O amor começa
25 Voltando
Notas iniciais
Pov. Autora
Assim que Mili e Mosca chegaram ao orfanato, se direcionaram á cozinha para pegar uma caixa com curativos.
– Mosca, tá doendo muito? – perguntou Mili tirando do armário a caixa.
– Não se preocupe Mili. É só um pouquinho. Está tudo bem – falou para acalma-la.
– Vamos para o pátio fazer o curativo, porque se nos virem, vão ficar fazendo perguntas.
– Vamos sim – falou a seguindo.
Pov. Ana
Minha relação com o Binho já estava boa. Não estamos juntos, pois tenho medo de acontecer tudo de novo. Mas é impossível não sentir nada por ele, ficar longe dele, é difícil. Eu queria falar com ele, então fui a sua procura. Primeiramente fui ao quarto dos meninos.
– Gente, posso entrar? – falei batendo na porta.
– Pode sim – falou Rafa.
– O Binho não está aqui? – perguntei.
– Não, acho que ele deve estar no pátio.
– Tá bom, vou lá – estava me retirando, quando Mosca pergunta:
– O que você quer com ele? – perguntou todo desconfiado.
– Conversar, só – falei.
– Sei – Thiago falou se intrometendo.
Pov. Mili
Eu estava super preocupada. Depois da briga que o Mosca teve com o paçoca, ele disse que iria se vingar. E se ele vier atas de mim, se quiser fazer algo. Fico cogitando a ideia, morrendo de medo que isso aconteça.
– Mosca? – falei.
– O que foi Mili? – perguntou.
– E se ele vier atas de mim? – precisava desabafar com alguém.
– Ela não vai fazer nada. E mesmo se tentar, eu te protejo – falou e depois me deu um selinho.
– Eu te amo – falei colocando a mão em seu rosto.
– Eu te amo – também falou.
Pov. Paçoca
Esse Mosca ainda me paga. Ele vai ver. Tenho que me vingar, não dele, mas sim de outra pessoa. A Namoradinha dele não, porque ele deve estar grudado nela depois do que aconteceu. Mas eu já sei quem pode ser minha vitima. O mosquito ainda me paga.
Pov. Binho
Eu fico feliz que a Ana tenha me perdoado, mas ainda fico triste por não estarmos juntos.
Ver aqueles olhos claros tão lindos, aquele cabelo ruivo, aquele rosto, só faz com que eu me apaixone mais.
Estava pensando nela, quando a mesma aparece no pátio.
– Oi Ana. Tudo bem? – perguntei.
– Tudo sim. Fui ao seu quarto, mas os meninos disseram que você não estava lá. Também disseram que você poderia estar aqui. Então eu vim – falou sentando do meu lado, e olhando para frente.
– Quer falar comigo? – perguntei.
– Quero sim. É que... – ela não conseguia falar.
– É que...? – tentava fazer com que ela falasse.
– É difícil Binho.
– Pode confiar em mim.
– É que eu ainda gosto de você. Sabe, está sendo difícil essa situação. Não quero ficar longe de você – ela olhara para baixo, acho que estava envergonhada.
– Eu também gosto de você – falei colocando a mão em seu queixo, a fazendo olhar para mim. – Também não gosto dessa situação. Não gosto de ficar longe de você – falei me aproximando. – Eu te amo – nossos rostos já estavam bem próximos.
Em poucos segundos, nossos lábios se selaram em beijo. Aquele sentimento no meu peito voltara a aparecer. Nossos lábios dançavam em sintonia, a mais bela dança de todas. Cada sentimento, cada movimento, só fazia com que eu me apaixonasse mais.
Quando o beijo acabou, ela disse:
– Eu também te amo, muito – depois daquela frase, voltamos a nos beijar. E cada vez mais, meu sentimento só crescia.
Pov. Juca
Fazia um tempo que não falava com a Pata. Ela estava distante, parecia estar no mundo da lua.
A vi na sala, olhando para o teto. Estranhei aquela cena, então fui até ela.
– Pata? – falei me aproximando. Acho que ela ficou assustada.
– Ai que susto Juca! Quer me matar? – falou toda assustada colocando a mão no peito.
– Desculpa, não queria te assustar – falei me sentando ao seu lado no sofá.
– Tá tudo bem – falou.
– Então... Faz um tempo que não conversamos.
– Verdade, ficamos distantes.
– Estava pensando no que? – perguntei e ela me olhou.
– Eu? Em nada – falou gaguejando.
– Estava pensando na pessoa que você gosta? – agora ela estava vermelha.
– Não, é só que... – a interrompi.
– Já entendi – falei. – Então era em mim.
– Juca! – como eu gosto de perturbar.
– Você está bonita – falei me aproximando.
– Obrigado – ela falou mais vermelha ainda.
– Não estou mentindo.
Estávamos nos aproximando, quando de repente o Chico aparece.
–Atrapalho? – ele falou.
– Que isso Chico. Não atrapalha – falei.
– Quer alguma coisa Chico? – Pata se levantou.
– Quero sim. Você pode comprar açúcar pra mim?
– Posso sim. Já vou – ela saiu toda envergonhada.
Pov. Pata
Depois daquela cena, vou ficar super constrangida na frente do Chico. Sorte que ele apareceu antes que acontecesse alguma coisa.
Estava caminhando na rua, em direção ao supermercado, quando me deparo alguém nada legal. Na verdade, péssimo.
– Oi patinha, tudo bem? – era paçoca. O que ele queria?
– O que você quer? – perguntei ríspida.
– Só conversar com você – falou apertando meu braço com força.
– Me solta, agora! – tentava me afastar, mas ele era mais forte. Quase gritei, mas ele tapou minha boca.
– Não, você vem comigo! – ele apertara meu braço com muita força, estava machucando.
Ele tapou minha boca para que eu não gritasse. Foi me arrastando até um beco, o meu antigo beco, onde morava junto como Mosca, o Rafa e o Binho. O lugar era sujo, só lama, estava em péssimas condições. Pior do que estava antes. Fiquei até com medo de pegar uma doença.
Ele me amarrou em uma cadeira, prendendo minhas mãos e pés. Aquilo estava me machucando, porque ele amarrou com força para que eu não saísse.
– Você vai fica bem quietinha aqui, ouviu? – ela falou apertando meu queixo com a mão.
– O que você vai fazer?- perguntei.
– Você vai ver. Já volto – falou se retirando
.Assim que ele saiu, tentei desamarrar a corda, mas estava muito apertada. Gritara muito, mas ninguém ouvia. O jeito era esperar que ele voltasse. Ou melhor, até estranharem o meu desaparecimento, e virem a minha procura. Espero que não demore. Já estou com muito medo.
Bem que o Juca poderia aparecer aqui, só para me salvar. Espero que a ajuda não demore.
Continua...
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