirmou. – Eu só peço uma coisa, não a machuque, Elsa parece ser mais durona do que Anna, mas no fundo contem sentimentos como os de Anna!
Kristoff não esperou Hans responder seu pedido, foi apenas embora
Flashback off
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– Olaf e eu vimos você e Hans no jardim ontem a noite!
– Viram é? E o que viram? Perguntou a loira temendo dos dois terem visto o beijo.
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