O Vizinho

29 A arma do crime


Semanas depois, procurando por novidades no caso do assassinato de Harry Johnson, Morten, Mrak, Dorcha, Mörk, Alexandra, Silas e Vanderlucy, decidiram ir até a delegacia.

Chegando lá, deram de cara com o delegado.

– Onde está o investigador?- Alexandra perguntou.

– Não chegou ainda. Aguardem mais um pouco. Sentem-se ali.- disse o oficial, apontando algumas cadeiras próximas ao grupo.

Não muito tempo depois, o investigador chegou e levou-os até sua sala. Esperou até que todos se acomodassem e questionou:

– O que os trás aqui novamente?

– Gostaríamos de saber novidades sobre o caso Johnson.- disse Morten.

– No momento, não há novidade alguma. Estamos realizando a perícia novamente.

Repentinamente, um homem usando um jaleco branco bate na porta da sala e entra, anunciando:

– Senhor, o material já foi analisado.

– Poderia entregá-lo a mim, assim como o laudo, por favor?- disse o investigador.

– Aqui está! – exclamou o homem, entregando um grande envelope ao investigador que, rápido e cuidadosamente, abriu- o.

Leu o laudo mais de uma vez e averiguou o restante do conteúdo do envelope cerca de três vezes.

– Não tinha certeza de nada, por isso não comuniquei à vocês. – disse ele — Entretanto, dados os laudos laboratoriais, posso dizer-lhes que temos, aqui, a arma do crime! – falou, erguendo do envelope um saquinho com uma seringa dentro.- Esta seringa continha o veneno que matou o Sr. Johnson! E, o que mais surpreendeu a polícia: ela foi encontrada na mansão dos Johnson!

Morten, Silas, Mrak, Dorcha, Vanderlucy , Alexandra e Mörk assistiam o oficial falar, petrificados de choque.

– Gostaria de chamá-los para averiguarem comigo os depoimentos dos moradores da mansão, diante da prova do crime.- disse o oficial.

Rapidamente, o detetive, os forasteiros, seus vizinhos e Alexandra seguiram, juntos, até a casa de Henry.

Ao chegarem lá, foram recebidos pela governanta, que disse:

– O que desejam?

– Sou o investigador do caso Johnson. Gostaria de interrogar todos os empregados e moradores da casa, se possível.

– Certo. Comunicarei aos empregados e aos moradores num instante. – disse a governanta, saindo rapidamente pela casa.

Depois de interrogar quase todos os moradores e empregados, Henry apareceu na cozinha- onde estavam seus amigos e o policial. Foi interrogado e disse não saber da existência da seringa. Repentinamente, lembrou-se do que Ana, a enfermeira de seu avô, o dissera. Falou, subitamente:

– Lembrei de algo! Ana, a enfermeira de meu avô, disse que perdeu uma de suas seringas para a aplicação do remédio do vovô dias antes do crime.

Feliz por, finalmente, achar uma pista, o detetive disse:

– Muito obrigado pelo seu depoimento. Vamos procurá-la.- falou, subindo as escadas.

Rapidamente, o investigador, Mrak, Mörk, Morten, Dorcha , Vanderlucy, Silas e Alexandra encontraram o quarto de William, o avô de Henry. Bateram na porta. Quem os atendeu foi uma moça morena, com os olhos e cabelos pretos. Vestia uma roupa totalmente branca. Ana — puderam deduzir.

– Senhorita, sou o investigador do caso Johnson, e gostaria de fazer-lhe algumas perguntas.

– Sim, pode fazê-las. Entrem!

Quando todos se acomodaram, puderam ver William, um senhor deitado numa cama, em estado vegetativo. Como Henry contara aos amigos uma vez, o avô sofreu um AVC e estava assim desde então.

– Senhorita, a perícia encontrou este objeto- disse o oficial, erguendo a seringa, para que Ana pudesse vê-la — na mansão. Segundo o laudo laboratorial, o que matou Harry Johnson foi o veneno injetado por esta seringa. A senhorita reconhece este objeto!?

– Sim.- disse ela, receosa.- Mas não coloquei veneno algum! Não matei ninguém!

– Sabemos disso. Gostaria de saber quando a senhorita perdeu a seringa.

– Dias antes do assassinato, eu acabei de alimentar o Sr. William, e fui levar a louça suja para a cozinha. Quando voltei, preparei a dose de medicação, e notei uma seringa faltava. O pacote, como o senhor pode ver- disse ela , mostrando um pacote de seringas ao detetive- vem com quatro seringas. Já havia usado uma no dia anterior, porém, notei que só havia duas. A quarta estava faltando.

– Onde estava durante a festa?

– Estava no salão, cuidando de William, ao lado de Emilly e Harry.

– Obrigado pelo depoimento, foi de muita valia! – disse o investigador, indo embora do quarto.