O amargo que na verdade é Doce

1 O chocolate branco e mesclado


Notas iniciais
Olá amigos, como estão, tranquilos? (Alanzokaa :3)
De acordo com meus planejamentos, era para esta fic ser postada ontem. Na verdade eu tive a ideia ontem e fiquei o dia todo enrolando, por quê? Primeiro que ultimamente estou querendo me focar nos sentimentos dos personagens profundamente e mais importante: Esta é minha Primeira fanfic Yaoi/Shounen-ai :D
Sim, gente. Se vcs me conhecem, sabe que eu só posto fanfics hétero, mas eu curto Yaoi dependendo do casal :3 E sinceramente estou nervosa porque... Eu não faço ideia da recepção do público, de qualquer forma estou querendo investir nesse gênero xD
E decidi escolher esse ship. Na verdade tinha outros planos para eles, uma história que se passa no universo de HXH, mas acabei mudando de ideia, especialmente porque eu queria fazer algo pro Dia dos Namorados.
Espero que gostem. Ah, Killua e Kurapika estão OOC (out of character), alterei suas personalidades de propósito. Ah² se vc não entendeu o título, se refere ao Kurapika (sem criatividade para títulos).

Enjoy!

Killua saiu bufando e pisando duro de casa. Maldito Kurapika! O albino apenas quis fazer uma gentileza oferecendo ajuda para o trabalho da faculdade e o loiro o respondeu com palavras duras. Como sempre fazia.

“Não, mas obrigado pela sugestão. Você não ia conseguir fazer coisa alguma, Killua. Isso não é tarefa de um estudante de primeiro ano.”

Levando em conta a personalidade de Killua, uma leve discussão surgiu e terminou com ele saindo pelas ruas frustrado. Mas por mais que estivesse irado com o loiro, não consegue o odiar totalmente nem se fosse forçado. Na verdade, está triste e decepcionado. Kurapika é assim e não hesitava em exibir sua arrogância e dureza, especialmente para Killua, seu admirador. É difícil se lembrar como esse sentimento aconteceu. O albino só se deu conta quando viu suas qualidades e passou a admitir seus defeitos. Ambos enaltecem sua imagem de alguma forma na cabecinha de Killua. A inteligência e o conhecimento com tão pouca idade, que surpreende; a frieza e indiferença que o fazem intimidante; a calma e tranquilidade que não permite se abalar com nada.

Killua queria ser assim.

A partir do momento em que se pôs a prestar atenção nessas características, Kurapika se tornou seu ponto de inspiração. Mas o loiro nunca lhe deu sequer um olhar, seja de raiva, ou se somente olhar. O albino é desprezado, simplesmente deixado de canto. Apesar de seus dotes incríveis em questão de aparência, talento, personalidade, Kurapika agia como se Killua não existisse; tampouco lhe faz falta. E a partir desse sentimento de querer ser notado, outro mais complicado tomou lugar no coração de Killua, que o admitiu a duras penas. A situação ficou mais delicada do que deveria. Um simples pretexto era a chance do albino de enfim receber o maldito reconhecimento, e talvez mais.

Hoje, o dia dos namorados, o deixou com uma estranha carência. Então ele tentou elaborar algo para acalmar essas emoções pelo menos um pouco. Por isso, se ofereceu para ajudar o loiro. Uma proposta ótima. Não seria desmascarado pois é uma coisa simples e de quebra ainda passaria um tão esperado tempo com o loiro, mesmo que no fundo ansiasse algo profundo. Um carinho de suas mãos aparentemente delicadas nos cabelos do albino; um elogio vindo de sua voz de timbre pacífico; até mesmo um singelo obrigado. Killua se contentaria com o que quer que fosse pois ele tem consciência de que nunca ganharia coisa melhor. Mas tinha o bendito Kurapika que ser tão grosso e o tratar com menosprezo.

E lá está Killua andando a esmo para descontrair, mas com aquele dia tentando lhe jogar na cara que tinha que fazer alguma coisa, é difícil esquecer os dramas anteriores. A lua se mostrava majestosa no céu limpo e o tempo agradável. Nem tão quente nem tão frio.

Enquanto isso, na casa compartilhada entre quatro amigos, um certo loiro tinha a cara soterrada numa pilha de livros, provavelmente concentrado em fazer seu trabalho escolar.

— Ei, não acha que pegou pesado dessa vez? — Indagou o aspirante a médico, invadindo seu dormitório.

— Talvez. — Concordou Kurapika. Agora que parara pra pensar, viu o quanto o albino saiu pisando duro, mas conheceu a expressão que seu rosto esboçou. Decepção.

— Você devia ir atrás dele. — Sugeriu Leorio, querendo apaziguar a tensão formada pelos dois.

— Para quê? — O loirinho mantinha o rosto virado nos livros. A proposta de Leorio é boa, porém se sentia incomodado com ela.

— Sabe que esse menino te adora né? Então deixe de ser tão rude e vá se desculpar. — Ordenou Leorio para em seguida sentar-se na mesa de estudos e tomar a liberdade de fechar o livro.

— Tch. Se ele não quer ser tratado assim, que pare de querer minha atenção. — Retrucou Kurapika.

— Killua te vê como um exemplo. Pense bem. Principalmente porque hoje pode ser que ele não o veja mais assim.

Leorio se retira jogando as palavras em pleno ar, fazendo Kurapika refletir. Dizer que não enxergava aqueles sentimentos praticamente estampados na cara de Killua, seria ignorância. Ele está ciente de que aquela admiração inicial evoluiu de forma emocional. Mas a questão é que ele próprio não sabia como lidar com isso e passou a repelir o pobre Killua; Kurapika nunca tinha pensando antes no porquê. Como seria experimentar a maciez daquelas madeixas puramente brancas e rebeldes? Queria ser ele próprio a dar um jeito em seus cabelos; domá-los. Contemplar seus olhos azuis e obrigá-los a observar os seus sem desviar o olhar. Provavelmente ele se desvencilharia a todo custo tentando ocultar seu mais precioso segredo.

Sendo assim ele se sente atraído por Killua? Não parece uma ideia ruim. O rosto de Kurapika se ruboriza, isso explica por que num fatídico dia se pegou a fitar Killua enquanto se trocavam, surpreso por seus músculos em plena idade. Tirou esses pensamentos e se focou. Mesmo sabendo de tudo isso, ainda o tratou mal. Ele não merecia tal tratamento. Portanto, tomou sua decisão e optou por seguir o conselho de Leorio.

♦ ☓ ♦

Killua se encontrava num banco que ficava em frente a um lago observando os cisnes nadarem tranquilamente. Conseguiu achar um lugar onde não havia nenhum casal por perto o lembrando do loiro, porém não foi necessário pois a imagem vívida do próprio veio e simplesmente se sentou do lado do albino.

— E aí? — Aquela voz já esteve presente em vários dos delírios de Killua.

— E-e aí? — O albino se amaldiçoou por gaguejar sem querer. Teve a impressão de ouvir sua risada bem discreta e baixa. De imediato quis que ele cochichasse em seu ouvido.

— Ainda está bravo? — Questionou o loiro e dessa vez tinha uma expressão preocupada.

— Não mais. — Respondeu indiferente, matutando a cabeça pensando se ele veio a mando de Leorio.

— ...Tome, sei que gosta de chocolate. — Killua automaticamente pensa se isso é real. Kurapika lhe trouxe chocorobots, seu doce preferido e ainda o oferecia corado. Isso é raro, ele não demonstra isso tão fácil; se sentiu especial. E seu coração pareceu querer se descontrolar agora.

— O-obrigado, mas por quê? — Não encontrou algo melhor pra dizer.

— Desculpe por hoje mais cedo. — O loiro ignorou sua pergunta. — Mas Killua, você precisa entender que eu sou assim. — Alegou Kurapika meio ressentido. Não conseguia mudar e deixar sua frieza de lado.

— Tudo bem. É assim que eu te conheci, é assim que eu gosto de você. — Killua se tocou que cuspiu aquelas palavras sem raciocinar duas vezes. Não se atreveu a olhar o loiro e logo disfarçou. — Digo, você é... — Não queria o chamar de chato, arrogante ou quaisquer outros adjetivos que o deixassem irritado. Ainda mais depois de receber um presente. Olhou o chocorobots na mão. — Você é amargo igual um chocolate, mas dá pra engolir.

Killua termina a frase com uma ponta de riso. Já tinha esquecido a discussão de antes, apesar de ainda estar chateado. Já Kurapika pareceu absorto em pensamentos.

— Me acha amargo? — Indagou seriamente. Se aproximando do albino, parecendo querendo intimidar.

— Ahn? Bem... — Killua ficou parado. Será que o tinha irritado? Parte de si queria recuar, a outra, que ele chegasse mais perto.

— Hum? Estou esperando a resposta. Diga. — Kurapika ordena de forma sedutora. Aquilo o impactou de certa forma. Por fora ele se mostra uma rocha; culpa de seu passado. Mas por dentro ele não vive sem aqueles garotos. Adora seus amigos.

Ama Killua?

Ama Killua.

Aquele pequeno albino que sempre está de olho em suas ações admirado; que tenta interagir com o loiro desesperadamente. Aquele gatinho que cai de amores por ele e esconde.

— É. E arrogante também. — Killua, meio desacreditado, percebeu as reais intenções do loiro e se põe a colaborar. Tanto desejou, agora teria.

— Killua... Então é isso o que você acha. — Murmurou Kurapika, tão perto que sentia o perfume masculino do garoto. Ele não é só fofo como imaginava.

O Kuruta sussurrou no ouvido do Zoldyck, atendendo sem saber sua fantasia.

— Sendo assim gatinho, vou te mostrar o meu lado mais doce.

Sem mais cerimônias, ambos selaram seus lábios, finalmente desfrutando a textura um do outro. Leve, devagar e suave. Mantiveram esse ritmo delicioso; queriam aproveitar esquecendo os segundos e minutos que passavam correndo. Tentavam se encaixar em sincronia, algo que somente serviu para a temperatura subir. As mãos travessas acariciam as costas do outro buscando uma proximidade que praticamente não existe. Estavam tão colados que pareciam se unir. Kurapika bagunçava as madeixas branquinhas do albino como imaginara. Inalou sua essência masculina. Killua quase mordeu aquela pele que parecia pêssego, suculenta e atrativa. Os dois se separaram de forma lenta. O albino estava extasiado demais para fazer ou falar algo. Então somente deixou que o loiro o conduzisse pela mão ao se levantarem. Andaram pelo resto da noite aproveitando a companhia um do outro.

— Ainda me acha amargo? — Kurapika pergunta, seu sorriso, mais gentil que nunca.

— Sim, acho. — O albino, responde na tentativa de obter mais um beijo.

— Então parece que não saboreou muito bem.

Mais uma vez sentiram seus corpos em êxtase. Naquele dia, Killua viu a doçura de Kurapika.

Notas finais
Ufa, agora só esperar e ver as reações kkkk
Qualquer erro, crítica, sugestão, fiquei à vontade =^.^=
E podem ser bem honestos quanto a minha fic, quero saber suas opiniões. Se ficou muito meloso, muito simples... Enfim.
Beijos e Abraços da Dark - See Ya!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!