Notas iniciais
Hey Swens! Antes da leitura, peço para que não percam a fé na fic, essas cenas são importantes para acompanhar o lado de Regina. Se não no próximo capítulo, no outro, teremos de volta os olhos verdes abertos. Enfim, agradeço aos comentários, responderei o mais breve que conseguir. No final de semana tento postar outro pra vocês amores *-* Boa leitura a todos! Um enorme beijo. Perdoem os erros, por favor!

O trânsito causado pelo movimentado horário de almoço fez o caminho parecer ser dobrado até chegarem na mansão. E logo que entraram na casa, o filho ansioso foi o primeiro a correr e falar.

– Eu vou poder ver minha mãe? – Henry sorria em sua direção, sua expressão era esperançosa.

Com o mais lindo dos sorrisos Regina se abaixou na altura do filho. – Vai! – Sentiu o baque do corpo do filho contra o seu e um berro ensurdecedor. Como pensou, ele explodia felicidade. Regina se pôs de pé com o filho no colo. – E tenho uma boa noticia. – Sorriu encarando os olhos apreensivos de Cersei, Cora e Isaura sobre si. – Todos poderão visitá-la.

A alegria foi unânime. Regina e Jaime explicaram os detalhes da ida ao hospital, a conversa com Merida e o Doutor, o estado de Emma, a surpresa ao vê-la e por fim como as visitas funcionariam.

– Não poderá ir mais que três pessoas e hoje marcamos a hora entre duas e meia e três horas, iremos eu, Henry e alguém na decisão de vocês. – Regina disse por fim.

Aquele assunto não gerou nenhum tipo de desavença e juntos deixaram para David e Ruby decidirem qual dos dois ir, por mais que o sangue entre Emma e David existisse, a relação entre Ruby e a loira era como a anterior.

O clima de almoço na mansão Swan-Mills foi de uma alegria maior que dos últimos dias, a preocupação existia tão como o sofrimento, mas a noticia da transferência e os resultados aparentes do tal aparelho que conseguia medir a consciência de uma pessoa em coma conseguia trazer paz pros corações.

– David e Ruby irão nos encontrar no hospital. – Disse Jaime a Regina, já na Mercedes rumo ao hospital.

No carro, que mais parecia saber o caminho sozinho para o hospital do que ser guiado pela morena, estavam uma esposa ainda angustiada, um pai preocupado em meio a felicidade e claro, um filho que só faltava ir correndo com os próprios pés.

Como combinado, logo na entrada do hospital estava Ruby e Killian, David e Mary Margareth. David e Ruby facilmente entraram num acordo de que o rapaz quem deveria entrar para ver Emma. Regina precisou repetir detalhadamente a conversa que mais cedo tivera com o Doutor Whale.

– Henry, você está passando mal, não se esqueça. – Disse a morena, ao ver o filho que de longe não parecia doente devido ao enorme sorriso nos lábios e a ansiedade estampada nos olhos. – Pensa nas manhãs que você faz cara de doente a ponto de convencer Emma a te liberar da escola, mesmo estando ótimo. – Sorriu para o garoto. – Finja o mesmo.

– Vou tentar, mas está difícil conter a felicidade. – Após alguns segundos e o cabelo bagunçado, Henry apertou “start” na sua atuação. – Mama. – Resmungou com uma voz abatida. – Meu disco de hérnia esta doendo.

Por segundos passageiros, o riso tomou conta do ar entre os presentes.

– Que dor é essa? – Ruby perguntou ainda rindo.

A expressão do garoto agora era mais confusa, não era pra eles rirem e menos ainda Ruby perguntar por isso. É claro que ele não fazia a menor idéia do que era e tão pouco que estava falando errado. – Não sei, Dinda. – Respondeu com um sorriso tímido. – Escutei o avô Jaime falando pra avó Cersei.

– Meu amor, apenas finja que comeu algo que irritou seu estomago. – Pediu Regina, sorrindo. – E o correto é Hérnia de Disco. – Afagou os cabelos do filho.

Quando duas e quarenta, os presentes seguiram para dentro do hospital atrás do médico ou da enfermeira. Antes que eles a vissem, Merida se aproximou com um doce sorriso.

– Então você é o garoto doente? – Ela se aproximou de Henry.

Como todas as crianças receosas, Henry deu alguns passos pra trás e olhou cheio de dúvida para a mãe.

– Filho, essa é a enfermeira Merida. Ela quem está cuidando da sua mãe. – Disse Regina, chamando o filho para mais perto. – Sim Merida, esse é o menino doente louco para ver a mãe.

Então Henry abriu um enorme sorriso. – Meu nome é Henry.

– Prazer Henry, sou Merida. – A enfermeira recompôs sua postura em pé e voltou os olhos para Regina. — Quem vem junto?

– Eu. – David deu um passo adiante.

– Pegue o garoto e me siga, isso ajudara a fazer os outros acreditarem que ele é paciente chegando. – Sorriu e já saiu andando.

David o fez, com Henry no colo, ele e Regina caminharam pelos corredores atrás da enfermeira.

– O doutor Whale já está no quarto a espera de vocês. – Seriam as únicas palavras do caminho se não fosse por Henry que começou a perguntar sobre Hérnia de Disco.

– Você está pronto, garoto? – Merida olhou para o rapazinho que agora estava no chão. Todo parados na porta do quarto que Regina reconheceu ser o mesmo de Emma.

Henry abriu um sorriso tão grande que Regina jamais saberia explicar a sensação que teve. Seu menino era incrível. – Estou.

Merida então abriu a porta e Henry ignorou a presença do médico no quarto e correu até a cama. Seus olhos agora estavam brilhantes, lacrimejantes. Observou a mãe deitada e deslizou sua pequena mão pelo rosto levemente marcado. – Mamãe. – Disse tentando driblar o choro. – Mãezinha. – Uma lagrima escorreu dos seus olhos. A voz suave e a imagem do garoto emocionou a todos no quarto.

Regina voltou os olhos para os equipamentos ligados a Emma e então percebeu que a cada toque e palavra do filho, a linha que significava a consciência acelerava, isso é, disparava a tremer. – Doutor. – Indicou apenas com o olhos.

O médico sorriu achando até mesmo graça em ver que até emocionada Regina procurava todos os sinais possíveis para ter fé. – Se isso é bom? Sim, é.

David logo estava do lado da irmã e Regina se aproximou. Então o médico e Merida perceberam que a cada palavra de David, Henry e principalmente de Regina, a linha estremecia ainda mais.

Henry falava com Emma, sentado na cama ao seu lado, como quem esperava uma resposta, um sorriso ou talvez até um convite para tomar um sorvete. Mas é claro que nada disso aconteceu, nem a voz e nem a expressão da loira mudou, se não fosse a linha acelerada, Regina não saberia dizer até quando seu coração ia agüentar.

Os minutos de emoção e nervosismo logo deram espaço para um clima mai descontraído, Whale explicava o que era cada fio ligado ao corpo de Emma até a máquina, para o pequeno Henry. David e Regina conversavam ao lado de Emma e às vezes até esqueciam que a loira nada falaria e o que era pra ter sido uma rápida visita já virou uma hora e só perceberam quando Merida entrou no quarto.

– Doutor, tem uma senhora te procurando.

– Se me dão licença, assim que possível retorno. – Antes de sair Whale pediu a enfermeira Merida para que ficasse no quarto.

Mais vinte minutos passaram quando o médico voltou ao quarto e com um largo sorriso. – Regina, posso aproveitar para trocar uma palavrinha aqui fora com você?

– Claro. – Limitou-se a responder e retiraram-se do quarto.

– Então doutor, do que se trata o assunto? – A morena perguntou achando estranho o fato da conversa ser do lado de fora.

– Bom, é uma boa noticia na verdade, mas não quis falar lá dentro pelo garoto. – O médico observou a expressão confusa e começou a falar. – Quando os resultados de Emma deram sinais de sair da UTI, logo adiantei o pedido para que alguém da família pudesse dormir com ela e o hospital liberou hoje mesmo.

– É sério? – Regina sentiu o peito encher de ar e emoção, abriu um sorriso capaz de iluminar uma cidade durante um blackout.

– É sério! – Ele afirmou.

– Essa é uma ótima novidade. Não tenho nem palavras para te agradecer e não é por hoje apenas, é pelo cuidado com Emma, a sinceridade comigo. Obrigada de verdade. – Falou a morena.

– Não me agradeça, seja feliz com Emma quando ela tiver alta. Vocês têm uma linda família e vejo o amor cada vez que você olha para ela. — O médico falou emocionado e Regina sorriu, mesmo que não soubesse os reais motivos que deixavam o médico assim.

Bons minutos passaram até o medico se pronunciar alegando estar tarde e Emma precisava descansar, o descansar era ficar sozinha, apenas no silêncio. Despediram-se da loira com tristeza e Henry fez uma pequena birra para não ir embora, porém com um único olhar de Regina o garoto parou. A mãe morena sempre foi a rígida, mais série e quem realmente colocava ordem nas situações. Emma era fácil contornar.

Como não era ainda cinco horas, Merida disse à morena que em breve ligaria para comunicar o horário para estar no hospital. Por sua vez, Regina se quer imaginava o quão intensa seria a próxima madrugada.

Notas finais
Aconselho vocês a ansiarem pela madrugada! Reviews? :*