Notas iniciais
Hey Swens! Será que vocês estão como eu, simplesmente encantada com o último episodio? Segue o capítulo que dá inicio ao reencontro de Emma e Regina, espero que vocês gostem... E já não garanto o próximo capítulo, tentarei postar até o final da semana. Obrigada aos comentários, favoritos e a quem acompanha! É maravilhosa a sensação de ver as pessoas gostando *-* Continuem com as reviews, aproveitem o capítulo. Beijo a todas, todos.

O cigarro chegou ao fim e logo foi arremessado pela janela, seguiu-se um longo gole de vinho. Emma lembrava-se perfeitamente como os meses passaram de forma dolorida, sem tantas noticias e nenhum encontro, nem por querer ou obra do destino. Foram nove meses sem ver os olhos castanhos e isso lhe doeu tanto na época, mas poderia bem dizer que multiplicaria essa dor para entender como se sentia a agora, jogada no banco do carro, bebendo um vinho barato e chorando por um erro tão estupido.

Nove meses se arrastaram para a loira, uma dor inexplicavelmente intensa corria em suas veias. Era obrigada a conviver com lembranças e sonhos, algumas vezes pesadelos. Aos poucos foi diminuindo, porém a chama em seu coração insistia em continuar acesa. Pela maioria das noites Emma terminava em sua cama, bêbada e transando com qualquer uma, buscando esquecer Regina. Nenhuma era boa, nenhuma tinha aquele cheiro de maça e tão pouco despertava algum sentimento.

Em meio a seu sofrimento particular, Emma assistiu e participou de várias mudanças na vida dos amigos. A primeira foi Killian sair da casa dos pais e ir dividir a grande casa com a irmã, o que acabou anulando as chances da loira ir visita-lo. Ruby começava a estrear em sua primeira grande peça de teatro. Outra grande mudança foi um pedido de noivado, David e Mary se casariam em breve. Com essa novidade, Emma e Ruby alugaram o apartamento em frente ao do irmão.

Mais de todas as mudanças, a que mais afeitou a loira foi descobrir real um dos seus pesadelos. Há três meses, descobriu que Regina estava saindo com uma mulher, que dita por Ruby, era madura e mais velha. Não era um caso, como os seus, era Regina seguindo em frente. Como já tinha em mente, não queria encontrar a morena, não queria saber quem era a suposta namorada. Porém, sabia que um dia seria inevitável encontra-la. E esse dia chegou.

Era o casamento de David e Mary Margareth, em Los Angeles, pois a família da noiva e a maioria dos amigos eram da mesma cidade. Jamie, Cersei e Widon estavam hospedados no apartamento de Ruby e Emma, ansiosos pela data. Finalmente David tinha arrumado uma mulher de ouro. Mary dava aulas perto da empresa que David trabalhava, e trombando-se numa esquina, se conheceram, foi amor logo de cara.

Emma já estava na Igreja, boca aberta com a decoração. Sentia-se num filme de conto de fadas. Flores espalhadas, as pessoas estavam lindas. Não tinha palavras pra descrever o quão feliz estava, e tinha a emoção em ver o irmão finalmente se casando e muito apaixonado.

– É Em. – David tentava descontrair o nervosismo no altar enquanto aguardava o anuncio da chegada da sua futura esposa, conversava com a irmã enquanto os convidados chegavam. – Quem diria que esse dia ia chegar!?

– Estou tão feliz por você. – Ela o abraçou. – Mary é uma ótima moça e sei que te fará feliz.

– Ela já me faz o homem mais feliz desse planeta. – Ele sorria todo orgulho de si naquele altar.

– Espera então quando tiverem um filho. – Brincou Emma, sabia do pânico que o irmão tinha com crianças.

– Bem mais pra frente Emma. – Ele riu, então notou a irmã ficar tensa e pálida. – Você está bem?

– Estou. – Respirou fundo tentando sorrir. – Só tinha me esquecido que ela era convidada. – Indicou com a cabeça à morena que entrava na Igreja acompanhada de outra mulher, por sinal, extremamente linda. Regina usava um vestido roxo com brilho, um decote discreto na frente mais que deixava as costas pelada, ele era na altura dos joelhos. O cabelo estava mais curto que se lembrava, batia no pescoço, soltos e mais lisos. A mulher ao lado vestia um vestido vinho sem muitos detalhes até os joelhos. Não tinha como negar, a nova namorada de Regina era linda, tão linda quanto ela.

– Fica bem, ta? — David acariciou seu rosto.

– Eu estou bem, já superei. – Tentou engolir a emoção e tristeza que naquele momento se estampou sobre seus olhos. Sentiu como se a pequena chama ainda acesa encontrasse o álcool, e tudo estava pegando fogo dentro de si, sentindo seu coração acelerar a cada passo.

– Eu sou seu irmão, não precisa mentir pra mim como faz com seus amigos. Eu te amo e quero que você fique bem. – Beijou sua bochecha. – Você é e está mais bonita que Aurora.

– Aurora? — Sabia a quem devia pertencer esse nome. Mas de fato, Emma estava inúmeras vezes mais linda que a acompanhante de Regina. Usava um vestido verde, quase como seus olhos, com alguns enlaces de fita destacando a cintura, permitindo que o decote dos seios ficasse mais fartos. Os cachos louros estavam prendidos num coque propositalmente mal feito, deixando mechas caídas. – Ela é mais bonita que eu imaginava. – Se odiou por confessar isso. A mulher era da altura de Regina, tinha os cabelos lisos num tom castanho com algumas luzes e um corpo bem definido pelo vestido justo.

– Não é pra tanto. – David sorriu. – Ruby chegou. – Apontou a morena de mechas vermelhas.

– Claro que chegou, aposto que veio com aquela lá. – Resmungou a loira. – Já não basta pegar minha mulher, vai querer pegar minha melhor amiga.

– Ah Emma. – David riu e Emma ficou visivelmente desconcertada.

Pouco tempo depois o carro da noiva chegara. Mary estava linda como uma princesa. O vestido branco tinha uma enorme calda, o buque era ainda mais belo com rosas brancas e os cabelos curtos da mulher estavam soltos sobre um véu.

A cerimônia foi digna de um casamento real, resultando na maioria das mulheres chorosas na Igreja. Como madrinha, Emma permaneceu o tempo todo no altar perto dos noivos, porém pouco olhou para eles, na maior parte do tempo fixava-se no sétimo banco a esquerda, no primeiro lugar ao lado do corredor.

Ao acabar e serem expostos a uma chuva de arroz, David e Mary seguiram num primeiro carro de uma enorme carreata, não proposital, para um enorme e luxuoso salão de festas.

Após os primeiros minutos e a primeira dança dos noivos, ninguém mais encontrava-se sentado, todos estavam na pista de dança, perto do bar ou conversando com algum conhecido pelo salão.

Emma conversava animadamente sobre qualquer assunto aleatório com Ruby, e pouco distante estava Killian, Regina e Aurora.

– E a desgraça é bonita viu? — Emma sussurrou como se fosse o maior segredo.

– E você está ai, toda dolorida. – Ruby encarou a amiga. – Acho que está na hora de você parar com essa “biscatisse” e sossegar Emma.

– Definitivamente Ruby, a única capaz de me fazer sossegar, sossegou com outra. – Bufou, tomando um gole de seu drink. – Quero mesmo é transar com todas as mulheres possíveis!

– Ah por céus, para! – Ruby chamou sua atenção. – Olha pra você falando desse jeito Emma, você está perdendo Regina por orgulho e essas atitudes ridículas!

Emma refletiu as ultimas palavras da amiga e percebeu que em todos esses meses, não procurar saber se Regina perguntava dela, seja qualquer motivo que fosse. – Responde sincera, a Regina ainda tem sentimentos por mim?

– Ela está feliz. – Foi a única coisa que Ruby disse.

– Não foi o que eu perguntei. – Por mais que tentasse, Emma acabava olhando na direção de Regina. Vez ou outra, os olhares se cruzavam revelando uma enorme saudade que era rapidamente escondida na ágil desviada de olhares.

– Se ela gosta de você, né? – Ruby fez uma pausa pensando em como cortar esse assunto, olhou para Killian como quem pedisse um socorro inutilmente. – Isso que você quer saber?

– Responde! – Virou o rosto da amiga, encarando os olhos.

– É claro que ela tem Emma. – Ruby observou os olhos de Emma brilhar como há tempos não via. – Vocês ficaram juntas por dois anos e do modo que ela marcou a sua vida, você marcou a dela também.

– Só dois anos perto da vida que eu queria pra gente. – Sussurrou a loira, era possível sentir a dor em sua voz.

– E por orgulho não estão juntas! – Bufou Ruby. – Quer saber, você ainda a ama e ela te ama, chega de orgulho Emma, aproveita que você ainda tem tempo e vai atrás dela.

– Vou conversar com ela essa noite. – Emma deu um sorriso malicioso ao pegar Regina olhando pra ela. – Hoje à noite ela vem falar comigo. – E saiu, largando Ruby com uma enorme interrogação na cabeça.

Uma meia hora depois de falar com Ruby, Emma se aproximava da turma de amigos perto do bar e da pista de dança. Lá estavam Ruby e Killian de mãos dadas, Belle que conversava animadamente com August, Mullan e uma Anna totalmente acanhada sobre o olhar de Regina, ao lado de Aurora.

– Emma! – Disse num tom feliz. – Seu irmão deve ter gasto uma fortuna com essa festa! – Comentou August, puxando a loira pela cintura. O rapaz e a loira eram grandes amigos da faculdade, mais o mesmo, conhecia David desde que o rapaz se mudara pra Los Angeles.

Emma notou os olhos de Regina, apreensivos, e cenho franzido, em direção as mãos firmes de August em sua cintura. Jogou o braço por cima do pescoço do rapaz, sabia que fazer isso não seria motivo para tirar a falsa calma de Regina. – Ah, não Gus. O pai da noiva quem paga esqueceu?

Todos em volta riram e Emma cruzou os olhos com os de Regina, o arrepio percorreu seu corpo, agora tão próxima notou o quão linda Regina estava. Desejou saber o que a morena estava pensando, pois notou que ela estava desorientada com a proximidade após tantos meses. A conhecia perfeitamente, todas as expressões. Resolveu então, como quem pisasse em ovos, se aproximar, verbalmente falando. –Você é...? – Apontou para a jovem ao lado de Regina.

O olhar de todos em voltar tornou-se mais tenso, mesmo que evitassem. Ruby deu uma leve suspirada, já imaginando que o objetivo da loira era atingir a ex.

– Me perdoe à falta de educação. – Regina se pôs a falar olhando pra mulher ao lado – Essa é Emma, irmã de David. – E sem ter como evitar, pousou os olhos sobre a imensidão verde e com dificuldade falou o nome da loira. — Emma, essa é Aurora, minha... Minha namorada. – Foi possível perceber a insegurança nas palavras.

– Prazer, Aurora. – Emma sorriu, forçou o melhor dos sorrisos simpáticos que possuía.

– O prazer é meu Emma, já ouvi muitas histórias de você. – A voz da mulher era doce, parecia ser tranquila.

– Espero que boas, é claro. – Emma riu da situação. Quem será que poderia falar dela para a atual namorada de Regina?

– Claro que só coisas boas Em. – Ruby sorriu. – Você é minha melhor amiga.

– Sim, você... – Emma suspirou. Claro que seria Ruby. Agora com Killian morando com Regina, óbvio que as duas se encontravam.

– Confesso que sentia uma vontade enorme de te conhecer. – Aurora sorriu. – Ruby conta cada coisa sobre vocês em Storybrooke.

– Ah sim, tivemos muitas aventuras lá. – Emma sorriu. Não queria mais dar continuidade ao assunto, se afastou de August. Agora sim desejava do fundo da alma provocar Regina. Andou até Anna. – Vem, vamos dançar? — Cochichou no ouvido da mulher.

Anna a olhou com uma expressão de “Que porra Cê ta fazendo¿” – Ahm, não. Sou péssima com dança!

– Ah que nada, vamos! – Saiu puxando Anna, sem importar ou dar tempo para que ela retrucasse.

Durante toda a música Emma e Anna conversavam e a loira explicava seu plano a amiga.

– E você acha que ela vai sentir ciúme de mim? — Anna perguntou incrédula.

– Garanto que vai. – Emma sorriu, puxando a amiga pela cintura, enquanto olhava atentamente a expressão da morena. – Ela já esta Anna, Regina sempre morreu de ciúme de você. – Piscou a loira.

– Não acredito! E você só me conta hoje? Tudo bem que eu sempre desconfiei... – Bufou Anna, mais dançava alegremente. Queria ajudar Emma e reconquistar Regina, já que de algum modo, mesmo sem ter a ver, sentia-se culpada por levar Emma pra beber pouco antes de terminar com Regina. – Você acha que vai funcionar?

– Não sei Anna, mas acho que sim. – Abriu um largo sorriso, girou seu corpo e o da jovem. – Olhe o cenho dela, franzido certo? – Anna apenas afirmou com a cabeça. – Ciúme.

– Sempre achei tão bonita a forma de amor entre vocês, o quanto vocês se conheciam pelas próprias expressões. – Anna falou com pesar na voz. – Como agora.

– Eu a amo, eu a amo da forma mais pura e verdadeira Anna. Conheço cada gesto, caras e bocas dessa mulher. – Suspirou Emma, com o ar triste na voz ao ver que Aurora tinha recuperado a atenção de Regina, fazendo a morena rir com algum assunto aleatório.