Notas iniciais
Os principais suspeitos: *Brigite Colares: ex-mulher de Manoel que o pegou traindo ela com um homem; *Carlos Chagas: companheiro que mantinha um relacionamento com ele, que fora terminado por Manoel; *Venceslau Rodrigues: coordenador de campanha que teve sua empresa falida por Manoel devido á venda de parte da fazenda; *Dillis Denwer: Manoel tinha um segredo grande de Dillis, incluindo a rixa entre eles por causa da fazenda; *Prefeito Padilha: sabia do segredo de Dilliz mas teve desavenças no passado com Manoel.

As pessoas estavam assustadas, gritando. Então Vera vê o assassino com capuz preto e máscara correndo do mezanino. Ela chama Venceslau e Diogo para ir até lá. Chegando no local encontram o maior empresário da cidade, Arnaldo Jabör, descendente de alemães e fazendeiro que tinha 39 fazendas em 10 cidades do Vale do Rio Azul.

A cena era chocante, ele tinha os olhos arrancados, um corte da garganta ao estômago e as tripas expostas. Era a pior cena que Vera ja havia visto e não entendera o que ele fazia ali, pois era oposicionista de Manoel.

A polícia chegou e Vera vai á rua para falar com eles:

–Chegaram tarde demais! Vocês disseram 00:00 e ja são duas horas da manhã! A poucos minutos o nosso candidato foi morto e o maior empresário da região também com os olhos arrancados, um corte da garganta ao estômago e as tripas pra fora. Satisfeitos! E o IML e o detetive? Chamem eles.

Em 15 minutos eles ja estavam ali, sendo que o IML era de Porto Velho da Barra Sul.

A cena dos crimes estava cercada, ninguém poderia saber quem ou o que havia matado tanto Manoel como Arnaldo.

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A manhã fora tumultuada na prefeitura, fora montado um palco em frente ao prédio que fora construído pelo pai de Manoel. O prefeito Jonathan Moreira estava subindo ao palco com toda a imprensa do estado ao seu redor, além dos moradores.

A televisão estava ligada em todas as casas para saberem do ocorrido da madrugada.

–Eu, como prefeito de Ponte Larga da Fonseca declaro luto de 2 dias pela morte do último membro da família Fonseca, um homem corajoso, que lutava por seus ideais. Chamo agora o diretor e legista do IML para esclarecer os fatos, senhor Cláudio Tavares.

–Bom dia á todos. O IML junto com o instituto de crimes da cidade descobriram uma série de fatos, primeiro falaremos de Manoel Fonseca. Ele levou um tiro de uma distância muito longínqua, pois o auditório era extenso e o mezanino era bem alto, a pista que foi encontrada pelo detetive Robert McQuina foi um pedaço de jeans preto, sinais de cinzas de charuto da marca Fonseca de procedência cubana, o charuto só era dado, ao menos no nosso país á empresários e fazendeiros cafeicultores, citricultores pertencentes á Associação Magnata dos Milionários, consequentemente também encontramos a marca de digitais no corpo do empresário Arnaldo Jabör que tinha uma pequena quantia de charutos, no caso o que o assassino fumou. O candidato Manoel Fonseca fora acertado por uma pessoa muito experiente em armamentos e pode-se concluir ao menos uma coisa, será muito difícil encontrá-lo.

Um repórter levanta a mão.

–Sim? – indaga Claúdio.

–Como podem saber que as digitais deixadas no corpo são do assassino?

–Pois a digital era com sangue. Quanto á esta segunda vítima, o empresário Arnaldo Jabör, o crime foi muito mais intrigante, Le teve os olhos arrancados, um corte da garganta até o estômago causando a exposição das tripas. O problema é que acabamos de saber que ele é de uma ala muito radical do PTC, o Partido Trabalhista Comunista, então não ter-se-ia razões para ele estar ali.

Surge então uma voz subindo ao palco.

–Quem disse que a família Fonseca se extinguiu?

Todos ficam pasmos. A mulher de uns vinte e cinco anos sobe ao palco e declara com um documento comprovando os fatos que ela diz:

–Eu sou Otaviana Fonseca, a última filha do petroleiro Lutero Fonseca, filiada ao Partido Militar e disposta á colaborar com as investigações e já aviso á todos que estou disposta á trazer a cidade de volta á vida, porque as pessoas querem Fonseca na prefeitura!

Todos gritam e se exaltam de entusiasmo, enquanto os jornalistas gravam, tiram fotos e registram o maior momento da eleição da cidade.

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Os jornais declaram:

“Otaviana Fonseca é a mais nova candidata á prefeitura de Ponte Larga da Fonseca. Ela um sopro de ar puro nesta cidade e é isto que os eleitores querem!”

“Enquanto os oponentes se mordem, Otaviana trás espírito novo á sociedade militar de Ponte Larga da Fonseca!”

“Otaviana ganha larga vantagem á frente dos outros dois candidatos Dilis (PLH) e Mariano Arringarossa (PTC)!”

“A governadora Ana Carmem Cavalli comparece ao comício de Otaviana e declara total apoio á ela e ainda diz: “O meu governo estará disposto e dará total apoio á Ponte Larga da Fonseca””

A super-quarta, um sucesso nas eleições do EUA foi elaborado pela campanha de Otaviana, o público já estava lá, era um tumulto, reuniu dez mil pessoas na Avenida Isabel. Quando aparece um helicóptero hasteando a bandeira do partido e pousa no campo no fim da rua. A eufria das pessoas era incrível e Otaviana desce ao som de seu jingle:

“Otaviana prefeita, o nosso sonho não pode parar, agora é Otaviana pra pôr tudo no lugar!”

E ela passa no meio da multidão em direção ao palanque, chegando lá ela começa á falar:

–Nunca vi tanta gente assim em minha vida! Eu quero contar uma coisa para todos vocês, dia desses estava sendo entrevistada e me perguntaram: “De onde tu tiras tua força?” e eu respondi: “É de cada um dos Pontenses desta cidade!”

Todos ficam entusiasmados, de repente gritos, muitos gritos e uma explosão. Foi um homem com explosivos. Os jornais relatam:

“Nunca na história um candidato enfrentou tal problema, assassinatos, terrorismo, não se sabe mais o que esperar destes comícios! É a oposição!”

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O comitê do PTC estava cheio, era dia de comício dos comunistas. O Partido Trabalhista Comunista era um dos mais radicais na eleição. Fundado em 1970 por Mariano Arringarossa e tendo governado a cidade por apenas 4 anos foi considerado pelos cidadão o melhor governo que a cidade já teve apesar de ter alguns problemas com a saúde da população em função da Gripe Aviária que atingira o município. O presidente e candidato, Mariano era um homem de 67 anos, formado em Filosofia pela Unilarges (Universidade Estadual de Ponte Larga da Fonseca) com Bacharelado em Direito e Doutorado em Gestão Pública, foi prefeito entre 1980 á 1984 e ganhou vários prêmios como gestor, entre eles o de Melhor Prefeito do Brasil, mas o que o povo não Sab, o povo não conta, porém no meio do comício durante a fala de Mariano ele é calado por um policial:

–O senhor é Mariano Arringarosa?

–Sim. – responde ele trêmulo.

–O senhor esta preso por estupro de inocente, crime de responsabilidade durante 1983, abuso de poder e por desviar dez milhões de reais da prefeitura de Ponte Larga da Fonseca em dezembro de 1984.

O policial entrega o mandado de prisão á ele e o algema. As pessoas presentes ficam espantadas e de repente todos gritam:

–Corrupto! Corrupto! Corrupto!

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Ainda chocados com o assassinato de Manoel, mas empolgado com a campanha de Otaviana, Vera, Venceslau e Diogo são chamados á delegacia.

–Boa tarde senhores e senhor, por favor sentem-se.

Eles sentaram-se nas cadeiras estofadas em vermelho, porém mofadas com o tempo.

–O que descobrimos é bem chocante, mas vamos desde o inicio. O comício e o auditório não tiveram mais entradas depois da meia-noite, seguiu-se muita conversa e festa e de repente o bum! Manoel Fonseca estava morto e o empresário Arnaldo Jabör também, brutalmente assassinado.

–O que quer dizer tudo isto?

–Quer dizer que o assassino estava o tempo todo dentro do auditório, poderia ser qualquer um, mas que ele já estava no meio da multidão, ele estava! Quero todas as gravações internas do prédio, vocês não se lembram de nenhum detalhe, estranheza ou atitudes estranhas?

–Não que eu me lembre, só houve uma coisa que aconteceu naquela noite. Manoel havia brigado com o seu companheiro e vice na chapa, Carlos Chagas.

–Sabe o por quê?

–Ele disse que não queria mais aquilo. Não queria mais manter relação com ele, não sexual, ele amava outra mulher.

–Qual?

–A ex-mulher dele, Brigite Colares, coordenadora de campanha de Dillis.

–Ela tinha alguma razão para matá-lo?

–Talvez. Ela pegou Manoel na cama com Carlos, El separou-se dela e foi viver com ele.

–Certo. E você senhor Diogo, viu algo de estranho?

–Não. Fiquei o tempo todo com o pessoal do som, eles estavam tentando ajustar alguns jingles.

–E você Venceslau? Soube que não tinha uma relação muito agradável com ele mesmo tendo coligado seu partido? Por que?

–Eu não tinha razões para matá-lo. Foi coisa do passado.

–O que seria?

Venceslau fica incomodado com a pergunta.

–Apenas digamos que ele me deu um golpe e faliu minha empresa.

–Empresa de que?

–Escavávamos o petróleo da fazenda dele, era o púnico que quis nosso serviço, então sem mais nem menos ele vendeu o campo de petróleo, na verdade não foi bem vender, tiraram dele e o outro proprietário não quis mais meu serviço, ele nunca se identificou, apenas disse que o petróleo tinha acabado e pronto.

Imediatamente o delegado pegou o telefone.

–Ramires, descubra um antigo campo de petróleo na cidade que pertencia ao senhor Manoel Fonseca e á quem ele pertence atualmente. Quero saber de quem é. – ele desliga e prossegue – Uma pergunta: Não eram vocês que coordenavam os horários dele? E por que um comício que deveria começar ás onze da noite, na verdade dez, começou só ás duas da manhã? A policia atrasou, mas e vocês por que atrasaram também?