Notas iniciais
Esse é a continuação/final do capítulo anterior, OK? Obrigada pelos comentários!

A aula de culinária havia terminado e eu queria ir logo para casa mas a velha irritante da monitora me fez ajudar ela... por que eu? Por quê?

– Ei, me ajude aqui. Preciso fazer uma lista/relatório mas, minhas mãos estão doendo, sabe né? Sou uma mulher de idade.
''Mulher de idade? Você é quase uma múmia''– Aargh, claro!
– Ok, aqui estão os papéis e os nomes de alguns alunos. Preciso passar em um lugar. Tchau!
– Tchau! — ''velha desgraçada, olha só quantos nomes... argh, merda, vou acabar isso nunca"

25 minutos depois

– Cheguei, não demorei muito e... AAAARGH, SUA ALMA ESTÁ SAINDO DE VOCÊ!
''Não que isso... demorou só uma eternidade''– Tá tudo... ok!!
– ELA MORREU!

Eu terminei o trabalho que a múmia me deu e ainda tive que ouvir reclamações, ninguém merece. Lembrei que tinha esquecido minha mochila na sala do clube então fui lá buscar, a preguiça estava grande e cheguei me arrastando lá só que eu tive uma pequena surpresa:

– AAAAAAAAAAH! — dei um grito muito alto
– AAAAAAAAAAH! Q-quem é você? — perguntou um menino
– Eu é que pergunto e... POR QUE ESTÁ COMENDO MEU PUDIM?!
– Fo-FOI VOCÊ QUE FEZ? — ele disse empolgado
– Foi mas... era para uma pessoa.
– Bem... desculpe achei que tinha sobrado.
– Relaxa, eu posso fazer outro. Esse era para o... Cedrick.
– Me chamou?
– Não, não.
– Ah, sim.
– Seu uniforme... é diferente do de todos — indaguei
– Sim, é branco.
– Estou vendo, não sou cega, idiota.
– Haha, nossa, você é bem esquentadinha. — ele disse meio sem graça
– Normal. Me fala, por que seu uniforme é diferente?
– Sou da turma especial, estou no ano 2.
– Ah sim e... OH MEU PAI, OLHA A HORA! Desculpe-me preciso ir. Cadê minha mochila?
– Tudo bem, nos vemos por aí. Desculpa pelo pudim. Irei compensá-la!
Já do outro lado do corredor gritei:
– RELAXA! NOS VEMOS POR AÍ.

Voltei para casa e meus pais já estavam lá, acho que já eram umas 17:40, a aula era realmente demorada mas, aquele demônio mumificado da coordenadora de corredor me travou lá. Tive que ouvir minha mãe reclamando que eu demorei demais e tal.
Quando o discurso terminou fui para o meu quarto, tomei um banho e deitei um pouco na cama, quando me dei conta havia cochilado. Minha mãe me chamou para jantar (no relógio marcava 20:35) e disse que assim que terminasse era para dar uma volta com o Man (meu filho canino). Terminei de jantar, lavei minha louça, escovei os dentes e pronto, eu e o Man já estávamos saindo:

– Tchau mãe, tchau pai!
– Au au!
– Tchau filha! Cuidado — meus pais disseram em coro.

Já estava bem escura a rua então eu decidi ir em direção ao centro (uma quadra depois da escola) pois lá era bem iluminado. O centro estava lotado mesmo estando tarde mas, nada que desanimasse o passeio. O Man adora passear e observar o movimento (igual a dona), ele é bem novo, tem 1 ano e meio e é da cor preta.

Ficamos andando por lá um bom tempo até que paramos em frente a uma confeitaria, eu sempre como sobremesa mas como hoje eu não tinha comido parei lá para comprar alguma coisa, ainda bem que eu sempre tenho um dinheirinho. Amarrei a coleira do Man em um lugar firme para ele não fugir:

– Espere aqui, OK? Luna já volta — falei com ele

Entrei na loja e no interior era extremamente confortável apesar de ser uma loja de luxo. Olhei as vitrines de doces e tortas e aquilo tudo me encantava, os preços eram um pouco elevados mas, eu entendo que fazer doces tem que ter dedicação.
Depois de demorar algum tempo escolhi uma bomba de chocolate, paguei no caixa e saí. O Man estava animada demais, quando olhei mais perto tinha outro Pug do lado dele:

– Oh, um amigo? Ãhn? Calma... é fêmea. Sua paquera é — falei com o Man fazendo uma cara engraçada, se cachorros ficam envergonhados o Man com certeza estava — Ooi, fofinha, sou a mãe do Man, Luna Fray. — ''Quem me ver vai achar que eu sou estranha mas, eu amo cachorros que se dane''– Você é muito fofa, igual o Man.
– Eeeh, moça... essa Pug é minha.
''Opa'' — Ah me desculpe eu já — quando me virei eu olhei bem para a cara do garoto... era o menino que comeu meu pudim hoje escola...
– Oooh, você é a dona do pudim. Esse cachorro é seu? Parece que a Cristal gostou dele hehe.
– Mal aí, eu me empolgo quando vejo cachorros. Vem Man, vamos para casa!
– Que isso, tudo bem. Onde você mora? Já está tarde para meninas andarem por aí sozinhas.
– Puft, você é engraçado. Eu moro perto, relaxa, e tem outra coisa... eu sou boa de briga!
– Tem certeza?
– Claro! Bem até mais!

Eu peguei o Man e seguimos em direção a nossa casa, estava tudo bem até que eu comecei a ouvir uns passo e aquilo realmente me arrepiou. Comecei a andar mais rápido e aquele barulho ainda me seguia e eu já estava ficando nervosa:

– QUEM TÁ AÍ???!! — Eu me virei e era aquele garoto (esse menino tá me seguindo?)
– Foi mal, eu moro nessa direção. Não queria te assustar.
– Hunf, você quase me matou do coração!
– A minha casa é aquela azul. AH!
– O QUE?
– Eu esqueci de te dar uma coisa! Pelo pudim peço desculpas, como recompensa vou te dar algo em troca. Espere aqui rapidinho.

Ele saiu correndo para sua casa junto com a Cristal, não demorou nem 3 minutos e ele já estava de volta:

– Aqui!
– Uma sacola?
– Ah não, olhe dentro, por favor — ele pediu com calma.
– OK

Quando eu abri a sacola tinha um pote e um pequeno embrulho e dentro do pote havia um pudim?!

– Um... pudim?
– SIM! Eu sei cozinhar então para compensar eu fiz esse pudim. Aquele seu estava realmente delicioso e achei bem inusitado os ingredientes que usou!
– E nesse embrulho, o que é?
– Quando chegar em casa abra e depois me diga se gosta. Vou te passar o número do meu celular, OK?
– T-tá né.
– Qual o seu nome e de qual turma você é?
– Luna... Luna Fray. 1º ano C.
– Prazer, meu nome é Cedrick Lavoise, tenho 16 anos e sou do 2º ano especial!

Naquela hora eu fiquei pasma... esse era o novo aluno de culinária que tinha faltado? Ele parece tão... infantil (não posso falar nada porque sou pior) :

– Bem... Cedrick...
– Sim?
– Eu não posso aceitar isso.
– EH?! POR QUÊ?
–Bem... aquele pudim... era para você mesmo.
– Como assim?
– Como posso dizer... você é o novo aluno do clube de culinária que faltou, eu tinha feito um pudim para cada um mas, você não estava. Eu esperaria para entregar depois e tal... hehee.
– Foi mal mas... não posso aceitar isso! Você nem sabia quem eu era, por favor, aceite essas lembranças... POR FAVOOOOOR — ele fez uma cara de cachorrinho sem dono.
''Meu coração... ele é fofo demais''– T-tudo bem. Eu compensarei você.
– Não precisa, quero que você experimente meu pudim! Até amanhã LU-NA! — ele beijou a ponta do seu indicador e atirou para mim, na mesma hora eu corei.
''QUE MERDA FOI ESSA? POR QUE MEU CORAÇÃO ACELEROU?''– HÁ... ha. TCHAU! Vem Man, minha mãe vai brigar comigo.

Eu saí em direção a minha casa e quando cheguei minha mãe me repreendeu:

– ONDE VOCÊ ESTAVA? POR QUE ESTÁ VERMELHA? POR ACASO CORREU UMA MARATONA COM O MAN? MEU DEUS.... VOCÊ NÃO APRENDE!

E assim acabou meu dia!

Notas finais
Esse Cedrick é maluco, né? xD