Em um salão enorme, com paredes e teto parecidos com o de um galpão, há uma turma de jovens que variam entre 15 e 16 anos juntos a um homem com traje esportivo de professor de educação física, um apito pendurado no pescoço e uma prancheta na mão. Por dentro havia um lago com pedras enormes , peixes e grama na terra que o cercava, era praticamente o galpão inteiro assim.

–Muito bem senhorita Colt, vá até a pedra no meio da água e use seu pergaminho da água.- Diz o professor caminhando até uma pedra no meio da água também que ficava metros a frente da menina. A menina ruiva, baixa e com sardas no rosto, que saia do meio dos adolescentes foi em direção à pedra e esticou o braço quando chegou nela, um pequeno pergaminho, mais ou menos da grossura e tamanho de um dedo indicador, e abri-lo mostrando o que estava escrito “Daka” e o pergaminho virou água e evaporou-se.

–Muito bem. — Diz o professor esticando o braço e abrindo um pergaminho igual. – Defesa nível 1 com contra ataque. — ele deixa o braço para trás como se estivesse agarrando algo com a mão e joga com toda força na direção da menina, um cometa de água se forma logo depois ele soltar, ela pegou com a mão esquerda o ataque que vinha em direção ao seu rosto e o puxou pra trás do corpo passando para mão direita e jogando de volta em direção a ele, que a segurou com as duas mãos. – Agora Defesa nível dois. – Ele arremessa de novo como um cometa de água e ela estica o braço com a palma da mão pra frente e cria-se uma barreira, como uma parede, de água e com a mão esquerda ela fecha e puxa o braço pra trás, transformando a barreira em gelo, sem dar descanso. – Agora nível 3. – ele arremessa 3 cometas de água e a menina dessa vez estica o braço para os lado com a palma e junta os braços, aumentando a barreira começando pelos lados e indo pra frente e então puxa com os dois braços, tornando um muro de gelo, transparente e defendendo-a dos dois ataques pelos lado e pela frente. – Nível 4. – O professor com as duas mãos focando a energia da água, na hora de lançar ele junta as mãos aumentando o tamanho do cometa, a menina repete o processo do nível dois, mas duplo, primeiro uma mão e cria um muro, logo em seguida cria outro atrás dele com a outra mão, o primeiro quebrou, mas o segundo segurou o ataque. — Cinco! – ele arremessa 5 cometas , dois pra cima e 3 pela frente e lados, da um mortal chutando o ar de cima pra baixo e os cometas caem na direção da cabeça de Colt, ela estica os braços rapidamente e da um giro levando os braços pra cima no final do giro, formando um circulo de água em volta de si mas não consegue solidificar o escudo a tempo e é atingida pelos ataques sendo jogada pra fora da pedra dentro do pequeno rio que tinha lá. O professor pega a prancheta e anota. – Nove pontos por ter conseguido chegar ao circulo, senhorita Colt. Próximo, senhor Skinner.- Mas três alunos se passaram, tirando oito, oito, e sete nessa ordem até que a vez de Jihn Crush chegou e ele conseguiu acertar todos os 5 níveis de defesa.- Como esperado, dez, senhor Crush.-

– Professor!- Chama crush, um adolescente de porte magro, cabelo preto e curto, com apenas um bracelete de pano que diferenciava ele com o uniforme dos outros alunos. – Eu andei lendo e treinando a defesa nível seis e sete, o senhor poderia testar elas agora?

–Deixe de ser exibido, nos sabemos que você gosta de aparecer. – Diz o professor fazendo gestos com a mão pra ele sair.

–Vai professor, por favor- diz fazendo gesto de oração com as mãos- quero saber se sou capaz.

–Está bom, mas se você errar algum dos dois, retirarei 4 pontos do seu resultado anterior.- Diz o professor colocando a prancheta no chão.

–Fechado, manda ver!

–Nível seis!- O professor grita e lança uns 6 cometas em sua direção, por cima e todos os lados, quando crush forma o circulo de água, ele estica os dedos das mãos formando espinhos em forma do circulo e solidifica a defesa, fazendo os cometas serem perfurados e perderem a força.- Sete!- com pressa, o professor junta as mãos na sua frente e as abre um pouco mais da distancia dos ombros e forma um enorme cometa, petrifica e lança com o dobro de velocidade, crush com a mão esticada, desce ela de cima de sua cabeça até o chão e com a outra mão ele a faz petrificar, formando uma lâmina de gelo e partindo o cometa ao meio batendo nas rochas atrás dele. Crush ficou com aquele sorriso de orelha a orelha enquanto a turma corava de surpresa, e o professor só ficou com mais certeza de que ele queria se amostrar. O professor testa todos os alunos e das suas respectivas notas e anuncia. — Quinta, amanha, será a prova de terra, retirem o selo de vocês da água, ou serão presos fora de sala por uso ilegal de pergaminho, até amanha classe. — E todos se despedem, misturando até amanha com boa tarde de cada aluno, cada um estala os dedos, que saem gotas de água dos seus estalos e o pergaminho aparece flutuando em sua frente e cada um pega o seu. Indo embora, Sasha Colt da um empurrão em Jihn e diz.

–Não cansa de ser exibido não?- e fica encarando o sorriso sarcástico dele.

– Pega leve, só queria testar, haha. – e segura a porta para ela sair.

–Conta outra. Obrigada.

– Ah, se liga. Vai direto para casa?- Diz pegando sua mochila no armário da escola e pondo o boné na cabeça.

–Vou sim, por quê?

– Ah... eu ia no mercado...

– Nem poderei ir você sabe que minha mãe não gosta que demore a passar pelo portal, e você deveria se preocupar também, se passar do horário vai ficar aqui no lado de fora.

– Você puxou sua mãe, sabia? Pode deixar que não vou demorar, hehe.- Sasha bateu forte a porta do seu armário pra demonstrar que não gostou e se despediu de Jihn acenando a mão. Ele caminha pelas ruas parando em quase todas as lojas para olhar e quando chega ao mercado faz as compras de sua mãe e aproveita o troco parar na loja ao lado e comprar doces enquanto pagava ele sentiu uma pressão forte no corpo, sentindo que tinha alguém vigiando ele e então virou rápido pra trás, um homem acabará de sair do banheiro e deixado à porta aberta, ele encarou o banheiro escuro e viu que essa sensação vinha de lá e pegou os doces e saiu correndo da loja sem pegar o troco. Fugindo de todo canto escuro que tinha pelas ruas, ele corre pro portal mais próximo, uma livraria que ele usava sempre e já entra cumprimentando o balconista, entre duas enormes patranheiras no canto da livraria, ele virava de costas pra parede e ia andando pra trás olhando se alguém o via até que ele saísse de um portal negro com uma mistura leve de roxo no meio. Ele saia em uma rua de uma cidadezinha que tinha a aparência de um lugar parecido com a idade media, de longe, um castelo com um relógio enorme soava o sino de seis da tarde, tão alto que mesmo quase não se vendo o castelo se ouvia, Jihn olha assustado para o portal e o vê fechar e suspira aliviado, imaginando como Sasha ia ficar mais chata se ele ficasse preso de fora e volta para casa, aliviado, pensando em como explicar pra mãe dele que ele ficou sem troco. Já no dia seguinte, Jihn senta na frente por estar com muito sono e achando que assim ele não ia dormir, seu professor de elementos entra na sala.

–Bom dia, turma!- Um homem alto, de cabelos verdes, uma bolsa de uma alça só no ombro esquerdo e óculos diz ao entrar na sala.

–Bom dia, senhor Zuckerman.- a sala diz junta.

–Então, sei que vocês estão meio apreensivos com a prova de daqui a pouco, então hoje não vou escrever nada no quadro, apenas conversar com vocês. — Deu pra perceber alguns ficarem aliviados, principalmente Jihn que deixou a cabeça bater na mesa quando deitou, e Sasha apoiar-se na sua mão se sentindo entediada. — Pois bem, me digam o que vocês sabem sobre a energia negra. -

–É a energia que é usada no portal e pelos feiticeiros negros. – Diz Sasha com o braço levantado.

–Exato, e sabe me dizer a principal característica dela para os feiticeiros?

– Cegar o inimigo?- um menino no fundo da sala diz.

–Quase isso, alguém mais?

–Esconder-se ou tele transporte. — responde Sasha novamente que faz Jihn levantar sua cabeça para prestar atenção, lembrando-se do ocorrido no dia anterior.

– isso mesmo, eles costumam usar muito isso como elemento surpresa contra o inimigo. Por isso estou explicando isso a vocês. – O professor da uma pausa de alguns segundos e ouve só Sasha segurando a risada. – Não entenderam a piada?- todos ficam encarando o professor com cara de duvida e Sasha segurando ainda mais. – Elemento surpresa... Eu sou professor de elementos... – a turma quieta ainda. – Ah! Qual é gente... – diz com um sorriso sem graça.

–Professor. – Jihn levanta a mão. – Tem como sentir a presença deles quando estão por perto?

– Já interessado em lutar? Bem sua cara haha. Mas receio que não, até onde eu sei só sendo um deles, ou eles deixando você perceber de proposito. – Nesse momento Jihn já começava a se perguntar porque ele o deixaria sentir sua presença.

–Professor, por que nos vivemos separados deles? – diz uma menina na fileira da frente.

–Bem... Acho que isso é melhor deixar com a professora de história.

–Ah, por favor, professor, ela não sabe explicar nada e é uma megera. – E a turma inteira entra na onda e começa a pedir, por favor.

– Vocês mesmo disseram, ela é megera, se ela souber eu é que vou ter que aturar ela me perturbando, então... boa sorte pra vocês, hahaha.- a turma cora um “ah...” com desgosto.- Mas vou contar pra vocês como os portais negros são feitos.- Ele se levanta da mesa e começa a andar pela sala explicando.- Existe uma joia em cima de cada portal chamada Joia Tranfer, um circulo branco e luminoso brilhante. E na sala do Ancião de todos, aquele que domina todos os elementos, existe uma joia enorme dessa na qual ele controla o horário de abertura e fechamento do portal jogando sua energia contra a joia e transferindo-a para os demais lugares, ou puxando-a de volta.-

–Quer dizer que serei obrigado a ficar do lado de “dentro” para sempre depois das seis?- diz Jihn revoltado.

–Calma jovem, quando você atingir a idade para usar seus pergaminhos pelas ruas você faz um teste de responsabilidade.

–Como é o teste, professor?- pergunta um aluno

–Isso ai é surpresa, hahaha. Mais alguma coisa?

–Professor, ouvi falar que o Ancião consegue controlar mais um elemento... Isso é verdade?- Pergunta Sasha.

–Bem... Quando se passa muito tempo estudando, pesquisando e adquirindo sabedoria, você acaba descobrindo algum elemento através do seu Shokoju no universo. (Shokoju: energia que o corpo acumula vinda do universo, usada na ativação de pergaminhos e manipulação da magia dos elementos. Quando mais Shokoju, aumenta o tempo e melhora o nível das magias).

–E qual seria?

–Fazendo jus ao seu título, ele aprendeu a controlar a gravidade. – a turma fica em silencio admirada. – Já está quase na hora da prova... Hoje é o que? Terra né? – um aluno acena com a cabeça. – Lembrem-se, já que são os membros mais pertos da terra, quanto melhor o chute e a elasticidade, mais fácil a magia fica. Descansem um pouco e boa prova. – Sem esperar a turma se despedir, o professor pega o material que nem mesmo tirado da pasta foi e sai de sala. A turma começa a conversar entre si e Sasha vai pedir dicas para Jihn.

–Ei, Jihn, você usa as pernas na defesa de terra?- sendo ignorada ela fala mais alto- Jihn!

– Ah, oi...

– O que houve?

Jihn olha pros lados e levanta da carteira puxando ela pelo braço até o corredor que ainda estava vazio e a coloca na parede. – Você se lembra do que eu perguntei ao professor sobre sentir a presença?

– Sim, por quê? Está me assustando.

– É pra ficar assustada mesmo, eu senti essa presença ontem, na escuridão. – diz soltando os ombros dela.

– Mas deve ter sido apenas impressão.

Jihn se vira. – Acho que não... Poderia jurar que quase vi uma forma nas sombras. – o sinal toca e Jihn da um grito de susto quase afeminado e Sasha começa a rir.

–Vamos, agora temos que nos concentrar na prova. – diz Sasha pondo a mão no ombro dele e puxando em direção à sala.

Já entrando no galpão de treino, agora todo arenoso, terra pura. O rio de ontem sumirá e agora era tudo terra, com o professor no meio falando. – Vamos, chega de moleza. Entrem logo e vamos começar. – Os alunos entram e ficam do lado do campo esperando ele chamar. – Dessa vez, senhor exibidinho Crush começa. – Crush da seu sorriso exibido de sempre e se posiciona em frente ao professor a uma certa distancia. Ele estiva seu braço e deixa o pergaminho cair segurando pela ponta, abrindo com a palavra “Doko” aparecendo e sumindo com o pergaminho, acompanhado com um barulho de chão se abrindo com uma fissura, com o professor fazendo o mesmo. O professor abaixa poe as duas mãos ao chão e as levanta forte, puxando colunas de pedras junto com elas ao seu lado. – Defesa nível um. – Ele vai em direção as colunas e como se pegasse uma pedra na mão, ele arranca um pedaço da coluna que se regenera, e arremessa na direção de Crush, que coloca o antebraço no chão fazendo uma força pra baixo e puxa ele pra cima, formando um escudo do seu ombro até sua cintura, de rocha. O escudo resiste aos dois ataques mas no segunda se espedaça. – Quem diria, senhor Crush. Usando um escudo tão fraco assim?

–Era o suficiente professor. – Grita Crush ignorando seu eco no galpão, com as mãos em volta da boca.

–Nível dois! – O professor, dando um chute girando na coluna, depois socando-a com mão quando para lançou duas rochas. Crush da um chute pra frente, erguendo um muro de pedra e um gancho pra cima, erguendo outro atrás, parando os dois. Sem anunciar o professor começa parecer a levar isso mais a sério que uma prova, ele abaixa girando e chutando a parte de baixo da coluna que gira no ar, e quando levanta ele a arremessa como se fosse uma lança. Crush abaixa o ante braço esquerdo no chão rápido enquanto com a mão direita ele levanta uma barreira comum, quando a coluna de pedra ultrapassa a barreira ele ergue um escudo mais moldado e liso, com curvas bem feitas mesmo sendo de pedra e inclina ele pra desviar a coluna pra cima, a esse ponto o professor mira um soco por cima de Crush, formando uma ponte de pedra em cima dele e um soco cruzado formando outra da sua direita pra esquerda, formando quase uma gaiola e separa os dedos de suas mãos e começa a abaixar um por um formando pedras que saiam da ponte em direção a Crush, a esse ponto ele foi obrigado a criar colunas de ataque e acertar cada pedra que vinha em sua direção com outra. A cada dedo do professor abaixado, um ataque de um lugar da ponte diferente e ele se defendia com um ataque oposto ao dele, começando a ficar cego pela poeira das pedras que se destroçavam no ar, ele fica aliviado pelo professor terminar os dedos, até vê-lo levanta-los de novo. Já enxergando pouco, ele levanta um muro na sua frente um pouco maior que ele, puxa uma parte de cima do muro pra trás e abaixo com as mãos criando quase um quadrado e pra fechar ele levanta duas paredes do lado, o professor então resolve abaixar todos os dedos de uma vez. No meio da nuvem de areia, levanta Crush com dois escudos do em cada braço, tão fortes quanto o anterior. – Sua nota será oito. – Anuncia o professor finalmente parando e pegando a prancheta, quando bate uma pedra pequena na sua cabeça e olha pra Crush.

– Só oito?? Eu sobrevivi a isso tudo atoa? – grita Crush largando os escudos e com braços abertos e indignados.

–Pera lá mocinho. Você apenas juntou as defesas básicas, não passou do nível 3.

Crush ia continuar a rebater mais aquela sensação de ser vigiado voltou e ele parou de prestar atenção totalmente em tudo, ficou um silencio na sua cabeça e então começou a procurar lentamente e assustado por algum canto escuro e encontrou um logo atrás dele, no canto do galpão e tentou não virar totalmente, olhando com apenas um olho arregalado. Voltou-se pra si e tentou se acalmar enquanto ouvia seu professor gritando e voltou a prestar a atenção nele.

–Agora saia, de vez a outro.

Perfeito!- pensou Crush, simulando uma raiva ele pega o escudo dele e joga em direção ao canto com tanta força que chegou a abrir um pequeno buraco deixando a luz entrar por aquele canto e ficou observando novamente com um olho assustado, sem se virar muito pra não desconfiarem, mas já não parecia ter mais nada lá.

–Crush! Vá para a sala do diretor e me espere lá! – Diz o professor apontando pra saída. – Senhorita Colt, acompanhe-o e tente acalma-lo, já que vocês são amigos de infância. – Sem rodeios, Colt pede licença ao professor e começa a seguir Crush que já saia do lugar. Ao fechar a porta Crush coloca Sasha contra a parede, na qual fica um pouco envergonhada por ficar muito perto dele, checando em volta preocupado, Crush se volta para ela.

– Estava lá, eu senti a presença dele de novo. –diz sussurrando. Olhando para um lado, enquanto Sasha olhava para o outro.

–Mas Jihn, não é impressão sua?- as emoções de Crush são tão fortes que Sasha sente como se elas penetrassem nela, e ela começa a ficar assustada também.

– não!- um grito sussurrado dele, respira e continua. – Eu vi... Eu vi um formato nas sombras, mas parecia usar algum sobretudo preto. – deixando Sasha mais assustada ainda. – Vai, vamos para a sala do diretor antes que o chatonildo do professor apareça.

– Chatonildo?- confusa

– Sim, ouvi uma criança ontem chamar a outra disso quando estava com raiva quando fui no mercado de lá.

– Você tem andado muito do lado de fora, ein. Daqui a pouco pega todas as manias do povo de fora.

– Ihh, para de ser sua mãe, vai. – Sasha fecha a cara na mesma hora com o comentário e se culpa por se preocupar tanto com ele. Meia hora depois o professor aparece e Sasha começa a sair da sala.

–Pode ficar. – diz o professor dando de ombros. – Ele vai te contar mesmo. – vira para Crush.- É o seguinte, estou disposto a esquecer o que aconteceu lá, mas com uma condição.- levanta o dedo indicador.

– Lá vem... O que foi?- Crusa os braços e Sasha fecham as pernas apoiando a mão com força no joelho torcendo.

– Calma você vai gostar. Já ouviu falar no “Sudden Attack”?

Balançando a cabeça – Não me lembro de ter escutado falar... O que é?

–É um torneio de luta com elementos, dividido em categorias.

–Hmmm... Parece interessante.

–O melhor vem agora, os oponentes são feiticeiros. – Crush levanta muito rápido dando susto em todos.

–Eu quero! Quando?

–As classificações começam em menos de um mês. E como você já tem uma base boa de luta, só baste eu te ensinar alguns macetes.

–Mas posso participar só com 16 anos?- Crush senta pensando melhor e perdendo as esperanças de participar.

–Dificilmente se tem gente com 16 anos, mas como eu disse, você está em um nível bom de luta e se for inteligente pode conseguir umas vitórias para o time que eu treino. – Crush levanta rápido assustando todos de novo.

–Então eu quero!

–Tudo bem, tudo bem. Amanha vai ter prova do ar, então segunda feira você começa, e senhorita Colt- o professor se vira pra Sasha com ela confusa por ele falar com ela. –Você pode acompanhar ele, sei que gosta de competir com ele, pode aprender coisas novas.

Um desejo enorme de vencer Crush e felicidade toma conta do interior de Sasha, mas ela continua com a postura.- Obrigada, professor.

–Então, segunda, na rua das toupeiras nº8.357 no Seis Garras.

–M-Mas é muito longe, quase metade do caminho daqui para o castelo. – diz Sasha

–A mãe ou pai de vocês devem ter um recipiente* use ele pra ir mais rápido.

*Em um determinado nível de estudo sobre a natureza e os elementos, uma pessoa adquire um animal no qual seus Shokojus são ligados e isso os permite se comunicar tanto quanto o recipiente armazenar shokoju para seu companheiro humano.

–Eu não tenho pai e minha mãe prefere o estilo de vida do lado de foda. – diz Crush deixando o professor com peso na consciência de ter tocado no assunto.

–Não tem problema, minha mãe tem um, eu peço a ela pra levar a gente. – Sasha fala para o professor pondo as mãos no ombro de Crush, que o via entusiasmado.

–Tudo bem, até a prova de amanha. — Diz o professor abrindo a porta para eles saírem. Já no armário guardando o material para ir embora, Sasha pergunta.

–Jihn... Por que ficou tão animado?

–Você não sabe? Eu tenho contado pra você o que tem acontecendo... Eu posso descobrir algo ou até mesmo encontrar a pessoa que está fazendo isso comigo.

–Sim... Queria confirmar, mas cuidado. Sei que não sou de grande ajuda mas vou ficar atrás de você.

***

No dia seguinte, estavam todos os alunos esperando do lado de fora ao lado da porta em fila indiana, Sasha e Jihn na frente, com Jihn balançando as pernas de ansiedade quando o professor chega, sem conseguir manter o silencio ele usa o apito pra chamar a atenção.

–Hoje será a prova de ar. Um pequeno lembrete para todos sobre os elementos, como sabem o ar não é como a água ou a terra, que são boas tanto em ataque quanto defesas, mas é como se fosse um complemento, como se tivesse sido feita para melhorar a habilidade e a harmonia com os outros elementos causando o equilíbrio. O ar melhora sua locomoção a 100% melhorando seu desempenho nos outros elementos, assim como a matéria escura para os feiticeiros, ela não é como o fogo e a eletricidade, mas completa os dois. Por isso a prova de hoje vai ser baseada na movimentação. – O professor abre a porta para todos entrarem, havia uma escada de terra levando bem para o alto, pouco mais da metade do galpão, chegando lá em cima, todos se assustaram com a visão. Havia vários pilares de terra com varias colunas, como se fossem arvores com galhos, e lá em baixo água. O objetivo é simples, chegar do outro lado e pegar uma bandeira e voltar. – As notas foram separadas entre 2,5 pontos a cada metade do percurso, como poucos não conseguiram voltar, ficaram com 6,0. Quem voltou a metade, como Sasha, 7,5. Na vez de Jihn o professor poe a mão no seu ombro e diz.- Se você quiser ter uma chance na competição, consiga voltar.- Jihn acena com a cabeça e até mesmo ele estava nervoso, mas estica a mão com um pergaminho escrito “Diki” que se transforma em um pequeno redemoinho e some. Instantaneamente Jihn começa a sentir seu corpo mais leve. Ele desceu para a primeira pilastra que era a mais baixa para começar, onde as outras eram mais altas, ele sentou por um minuto de pernas cruzadas tremendo. Os alunos começaram a reclamar mas o professor os silenciou com um “shhhhh” bruto e continuou olhando para Jihn, depois de um minuto o viu parar de tremer e sorriu. Jihn levantou pulando para uma coluna da pilastra no canto, a sua esquerda, caindo em pé leve e logo indo para uma mais a sua horizontal e perto, deu uma pequena passada nela e foi para outro a direita deixando o braço esticado, ele rodou pela pilastra e caiu em uma coluna ao redor dela jogando força para a próxima na frente, ao cair ele tropeçou na coluna e na coluna de baixo ele já agarrou rodando em volta dela e indo pro alto, caindo em pé na que havia escorregado. E se jogou para onde estava a bandeira, que era um lugar parecido onde os alunos estavam, plano e a bandeira no meio. Ele já pegou e no impulso foi correndo para o lado em direção a parede do angar e andou por ela passando uma parte do caminho e das pilastras, faltando duas para chegar no professor, ele chutou a parede criando um vento forte entre ele e a parede jogando ele para a penúltima pilastra caindo com a mão na coluna de terra girando e indo para o alto, quase no teto do galpão ele faz o mesmo movimento para atacar com a água com as duas mão e a bandeira na boca, criando uma enorme corrente de ar, jogando ele para onde estavam todos. Com ninguém surpresa, o professor diz a nota de Jihn, falando que o treino dele seria mais fácil no ginásio. Liberando a turma, o professor sai na frente puxando a turma, Jihn com um sorriso enorme é facilmente desmotivado pela Sasha.

–Nem fica com esse sorriso bobo perto de mim, porque nas provas em sala de aula eu tiro as melhores notas. – Ela ajeita seus óculos e vira seguindo o professor deixando o Jihn com a face séria e seguindo ela.

Com todos fora da sala, e o professor segurando a porta para todos saírem, Jihn sendo o ultimo, para na porta sentindo aquela sensação de novo. O seu sangue ferve, ele olha pra trás encarando o escuro e é preciso o professor empurrar ele para sair da frente da porta. Seguindo o professor, quando o professor volta pra sua sala e todos vão para os armários, ele volta pro galpão, chegando perto da porta ele ativa o pergaminho da água, depois da terra e do ar de novo, e sentindo a sensação ainda dentro do galpão, ele entra com tudo subindo as escadas e tirando um escudo de terra no ultimo nível, chegando la em cima ele da um salto para o alto e se impulsiona no próprio escudo fazendo força com o ar para joga-lo diretamente para a pilastra do meio. Aterrissando nela levemente ele tira uma coluna dela e arremessa para o teto abrindo um buraco com feixe de luz em cima dele. Ele junta as duas mãos criando um enorme cometa de água e o cristaliza, fazendo a luz refletir em outros cantos da sala. – Apareça!! – grita Jihn, com o galpão quase todo claro, tirando a luz elétrica, Jihn vê alguém andando com um sobretudo preto e encapuzado. Ele cria uma pilastra de gelo pra segurar a bola de gelo e pula em direção ao homem jogando cometas de gelo que pareciam cair do outro lado do galpão. Aterrissando na água ele cria uma onda grande e joga em direção dele, criando uma plataforma de gelo em seus pés pra ficar em pé. Sua onda é dissipada com uma grande bola de fogo em sua direção e ele atira um cometa de ar no meio dela, desfazendo-a revelando que já não tinha ninguém ali mais. Surge um buraco negro perto de Jihn, soltando uma bola de fogo de dentro dele em sua direção, Jihn pula pra trás levantando uma parede de água e cai em um buraco atrás dele, aparecendo no topo da bandeira, se arrastando no chão até os pés do homem que estava com uma bola de fogo na mão. Jihn rapidamente bate o braço no chão criando um escudo puxando pra se proteger, vendo faíscas saindo por volta do escudo ele levanta uma coluna em baixo do homem o jogando pra cima que sumia em outro buraco e aparecia no pilar de prova a frente. Antes que Jihn pudesse continuar o homem se referiu a ele.

– Não participe da competição, ela pode revelar quem você é.- Criando uma esfera de fogo ao redor o homem parece permanecer nela. Jihn joga vários cometas de água indo em direção a esfera de fogo passando pelas pilastras usando o ar, e quando cai na pilastra dele, ele já não estava lá e já não havia mais a presença dele no galpão.

–Maldito! – Grita Jihn socando o topo da pilastra que estava em pé, quebrando-a toda e saltando para a próxima. Procurou sair de fininho do galpão como se nada houvesse acontecido, se perguntando o que realmente tinha acontecido.