O Ultimo Salvador
7 Capítulo 6: A viagem parte 2
Egbert vai até a porta para verificar se existe algum comparsa do home.
- Este era o balconista, diz Alecsander.
- Não a tempo, temos que sair daqui este local não é seguro, vamos agora.
Os três pegam alguns pertences e saem porta a fora, Egbert vai a frente do grupo eles descem as escadas rapidamente, e quando chegam no saguão se deparam com mais quatro homens, são homens fortes vestidos de túnica vermelha, um deles exibe uma arma coloca na fita da cintura, os outros aparentam estar desamardos, eles se postam de forma que impeça a passagem do grupo por eles.
Egbert observa atentamente; ele está à frente de Michael e Alecsander, com o claro objetivo de defendê-los, um dos homens avança para o primeiro ataque, e para a surpresa de Alec, Egbert se mostra um ótimo lutador, ele se esquiva do soco de direita que o homem deflagra e o acerta um gancho na barriga, o homem cambaleia e da alguns passos atrás.
Seus comparsas mudam de feição, o medo assombra seus rostos, agora três homens partem em direção a Egbert, eles atacam com ferocidade mais Egbert se mostra inteligente ele desvia dos golpes certeiros, algumas vezes ele faz com que os golpes que iriam atingi-lo atinjam seus inimigos, Egbert está na defensiva, mais seus atacantes começam a demonstrar ansiedade, pois seus golpes são inofensivos.
Egbert percebe isso e decide atacar, ele se desvia do soco do homem que estava a sua esquerda e acerta-o no rosto, outro lhe defere um chute na altura do quadril que não causa grandes danos a Egbert que em um movimento rápido prende a perna do homem com seus braços e defere uma sequência de golpes em suas costelas e abdômen; o terceiro o segura por trás mais ele o arremessa em direção a aquele que estava preso por seus braços.
Vendo que perderam a vantagem da luta, os três recuam para perto do que estava armado, este tira sua arma aponta-a para Alecsander e diz.
- Alecsander Angelus il tempo sta volgendo al termine.
Quando o homem dispara, Michael se lança em direção ao amigo, e ambos caem a salvo alguns metros a frente, enquanto está no chão Alec consegue ver que todos os homens tem a mesma tatuagem que ele havia visto no balconista. Egbert tem uma reação rápida, ele desarma o homem e defere um chute em seu diafragma lançando o mesmo porta a fora, os outros ao verem a derrota de seu líder batem em retirada.
Egbert, Alecsander e Michael saem correndo do hotel, o homem que a pouco tempo havia tentado mata-lo agora estava se levantando, eles tinham de ser rápidos, então correm em direção a um pequeno comércio rua acima, o local está lotado de compradores e mercadorias e eles usam isso na tentativa de despistarem os homens.
Eles viram na primeira viela que encontram, e seguem, olhando para traz a todo instante, alguns metros a frente a uma porta, Egbert a arromba, tudo indica que se trata de uma casa abandonada, Egbert continua inquieto; ele pede para que seus companheiros o ajudem a encontrar o porão da casa. Michael encontra o alçapão que da acesso ao mesmo, Egbert pega pedaços de madeira, palha e destroços coloca por perto para disfarçar a existência da passagem então ordena que Alecsande e Michael entrem no porão, ele os segue.
Trata-se de um cômodo pequeno, o mas o suficiente para acomodar os três sem que haja falta de espaço, Egbert faz um sinal de silêncio e eles assim permanecem por alguns instantes, até que o medo de serem descobertos e trocado pela torrente de perguntas de Michael.
- Quem são eles? Porque tentaram nos matar?
- Cale-se, não sabemos se estamos seguros.
- Acabamos de sofrer um atentado. Claramente não estamos seguros Egbert.
Alecsander estava calado, seu semblante demonstrava aflição. E por fim ele interfere na conversa.
- Michael eu sei quem eles são.
- Como assim?
- O homem que nos atacou no quarto, estava no balcão quando entramos.
- E daí Alecsander, com certeza estava disfarçado.
- Acontece que quando fui pegar nossas chaves eu pude notar que ele tinha uma espécie de marca em forma de I no pulso.
- Continuo sem entender, do que você está falando Alecsander?
- E quando você me salvou do tiro, eu pude notar a mesma marca em tudos os outros.
- E isso define que eles são?
- Eles são Illuminatis não são Egbert?
- Eu ansiava para que não, mais já que você viu a marca. Sim eles são Illuminatis.
- Já esta na hora de você nos falar quem são esses homens. Como podemos lutar contra pessoas das quais não sabemos absolutamente nada.
- Tudo bem, eu contarei o que sei, mais vamos nos acomodar primeiro?
Michael e Alecsander estavam tão ansiosos por saber quem eram os homens que estavam tentado assassina-los que esqueceram-se quase por completo que estavam em um porão completamente escuro.
Egbert liga sua lanterna, o que ilumina um pouco o lugar, ele retira algumas cobertas de sua mochila e entrega-as para seus amigos, também retira um pequeno lampião da mochila e o ascende no espaço que a entre eles. Agora o local está bem iluminado e todos estão, na medida do possível, aconchegados.
- Egbert conte-nos. Nós precisamos saber. Diz Michael.
- A missão dos Celestiais sempre foi defender a terra para que os homens pudessem viver em paz. Mais houve um tempo em que os próprios homens estavam ignorando a paz, os pecados estavam consumindo a humanidade e o mal que destruiria a terra surgia dos próprios seres a quem juramos defender a existência.
Nessa época difícil nossa ordem não sabia o que fazer então oramos a Deus para que ele nos ajudasse, e em resposta ele enviou seu filho para a terra, na tentativa de libertar os homens do pecado e por consequência proteger a terra.
- Eu sei tudo sobre isso, Michael fala com animo.
- Não você sabe o que deixam você saber.
- Duvido muito disso...
- Por acaso você sabe que os doze discípulos eram celestiais. Egbert corta a fala de Michael, que espantado se cala deixando que ele continue sua explicação.
- Continue Eg.
- Cristo veio a terra com o objetivo de tornar a ordem mais forte, porém seu objetivo não foi alcançado.
- Por quê? Alecsander indaga.
- Muitos de nós culpávam Cristo pela a guerra no céu e por consequência disto achavam que a vinda dele à Terra tenha sido uma afronta. Enfim eles não viam mais salvação para a humanidade e não tinham fé em Cristo e mais acreditavam que Cristo fora o culpado por sua expulsão do céu. Eles abandonaram o voto de proteção e juraram se vingar de Cristo e de todos aqueles que os baniram do céu. A partir daquele momento eles passaram a se autodenominar Illuminatis.
- Iluminados, Michael completa a fala de Egbert traduzindo o termo.
Fale com o autor