O-a- Perseguidor-a-
1 Capítulo único
O(a) perseguidor(a)
Havia uma menina, gostava de ler sobre tudo principalmente terror, tão meiga, carinhosa, sincera com todos e sempre era a “amiga conselheira", sabia resolver qualquer coisa, e dava bem com todos mas e para si e os vultos que via? Não tinha coragem de contar a ninguém, pensava que era idiotice de sua cabeça.
Estava ela, caminhando nos corredores do colégio, indo para sua casa depois de uma manhã exaustiva, mas se sentia temerosa, será que iria acontecer algo no caminho? E aquele olhar? Os passos?
Seguia em frente já com seu celular esperando ser usado para ligar ao seu lado.
Se sentia insegura andando sozinha em plena Londres, tantos becos escuros. Olhou ao seu redor, várias pessoas, vários olhares, andava apressada, passava a esquerda, direita, ladeiras, mas sentia algo a seguindo, olhava para trás e não vê ninguém, continuou seu trajeto, escutou passos, olhou e como sempre não viu, um carro parou, sua amiga Ana lhe chamava sorridente.
-Vamos Luiza, lhe dou carona.
-ah! Obrigada Ana. — falou apreensiva
-Aconteceu algo?
-Nã..não
-Sei, entra ai e me conta.
Luiza entrou mais relaxada, mas ela não iria contar sobre achar ser seguida, era muita loucura até para ela.
- Foi nada não, só não estou me sentindo bem, calor sabe? — Ana assentiu, desconfiada e não insistiu, sabia como era sua amiga, não conta nada de sua vida pessoal.
Chegou em casa, fez suas necessidades, arrumou a casa, foi assistir televisão, seu celular tocou: mensagem. Abriu e logo ficou assustada.
"Você é minha e de mais ninguém" número desconhecido. Aflita e sem reação, sozinha isolada do mundo, não sabia a quem dizer, ou a quem procurar, começou a chorar.
No outro dia, seguiu sua rotina, sem esquecer o dia anterior, seus amigos gostavam muito ela, principalmente Ana e Lucas, sempre estavam ali, nas horas boas e ruins, mas nem tudo ela contava a eles.
-Oi Luiza, tudo bom? — Lucas falou depois de minutos a encarando.
-Luuuuh! — Ana gritou assustando todos do corredor e a abraçando em seguida.
-Sim e você Lucas? Eita, vamos estamos atrasados para aula de sociologia.
Conversando animadamente iam as suas salas, sentando um ao lado do outro. Depois de horas e várias aulas o sinal toca, hora da saída, como sempre iria sozinha, sem ter carro ou moto, não pediria carona a Ana para não incomodar, e Lucas, ele anda meio afastado mesmo, não falava muito com ela...
Chegando na frente de sua casa, escuta passos perto dela.
-Olá? Quem está aí? – mais passos pesados, se aproximando – Quem é? – Ninguém responde, ela tenta abrir rápido a porta, mas é impedida pois sua chave cai. Olha para trás esperando alguém, e rapidamente congela, tinha um homem esguio, alto, com roupa toda preta a observando, em frente a sua casa, não reconhecera, o que lhe deu mais medo, abriu e entrou em sua casa, de novo não, primeiro ela sente alguém a seguindo, depois escuta passos, agora este homem totalmente de preto. Não sabia o que fazer.
Tentava a todo momento descansar, mas era impossível, quando ficava sozinha vinha a tona, sons de sapatos, sombras, mas ela não conseguia distinguir quem era.
Seus amigos estavam apertando a companhia, ela esqueceu completamente, eles vinheram fazer o trabalho! Eles entraram, como de costumes, se jogaram no sofá.
-Finalmente na casa dela- Lucas disse pensativo.
-Oi? – Ana falou risonha
-Nada, só pensando. Vamos fazer logo o trabalho, estou cansado, andei muito por aí.
-Huum.- Ana falou ciumenta.
Pesquisaram sobre várias coisas relacionadas aos temas, fizeram pipocas, conversaram, e mal viu as horas passarem.
Vários dias se passaram, Luiza começou a ter pesadelos, não desconfiava de ninguém que pudesse fazer algo contra ela, ninguém. Sua amiga estava mais distante, Luiza acha que ela estava com mais coisas importantes. Deixou de lado, a maioria do seu tempo era estudar, caminhar com Lucas na praça, ajeitar a casa, assistir e dormir. Seus pais estavam viajando a trabalho, sua casa era alugada, eles depositavam dinheiro para ela, principalmente para universidade.
Meses se passaram, suas notas estavam melhores impossíveis, seus amigos sempre vinham com problemas, mas nada que uma conversa boa para melhorar.
-Parabéns Luiza, seu boletim está impecável! – A diretora parou os três no corredor –Siga o exemplo da sua amiga Ana, afinal precisa melhorar! – Dirigindo-se a sua amiga.
Luiza sorriu para a professora, e Ana saiu correndo.
-Deixe ela, ela precisa ficar sozinha. – Lucas falou, segurando o ombro dela, impedindo de ir atrás.
Ela chegou em casa exausta, tinha bebido um suco dado pela sua amiga, antes do ocorrido, ela acha que foi bastante forte para ela estar passando mal por causa de um misero suco!
Abriu a porta, mas algo estava errado, ela viu uma sombra e algo batendo em sua cabeça. Caiu desacordada, acordou horas mais tarde, numa cadeira, seus pés estavam doloridos, tentou se esticar mas percebeu que duas cordas estavam ao redor de suas meão e pés, confusa olhou para frente.
-Ana! Me ajude, olha como estou! Só lembro que eu cheguei do colégio algo bateu em... –Parou bruscamente, observou as feições de sua amiga, algo estava errado.
-Eu? Lhe ajudar? Você sempre foi a perfeita, sempre tinha tudo na mão, ajudava a todos, sempre era a melhor em tudo, e eu? Sempre a sombra da perfeita “Luiza”, “siga o exemplo dela” minha mãe dizia, até a diretora, basta disso! A proposito aconteceu algo este mês de diferente – Sua amiga falava em desdém
-Como assim? Está me assustando!
-Alguns passos, pessoas, preto.... Tem alguma lógica?
-hm. Você! Mas como? Parecia um homem, sempre passos pesados... – Luiza falava exasperada, não estava entendendo nada. – E a mensagem...?
-Esqueceu que tenho dinheiro? Posso pagar qualquer pessoa, para tudo! Como eu sabia em que beco você estava naquele dia? A mensagem? Foi eu, só usar um número desconhecido, gosto de brincar com as pessoas, se eu fizesse um “homem” que nem existe você não saberia que era eu, e deu certo. Tão assustava, tadinha!
Luiza estava encolhida, pensamentos a mil, por que sua amiga estava fazendo aquilo?
-Mas por quê?
-Por que? Ora, porque você é a perfeita, tem tudo e todos os garotos que quer, principalmente Lucas, seria tão fácil, se ao menos isso você não roubasse de mim, minha mãe te elogia tanto... Chega de papo, está abusando já! A princesa vai virar uma sapa – Ela riu sem gosto, batendo no rosto de Luiza.
-Pare Ana! – A porta se abriu seguida de uma voz arrastada, que as duas conheciam muito bem Lucas estava ali, para o azar de Ana. Ele olhou ao redor, viu Luiza amarrada, seu coração gelou, tantos anos gostando dela, mas não pode assumir, sabia que Ana gostava dele. Segurou Ana com força, não sabia o que fazer afinal era suas duas amigas ali.
-Chegou o príncipe! – Falou com desdém. Lucas segurou Ana carregando ela para sentar no sofá para conversar. Enquanto Luiza tentava se soltar, a sorte que seu celular estava em seu bolso, e com tantos acontecimentos, o número da polícia estava logo em cima. Ela conseguiu apertar e falar o ocorrido, como Lucas e Ana estava distante, eles não perceberam.
-Em alguns minutos a polícia estará aqui – Lucas e Ana olharam assustados. –por que a cara de espanto Ana? Você me persegue de várias maneiras, entra na minha casa, me amarra e quer sair impune? – Ao ver que ela ainda estava amarrada, Lucas ajuda e abraça.
-Olha conversei com ela. Ela estava desesperada, não sabia o que fazer, ela só queria atenção, carinho, amor!
-Bem, me desculpa Luiza, agi mal, mas desde que comecei a ser sua amiga, tudo que tentava era falha perto de você, minhas notas, garotos, você sempre conseguia o que queria. E eu? – Ela começou a chorar.
-Podemos retirar a queixa ainda? Pode ser? – Lucas falou e Luiza assentiu.
Lucas ligou dizendo que foi brincadeira de mal gosto de uns garotos que entraram na casa dela, mas que já resolveu.
-Me desculpa amiga? Conversei com Lucas, vi que ele realmente gosta de você, não de mim, se for para ele ser feliz, melhor com você, já que é reciproco, acredite eu lhe conheço. – Ana falou, e Luiza corou violentamente e Lucas riu ao vê-la.
-Não seja tão maldosa com você, você tem várias características boa, não deixe que o ciúmes, ou inveja interfira em você Ana, você sempre foi boa. Eu lhe desculpo, mas prometa que sempre vai ser nossos melhores amigos. — Ana a abraçou chorando, os três ficaram ali, conversando, mas juntos impossíveis, apesar dos pesares eles sempre vão ser amigos.
Notas finais
Idéias, críticas e elogios aceitarei livremente.
Digo e repito, foi uma ideia rápida, então relevem um pouquinho. ♥
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