O amor e a morte

1 Um amor para machucar


Com os olhos cheios de lágrimas ela lhe disse eu te amo.

Com o corpo todo manchando pelo sangue de tua amada, em prantos à abraçou e gritou:

— Não vá, não me deixe.

Com sua mão com toque de seda, a pequena ninfa, passou e admirou uma última vez o rosto de seu amado, ela sussurra:

— Meu espírito te cuidará em seus passos.

Olhou para o céu, suas forças já se iam, seu braço caiu na terra ao lado de seu corpo, sua respiração cessou, teus olhos foram fechando. Onde uma vez representou o espelho da alma de sua amada, agora apenas uma gota de lágrima restou.

Seus olhos enfim fechados, tua única e mais pura lágrima escorria pelo teu perfeito rosto, ao chegar ao fim de sua face, caiu ao chão e onde caiu logo brotou uma muda, em questão de segundos, floresceu uma rosa com pétalas tão vermelhas quanto o sangue.

Seu amado admirado com esta pura rosa, decidiu-se juntar à tua amada ninfa. Então pegou a adaga que ele havia usado para perfurar o coração de tua esposa, com uma mão segurando a mão fria de tua amada, e com a outra cortou sua garganta e deitou ao lado da pequena ninfa que ali fria estava.

Virou seu rosto e ao lado observou a rosa, seu sangue vermelho escuro, pois descendentes de demônios oriundos, ele era um anjo caído, aquele líquido denso e envenenado pela sua raça, rodeava a pura rosa vermelha sangrenta, penetrando a terra que a cercava.

Ao chegar a raiz se unem como um, pois o amor deles é mais forte e superou a morte.

Agora falecido em carne, seu espírito encontra sua amada e diz a ela:

— Vou lhe proteger eternamente.

Então olharam para a pura rosa e em teu caule nasceu espinhos e cravos. Segurando as mãos do espírito de tua ninfa, olhando à nos olhos, sussurrou:

— Todos que tentarem te possuir serão furados por minhas pontas. Apenas os que persistirem em te arrancar, para te ter, então entenderam que terão que te matar para te possuir.

Assim como aconteceu comigo, fui machucado por amar e então te matei para te guardar.

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