Notas iniciais
Outro capítulo curto, me desculpem. Prometo começar a escrever capítulos mais longos assim que eu tiver uma disponibilidade maior. Espero que gostem, boa leitura!

Na manhã seguinte, fui para a faculdade mas não consegui ter a concentração necessária para realizar uma atividade. Então, pedi licença ao professor, me retirei da sala e fui para casa.

Ao chegar lá, me deparei com uma cesta de café da manhã que foi posta sobre a mesa, e ao lado continha um bilhete que dizia:

''Eu sei que você odeia surpresas, mas espero que goste e entenda que tudo o que aconteceu conosco há um ano pode ser apagado’’— Isabella.

Fiquei encarando e relendo aquelas palavras por certa de dez minutos, e a única coisa que eu consegui fazer era dar inúmeros sorrisos. Mas, quando cai na real, percebi que isso tudo não passava de uma loucura. Então, quando peguei o telefone e disquei seu número, pude vê-la saindo de dentro do meu quarto com o celular em mãos.

— Não é preciso ligar, eu já estou aqui. – Disse ela caminhando em minha direção.

— O que você está fazendo aqui? Como você entrou?

— Eu ainda tenho a sua chave, assim como você ainda tem o meu bilhete.

— Isabella, por favor, vai embora...

— Júlia, vamos conversar.

— Não, eu só quero que você, por favor, saia da minha casa.

— Por que você está falando assim?

— Você não tem o direito de entrar e sair da minha vida quando bem entende. Eu te amava tanto, mas você duvidava disso por eu nunca demonstrar o meu amor na mesma intensidade que eu o sentia. Você não pode querer recomeçar tudo só por causa daquela conversa que tivemos ontem. Isso não é certo, as coisas não funcionam assim.

— Me desculpa! Eu sei que o que eu fiz foi uma grande besteira, mas acontece que mesmo depois de ter saído da sua vida, ainda penso em você quando coloco minha cabeça no travesseiro. É impossível esquecer todos os anos que passamos juntas, todas as barreiras e dificuldades que enfrentamos juntas.

— Tudo bem, eu também não esqueci. Mas já se passou um ano desde que você resolveu não fazer mais parte da minha vida. Eu fui obrigada a aprender a viver sem você, e isso foi o que mais me doeu.

— Nós podemos mudar isso. Vamos nos permitir construir uma nova história juntas. Podemos ser felizes de novo, se você me deixar voltar para a sua vida.

— Não posso fazer isso! Por favor, não complica as coisas.

— Tudo bem, eu vou embora. Mas se mudar ideia, sabe onde me encontrar.

— Devolva a minha chave.

Quando a vi sair e fechar a porta, senti como se tivesse recebido um soco no estômago. Aquilo doeu. Eu a queria de volta na minha vida, mas infelizmente não podia me arriscar a ser machucada novamente.