25 de janeiro, 3 horas da tarde de quinta feira:


Eu estava louca para saber mais sobre a Cristie, mas minha irmã não sabia mais nada, por isso eu quis bater lá, na casa dela.


Eu e o Renan, fomos até lá. Tocamos a campainha que fazia um barulho engraçado, parecia uma descarga. E lá veio ela. Com uma calça jeans rasgada, e uma blusa escrita: “Lily Allen no Brasil, EU FUI” pensei na hora na Isabella, ela ama essa tal de Lily. A garota, que só via a gente na beira da escada do colégio, falou:


- O que vocês querem? Um pouco de açúcar?


- Não, só viemos convidar você para ir a uma festa, na casa do Henrique.


- Uma festa? Na casa do Henrique?


- É! Por que não gostou?


- Gostei, mas é difícil acreditar. Mas por que vocês querem me convidar?


- Porque você tem que se enturmar.


- Aham, é eu sei disso, mas não me dou bem com ninguém. Por mim, eu posso ir.


- Que bom, é amanhã as 7 da noite.


- Ok, eu estarei lá.


- Tchau.


Eu tinha que ficar muito amiga da garota, para poder saber o que aquele homem fazia. Qual era a dele. Por isso eu tinha que ser convidada para essa festa. O problema agora seria, como eu faria isso.


Eu teria que falar com a Isabella, mas não iria dar certo, por isso... eu tive a idéia de falar com o dono da festa. O Henrique sempre me adorou, mas nunca me convidou para as festas. Eu teria que fazer com que o Renan também fosse já que ele é mais velho que o Henrique, e que a minha irmã.


O Renan teria a maior parte do plano para ele. Ele teria que se aproximar da Cristie, para conversar, paquerar, mas não teria jeito, ele é péssimo nisso. Eu tive uma idéia, de colocar um microfone no ouvido do Renan, e eu e o resto da turma iríamos ajudá-lo via fone, nós falaríamos o que ele tinha que fazer, e ele agia.


Nós tínhamos que primeiro conseguir o convite para o Renan, depois iríamos aos poucos construindo uma amizade com a Cristie, mas para isso dar certo, nós teríamos que esperar as aulas começarem.