O Unicórnio de Um Coelho

33 A noite da bola de aço.


Notas iniciais
Si! Eu voltei rapidinho! Mas é importante que vejam que nossa peça em execução ‘O unicórnio de um coelho’ está em seus últimos atos! E eu tenho essas ideias a tanto, mas tanto tempo que é um alivio e uma dor finalmente estar aqui com elas... *---* Eu amo e me amarguro com esse capitulo, por isso ele veio logo. Ele é ótimo, mas não tão bom. Está escrito ha muito tempo e tem um fluxo bem interessante e especial. E, como estamos tratando de capítulos finais, fiquem com essa reviravolta para quererem (e virem pedir) o próximo! Boa leitura! Musica indicada para esse capitulo(eu ando me esquecendo dessa tradição): LinkinPark - In the end Link: https://www.youtube.com/watch?v=hwt8QzPvZLI

A mulher do caixa o olhou e puxou o primeiro dos poucos itens que Francis compraria do mercado, enquanto ele ouvia as ultimas palavras da mãe no telefone e depois o guardou no bolso. Foi de tarde que se lembrou que Kelly pediu que comprasse algumas coisas, e ali estava ele, com o sol prestes a se pôr e duas sacolas de compras, saindo no estacionamento. Ao olhar o céu azul, sentir o calor abafado e observar o ponto de ônibus distante, o menino suspirou desanimado. Jack havia passado aquele dia com a família, mal dera noticias e não se encontrariam tão cedo.

Começou a caminhar distraidamente pelo espaço asfaltado, quando de repente um carro azul surgiu veloz e o cortou pela direita, parando bem na frente dele. Estranhando, o menino encarou os vidros escuros e o designer aerodinâmico invocado do veiculo novinho. Logo a porta do motorista se abriu e quando o unicórnio percebeu que era Samuel com um gorro moderno e óculos escuros, juntamente com uma expressão séria, ele recuou, largando as sacolas e sabendo que devia fugir, mas eles já estavam próximos. Sam o agarrou e facilmente abriu a porta de trás, jogando-o nos bancos de trás.

— O que está fazendo?! — gritou Francis, assim que viu o outro entrar no carro e trancar todas as portas com o aperto de um botão, mas não teve respostas. Samuel apenas acelerou tão subitamente que ele foi jogado para trás no estreito espaço.

Seu coração já batia rápido, parecendo contar os segundos, e estava atento, mas não focado, já que tudo parecia uma confusão e havia a velocidade exagerada para as ruas do centro da cidade. Chegou a chamar Samuel e apontar quando via pessoas prestes a atravessar a rua ou um cachorro inocente solto. A mente do menino não fluía de nenhuma forma com tanto medo de matar alguém, principalmente depois de um semáforo que ficou amarelo, o carro da frente parou e Sam simplesmente acelerou mais e desviou daquele parado, fazendo o sangue faltar no menino passageiro que encarava o pára-brisa bem fixamente. Com a dificuldade de inspirar com calma e a consciência compreendendo que era apenas um telespectador daquele gta da vida real, Francis se calou e agarrou os dedos no banco, rezando e agradecendo a cada curto momento que sobrevivia a algo com muito potencial de acidente.

Aos poucos a cidade foi ficando para trás, as pistas mais vazias e os carros ao redor numa velocidade quase parecida. Porém o corpo de Francis ainda esta duro de tensão, seu rosto era pálido e o olhar fixado, em sua mente pouca coisa fazendo sentido. De repente, o menino percebeu que a paisagem borrada do lado de fora era em meio às árvores e matos altos, uma combinação de verde deslizado ao lado da estrada onde a pista era apenas para os dois sentidos da via, e subiam uma montanha. A noite ainda caía lenta e calma e, como interior do carro era preto, fazia o banco de trás parecer estar numa escuridão bem mais densa.

— Aonde está me levando, Samuel?! — teve força de dizer num grito súbito que assustou o motorista e recebeu uma olhada irritada através do espelho retrovisor. Sem responde-lo, Sam sorriu torto e ligou o radio em um som alto, acelerando mais.

Nada mais teve importância para Francis, inspirou algumas vezes com dificuldade, desesperado internamente e sentindo a pressão da velocidade o pondo contra o banco. Ele que se agarrava a espuma do banco para sentir alguma segurança diante do medo crescente, principalmente depois de ter sido ignorado pelo motorista louco. Em sua mente muitas coisas passavam igual à paisagem do lado de fora e em meio ao som alto e agitado do carro, uma das coisas era sua família. O que sua mãe faria quando descobrisse que não voltou para casa, que desapareceu da porta do mercado, onde as compras ficaram no chão do estacionamento? O que todos pensariam? O que fariam? O que Jack faria?

E como se fosse um chamado, seu olhar antes fixado nos obstáculos e outros carros que surgiam na rodovia voltaram-se para dentro do carro, para o que estava ao seu lado no banco de trás. Sentiu-se segurar o ar e despertar uma aflição nova por não estar correndo perigo sozinho.

— O que você fez para o Jack?! — perguntou assustado, agarrando a jaqueta escura que cobria quase todo o moreno desacordado, mas com cinto de segurança.

Samuel o interpretou mais pelas reações que via pelo espelho, abaixou um pouco o som, e rindo disse:

— Ele tomou um sossega gatinho, só isso. — riu e murmurou, olhando a esquerda do carro cinza e lento que estava bem na frente deles, avaliando quando ultrapassar. — Não queria ele acordado enquanto estávamos ainda na cidade, com o risco... — se calou, puxando o carro de volta para a pista certa quando um veiculo no sentido contrário surgiu, numa fracassada tentativa de passar. — Como risco dele reconhecer por onde íamos e me impedir.

Subitamente, Sam acendeu os faróis que estavam apagados e ultrapassou o carro cinza num movimento e aceleração rápidos. Fazendo Francis agarrar o braço de Jack e fechar os olhos, ao notar a dupla lanterna que surgiram na frente deles naquele momento, quando notou que estava vivo abriu os olhos e sentia-se tremer.

Com o tempo a pista ficou mais vazia e o pânico deu uma trégua no corpo do unicórnio, deixando seus membros mais livres para agir e deixar de se agarrar em alguma coisa. Novamente pensou na família e nas ocultas intenções de Samuel, e num ápice de necessidade de fuga, Francis empurrou o banco em sua frente com força:

— PARA O CARRO! — gritou. — PARA!

Com o susto, Sam acabou virando o volante e teve sorte de concertar e controlar o carro, ficando muito irritado e vermelho:

— Porra! Fica quieto seu mala! Vai matar a gente — e bufou, acelerando revoltado.

Mas o menino não se aquietou. Agora que seu corpo tinha despertado para agir e estava cheio da adrenalina, queria fugir daquela situação de qualquer maneira e nem mesmo a razão o fez recuar. Os barulhos nas maçanetas e tapas no vidro das portas de trás fez Sam saber que ele não obedeceu, e o motorista teve que olhar para trás por algumas vezes para ter certeza da idiotice:

— O que você esta fazendo?!... Para com isso! — e o pneu guinchou novamente quando ele teve que consertar a rota do carro que seguia constante na margem dos 90 a 100 por hora numa rua imprópria. Samuel, apesar de perturbado com a reação do mais novo, se sentia extremante excitado e ansioso em ter seu plano tão bem executado. Em seus pensamentos tudo daria certo, bastava chegarem na velha casa que ninguém conhecia e então teria seu grande final com os dois.

— Nós leve de volta! — o menino gritou em resposta, sobressaindo ao som da musica que tocava no rádio, e Francis repetiu a frase várias vezes, batendo no banco da frente e chacoalhando-o.

A paciência de Sam estava próxima do limite, já se arrependia de não ter feito o garoto dormir também, pois assim a viagem seria bem mais calma, e esse pensamento mais frio era claramente expressado pelo olhar concentrado na rua e espelhos e expressão séria, imutável.

Francis, frustrado, ia levar uma mão para o ombro de Sam para chacoalhá-lo também, mas uma mão agarrou seu pulso no ar e o menino logo parou calado, afundando-se no banco comportadamente. Samuel não entendeu o silencio e olhou pelo retrovisor com curiosidade, mas não teve tempo de entender o que estava acontecendo, seu radio foi desligado e teve a parte da frente arrancada por Jack. Mesmo meio grogue e com uma terrível dor de cabeça ardendo profundamente em seu crânio, ele soltou o cinto de segurança, fez Francis parar e acabou com a música, voltando a jogar seu peso no banco de trás. Sam riu com a irritação clara do rosto do moreno e a expressão acabada dele, o rapaz nem devia saber o que estava acontecendo de verdade.

— Para a merda do carro, Sam — Jack disse seco e bravo depois de alguns minutos, e cada palavra deu um soco em seu cérebro.

Aquele braveza e uma ordem sempre atingia em cheio a excitação de Samuel. Então ele o ignorou e, com um sorrisinho torto, acelerou mais de repente, ao ponto dos passageiros serem jogados contra o encosto.

Francis estava mais calmo com Jack acordado, vê-lo se movendo e respirando, apesar de meio confuso na situação, o deixava menos aflito e atento ao namorado, deixando o pânico em segundo plano. E sua atenção fixa e preocupada com o moreno, vista pelo espelho retrovisor, fez Sam pisar no freio rapidamente, os jogando para frente e fazendo Jack soltar um grunhido irritado por quase cair do banco.

O unicórnio retornou ao seu assento quando o veiculo voltou a acelerar, deixando uma mão sobre o olho batido contra o encosto de cabeça do motorista. Ao olhar Jack, viu os olhos azuis escurecidos o encontrando com preocupação e o menino quase sorriu feliz em vê-lo.

— Você está bem? — o coelho perguntou.

Uma simples pergunta, mas carregava um interesse verdadeiro que Sam percebeu que nunca teve.

— O que?! — revoltou-se o motorista, distraindo-se um pouco, mas seu orgulho o fez não expressar outra palavra.

— Estou sim. E você? — Francis respondeu e foi tocá-lo no rosto, avaliando seu estado através de seus olhos.

— Ah! Parem com isso! — Sam pisou no freio bruscamente de novo e acelerou, remexendo os dois no banco de trás.

— Droga! O que você está pensado! ‘Tá louco?! — Jack gritou irritado.

— Cala a boca! Vocês dois, se quiserem ficar bem!

— Que “ficar bem”?! — Jack tinha uma leve melhora, mas apenas disfarçava que seu estado intoxicado não tinha melhorado muito. — Você não seria capaz depois de todo esse plano! Pare o carro agora! — o coelho levantou-se e passou metade corpo entre os bancos da frente, pegando na direção. O carro vagueou na estrada durante o trecho vazio e a disputa deles. Samuel, enlouquecido, não desacelerou enquanto brigava pelo controle, o que surpreendeu Jack que esperava uma sensata parada completa do carro no acostamento. Quando um carro surgiu no sentido contrario, buzinado assustado, e Sam puxou o carro para pista certa, Jack o deixou conduzir, voltando a sentar-se em seu lugar.

Respirou e inspirou algumas vezes chocado, encarando o rosto da pessoa que ele achava que conhecia, mas que claramente estava alucinada com um plano louco em mente. Talvez Samuel estivesse entorpecido por alguma droga ou talvez fosse simplesmente maldade pura. O coelho se virou para Francis, tentou lhe dizer com o olhar que aquilo não era nada normal e que o motorista estava realmente estava perdido, mas o que viu foi um menino igualmente assustado que se agarrava as ações e ao equilíbrio psicológico dele para conseguirem uma saída e se sentir minimamente seguro.

— Tem algum telefone com você? — Jack perguntou muito baixo.

Francis levou uns segundos para entender e se lembrar do que era um telefone depois de quase ter morrido de pânico com os dois jogando o carro de um lado para o outro da pista. Tremendo, tirou o aparelho trincado do bolso e estendeu para Jack, porém uma jogada do carro numa curva súbita levou o moreno para cima de Francis e o telefone se perdeu no chão negro. Jack foi atrás, mas o carro voltou a chacoalhar, o fazendo bater a cabeça na porta ao lado de Francis.

— Parem de intimidade aí atrás! — Sam falou irritado quando Jack surgiu de próximo das pernas de Francis e voltou a se sentar direito com uma cara séria pelo comentário.

Assim que o motorista voltou a colocar os olhos na estrada e nos espelhos, o coelho virou para Francis tocando sua coxa:

— Para de tremer. Por favor. Vai ficar tudo bem, okay? Eu estou com você. Vamos ficar juntos! Não deixa ele te assustar desse jeito, Francis.

O unicórnio compreendeu, assentindo e cobrindo o toque de Jack, mas seu corpo, que ele nem percebia mais, estava novamente envolvido por uma estranha paralisia de pânico e apesar de seus músculos tensos já estarem doendo, ele estremecia involuntariamente. Fran odiava estar num carro em alta velocidade, ziguezagueando em plena estrada desconhecida sem escape, subindo colinas e descendo, cheio de árvores de troncos grossos ao redor e cada vez mais indo para longe de sua cidade e de sua família, isso mexia com seus medos.

— Pare com isso Francis! Está me deixando tenso! — o moreno segurou mais forte a coxa dele, tentando fazê-lo parar quieto, e pôs a outra no rosto dele, encarando-o. — Não quero que tenha um ataque justo agora. Preciso de você calmo. Entendeu?

— Ei! — Sam exclamou revoltado com a interação mais próxima deles e virou a direção, mas seu movimento com o carro não fez muito efeito, Jack precisava ter uma resposta e se agarrou naquela nova postura com Francis.

— Jack... — uma linha brilhante surgiu nos olhos castanhos que o olhava de volta, uma expressão triste e o choro veio em seguida, desmoronando: — Eu não consigo... Não vou conseguir.

— Consegue sim! — Jay deu um sorriso falso, buscando incentivá-lo a ter confiança, mas até ele sentia um peso estranho naquela situação que o deixava extremamente preocupado.

— Uma... Uma sensação ruim!... Isso não vai acaba...

— Calem a boca! E solta ele Jack! — Sam se intrometeu bem bravo, subitamente virando-se para trás e soltando o acelerador, dirigindo com uma mão enquanto puxava Jack para o outro lado do banco com a outra. O moreno resistiu, mas não foi muito, logo aconteceu um impacto e o som de metal irrompeu de todos os lados, mil vezes pior que o som de uma lousa sendo arranhada, e estalos, baques, chiados, tudo ampliado milhões de vezes e durando alguns instantes, que foram longos como semanas para quem estava ali dentro, preso dentro da máquina de metal atingida apenas no farol da esquerda. O carro girou na pista, capotou e encontrou uma pequena encosta na beira da estrada para fugir da vista de qualquer um, deslizando morro abaixo e despertando todo o aroma de terra úmida e da podridão de folhas e plantas mortas de anos intocáveis.

...

De repente, no negro na noite, Francis inspirou forte e ofegou, absorvendo o oxigênio gélido da serra. Parecia ter sido um sonho, mas o som de um bip irritante ecoava sozinho e o teto do carro, ao mover-se, tinha vindo parar no seu ombro. O menino logo sentiu uma dor no antebraço esquerdo e um líquido quente já começa a invadir seu olho, escorrendo da testa, mas principalmente sentiu um peso sobre suas pernas. Oculto pelas dobras da blusa de frio bagunçada estava Jack, completamente inerte. O coelho estava com ele, com havia dito, o envolvendo num abraço que foi desfeito com tanto movimento brusco.

No desespero em não estar sozinho, Francis buscou ver seu rosto, sentindo o braço ferido doer e notando outros cortes e esfolados, mas a noite e mata só permitiu que ele enxergasse sombras e sentisse-o nos dedos. Então balançou Jack, buscando alguma reação. Quando levou uma mão a testa, desesperado por não ter respostas, percebeu que ela retornou mais carregada do líquido morno e grudento. O cheiro férreo não era apenas do carro, assustou-se mais, soltando Jack e tremendo, sua mente quase apagando pelo choque da realidade. Graças a noite, o menino não pode enxergar o vermelho vivo do sangue em suas palmas, mas mesmo assim seu estomago se retorceu e afundou e a falta de ar se instalou, como se não soubesse mais respirar.

Encarou a frente, estático, vendo o preto puro da escuridão e ouvindo o bip que vinha do painel do carro retorcido. Um zunido estridente foi se aproximando, era a sensação de estar prestes a desmaiar. Atônito demais, Francis reagiu automaticamente para limpar o sangue que escorria para seu olho, manchando-se mais, e deixou a mão saudável cair nos cabelos escuros em seu colo, ainda encarando a frente. Não enxergava nada além da escuridão e formas distorcidas de metal e banco, e não pensava em nada.

...

Muito, muito distante, vozes chamaram. Francis Audrey de dezesseis anos piscou, acordando de um sono que não percebeu que caiu, mas estava letárgico demais para entender que estava consciente. Sons de folhas, terra e cascalho foram se aproximando, escorregando pela encosta. Uma brisa fria soprou em seu rosto, trazendo uma singela sensação de vida, mas nada tinha mudado.

Subitamente, o garoto tossiu e algo que não era saliva escapou de seus lábios, sentiu uma falta de ar crescente dali em diante até que ficou em pânico e levou as mãos no vidro da porta para sair – ou onde achou que estaria – e encontrou as folhas de um arbusto. Muito confuso, ele se questionou sobre onde estava e pensou que estava cego por não estar vendo nada. Contudo, uma luz focou no arbusto, iluminado as pequenas folhas em suas mãos e se aproximou ansiosa. Alguém falava, mas Francis não o entendia.

Não demorou e mãos desconhecidas o puxaram delicadamente para fora do carro, o deixando no chão disforme, e assim o ar pareceu encher melhor seus pulmões. Rostos apareceram sobre Francis, a lanterna na mão do homem de bigode branco iluminava-os, e falavam com ele, mas o garoto não respondia. O homem entregou a lanterna para um jovem rapaz de expressão assustada, Francis viu olhos claros, mas não era os azuis que gostava, e aquele rapaz possuía os cabelos em um tom de dourado.

De súbito, o unicórnio lembrou-se de um rosto e tentou erguer-se do chão, causando aflição nos dois que o cercavam, então apontou o carro desesperado. De alguma forma, o senhor entendeu e voltou ao carro sendo seguido pelo rapaz mais novo. Francis seguiu o foco das lanternas deles, vendo-os caminhar até um estranho bolo de metal retorcido e arranhado no meio das plantas e árvores. Observando a movimentação dos feixes de luz, o pobre unicórnio permaneceu deitado até suas pálpebras pesarem. Por mais que quisesse manter-se de olhos abertos, ele foi escorregando, e uma vez que piscou não abriu mais os olhos novamente para ver o que aqueles desconhecidos iam encontrar.

Notas finais
Se acharam que minha historia de drama ia acabar na paz e zen. Tsc. Engano... Há muito tempo, no grupo do Nyah, alguém pediu para todos um spoiler de alguma historia que estava escrevendo, e eu inclui o meu sobre está, hehe. lembro que alguém logo reagiu com o 'triste' com o que contei... e é triste mesmo. Esse capitulo só me acende um alerta de como as pessoas que a gente ama pode acabar em 1 segundo/minuto/hora/dia longe da gente... assim... do nada como esse capitulo surgiu. Queria eu ter algum senso, habilidade e coragem para dizer as coisas no tempo certo, ou antes e aproveitar mais... Espero que tenham apreciado toda a historia de Francis e Jack e esse capitulo! Não se esqueçam de mim! Abraço! E não deixem e comentar, vai me trazer amor. off.: provável que o próximo vai demorar mais tempo para vir.