Notas iniciais
Desculpe a demora pra postar, tava meio ocupado, mas ta ae.... vlw... boa leitura

Ele desferia ataques com rapidez, mas meu porte físico me permitia ser mais rápido. O problema era que ele possuía duas armas e eu estava com as mãos nuas. Logo, à medida que desviava de seus ataques tentava pensar em algum modo para conseguir atingi-lo.

Não possuía escudo, por isso, achei que seria mais fácil acertar meus socos e chutes, mas me enganei... Afinal os machados serviam para ataque e defesa. Eram grandes, a parte lisa entre as laminas ele as usava como escudo e enquanto defendia com um, contra-atacava com o outro. Uma defesa impressionante. Contudo fui ensinado de que sempre havia um ponto fraco.

Ao pensar nisso me distrai e ele acabou desferindo um golpe em meu braço cujo passou de raspão, mas saiu sangue mesmo assim. Foi assim que percebi uma falha em seu ataque: Toda vez que ele atacava, sua mão oposta ia pra trás, deixando uma brecha em sua costela a qual seria a chance perfeita, se essa abertura não durasse poucos segundos. Teria que apostar tudo nesse ataque.

A luta acabara de começar, será que acabaria tão rápido?

Não parecia tão forte como dizia meu irmão, entretanto acreditava-me, que ele não mostrara todo seu poder ainda. Sinceramente, tive que parar de pensar nisso, precisava focar em acertá-lo.

Como era minha única chance, aumentei a força dos meus ataques. O atacava com mais velocidade, dando pouca chance de contra-atacar. Porém não podia continuar assim pra sempre, pois eu me cansaria. Diminui, assim, a velocidade esperando que ele atacasse sendo exatamente isso o que ele fez. Desviei rápido e vi a abertura. Então o ataquei com um chute...

Em milésimos de segundos, no entanto, seus machados mudaram de forma. Agora ele possuía uma lança e um escudo, o qual este último fora o que impedira meu chute de acertá-lo.

– Digno de ser nosso príncipe, apenas seu irmão havia descoberto a fraqueza da minha arma. Por isso eu treinei para adquirir outra arma. Com a lança e o escudo posso defender seus ataques de perto e contra-atacar com velocidade e ataques certeiros.

– Eu que digo. Digno de ser o guerreiro mais forte de meu irmão – enfim ele mostrou sua verdadeira arma. Se ele possuía um escudo ficaria mais difícil acertar meus ataques e consequentemente ficaria mais fácil dele contra-atacar – terei que atacar com mais vontade agora, prepare-se.

– Pode vir. Treinei bastante para um momento como esse.

O campo já estava quase todo devastado. As ruas estavam silenciosas.

Apenas nós dois ali, ele emanava poder de uma forma que me fazia pensar: como poderia ser tão forte? Aquilo me surpreendia. O ar parecia mais rarefeito, talvez por meu cansaço, todavia precisava pensar em uma forma de conseguir acertá-lo. Eu não conseguira o acertar ao menos uma vez e para agravar mais a situação meu braço ainda saía sangue mesmo com o ataque de raspão. Já havia perdido sangue demais. Meu braço perdera um pouco de sua força. Claro que poderia me curar rápido e restabelecer minhas forças só que isso mostraria a ele meu verdadeiro poder o qual tinha que manter oculto. Sentia a derrota. Minha visão já estava meio turva e isso me fazia usar minha única chance.

– Me desculpe... Não queria mostrar minha verdadeira força agora... Porém eu gosto do sabor da vitória.

– Eu estava esperando por isso – disse ele com um sorriso no rosto

Concentrei-me. Minha camisa começou a rasgar, asas em minhas costas apareceram, surgiu em minha testa um símbolo – um círculo com uma espada dentro que significava arcanjo. Nas minhas costas surgiu uma grande espada negra, no meu braço direito uma tatuagem de um dragão branco se estendia do ombro ate minha mão. Meus olhos de verdes ficaram cinza, meu cabelo preto agora possuía uma mecha branca na lateral esquerda a cima dos olhos.

– Isso e impossível! — disse ele — Anjos já são raros de se encontrar, pois poucos nascem com uma alma pura, mas um arcanjo é como um mito – sua expressão era estável. Ainda que parecesse surpreso ele lutaria.

– Ainda vai querer lutar?

– É claro! Quero mesmo ver se um arcanjo é tão forte e também seu irmão me mandou aqui para levá-lo de volta. Eu tenho que derrotá-lo. Não aguentaria voltar para Irion sem completar minha missão.

– Me desculpe novamente então, se for assim você não voltara mais para Irion – meu rosto não demonstrava mais nenhuma expressão.

– Só saberei depois que a luta acabar- disse ele vindo em minha direção.

Tentou desferir um golpe com sua lança cujo desviei com facilidade. Logo após, agarrei a lança e usei para atacá-lo. Ele, com certa facilidade, defendeu. Minha força e velocidade tinham aumentado e utilizei isso para aparecer atrás dele e o acertar com um chute nas costas. Todavia meu oponente era grande e resistente. Não consegui derrubá-lo como era minha intenção, só que ele recuou bastante. Tinha perdido mais o equilíbrio e com isso haveria que atacá-lo mais forte.

– Ainda usando as pernas? Por que não usa essa grande espada nas suas costas? Será que ela é tão pesada que você não consiga controlá-la?

– Na verdade... Eu a controlo perfeitamente, mas você ainda não é digno o bastante para que eu a use contra você.

Sua expressão mudou, dava pra ver o ódio em seus olhos, acho que dignidade era algo serio para ele.

Sua arma mudou novamente. Agora eram duas espadas, não espadas normais, elas eram apenas maiores que as normais. Assim ele veio em minha direção, desferia golpes com rapidez e agilidade, mesmo eu sendo mais rápido.

Olhei no meu braço que usei para defesa. E vi que estava todo cortado. Não havia percebido e, no mesmo instante que olhei, os cortes começaram a queimar. A dor era muito forte, porém devido à habilidade de cura não durou muito, só que assim meu braço estava dormente.

– O que e isso? O que tem nessa lamina?

– Na lamina possui veneno do dragão das trevas, mas não se preocupe você não morrera graças à habilidade de cura dos anjos.

Eu não podia deixar que ele me tocasse novamente com aquela espada. Mesmo com a habilidade de cura aquilo dava uma dor insuportável. Então retirei a espada das costas e me posicionei em posição de ataque. Nós dois já estávamos cansados, logo, a luta não demoraria muito para acabar.

Ele atacava precisamente. As duas espadas lhe davam mais vantagem enquanto eu tinha como defender ou atacar de cada vez. Seus ataques eram sincronizados, sempre atacando com uma mão e tendo a outra como defesa.

Ele abriu espaço. Acho que o cansaço estava começando o afetar, então avancei. Seus movimentos haviam perdido um pouco de velocidade. Meus ataques não eram muito rápidos, pois estava cansado também, mas eram fortes, dava pra perceber Matt recuando.

O som de nossas espadas se encontrando ecoava pelo imenso campo de futebol e pelas ruas desertas. Nós havíamos destruído quase todo o campo, o céu já começava a escurecer.

Ele vacilou. A sua espada perdeu força então o cortei na barriga, mas ao mesmo instante a sua outra mão cortou meu peito então caí no chão de cansaço.

– Eu não poderei voltar a Irion, eu fracassei em minha missão – disse ele

– Então fique aqui, crie uma nova vida, nesse planeta não precisamos mais lutar, podemos viver uma vida normal.

– E como fica Irion?

– Meus irmãos são fortes, eles podem protegê-la... Então o que me diz?

– Eu não fui o único enviado para levá-lo de volta, a mais de nós por ai! Como podemos ter uma vida normal assim?

– Vamos treinar... Para que possamos derrotá-los. E então? Vai ficar?

– Se eu gostar do planeta...

Um sorriso em seu rosto se abriu e a ferida em meu peito começava a se curar. Levantei-me, estendi-lhe a mão e o ajudei a andar. Tinha conseguido um aliado poderoso... Não... Ainda mais que um aliado. Um novo amigo...

Notas finais
deixe um comentário pra eu saber o que melhorar... vlw
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.