O amanhã sempre chega
23 Prólogo Terceira Temporada
Notas iniciais
A chuva não cessava e os pingos grossos banhavam os desavisados que tentavam se esconder a todo custo em pequenos cantos. Um rapaz em especial corria a todo custo para se livrar das gotículas frias que lhe encharcavam pouco a pouco. Parou em frente a uma loja de conveniência.
— Ah, muito bem. Tinha de chover e ser chuva molhada, claro seu idiota. Que mais tipo seria. Erza seu idiota. Tinha de sair de casa sem guarda chuva. Droga e agora? Nem a cueca escapou. — o jovem que se lamentava ouviu uma risada gostosa vindo de alguém ao seu lado. Então ele notou que não estava sozinho. Quando se virou percebeu que a alguns passos dali uma garota tentava a todo custo esconder não cair em gargalhadas do exemplo de drama que se seguia ao seu lado.
— Serio? Chuva molha? — a moça de cabelos curtos e sorriso vasto ria, não conseguia conter-se.
— Nossa, que bom que eu a animei.
— Não tinha como não rir, me perdoe. Você é tão dramático quando o meu tio Leonardo.
— Bem, eu não sei quem seria o seu tio, mas se ele for assim, bem humorado, bonito, inteligente e cheio de carisma. É. Vou gostar dele.
Arian começou a rir alto do jovem ao seu lado, que discretamente se aproximava.
— Sim, é igualzinho a ele. — por um instante a moça parou e ficou mirando o jovem a sua frente. Ele lhe lembrava alguém que ela não sabia exatamente quem seria, mas algo em seu coração dizia que aquela companhia seria ótima. — Sou Arian.
— Erza, ao seu dispor. — o rapaz fez uma breve mensura que arrancou mais um sorriso da moça.
— Que galante senhor.
— Qual é? Senhor? Eu só tenho dezessete anos.
— E eu dezesseis.
— Pensei que era quinze. — Arian revirou os olhos e sorriu da cantada mal colocada. A moça olhou para loja de conveniência e pensou que seu dinheiro não seria suficiente.
— Toca fazer uma vaquinha para um guarda chuva? Eu vou pra escola que fica logo ali.
— Sim, claro, eu também estou indo pra lá. Visivelmente atrasado e molhado, mas sim. Mas deixa que eu compro sozinho e você fica me devendo essa. Engraçado é que eu nunca te vi lá. — ele fez uma cara de pensativo olhando pras nuvens carregadas.
— Pois está vendo agora.
— E que seja sempre.
Os dois riram desse inusitado encontro mais providenciado pelo destino do que eles imaginam.
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