O Valor Do Amor

21 De Novo Só... Ou Não Tão Só


Notas iniciais
Desculpem demora, mais uma vez demorei tempo demais. Vou tentar que não volte a acontecer. Espero que gostem. Beijos

É um alívio para Esme quando Carlisle volta a Londres, o que ela não esperava é que ele partisse sem se despedir e deixando Irina e Alice em Sheffield.

– Porque é que ele as deixou aqui? – pergunta andando de um lado para o outro no quarto. – Por acaso acha que vou seduzir algum homem e trai-lo enquanto ele está fora, mesmo estando grávida?

– Tenha calma. – recomendam Leah, Lili, Mimi e Maud que passam a maior parte do tempo com ela.

– Ele deixa-as aqui para me vigiar ou para me provocar, das duas uma.

– Minha senhora. – Leah agarra-lhe nos braços e obriga-a a sentar-se. – Pare quieta, pense na criança.

– É por ele, Leah. É por ele que me levanto todos os dias.

...

Esme senta-se na cama cheia de dores nas costas.

Leah ouve-a mexer-se e levanta-se para acender uma vela.

– Que tem, senhora?

– Dores nas costas e estou indisposta e cheia de frio. – murmura.

Leah acredita que sim.

– Vou buscar mais uma manta e fazer um chá quente.

Esme endireita-se mais na cama.

Susan coloca o cobertor sobre ela.

– E ele hoje não pára quieto. Não consigo dormir com ele a mexer-se a todo o momento.

Leah sorri.

Ouve-se uma pancada na porta e Mimi entra.

– Está tudo bem, senhora?

– Está tudo menos bem.

– Eu vou buscar-lhe um chá, já venho. – Leah sai depois de uma vénia.

Lili entra com um xaile que põe nos ombros da senhora.

– Doí-lhe alguma coisa? – pergunta.

– Parece que me dói cada osso do corpo especialmente as costas e a criança não pára quieta.

Mimi sorri e aconchega mais a manta.

– Está a ficar com pouco espaço, senhora. Falta um mês, pouco mais, para o grande momento.

– E talvez esteja desassossegada. Tente acalmar o espírito e vai ver que ele também se acalma.

– Eu estaria calma senão me doesse nada.

As duas mulheres sorriem.

Leah entra com um chá fumegante.

– Beba e vai ver que lhe faz bem. – diz Mimi enquanto Leah passa o chá a Esme.

Esme pega na chávena e bebe um pouco.

– Obrigada às três. Terem de se levantar da cama a esta hora com este frio por minha causa é crueldade.

– Fazemos com gosto. – assegura Lili.

Esme sorri-lhes.

– Vocês são pessoas tão boas.

As duas mulheres sorriem.

– Queremos é que a senhora tenha um parto rápido e que o bebé nasça bem.

– Também eu. – murmura Esme bebendo mais um pouco. – Ter o meu filho nos braços é o meu maior desejo.

...

– Como está? – Irina entra pelo quarto dela sem sequer bater.

– O que é que quer? – pergunta Esme sem disposição para falar com ela.

– Vinha ver se está tudo bem com a criança e consigo.

Esme afasta a mão que se preparava para tocar a sua barriga.

– Nem se atreva a tocar-me e o melhor é sair do meu quarto.

– E quem me ordena?

– Eu.

– E quem é você para me ordenar tal coisa.

– O que é que quer de mim? – pergunta Louise levantando-se. – Ainda não percebi porque veio com o Carlisle e muito menos porque ficou.

Irina sorri.

– Fiquei a pedido dele. – diz vitoriosa.

– Não acredito. – declara Esme. – Ele nunca gostou de si.

– Isso é o que pensa. Ele casaria comigo se não tivesse aparecido para mo roubar.

Esme ia responder quando sente uma dor. Percebe que é uma contracção. É apanhada de surpresa e solta um pequeno gemido sentando-se de novo.

– Que foi? – pergunta Irina com ironia. – Não me digo que vai nascer a criança?

Esme olha para ela com ódio.

– Vá chamar alguém. – pede.

Irina faz um sorriso cínico.

– Eu? Porquê? E se ficássemos antes as duas aqui a conversar.

– Irina, vá chamar alguém.

– Não me parece.

– Por favor…

– Não lhe vou fazer um favor depois de me tratar tão mal. – Irina aproxima o seu rosto do dela com ar de má. – Eu nunca gostei de si, nem dessa coisa. Quero a morte dos dois e ei de conseguir. Matarei os dois e casarei com Carlisle e o meu filho será o herdeiro.

– Bruxa. – murmura Esme antes de sentir mais uma dor.

Irina ri.

– Fique aí. Pode ficar aqui fechada à chave a sofrer sozinha.

Irina caminha até à porta e tira a chave da fechadura.

– O que é que vai fazer? – pergunta Esme.

Irina sorri.

– Fechar-vos aos dois para que morram sem eu ter muito trabalho.

É um alívio quando Leah aparece.

– O que é que está aqui a fazer? – pergunta para Irina fazendo o seu ar de má. Olha para a chave na mão dela. – O que é que ia fazer?

Irina volta a por a chave na fechadura ao ver as parteiras aparecerem e sai sem dizer nada.

– O que é que ela lhe fez? – pergunta Leah correndo até à sua senhora.

– Nada. – murmura Esme e grita quando sente dor de novo.

– Chegou a hora? – pergunta Mimi aproximando-se.

– Eu acho que sim. – diz Esme.

As parteiras sorriem.

– Vai ver que tudo corre bem. – diz Lili ajudando-a a levantar. – Vai nascer o rapaz mais bonito do mundo.

...

O pequeno Carlisle nasce nessa noite ao final de algumas horas. Um bebé forte com uns olhos muito verdes e os cabelos louros. Esme levanta a cabeça para ver o seu menino e estende os braços para lhe pegar. É uma coisa tão pequena, senão fosse Maud estar a segura-lo por baixo das mãos dela seria difícil pegar naquela coisinha tão pequena e frágil.

– Vamos limpa-lo, vesti-lo e leva-lo à ama de leite que já está lá fora à espera. – diz Maud docemente tirando-o dos braços dela.

– Não. Quero ser eu a amamenta-lo. É o meu filho, quero ser eu a faze-lo.

Ninguém a contraria, mas decide-se que começará a amamenta-lo amanhã e que será a ama de leite a amamenta-lo a primeira vez.

Esme está tão cansada que nem protesta. Adormece pouco depois sem voltar a ver o seu bebé nessa noite.

...

Maud traz-lhe a criança logo de manhã depois de Esme tomar o pequeno-almoço.

– Como é que eu lhe pego? – pergunta Esme. – E se o deixo cair?

Maud sorri.

– Faça como eu.

Esme tenta fazê-lo e recebe nos braços uma criaturinha frágil e pequena.

– Estou a fazer bem? – pergunta quase sem se mexer.

Maud sorri.

– Aconchegue-o mais ao seu corpo, não se preocupe não o vai deixar cair.

Com cuidado. Esme tenta puxa-lo mais para si

– Estou a fazer bem? – pergunta de novo.

– Perfeitamente.

Esme observa o pequeno nos seus braços.

– Meu Deus, nunca vi uma coisinha tão pequena. – murmura fascinada. – Tão pequena e perfeita. Nem os bibelôs mais pequenos têm tanta perfeição.

Mimi e Lili sorriem uma para a outra. Susan tem lágrimas nos olhos a um canto do quarto.

Esme observa-o com atenção.

– Tem pestanas. – diz fazendo todos rirem. – E unhas. Como é possível que sejam tão pequeninas? E o nariz é uma coisa tão fofinha. Ele todo parece um boneco.

– Vossa Graça, nunca viu um bebé? – pergunta Maud.

Esme tem de admitir que nunca pegou em nenhum recém-nascido, sempre os viu apenas de longe. Crianças para ela, sempre foram para manter as distâncias.

– Nunca peguei em nenhum. É meu filho. – murmura com lágrimas nos olhos. – Eu tenho um filho.

Maud sorri.

– O filho que qualquer mulher desejaria.

Um pouco desajeitadamente Esme encosta-o mais a si sentindo o seu cheiro de bebé.

– Cheira bem. – murmura. – Uma mistura de cheiros que não sei descrever, mas tão bons. – olha para o rosto do bebé. – Pequeno Carl, gosto muito, muito, muito de ti, meu bebé. E gostarei para sempre.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.