O Vampiro Vincent
1 A morte de Juliet
Notas iniciais
Aqui é tudo nosso! Se alguém plagear será perseguido até o fim do mundo o/
Não esses, mas muitos.- Oh, Juliet – pude ouvir uma voz declamando. A voz não vinha de tão perto de mim, mas meus ouvidos mais avançados que os dos mortais me davam a capacidade de ouvir claramente. Fui me aproximando com agilidade. Antes que ele começasse a outra frase já estava perto o bastante para que pudesse vê-lo perfeitamente sem que ele me notasse – Vamos fugir, juntos! - Não, Peter! Não posso! – ela dizia, agarrada à janela. Comecei a observar a beleza dos dois. Ela, linda. Cabelos ruivos cacheados, tão compridos que caíam às suas costas em camadas, com leveza. Seus olhos verdes como esmeralda, seus lábios vermelhos, rosados. Parecia até algum tipo de batom com uma cor sedutora. Seu corpo era balanceado. Como explicar? Seus seios fartos, suas pernas compridas... Ela era apaixonante. E o rapaz... O rapaz era tão interessante quanto ela. Cabelos loiros, olhos azuis. O típico mortal perfeito. Ele apenas não era tão perfeito quanto ela. Até a simetria em seu rosto de boneca era assustadora. - Pode sim, minha Juliet! Venha comigo – ele dizia, rindo com pura loucura – Venha, vamos viver juntos num dos castelos da Irlanda, vamos morar para sempre juntos! Minha Juliet!Foi aí que entendi. Penetrei na mente dele, querendo saber o que se passava ali dentro. Mas apenas o que vi eram imagens dela. Ele não estava apenas apaixonado. Ele estava amando-a com todas suas forças. Ele era, por mais difícil que fosse admitir aquilo, louco. Louco por ela. Literalmente. A força do amor que ele sentia era absoluta e me deixava até com certo medo. Afastei-me por reflexo.- Juliet, minha Juliet! – ele continuava a repetir e a garota olhava para ele com certo medo. Penetrei na mente dela. Ela não ousava falar nada. Ela era mais pobre que ele e não podia desafiá-lo. A única coisa que tinha em sua mente era... Medo. Apenas medo. Ela não dizia que aquilo a perturbava por medo. Ela nunca tinha amado Peter. Jamais, sequer, tinha encostado seus lábios aos dele, nem consumido o ato mais alto de amor. Ele apenas estava se iludindo. Mas seu pai trabalhava para o pai dele e ela não podia dizer nada.Coloquei uma de minhas mãos na testa, massageando minhas têmporas, como os humanos sempre fazem, como se estivessem tentando massagear o cérebro à procura de uma resposta.Olhei-a lá em cima, cheia de medo. Não sabia o que fazer. Ela parecia disposta à qualquer coisa para fugir daquilo. Já tinha até pensado em matá-lo, mas o medo em seu coração, o receio, eram maiores do que aquela vontade.Foi então que, sem realmente pensar, passei por ele, na minha velocidade normal, mas, para os olhos humanos, eu era apenas um vulto negro passando por ele. Essa impressão era habilmente deixada por minha capa negra. Talvez ele tenha também captado meu sorriso de escárnio, pois foi isso que vi em seus pensamentos, quando saltei para a janela, postando-me ao lado da garota. - Juliet, corra! – foi apenas isso que ele pôde dizer. Mas eu já tinha agarrado a garota e começado a sussurrar rapidamente no ouvido dela enquanto ele nos olhava assustado.- Ei, garota – comecei, sussurrando baixo para que ele não ouvisse – Sabe o que eu sou, não? – eu segurava sua cabeça sem graça alguma, forçando seu pescoço a ficar a vista para mim. Ela afirmou – Pois eu vou te tirar desse pesadelo, o que achas?- Vai me matar, vampiro? – perguntou ela, também baixo. Em sua mente podia ver o quanto ela estava satisfeita com aquilo, mas eu fiz que não – Então, o que vai fazer?- Você... Quer se livrar dele, não é? – perguntei, sussurrando em seu ouvido e ouvindo a resposta em sua mente – Não precisa responder, eu sei o que você está pensando – sussurrei mais uma vez e os olhos dela arregalaram-se, mas ela não sentia medo em minhas mãos, encostei minha boca em seu pescoço, logo me afastando e ficando a centímetros – Posso ler a mente dele tão bem quanto à sua. Sabe o que ele está pensando? – “O quê?” ela perguntou por pensamento, deixando seu pescoço mais à vista para mim – Que você vai morrer – “Disso eu sei” ela pensou. Ri um pouco – E, se você morrer, ele vai se matar – dei um beijo em seu pescoço. Os pensamentos dela ficaram um tanto misturados: alívio, culpa, paixão... Paixão. Paixão por mim, não por ele. Eu, um vampiro, seu único salvador. - Então, me morda – ela disse. Como negar aquele pedido? Mordi seu pescoço. Deixando seu sangue rolar por minha língua, descer minha garganta, esquentando todo meu corpo. Oh, que prazer. Que sensação maravilhosa! Pude ver cada fragmento das memórias que eu não pude ver apenas lendo sua mente. Cada sofrimento, os beijos cálidos com seu amante morto. Oh, minha Juliet. Abracei-a enquanto tomava mais, desejava-a mais. Eu a amava. O amor vampírico que se tornava cada vez mais humano. Cada vez mais carnal. Mas não, não podia transformá-la apenas para satisfazer um de meus fetiches. Para terminar de satisfazer meu prazer. Larguei-a, deixando-a cair no chão, com pouca força. Peter, o garoto, não teve coragem de vir para cima de mim, apenas foi afastando-se, relembrando a cena que havia acabado de presenciar, de um jeito mais cruel, é claro. Deixando sua amada Juliet em minhas mãos. Pude notar seus pensamentos quando ele já estava longe, sendo envolto pelas águas do rio, até que todos seus pensamentos foram tirados violentamente.
Morte...Abracei Juliet, meu amor, sentindo o cheiro de pétalas que seu corpo parecia emanar e findando com um beijo meu pacto. Um beijo mortal. Um ato de prazer humano que eu nem tinha me atrevido a sentir desde que me transformara.- Qual o seu nome, senhor vampiro? – ela perguntou, ainda um tanto desacordada.- Vincent. --------------------------------- Bem, espero que gostem dessa fic! Quem lançou essa ideia e me ajudou com o nome do personagem principal foi a HannahHell! Então... Créditos a ela! *-* Bem, deixem reviews, assim os capítulos serão postados mais depressa ^^ E eles fazem bem à saúde, viu? *-* Obrigada por lerem ^^
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