Notas iniciais
Boom, é isso. Espero que gostem.

Na noite fria do inverno italiano de 1796, a lua, redonda e amarelada, já ia alta no céu. Apesar da bela lua cheia brilhando no negrume salpicado de estrelas, não havia sequer uma criança, um casal de namorados ou um cachorro vadio pelas ruas. Em uma alta janela de caixilhos, uma respiração embaçou o vidro um tanto oleoso. Era uma respiração fraca, pequena, débil. Um nada na escuridão. Era apenas uma criança, com não mais do que sete anos, um garotinho louro, de cachos fartos, as faces rubras e gordas, pequeninos olhos como safiras, brilhando de curiosidade,

Sua mãe o puxou para dentro, sob protestos da criança curiosa.

E, assim, tão logo que a mãe protegeu seu filho em seus braços, um sombra cruzou a noite: era grande, maior e mais alto que um homem, sua aparência lembrava a de um cão, mas suas fortes mandíbulas projetadas, seus dentes afiados e brilhantes como navalhas, seus assustadores olhos vermelhos e o escuro e grosso pelo que cobria seu corpo indicavam que não, ele não era apenas um cão.