O amigo - A lei de Newton
2 Com 3 anos:
Notas iniciais
Estou deitada em meu quarto e são 6 horas da manhã. Eu quase não dormi. Eu me levanto da cama e coloco meus chinelos de sapinhos que pai Bruno me deu. Eu olho ao redor, e meu quarto está um pouco bagunçado. Tenho que me lembrar de depois arrumar se não o tio Claudio vai brigar comigo. Mas não tenho medo dele. Na verdade, aqui, são todos bem legais comigo. É que tio Claudio gosta de tudo bem arrumado. E eu gosto do tio Claudio e quero que ele fique feliz.
Eu abro a porta do meu quarto que da de frente ao uma porta. E um corredor e neste corredor tem bem umas 7 portas. Eu vou até a ponta do corredor onde tem um elevador. Eu entro e aperto o botão 2. Eu já aprendi a contar até 15!
As portas fecham e o elevador desce. Sinto uma tontura que logo passa... As portas abrem e eu estou em outro corredor. Agora de 5 porta bem largas cada uma. Uma porta e de ferro. Eu entro na porta de madeira. É a cozinha. Vejo pai Bruno conversando com um homem que está todo vestido de branco. O homem com que o pai conversa é alto, bem alto, como todos os adultos. Eu gosto dele, ele é branco como leite e tem olhos azuis bem claros quase brancos. Eu gosto dele, ele sempre traz leite com biscoito quando eu tenho sonhos ruins ou quando começo a chorar porque vejo tio Claudio e o pai brigando...
A cozinha e bem grande e tem mais de 15 pessoas aqui. Eu me sento perto de uma mesa que está cheia de pães. Eu abaixo minha cabeça. O pai Bruno me agarra e me puxa pra cima, me fazendo gritar de risadas. Ele me atira no alto e me apara. Faz isso varias fezes. E depois me joga mais alto, me apara e faz cosquinhas em minha barriga. Eu caio no chão de tanto rir.
Ele me apara em seu coloco e fica serio.
– Bruna! Você está atentando de novo? Se aquiete!
Eu olho para ele sorrindo e aperto sua bochecha o fazendo fazer biquinho de peixe. Ele segura minhas mão e me levanta no alto. Eu grito. Ele sai correndo cozinha a fora e corre ate o elevador. Ele aperta um botão e o elevador sobe. O elevador chega até uma sala enorme onde tem mais de 15 mesas com mais de 15 pessoas em cada mesa. Eu sento com pai Bruno em uma mesa em que sempre sentamos. Eu ainda estou de pijama. Aqui tem muitas pessoas e tem muito barulho também. Na minha frente senta a tia Katia e ela está com o menino pequeno. Ele vem até meu lado e me dá um abraço. É o Allan, meu melhor amigo do mundo inteiro.
Um homem chega e coloca café para o pai Bruno e para a tia Katia e leite com biscoito para mim e Nescau para o Allan.
–Nossa Bruna! As vezes eu chego a pensar que você só come leite com biscoitos!
O pai disse enquanto o garçom saia de mansinho e que deu uma leve risada quando ouviu o comentário do pai.
Allan me amostra umas figurinhas que a tia Katia comprou para ele. Fazia tempo que eu não via Allan. Quando eu chorei outro dia porque queria brincar com Allan mais ele não estava, o pai Bruno me disse que ele tinha ido viajar. Eu também quero viajar. Mas eu não posso sair dos portões grandes com grades que tem lá fora...
Eu tomo meu leite com biscoitos enquanto Allan toma seu Nescau. Enquanto tomo meu leite com biscoitos, alguém cobre meus olhos e fala no meu ouvido:
– adivinha quem é?
Escuto o pai Bruno sorrindo. Eu pego nas mãos que estão sobre meus olhos e levanto. Olho para traz e tio Claudio está com a maior cara de chorão.
– minha pequena! Saudades de você minha filha!
– tio ‘Caudio’! Tio ‘Caudio’!
Eu grito desesperadamente enquanto ele me puxa e me dá um abraço apertado. Eu seguro firme com medo de tio Claudio me derrubar. Ele não é mais muito novo. E branco e tem olhos verdes, e pouco cabelo.
Ele me coloca de volta na cadeira, mas agora de frente para ele.
– adivinha só o que eu comprei para você!
Eu faço uma cara de susto e abro minha boca de surpresa. O pai começa a dar gaiadas quando vê minha cara.
– haaa! O que? O que?
– mais que garotinha curiosa você em Bruna!
– o que é? O que é?
– tudo bem! Feche os olhos!
Eu obedeço.
– estique a mão.
Eu obedeço.
Eu o sinto colocar algo no meu pulso.
– pode abrir!
Eu olho e bem no meu pulso tem uma enorme faixa verde do tamanho de minha palma, com varias tirinhas transadas coloridas. No final das tirinhas tem um pingente amarelo e na ponta um desenho do meu rosto em algo amarelo no formato de um coração. E do outro lado do meu rosto tem o numero 9.
Eu faço uma cara de espanto! Era exatamente o que eu tinha pedido! Com exceção do pingente com meu rosto e o numero 9.
– obligado titio!
Eu abraço o tio e ele faz uma cara de satisfeito.
Quando termino meu café o pai me fala para eu ir escovar os dentes e me arrumar para o treinamento. Eu obedeço e vou. Chego ao meu quarto e entro no banheiro. Escovo os dentes e penteio o cabelo – o pai sempre se esquece de me mandar pentear o cabelo! Vou ao meu armário e abro uma gaveta que está cheia de roupas de malha pretas. Eu visto uma.
Vou até a porta e apago a luz. No corredor eu vou até o elevador e disco o botão mais baixo assim como o pai me ensinou. Allan aparece correndo do outro lado do corredor. Parece que ele vem do seu quarto. Ele grita:
– segura a porta!
Eu seguro a porta e espero ele entrar.
– obrigado Bruna! Eu não posso me atrasar de novo...
Eu dou um sorriso e ele sorrir também. Allan está usando uma roupa parecida com a minha.
As portas se abrem e agora estamos em uma enorme sala. Muito grande! Tem 5 áreas com quadrados e outras com círculos. Têm sacos de areias, pesos, cordas, pedaços de madeiras e coxões. Tem uma área de corrida, uma de pulo em altura outra de pulo em distancia. Um par de argolas no alto e outras mais embaixo. Tem algo que parece um pedaço de madeira que o pai disse que se chama Cavalo. Tem barras de salto e camas elásticas. Tem 5 cordas que vão do teto ate o chão e outra que fica em uma área mais baixa. Tem um pedaço de madeira com vario defeitos que gira. E outro pedaço de madeira que fica um pouco no alto pequeno do tamanho de um pé mais bem grande em largura onde tem mulheres dando pulos em cima.
O pai está bem no meio de um dos círculos sentado no chão. Eu vou até ele junto com Allan.
– Allan, hoje você vai aprender com a Katia. Ela está ali nas argolas. E Bruna pode ficar.
Allan vai correndo até Katia. Bruno se levanta e me da sua mão. Nós vamos caminhando até o Cavalo que está no meio da sala. Eu olho para o pai e ele me olha e sorri. Ele me coloca sentada de lado no cavalo. Embaixo tem vários coxões de agua o que me deixa sem medo de cair.
– agora fique em pé ai em cima.
Eu obedeço. Primeiro fico sentada de frente como se ele realmente fosse um cavalo e eu fosse galopar. Depois eu estico minhas duas pernas e levanto os joelhos. Levanto-me colocando forças nos braços e me estico na postura correta. Estico os braços um para cada lado para ter mais equilíbrio.
– muito bem! Agora dessa.
Eu olho estranhamente para ele. Mais ele não liga. Eu coloco as mãos no cavalo e me agacho ficando novamente sentada como se fosse galopar. Coloco as duas penas só de um lado e fico novamente sentada de lado.
– isso! Agora suba!
Faço uma carreta, mas decido obedecer. Fico sentada como se fosse galopar, estico as penas e subo os joelhos... Estou em pé novamente!
– desça para o chão.
Há! Eu refaço o processo de decida e desço do cavalo para o chão, sozinha. Fico em pé na frente do pai e ele se vira para o cavalo. Ele coloca as duas mãos no meio do cavalo e se levanta e tira seus pés do chão. Balança-se de um lado para outro e estica as pernas ficando como uma cruz: o cavalo e a ponta e ele o corpo. Ele faz flexões. Isso tudo com apenas as mão no cavalo e o resto do corpo esticado.
Ele para e volta ao solo.
– eu nunca vou fazer isso pai!
Ele se agacha e fica de joelhos na minha frente. Segura meu rosto e diz:
– minha filha! A hora para tudo! Cada dia você terá que aprender algo novo, algo que esteja de acordo com suas necessidades. Aprenda isso!
Eu concordo com a cabeça.
– vamos.
Ele caminha em direção as argolas menores que estão do lado de outras maiores. Eu me posiciono no meio das duas argolas e pai Bruno me levanta até eu alcançar as argolas. Ele me solta e eu fico em pé segurando só as argolas. Eu abro os braços e fico na posição que parece o cristo redentor...
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