O advento
2 Rato encurralado
Notas iniciais
Rato encurralado
Uma mulher começou a percorrer um corredor gigantesco, as paredes eram feitas de tijolos avista, tendo uma tocha de luz azul, o chão perfeitamente polido, sendo da cor âmbar. Os passos ecoavam pelo caminho, onde no final contendo uma porta, com cerca de dois metros de altura e oitenta de largura, uma placa metálica e meio azulada tinha escrito: AFASTE ÁREA DO NUCLEO.
Chegando bem perto da passagem, a mulher levantou sua mão esquerda e lentamente colocou sobre a maçaneta de metal, um ranger de mental em atrito começou, mas rapidamente parou depois de alguns segundos a porta estava totalmente aberta. Quando entrou logo viu uma sala circular, com o teto em forma de cúpula, com dez metros de distancia de uma parede a outra, do chão a marquise passava de quinze metros de altura, o piso era totalmente de vidro.
No centro do recinto tem um altar de 1,50 de altura, onde uma esfera brilhava igual ao sol nascente de toda manha, uma luz extremamente colorida preenchia toda a sala, mas a trajetória da refração estava sendo impedida por uma pessoa.
— Quem é você? — perguntou a mulher, ainda estando na única porta de entrada.
O ser que estava perto do altar, ainda continuou de costa para a mulher que estava na saída.
— Não vou perguntar de novo! — exclamou novamente.
— Fui pega no flagra! — resmungo o outro ser. — Não vou dizer quem sou!
— Se não vai me falar, então vou ter que prender você. — disse, com um tom de voz severo. — Meu nome é Mitria, sou a guardiã do núcleo da cidade.
— Sei muito bem quem é você! — rebateu o ser, com uma voz firme e ao mesmo tempo delicada. — Pena que vai morrer antes mesmo de descobrir quem sou.
— Você acha que vai me matar? — perguntou Mitria.
Depois do pequeno dialogo dos dois indivíduo, aquele que estava perto do alta e extremamente próxima da esfera de várias cores.
— Reverencia da Realeza! — disse o ser com a voz alta e firme.
— Meu corpo foi totalmente paralisado. — pensou Mitria. — É como se toda a gravidade da terra estivesse, sendo colocada sobre meu mim!
— Seu corpo está paralisado? — perguntou a sombra, perto do altar e ainda estando de costa.
— Como você consegue fazer isso? — perguntou a mulher.
— Isso não é da sua conta! — exclamou a sombra.
— Não... Não pode ser! — exclamou desesperadamente a mulher. — An....
Antes de terminar a frase, algo longo e fino transpassou seu peito, quando olho para baixo viu uma lamina, estando a quatro dedos abaixo da clavícula, saindo diretamente da direção do coração.
— Minha querida! — disse uma voz, vindo de trás da Mitria. — Tome mais cuidado da próxima vez!
***
Um anfiteatro com vários acentos e mais de trinta metros de altura, tendo vinte de largura, todo o telhado era feito de vidro, onde em algumas partes existiam alguns coloridos. O mármore dourado do piso era totalmente polido, no lado norte do grande salão podia ver um grande trone de ouro, e a sua frente uma fileira de seis pessoas a frente do acento, logo uma mulher se levantou e seguiu, ficando um pouco atrás da fileira de pessoas.
Na frente da mulher foram colocadas várias cadeira de madeiras, onde cerca de duzentos jovens estavam sentados, e mais atrás estava um número de pessoas mais velhas, sendo os pais das meninas e dos meninos. No segundo andar, existia um número menos de pessoas, pois o mesmo percorria toda a sala.
— Sejam todos, bem vindos! — pronunciou a mulher, estando alguns passos atrás dos guardas. — Sou Cristal a governadora. Mais um ano letivo está se iniciando, para alguns é o ultimo, mas para outro é apenas o primeiros de muitos que estão por vim. Para os novatos, quero que estejam pronto para enfrentar qualquer coisa. Já aqueles presentes há mais tempo, espero ver todos formados no final do ano! Como sendo a governadora da cidade de Vestal, declaro o ano letivo aberto.
Assim que Cristal terminou de falar, um dos seus guardas saiu de formação e seguiu para a lateral esquerda do salão, onde uma pequena porta de magno estava entre aberta.
— Onde você pensa que vai? — perguntou um homem de cabelos brancos.
— Bem, acho que não precisam mais da minha ajuda aqui. — respondeu aquele quer queria sair do salão.
— Por que tem esse tipo de comportamento, Isak? — perguntou novamente o homem de cabelos claros.
— Olha, Jhon! — exclamou o menino. — Faço da minha vida o que bem entender.
— Não exatamente. — disse outra voz, chegando perto dos dois. — Quando se tornou um dos guardas da Cristal, seu dever e protege lá a todo o custo!
— Sei muito bem disso, Mik. — rebateu o menino.
O homem que estava se aproximando, tinha 1,82 de altura, um corpo físico perfeitos, cada músculos era possível de ver por cima da camisa branca e em detalhes em dourado, olhos e cabelos castanhos, uma boca perfeitamente pequena, mas com lábios carnudos, uma cicatriz em forma de raivo era possível ver na bochecha esquerda.
— Se sabe, então por que vai se afasta? — perguntou Mik. — Para sair de perto dela, tem que ter uma autorização da mesma.
— Isso é verdade, mas se esqueceram de uma coisa. — exclamou o jovem. — Tenho liberdade para sair quando bem entender, pois um dos filhos dela e isso me da o direito.
— Nisso ele tem razão. — afirmou Jhon. — Por sermos os filhos da Cristal, podemos nos afastamos por um curto período de tempo.
— Pra que ficar lembrando isso? — perguntou.
— Isso, o que? — rebateu Isak.
— Não precisa ficar o tempo todo lembrando que são filhos da governadora! — exclamou Mik, com uma voz amarga.
— Tão faz. — disse o Isak, e depois virou as costas para os dois e seguiu até a porta. — Acho que não notaram, mas a Mitria não voltou da sua ronda no núcleo!
— Não tinha notado isso. — respondeu irmão.
— Pra mim ela já deve ter ido para a sala dela. — disse o terceiro homem.
— Você está indo até o núcleo? — perguntou Jhon. — Se for, vou junto!
Depois da última frase, um abalo forte percorreu todo o prédio, fazendo algumas pessoas caírem no chão e muitas ficarem assustada.
— O que foi isso? — Mik disse, com uma voz assustada.
— Veio do núcleo! — afirmou Isak. — Temos que ver o que aconteceu.
Rapidamente Jhon ergueu o braço e deixo reto na direção esquerda do salão, um brilho azul percorreu todo seu corpo e depois saiu um raio, onde surgiu um circulo do tamanho dos três homens.
— Vamos! — exclamou o homem. — Esse portal levará diretamente até a sala do núcleo.
Os dois irmãos passaram pela passagem, como se tivesse atravessado uma porta, no mesmo instante estava no anfiteatro e no outro dentro da sala do núcleo.
— Olhe! — chamou Isak. — Tem alguém perto do orbe do núcleo.
— Mas, aquele não é o Mik? — perguntou Jhon, com uma voz de surpresa.
— Sim, é ele mesmo. — respondeu o irmão.
— Como, sendo que acabamos de deixa-lo lá em cima? — perguntou novamente Jhon.
— Droga! — exclamou o homem, que estava perto do altar. — Pensei que conseguiria sair antes de alguém chegar aqui.
— Diga logo, o que quer? — perguntou Isak.
— O que quero, bem, vejamos. — disse o homem. — Quero destruir toda essa cidade.
— Só me responda uma coisa. — pediu Jhon. — Como você está aqui, sendo que acabamos de deixar você lá em cima.
— Simples! — começou o homem. — Isso aqui é um clone...
— Está errado. — interrompeu Isak. — Você está coexistindo nos dois lugares ao mesmo tempo. Creio que está como um rato encurralado.
— Claro. — exclamou Jhon, enquanto gesticulava com a mão. — “Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, mas um corpo pode ocupar dois espaços”.
— É Filosofia de dimensões — disse Mik, com uma voz calma e suave. — Isso é meio brega não acha?
— Por que, quer destruir a cidade? — perguntou Isak
— Nunca gostei dela e vou destruir, já que aquela pessoa me pediu. — respondeu o homem, enquanto virava o rosto. — Logo o pilar principal vai ruir.
— O que, quer dizer com isso? — indagou Jhon.
— Não posso falar, mas vão descobrir muito em breve. — disse Mik, com um sorriso sarcástico em seus lábios.
Um silêncio surgiu entre eles, mas foi interrompido, quando uma oscilação de energia ocorreu atrás do Mik.
— Ele desestabilizou o núcleo. — pensou Jhon. — Temos pouco temo, até a explosão de energia.
Fale com o autor