O Verdadeiro Prevaleçe
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Paulo não se conformava com aquela situação.Já tinha feito de tudo para esquecer Alícia.Inclusive namorar Valéria.
Toda vez que chegava no colégio, sentia dois braços finos o agarrarem por trás,seguido de um beijo.O beijo não era ruim, mas faltava o essencial: a paixão e o afeto.
Mas pior que isso era ver Jorge quase engolindo Alícia.O garoto tinha que morder a bochecha para não dar um soco naquele rosto aparentando descendência francesa de Jorge.
Já Alícia, só estava com o loiro para esquecer Paulo, com quem ficou uns meses atrás.Era só para aliviar a vontade de dar uns beijos sem compromisso, mas acabou virando uma paixão.Mas e o medo de não ser correspondida?Mas e o medo de magoar uma de suas melhores amigas?
A morena saiu após o sinal tocar, se direcionando á imensa mansão dos Cavalieri.Mas quando chegou, viu uma cena que não agradou muito.
A visão de trás de uma árvore, com direito á vista de um beijo entre Jorge e Margarida deixou a jovem triste e feliz ao mesmo tempo.
Magoada por saber que foi traída, mas sentiu um peso escorregar pelas costas: podia se declarar!Mas e Valéria...
Valéria não gostava mais daquilo.Achava errado usar Paulo para enciumar Davi.Ela tinha que andar e seguir em frente, mesmo com um pedaço do coração quebrado.Precisava acabar com aquilo, por isso pediu para o namorado vir para sua casa.
-Aconteceu alguma coisa,Vale?-perguntou Paulo se sentando no sofá.
-Paulo, preciso confessar uma coisa...-ela falou com voz trêmula.
-Fala logo!-ele já estava preocupado e nervoso.
-Eu quero terminar com você.-achava que sendo direta, seria melhor.
Paulo ficou mudo e sem expressão no rosto.Mas logo um sorriso imperceptivel surgiu em seus lábios.
-Tudo bem.Eu ia falar a mesma coisa, só que amanhã...ou depois, ou...
-É a Alícia, né?-Valéria já sabia daquela tensão entre os dois faz tempo.
-É...Como sabe?!
-Se bobear até o Papa deve saber...
Paulo se despediu de Valéria e saiu caminhando pelas calçadas daquele bairro pacato.
Uma garoa começou a descer dos céus.A água escorria pelo tecido do boné, entrando no longo cabelo que ia até a cintura de Alícia.
A jovem se lamentava por não poder mostrar seus sentimentos, por respeito à Valéria, que era uma irmã para ela.
A garota se sentou em um banco e começou a chorar baixinho."Minha vida é uma merda"!Os pensamentos quase explodiam a cabeça dela.
Paulo encontrou a mesma.Ele não sabia o que fazer, mas sabia o que queria.
Ele apenas tomou aquele rosto de boneca nas mãos e sussurrou:
-Eu "tô" aqui.Com você.Agora e sempre.
E a beijou.
Foi naquele momento que Alícia percebeu que não importa o tamanho dos seus problemas, se quem amava ela e ela amasse, estava com ela, conseguiria conquistar até o impossível.
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