O Vagão dos Mortos - Caminho do Destino

5 Capítulo 5 - O Doutor e o Monstro


Notas iniciais
Aproveitem a leitura .

CAPÍTULO 5

“ Morte a quem está vivo e vida a quem está morto !!! ”
—Senhor do Tempo- (O Livro da Última Guerra, capitulo 1784, página 1.242.467.901)


O Tempo andava apressado pelos corredores de sua nave, tal nave era descomunalmente enorme, poderia ser confundida com uma lua facilmente, se não fosse é claro seu formato de prisma, co uma cor negra metálica. A nave orbitava o planeta gasoso de Treta, esse era o único planeta de um sistema solar que ficava perto da fronteira entre o tempo e o vento, uma região calma onde não ocorria muito atrito entre os dois ditadores.
A nave era um palácio, por dentro era feita de ouro, diamante tudo que demonstrasse seu poder e ego, mesmo não sendo sua base original ela era digna de qualquer Senhor, e o Tempo havia encomendada exatamente daquela forma. Era uma obra prima da engenharia aeroespacial, contou com uma equipe dos melhores engenheiros do universo, não poupou gastos em nenhum momento.
Demorou aproximadamente mais de cinquenta anos para ser construída e a vida de diversos trabalhadores. Esses trabalhadores vieram dos mais diversos cantos de seu setor, trabalharam duramente, durante noite e dia sendo recarregados pelo poder do tempo sobre seus organismos.
Nem mesmo o próprio construtor da nave sabia quantos cômodos havia na mesma, mas era necessário um imenso contingente de trabalhadores para faze-la funcionar. Cada um exercia sua função com maestria, todos deveriam ser coordenados, todos temiam o que poderia acontecer caso não fossem.
Seu gigante motor era uma das partes mais incríveis da nave, ele se acoplava na ponta da nave, movido por uma supernova que explodia e era rebobinada pelo próprio poder do Tempo, ele havia, ele criou uma forma de conciliar seus poderes e a tecnologia necessária, passou anos fazendo experimentos com os melhores cientistas do universo, valendo cada grama de ouro que custou. Tais explosões recarregava a nave inteira e a faziam funcionar.
A nave além de seu poder de fogo impotente que destruiria um planeta em poucos segundo, ela tinha uma carta da manga que a tornava uma das naves mais poderosas de todo o universo. Com o Tempo dentro dela ela se tornava impenetrável e qualquer avaria era instantaneamente rebobinada.

...

O Tempo andava por um corredor feito de ouro puro e com teto feito de diamantes importados diretamente das luas de cristais que orbitavam Mordle. Sus funcionários se intercalavam em guardas, todos enfileirados cumprimentando o homem que arrastava um corpo morto, ignorando a todos enquanto passava.
Ele levava um corpo de um garoto morto a pouco tempo, arrastava segurando uma de suas pernas, o Senhor era tão alto que apenas o rosto do garoto se estava no chão. Ele levava consigo um largo sorriso e olhos que matariam qualquer um que cruzasse para onde quer que ele fosse.
Ele se dirigia a uma imensa porta quase o dobro de sua altura, era feita de uma expeça madeira vermelha, com diversas barras de metal que lhe mantinham firme. Mesmo parecendo simples e frágil comparada ao resto da nave, ela era feita especialmente para conter qualquer coisa que fosse necessária.
O Tempo indo em direção a porta ele começava a erguer seu punho para tirá-la do cominho, mas antes que podesse fazer qualquer coisa, a porta foi aberta. Um homem havia aberto, esse era alto, apenas uma cabeça mais baixa que o enorme senhor, ele usava um paletó branco que se encaixava perfeitamente em seu corpo esguio.
O homem se assustou ao ver que quem batia em sua porta era o ditador, porém logo se recompôs e fez uma mesura pedindo que ele entrasse. O Tempo passou por ele ignorando sua presença e atirando o corpo do garoto em uma grande mesa de metal. O local onde estava era completamente branco, com exceção da mesa metálica que se estendia por toda a sala, em cima da mesa havia frascos variados que foram ao chão assim que o corpo do garoto atingiu a mesa.
O homem trabalhava fazia muitos séculos para o Tempo, ele possuía um conhecimento excepcional e único sobre o funcionamento do universo e diversos materiais, ele se lembrava da história antes mesmo do próprio Senhor do Destino criar as leis que regiam o universo. Mesmo depois de milhares de anos servindo o Tempo ele ainda não se acostumou com sua presença.

(Desconhecido): Meu Senhor o que devo a sua magnânima presença em meu laboratório. – Disse o homem, forçando um sorriso com a vista de seu empregador –

(Tempo): Sem cordialidades Trebon, sei que não esta satisfeito com a minha chegada e acredite esse é o último lugar que queria estar, mas eu preciso de algo. – Ele olhava com desprezo e superioridade para seu funcionário –

(Trebon): magnânimo é claro que estou contente com a sua... – Trebon olhou para a cara de seu empregador e não ousou completar sua frase – o que necessita de mim meu Senhor.

(Tempo): Analise o corpo para mim e me diga o que há de errado. – Disse se pondo ao lado do corpo para ele poder observar atentamente a analise –

O homem logo se adiantou para analisar o corpo, ele olhou superficialmente tentando descobrir a causa da morte, logo percebeu o vergão no pescoço e o deslocamento anormal do pescoço. Deu mais uma olhada percebendo as pálpebras e as pontas dos dedos esturricadas, concluído que foram feitas após a morte do indivíduo.
Com uma mão ele escrevia na própria parede suas anotações, com a outra ele digitava uma serie de códigos na parede que fizeram surgir do teto um grande escâner no teto, o qual analisou os órgãos internos do cadáver. Após isso com uma nova série de códigos tirou um grande tubo onde colocou o corpo morto, analisando pedaço por pedaço até que arou abismado e retornou a escrever anotações no quadro e fazendo diversos cálculos e parando com mais dúvidas ainda.

(Tempo): O que descobriu? – Sorrindo, sabendo da resposta antes mesmo da análise –


(Trebon): Era um humano, adolescente, causa de sua morte foi aparentemente um pescoço quebrado, mas pelo raio-x pude perceber que teria morrido por asfixia, seus pulmões estavam acumulando muito sangue.
“ Outro fator interessante foram seus olhos, órgãos internos e as extremidades de seu corpo, todas queimadas pela liberação de energia. Contudo o que mais me chama atenção são seus níveis de energia, estão altíssimos, é comum energia residual, entretanto nem nos corpos de Senhores mortos na Última Guerra tinham tanta energia e além disso essa parece estar aumentando. ”
“Diria que quem quer que fosse esse garoto, não gostaria de estar perto dele quando morreu” – Trebon terminou sua análise e continuou observando aquele corpo incrível, entretanto olhou para lado e viu um sorriso que conhecia muito bem, o Tempo tinha algo em mente –

(Tempo): Esse garoto teve níveis de energia maiores do que o Gravidade em seus últimos momentos de vida. Eu acho que talvez ele seja como eu. – Disse isso com certa expectativa disfarçada, esperou muito para dizer tais palavras.

(Trebon): Você não fala sério – mesmo que fizesse certo sentido Trebon não esperava por aquilo – não nasce um desde a Última Guerra!!! E como poderíamos saber, ele está morto, não há como confirmamos a hipótese.

(Tempo): Podemos sim e você sabe como. – Seu sorriso havia aumentado

(Trebon): Você sabe que é impossível, a alma dele já deixou este plano, se o trouxéssemos de volta ele seria um vegetal ambulante ...

(Tempo): O poder não suplementaria a necessidade de uma alma?

(Trebon): O poder poderia até substituir, contudo é necessário algo que de liga entre o corpo e o poder, mas isso é um ponto que não compreendo, como ainda a poder crescente se sua alma já partiu, isso não é natural isso deveria ter ido junto. – Havia certo receio em sua voz, mesmo que estivesse com animado para analisar um caso único como aquele.

(Tempo): Se quisesse que você me falasse os problemas, eu teria lhe pedido, quero soluções e agora!!!

(Trebon): Precisaria de um pedaço de uma alma, uma potente, um escravo não serve, precisa de algo que sustente um poder tão grande, algo como a alma de um Lorde ou de um Senhor.

(Tempo): Me fale um nome deum de qualquer um da minha corte e a alma dele é sua. – Falava isso com olhos famintos pela expectativa e oportunidade que aquilo.

(Trebon): Eu preciso da alma de Straus, o Lorde da Planetário, e um pequenino pedaço de sua alma. – Falou a última parte com certo receio, não sabendo ao certo como seu empregador receberia tal notícia.

(Tempo): Minha alma – Disse ele com fúria em seus olhos – Você quer um pedaço da minha alma?

(Trebon): Seria um pequeno pedaço que se regeneraria em questão de dia, a alma de Straus faria quase toda a ligação, a sua só auxiliaria em manter o poder contido dentro do corpo.

(Tempo): Pegue outros Lordes...

(Trebon): Infelizmente Senhor as outras almas só atrapalhariam o desempenho da ligação entre Straus e o indivíduo. A sua permitiria que o poder corresse melhor pelo corpo, além de ser necessária caso ele seja como você, a alma de um mero lorde não suportaria.

(Tempo): Será uma pequena perda comparado ao que ganharemos caso eu esteja certo.

Assim o Tempo mandou chamar Straus que por uma generosa conhecidência estava já presente na nave, conduzindo de vota a nave a base e casa oficial do Tempo. O processo para remover as almas era feito a partir de um aparelho movida a fissão nuclear que estava presente em uma das paredes do laboratório.
A máquina fundia intracelularmente com o indivíduo e após feita essa ligação se separava os átomos de seu corpo, permitindo uma passagem para a colheita da alma armazenada dentro da pobre vítima que fosse participar de tal experiento.
A remoção da pequena parte do Senhor foi fácil e indolor, retirou apenas um pouco de seu senso de humor que já não era muito grande, sem afetar em nada seus poderes. Entretanto para a infelicidade do jovem Lorde, foi um processo extremamente lento e doloroso, desconectando completamente e retirando até a última gota de vida de seu corpo.
Após isso era apenas um passo para trazer de volta a vida o jovem morto.

...

O garoto acordou de seu pequeno pesadelo sem sentido algum, ele tentava pensar o que havia feito para estar com aquela imensa dor de cabeça, dor em seu pescoço e em seu peito. Ele forçou alguma memória aparecer, entretanto nada veio, tentou lembrar da noite... ou dia, não se sabia, sua mente estava vazia.
Tentou se lembrar do pesadelo e nada veio, tentou se lembrar de qualquer coisa, mas estava vazio, até seu próprio nome desconhecia, não sabia quem era, o que fazia ali e muito menos sua aparência. Ele se sentia vazio, contudo tinha a sensação que nunca esteve tão cheio, respirou como, sentou-se ereto, relaxou suas costas logo em seguida, sentiu seus músculos, olhou a luminosidade e fez tudo como se fosse a primeira vez e de certa forma era.
Se levantou da cama e andou de um lado ao outro tentando compreender o buraco negro que estava em seu cérebro, não havia nada lá, ele se lembrava das palavras, imagens como sol, lua, planeta, porém nunca havia visto. Ele sentiu uma onda de medo atravessando por seu corpo, ele sentiu o desejo irracional de se lançar ao chão, mas antes que pudesse a resposta lhe veio.
Algo havia acontecido e ele tinha certeza disso, ninguém perderia a memória sem motivo, porém mesmo assim sabia que de qualquer forma isso ocorreu na melhor hora possível, não compreendia como sabia disso, apenas sabia. Essa resposta o deixou tão intrigado quanto aliviado, não se lembrava de nada mas um bom sentimento corria por suas veias, de alguma forma ele estava feliz.
Uma onda de alegria irracional atingiu ele e o desestabilizando, aos poucos abriu um largo sorriso de orelha a orelha. Uma gargalhada surgiu da boca de seu estomago e ele a soltou preenchendo o ar em volta, riu tanto que lágrimas saiam de seus olhos, parou apenas pela necessidade de respirar, já estva de joelhos quando a alegria finalmente passou, dando lugar a novamente a uma enxurrada de dúvidas.
Ele olhou em volta buscando qualquer resposta naquele cubículo em que estava, era um quarto branco com borda douradas arredondadas, em uma das paredes estava a cama que pouco estivera sentado, na outra parede havia uma pia e um espelho. Assim que viu o espelho percebeu que não sabia como parecia, não tinha noção alguma de como estava, percebeu que uma única certeza havia em seu coração, ele não sabia de absolutamente nada.
Ele se levantou e foi lentamente até o espelho e observou sua aparência. Ele tinha uma altura mediana presumiu, sua pele era morena, seu cabelo era grande e ruivo escuro, possuía um de seus olhos acinzentados e a outra incrivelmente estava mudando de cor passando por todas as cores do arco-íris, seus braços eram magros assim como todo seu corpo. Ele estava vestido com uma roupa branca colada a seu corpo, a qual possuía um sinto cinzento e um emblema de uma ampulheta com diversas outras que se transavam por ela.
O garoto estendeu a mão e pouco antes que tocasse ele uma voz saiu do mesmo, “Quando a porta abrir siga pela luz verde. ”, ele ouviu a mensagem e olhou em volta pelo quarto a procura de alguma porta que se abrisse, olhou e esperou dando voltas até que percebeu que a porta não abriria, não agora pelo menos.
Se sentou no chão e aguardou, os minutos se passaram como horas e durante esse tempo sua cabeça o levou para longe daquele quarto como um furacão de pensamentos e emoção, em um período de cinco minutos ele gargalhou, chorou, se enfureceu, sentiu uma seca dúvida, entrou em pânico, se acalmou, entrou em choque até como um raio ele voltou ao normal e nenhum outro pensamento passou por sua cabeça.
Ficou sentado sem pensar nada durante alguns minutos, ao que se parecia, até ouvir um barulho metálico das paredes se movendo e abrindo uma passagem pela parede que estava vazia, ele se levantou e olhou pelo corredor em busca de alguma informação. O corredor era branco e dourado com diversos adornos nas paredes todos feitos em ouro, era uma visão linda, em cada parede havia uma figura eletrônica que estava coberta em sombras não revelando sua aparência.
Pelo chão corria veias de uma luz verde a qual associou a mensagem que havia recebido, ele andou calmamente sem pensar em nada, a medida que caminhava o corredor ficava mais adornado e o ouro era substituído por cristal. Não havia absolutamente ninguém nos corredores, estavam incrivelmente vazios, as figuras eletrônicas continuavam nas sombras.
Ele parou assim que viu uma imensa porta feita de rubis, ouro e cristal, era belíssima uma verdadeira obra de arte. Ela gravava uma grande batalha, o rubi representava o sangue e os olhos dos inimigos, o cristal mostrava a paisagem, as pessoas eram feitas de ouro, aquela teria sido uma batalha sangrenta e sombria, mas mesmo assim era lindo.
As veias verdes iam até o outro lado da porta, ele estendeu a mão com cuidado com medo de quebrar alguma daquelas belas esculturas. Assim que ia tocar na porta ela se abriu com um grande ranger metálico ela se abriu imponentemente dando de cara com uma mesa onde havia muita comida.
Um grande homem estava na mesa, um homem com um sorriso insano e olhos loucos, alguém que havia sido criado para governar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.