O amor de uma vida
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Algumas semanas depois e as duas mulheres não haviam se encontrado por mais que seus pensamentos estivessem ainda naquela noite. Emma não perguntou nem pra Killian e nem pro irmão e Regina, toda orgulhosa, havia feito o mesmo. Que a outra desse o passo de ir atrás. Mais o destino brinca com as pessoas.
Emma havia se matriculado num curso extracurricular na própria faculdade, seria nas manhãs de sábado durante três meses. O assunto: 3-D Atualizando. E para a sua surpresa, ao entrar na sala animada conversando com Belle, a morena que dominou seus pensamentos durante as semanas estava sentada na mesa que indicava ser da professora enquanto mexia no computador, sem notar os alunos entrando. Disse a Belle para ir pegar um lugar e foi até a mesa. Quase não tinha pessoas no salão.
–Três semanas, devo supor? — Regina se assustou, mesmo tendo escutado a voz por uma noite, reconheceria de longe.
– Swan. – Arqueou uma sobrancelha, olhando a mulher apoiada na mesa. – O que faz aqui?
– Receio dizer que aos sábados serei sua aluna. – Piscou pra morena, que sem perceber, tinha um sorriso enorme.
– Espero que se comporte querida. – Regina tentou se recompor e não sorrir, em vão.
– Serei um exemplo, to ansiosa pra aprender sobre as atualizações 3D. – Fez uma pausa, olhando atenciosamente para a morena. – Eu só não imaginava você... – Não conseguiu completar o que queria dizer, seu tom de voz diminuiu-se até tornar inaudível. Estava de fato feliz por ter encontrado Regina sem precisar correr atrás.
– Pois é, eu disse que dava aulas ao sábado. – Regina tentava não olhar aqueles olhos verdes, não queria denunciar sua felicidade em encontrá-la casualmente. – Tenho vários cursos feitos pelo mundo na área de cinema.
Antes que a loira fosse sentar com Belle, Regina lhe entregou um papel que só abriu na carteira.
“Três semanas e quase uma manhã, Swan. Acho que você ainda me deve uma noite. Anota meu número e me liga mais tarde.” Então viu alguns números e sorriu na assinatura. “Sua professora, R. Mills.”
A aula terminou meia hora antes que o previsto devido ao silêncio de todos ali presente. Só não tinha como saber se o silêncio era pela aula interessante ou por quase todos os alunos estarem babando na professora. Alguns param e perguntaram coisas para Regina enquanto outros só passavam retirando-se da sala. Emma entregou o mesmo papel com outro escrito em baixo e se retirou da sala.
“Já tenho seu número, prometo esperar você atender.”
Com mais um trago no cigarro, as memórias não saiam da cabeça da loira. Lembrava-se da risada escandalosa da morena ao descobrir que as ligações confidenciais realizada para o seu celular eram da loira.
– Não acredito que durante todos esses dias era você Emma! – Regina parecia surpresa, mas ao mesmo tempo estava se divertindo por saber que a loira pegou seu número no celular de Killian, sem autorização dele. E durante a semana, algumas ligações confidenciais que apenas esperavam ela atender e então desligavam era de autoria da loira.
– E você queria que eu fizesse o que? Eu acordei e você tinha desaparecido sem deixar nada pra trás, depois do que aconteceu a noite é óbvio que pensei que você... Bom... – Emma se atrapalhava para falar, olhando os olhos castanhos alegres sobre si. – Enfim, ainda mais por que todos os finais de semana Killian dizia que você tinha saído com outros amigos.
Houve certo tom ríspido na voz da loira, mas Regina preferiu ignorar. — Confesso que me controlei inúmeras pra não perguntar de você pro seu irmão.
– Por quê? — Emma perguntou.
Usando seu melhor tom de orgulho, sem falar que a culpa era disso. – Sou muito ocupada, Swan.
– Mais pediu pra eu te ligar hoje. – A loira aproximou da morena lentamente.
– Não tive escolha. – Abriu um largo sorriso. Bebendo um gole de vinho que Emma havia trago. – Se sem a gente correr atrás nos encontramos, temos que aproveitar.
Era fim de tarde do mesmo sábado e as duas observavam o pôr-do-sol tomando um bom vinho que a loira levou no pico que Regina a levou na outra noite.
– Não resistiu ao meu charme? – Brincou a loira, agora se aproximando da morena.
– Um enorme charme por sinal, Senhorita Swan. – Cada vez que Emma escutava Regina lhe chamar assim, se segurava para não puxar a morena, estava gostando do clima e não queria acelerar as coisas.
– Mais digo que mesmo avançada quanto à idade, você tem um corpão. – Disse Emma, segurando a risada.
– Espera ai! Idade avançada? Pelo amor de Deus, Emma! – Indagou à morena. – Você acha que eu tenho quantos anos? – Tomava mais um gole de vinho, ainda incrédula.
Emma havia adorado a reação e caído na risada sem conseguir responder pra morena.
– Por Céus menina, para de rir! – Regina sentia-se ainda mais incomodada. Aproximou da loira, puxando seu rosto, fazendo com que os olhares intensos se encontrassem. – Sério, tenho cara de quantos anos?
A loira demorou alguns segundos até recuperar o ar, fingindo limpar lágrimas de rir. – Uns trinta e tantos? — Provocou rindo.
– Para! – Regina fingiu-lhe um tapa. – É sério.
– Ok, sério. – A loira respirou fundo. – Uns vinte e cinco.
Regina não conteve o imenso sorriso. – Não esta falando isso por que quer me pegar essa noite? — Provocou com malicia passando o dedo no decote de sua camiseta.
– Devo ser sincera e dizer que quero mesmo te pegar. – A loira tomou um gole de vinho. – Mais não é por isso, te daria uns vinte e cinco.
– Então lhe adianto, você merece uma ótima noite por isso! – Puxou a mulher pela gola da jaqueta vermelha de couro que usava, pressionando demoradamente seus lábios, quando a loira ousou segurar sua cintura, se afastou tomando mais um gole de vinho sorrindo. – Mais tenho vinte e nove anos.
– Você ta brincando, não é? — A loira ficou perplexa, tomou seu vinho.
– Sério Swan, vinte e nove lindos anos bem vivido e você tem que idade?
– Me diz você acha que eu tenho. – A loira aproximou os lábios do pescoço da morena, afastando algumas mechas de cabelo, deslizando os lábios pela área.
O arrepio tomou conta da morena, que por sua vez, deslizou as mãos por cima da jaqueta da loira até sua cintura. – Você não tem aparência de novinha, deve ter uns vinte e poucos.
– Dezenove. – Disse observando a divertida reação da morena.
Regina levou a mão no coração como quem tivesse sofrendo. – Não, não pode ser. Você é um bebê!
– Bebê? — Os olhos verdes encaram a morena, puxando-a firme pela cintura. – Vou te mostrar o bebê. – Grudou os lábios da morena de modo que a fez tremer as penas enquanto a mão tomava suas cinturas de forma possessiva, mas que Regina estava adorando e acabou deixando escapar um gemido escapar ao sentir a forma excitante que a loira deslizava a mão em sua bunda.
– Não aqui querida. – Regina puxou a mão da loira de volta pra sua cintura.
Na manhã seguinte a loira foi quem acordou primeiro. Demorou alguns segundos pra se acostumar com a claridade, reconheceu seu quarto e então sua visão foi prendida pela imagem da morena deitada em seu ombro. Sentia suas pernas entrelaçadas e a respiração extremamente leve em seu pescoço. Respirou fundo lembrando-se da noite anterior. Não sabia o horário que chegaram em casa, só que passava das dez. Lembrava-se perfeitamente do que aconteceu quando entraram no quarto. Os beijos urgentes, os arrepios, cama. As mordidas por seu corpo, seu sexo molhado como um oceano, então aqueles lábios aumentavam o tesão, a ponta da língua sobre seu sexo fez com que arqueasse as costas. A loira gemeu no instante que sentiu Regina dentro dela, estocando cada vez mais forte e com a língua fazia movimentos circulares na parte mais sensível. Não poderia ter noção de quanto tempo se passou e gozava na boca da morena de forma incrível. E isso aconteceu mais vezes e em outras posições. A morena também havia gozado pra ela por diversas vezes. Emma definiria fácil como o melhor sexo de sua vida, mesmo que suas costas ardessem devido aos inúmeros arranhões feitos pela morena, tudo havia sido prazeroso.
Permaneceu observando a morena dormir e por menor que tivesse sido o tempo, poderia dizer que estava apaixonada.
– Bom dia, querida. – Há alguns segundos os olhos castanhos observavam a loira perdida em seus pensamentos.
– Bom dia. – Abriu um imenso sorriso. – Não quis te acordar...
– Você não... — Antes de terminar, a loira selou seus lábios. – me acordou. – Sua voz foi um som baixo desaparecendo. Com o sorriso diferente em seus lábios, Emma pode ter certeza que a noite não tinha sido uma noite como outra qualquer para a morena, havia mexido com ela.
E depois daquela madrugada, já naquela manhã Emma e Regina começavam verdadeiramente a escrever sua história juntas. Tinha tanto desejo e sentimento que não poderiam jamais explicar como haviam se apaixonado uma pela outra. Simplesmente aconteceu.
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