O amor de Óscar e Jimena
1 Capítulo 1
Jimena estava na academia com Leandro. Ela trajava uma calça azul, que a deixava bastante sexy; estava linda como sempre, cabelos muito negros lhe caíam pela face enquanto caminhava na esteira. Era a “niña” mais bonita que se encontraria a quilômetros; a mais bonita em toda a cidade e talvez no país; para Óscar, a mais bela de todo o mundo. E sobre Óscar falavam. Ela não acreditava no amor dele.
― Jimena! Se nota de longe que ele te ama, como não percebe? ― perguntou Leandro.
― Aos homens eu não confio, tudo que eles querem é ficar com você e depois te jogar fora, como se fosse lixo! ― disse, irritada.
― Pare de ser tão amargada ― repreendeu ― não percebe que esse homem faz de tudo por você?
― É um sem-vergonha, teve a coragem de ir me humilhar na frente de “mi mamá” e na frente de todos. Acha pouco? Acaso está do lado dele?
― Te humilhou?
― Sim ― respondeu ela, desgostada ― foi armar um escândalo por causa da peça que preguei nele.
― Não percebe? Deixou o pobre sem roupa na butique, ele teve que usar um vestido para ir embora ― disse Leandro, meio rindo ― imagina a vergonha que passou quando chegou em casa?
― E não podia ter ido embora pelado? ― perguntou ela.
― Poder, poderia, mas imagina se a polícia o pega assim? Poderia ser preso!
― Pois a mim me dá muito gosto que tenha passado vergonha ― disse Jimena ― te juro que quero o divórcio! Eu o odeio!
Leandro riu um pouco, dizendo “a mim não me engana”. O jovem acreditava que o amor dos dois acabaria superando as adversidades e estava pronto para ajudá-los no que pudesse; especialmente a Óscar, por quem se sentia em dívida por tê-lo ajudado; era graças a ele que seu negócio não tinha falido.
Jimena lembrou de algo que precisava pedir:
― Então, me leva hoje à festa?
― Claro que sim, as festas me animam muito! ― disse ele
— — -
Armando estava em seu bar rodeado de alguns capangas. Rosário cantava um de seus sucessos e a multidão se distraía.
― Era para vocês terem matado aquele maldito, me entendem? ― disse Armando, irritado.
― Aquele atrevido deve estar na sarjeta ― riu Herzog ― nós destruímos a casa daqueles três. Se não matamos esse Franco, foi porque não o achamos, sumiu.
― Acredita que ele está na sarjeta? ― perguntou Armando.
― Claro que sim, deixamos tudo em caco, não é verdade, Rubinsky?
― Assim é ― confirmou o capanga.
― Assim não é! ― gritou Armando ― aquele desgraçado é agora podre de rico e vocês deixaram, depois de eu tê-los pago, seus incompetentes! ― a fúria do homem era muito grande.
― Mas como pode? Não tinha onde cair morto ― perguntou Herzog.
― Esse desgraçado se casou com uma ricaça, mas é tão sortudo que ela morreu no dia do casamento, deixando toda sua fortuna com ele.
― Então Franco é rico agora? ― perguntou Herzog.
― Sim, e vocês são os culpados, infelizes! ― reclamou Armando.
― Se acalme, homem ― disse Rubinsky.
― É verdade, se acalme ― continuou Herzog ― você nos pagou e nós iremos atrás dele; serviço dado é serviço feito.
― E não me falhem dessa vez, quero que amarrem ele para que eu o faça sofrer como nunca, me entendem? ― disse Armando.
Os capangas concordaram e asseguraram ir atrás de Franco Reyes.
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