E o sangue gotejava,
pela ferida entreaberta,
pela lamina cortante que lhe atravessava.
E as lagrimas seguiam seu caminho mais que incertas,
segurando a espada em seu peito o coração se acalmava.

A dor sendo desenterrada,
sentindo um arrepio em sua coluna,
um aviso que a morte se anunciava.
O choro compulsivo de sua amada,
em sua garganta as palavras pairava.


Um suspiro?
Sim era tudo que ela pronunciava.
Os afegos sofridos do choro entorpecido,
aqueles soluços o incomodava,
ela sofria com ele e ele não suportava

E para sempre os olhos dele se fechavam.
NÃO! Era tudo que ela gritava,
O coração se despedaçava,
e por dentro morria junto com seu amado,
um monstro? Isso estava errado.

De olhos fechado a escuridão lhe tomava,
ele nunca mais veria sua amada
e mesmo depois de sua morte uma frase lhe perturbava
“demônios seres incapazes de amar e serem amados”
Era errado, mas ele a amava

De volta ao inferno o seu caminho o demônio trilhava
De volta ao céus o seu caminho o anjo trilhava
O amor entre o demônio e o anjo...
era errado,mas os dois se amavam
e um amor nascia entre o bem e o mal.

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