O Universo Odeia Olivia Mason
1 O Universo Odeia ir as compras
Essa história tem um começo muito triste...
Lá estava eu, uma simples e bela garota de cabelos castanhos e pele branquinha dormindo em sua maravilhosa cama com seu cobertor do Ursinho Pooh... e de uma hora para outra...
— “Do-doro-do-dodororo-ro” – Minha, nada querida, irmã passa cantando sua nova música favorita, que eu sei muito bem qual é por que ela pegou da minha playlist, “Good girls” 5SOS – Vamos lá, maninha! LE-VAN-TAN-DOOOO! – Ela pula em cima de mim e começa a cantar – “She’s a good girl! She’s daddy’s favorite...” tananananana – ela continua cantando e eu tento tapar meus ouvidos, mas essa guria tem uma voz que eu conseguiria escutar lá da china – “Cause every night she studies hard in her room, at least that's what her parents assume, but she sneaks out the window to meet with her boyfriend, here's what she told me the time that I caught them…” – ela continua a cantar
E sabe o que dizem? Se não pode impedi-los junte-se a eles! Levantei em um sobressalto, fazendo-a cair da cama, peguei uma escova de cabelo e começei a pular no colchão.
— “She said to me, forget what you thought…” — e em um segundo minha irmã estava de pe ao meu lado contando comigo- “Cause good girls are bad girls that haven't been caught, so just turn around and forget what you saw, cause good girls are bad girls that haven't been caught, good girls are bad girls are good girls are bad girls, good girls are bad girls that haven't been caught” – eu e ela começamos a gritar quando ela tirou os fones e deixou a música soar pelo quarto até minha mãe aparecer
—Que palhaçada é essa?! – ela abre a porta do quarto e ficamos em silêncio, apenas a música tocando cortava o silêncio – Pulando na cama? – então ela nos encara seriamente- Sem mim?? Que traíras!! – ela coloca seu típico sorriso no rosto e pula na cama ficamos assim até acabar a música; eu e Zoey gritando a música e minha mãe fingindo que tocava guitarra assim que acabamos de cantar caímos rindo na cama – Ah, minhas meninas, eu amo tanto vocês! – ela beija o topo das nossas cabeças
—Tá, tá, mas por que vieram me acordar tão cedo? — olho para o meu velho relógio dos teletubbies, vendo que ainda são 8h. Isso é cedo para mim, ok?
—Ah, quase esqueci, Kyle tá lá em baixo te esperando, por isso Zoey veio te acordar. — acreditem, a alguns anos, eu minha mãe e Zoey quase não nos falamos. Ela passava quase o dia todo fora de casa, trabalhando e quando estava em casa vivia de mal humor. O que mudou? Meu pai. Mudou de casa, de estado, de família... e minha mãe ficou tão mal que eu (EU, vocês podem imaginar?! Não consigo cuidar nem de um hamster. Podre sr. Bites) tive que cuidar de Zoey e ela de mim e, um dia, a gente trouxe a minha mãe para a realidade, mostrando que ela era uma mulher linda e forte, que amávamos muito. Desde então estamos muito mais felizes. Valeu, pai, se é que posso chamar um cartão de natal com um dinheirinho todo ano de afeto paternal.
—Uai, mas hoje não é o primeiro dia de aula ainda, é? – olho para o calendário só que ele ainda está em janeiro de 2013, isso era a, aproximadamente, dois anos atrás... Minha mãe da de ombros – Ta legal, vou me arrumar... – disse levantando da cama. Minha mãe e Zoey engataram num assunto sem fim, continuando deitadas na MINHA cama, reviro os olhos e bato três palmas, as mais altas que eu consegui – Vamos, circulando, galera, eu vou trocar de roupaa!
—Hum, até parece que nunca vimos você pelada, ne! – elas levantam e saem rindo
—Parecem crianças! – Apoio minha testa em minha mão em desaprovação. Vou até o meu armário pego um shorts jeans surrado, coloco um sutiã preto de renda e uma blusa cinza sem mangas em cima com a escrita na frente “Don’t get tired yet” e desci – Mamãe! Mamãe! Onde ele está? Meu príncipe! Onde ele estará para me carregar? – coloco as costas da mão na testa e apoio minhas costas na escada quando Kyle aparece no pé da escada e me olha com uma expressão que eu não consegui identificar se ele está preocupado com meu estado mental ou se tá pensando “Que poha é essa?!” – Ah, é só você... – finjo estar desapontada, mas com um nobre olhar e um sorriso falso digo – Me carregue mesmo assim, leal súdito! – ele estica os braços e eu mais surpresa do que a cobra por Eva ser tão burra, jogo-me em seus braços solidários e sorrio
—Só que não... – ele puxa os braços para si me fazendo cair. Kyle era um de meus melhores amigos, minha mãe acha que nos ainda vamos ficar juntos, mas eu jamais conseguiria. Kyle é alto e magrelo, tem cabelos ruivos e algumas poucas acnes na cara, vestígios da puberdade, e, embora seja bonitinho, o vejo mais como um irmão – Ta, Pocarrontas, agora vamos... Charlie está nos esperando no carro...
—Ai – exclamo e passo a mão na minha bunda que a essa altura deve estar roxa – Acho que agora sim você vai ter que me carregar, sabe, devido ao estrago que você causou aos meus ossos bundais...
—Se eu te carregar, você fica quieta? – ele estende a mão para me ajudar a levantar e eu dou o sorriso mais largo que consigo e faço que sim com a cabeça – Então, beleza... – ele vira e me carrega nas costas, seguindo ma direção da porta
Quando chegamos lá fora, Charlie está viajando total, apoiada na porta do carro e olhando fixamente para a casa ao lado da minha
— Ixi... ela tá fazendo de novo... – ele se refere ao custume dela de olhar para um lugar fixo, começa a pensar longe e, então, começa a arregalar os olhos, parecendo uma psicopata, fica assim por horas...
Ele me tira de suas costas quando estamos na porta do carro e agradeço que ele tenha me carregado até ali, por que acho que eu não conseguiria andar com aquela visão maravilhosa dos meus mais novos vizinhos. Dois irmãos, deuses gregos, de olhos claros e cabelos perfeitos... Quase deixo cair a baba ainda com os braços nos ombros de Kyle, que agora estava virado de frente para mim e me puxando para dentro do carro de Charlie pela cintura, fechando a porta e, em seguida, acenando com a cabeça para um dos irmãos que está olhando para o carro, onde Charlie está e ainda nem percebeu que já entramos
— Charlie! – Kyle tira ela de seu transe, mas não a impede de secar os irmãos mais um pouco até que se vira para mim e me olha maliciosamente, revelando, pensamos igual.
—IRMÃOS GATOS! – nós dissemos juntas e rimos logo depois, Kyle revira os olhos. Charlie era a outra perna desse tripé ironicamente perfeito. Ela é rica, linda e popular. Por que anda com gente como nós? Jamais saberemos. Tinha um jeito único e problemático de fazer todos a sua volta se sentir bem. Ótima como amiga, péssima como inimiga, pois podia reverter esse dom para o outro lado em um dia ruim.
—Será que dá para irmos logo? — Kyle nos interrompe, com pressa
—Ah, é verdade. Aonde vamos? — digo, me lembrando que ninguém me falou nada sobre o por que de eu estar acordada tão cedo
—Nós vamos ao shopping comprar uma roupa para você ir hoje na festa, por que você... — ela vira para mim do banco da frente — NÃO vai com esses trapinhos, querida... – ela aponta para minhas roupas com desgosto na voz e eu finjo estar ofendida, afinal já esperava essa atitude dela, mas... espera... (desculpem o retardo mental momentâneo)
—Festa? Que festa? Festa de quem? -disparo perguntas como quem grita por socorro em uma casa incendiada. Que é como me sinto. Odeio festas. — Ninguém me convidou para nada, e, mesmo se tivesse convidado, eu não vou. – cruzo os braços para dar ênfase a minha negação – E mesmo assim minha mãe não deixaria, gente! — mentira, ela deixaria — E eu tenho muita coisa pra fazer hoje...
—Tipo o que? — Charlie me pergunta, indignada
—Bom... eu, ah... — pensa rápido, pensa rápido — não ir a essa festa. — droga, não trabalho bem sobre pressão
—Cala a boca, ela já deixou. Dessa vez EU falei com ela. – Kyle diz e me entrega um convite com o nome do...
—ASHTON J. CLIFFORD!?! — grito o mais alto que minha vozinha fina me permite — E QUANDO É QUE VOCÊS PRETENDIAM ME CONTAR ISSO?!!!
—Bem, considerando essa sua reação, só agora mesmo... ou talvez quando já estivessemos na festa... — Charlie diz um pouco baixo, se virando para frente para não me encarar.
—SÓ PODE SER BRINCADEIRA!! — Continuo, exasperada- EU ODEIO AQUELE GAROTO ESTÚPIDO E ELE ME ODEIA MAIS AINDA!! – apenas mais um dos meus showzinhos matinais — E tenho certeza de que ele nem quer que eu vá! — acalmo a voz, mas não a expressão de fúria e desgosto
—Não só quer que você vá, mas aparentemente, o seu convite é o único com um nome, e não só dos nossos... – ele aponta para o nome escrito a caneta. Era a letra medonha daquele neandertal, eu reconheceria aqueles garranchos em qualquer lugar
—Vamos, Liv, você tem que sair mais! conhecer gente nova... — disse Charlie, encorajadora
—Não, valeu. Já odeio gente demais! — sorrio amarelo
Comecei a pensar, analisando as opções e os planos diabólicos que aquele capetinha poderia ter feito.
—Ou foram vocês que colocaram o meu nome aqui ou estão mentindo sobre não ter nome no de vocês ou ele quer pegar a Charlie e sabe que ela teria ciúmes de mim... — digo essa ultima, embora não fazendo nenhum sentido
—1, você passou toda a sua curta vida colando dele e sabe como é sua letra — Isso é uma mentira! Só comecei a colar dele depois do 8ª ano. — 2, sua vida ficara ainda mais curta se disser que eu estou mentindo e que tenho ciúmes de você – ela para o carro no sinal vermelho e me encara de um jeito medonhamente maligno, eu levanto as mão em rendição. Não quero morrer tão cedo
—Ta bom, digamos ele me queira lá, então, mas para que? Pra me humilhar, é? — minha mente começa a martelar com as mil formas que ele poderia usar em um terreno tão conhecido como a casa de para me humilhar — Ficou doida? Não vou, não vou, não vou, não vou. EU. NÃO. VOU! EU OLIVIA MASON JURO SOLENEMENTE, DIANTE DE TODOS OS PRESENTE E DE DEUS, QUE NÃO COMPARECER A ESSA FESTA.
—Acabou já? – Kyle diz revirando os olhos. Por que ele não me leva a sério? Por ele nunca ninguém me leva a sério?
—Não vou... Só por garantia. Pronto acabei.- digo enquanto dou um sorriso amarelo para ele e para Charlie que me encara pelo retrovisor
—~_^_~_^_
—Cara, como é que vocês me convenceram a fazer isso, mesmo? — digo olhando os 55 MIL vestidos que Charlie traz para mim e depois para Kyle que dá de ombros e continua dar em cima da caixa. Meninos. Pelo amor de Deus.
—Não interessa como, só que nós conseguimos. — A loira aguada, que um dia chamei de amiga, me encara — Agora, vai logo provar essas aqui! – ela me entrega um tudo de roupas e eu as pego bufando
Olho o primeiro vestido e mais parece um bolo de casamento com vomito de unicórnio da pinklandia em cima...
—Nhee! – faço cara de nojo e jogo-o no chão, pegando um outro que não é tão feio assim. Ele é azul escuro, e não me da 100% de nojo, mas fica grande demais no espaço vazio que tenho, onde supostamente deveriam ter peitos. Pego outro todo preto e coloco, fico satisfeita com o resultado e saio do provador dando de cara com uma atendente
—Ai meu deus, você está... – ela me olha espantada e eu dou um sorriso orgulhoso – Ridícula! Volta para o provado que eu vou te trazer um que vai ficar P-E-R-F-E-C-T!
Mostro minha língua para ela e ela sai, não sei por que vou aceitar os conselhos de uma anoréxica extremamente paty, mas volto para dentro e tiro o vestido como se ele estivesse em chamas
—Aqui, tenta esse... – ela me entrega um vestido preto com alguns brilhinhos.
Acho que aquele vestido era o mais bonito que eu já tinha visto em toda a minha vida, e ,naquela hora, agradeci a deus/deuses/forçasuperiorquecomandatudo por ter esbarrado naquele anjo em forma de Blair Waldorf. Coloquei o vestido e sai, lá estava ela com aquela mesma cara de espanto o que me fez pensar que eu estava “Ridícula!”, e me desanimei, mas ,dessa vez, ela chegou perto e me abraçou
— Você está linda!! Ah, eles crescem tão rápido... – ela finge enxugar falsas lágrimas de orgulho em seus olhos- Tá, agora, vai que a sua amiga e o namorado dela estão lá fora brigando iguais dois retardados...
—Eles não são... – ela não espera eu terminar e vai para o provador. O que me faz pensar que, na verdade, ela não era vendedora e que eu aceitei conselhos de moda de uma completa estranha, mas ok, vamos relevar.
Vou andando para fora quase caindo do salto, que a Atendente-Que-Na-Verdade-Não-Era-Atendente/anjo pegou para mim, e olha que eles nem eram tão altos! Eles estavam discutindo com que camisa ele tem que ir para combinar com as roupas das amigas, já que nós três combinamos de ir juntos. Os dois tão distraídos que nem reparam a minha ilustre e derrotada presença
—Gente – eles me ignoram – Gentee – nem me ouvem – GENTE, CARALHO, TO FALANDO COM VOCÊS, SEUS IDIOTAS!!- agora, não só eles, mas a loja inteira estava olhando para mim o que fez com que eu encolhesse mortalmente e me sentisse nua sob aquele vestido
—Caracs, Liv! Você tá mó gata! – Kyle cora e coloca a mão atrás da cabeça com vergonha, desviando o olhar
—Você tá mesmo linda, mas eu não escolhi esse vestido! — Charlie diz analisando bem o conjunto
—Não, foi a menina que eu esbarrei e achei que era atendente, mas ai ela foi para o provador depois que eu sai. O que me faz pensar que ela não trabalha realmente aqui e que eu... — falo sem parar, meio com vergonha e meio querendo que eles continuem a olhar apara mim
—É, mas ainda é a nossa Liv ... – Charlie me interrompe e bate na própria testa em desaprovação, mas sorri, mostrando que a desaprovação é apenas uma brincadeira
—Mas, eu não sei, vai que é o horário de almoço dela é as ... – continuo e olho para o meu relógio- DEZ HORAS?! CARALHO, a gente tem que ir! Vai esse aqui mesmo, puxa o zíper dessa poha aqui pra mim Kyle ou Charlie, qualquer uma das moscas mortas ai, gente, ANDAA!!
—É com certeza é a nossa Olivia... – Kyle ri e puxa meu zíper
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