O Túnel do tempo - E O Dragão Dourado
12 Capítulo 12 - Salvos por pozinhos cintilantes
Notas iniciais
A sala está um verdadeiro silêncio, todos estão tristes e pensando o que aconteceria a seguir. Logo, algo aparece na pequena janela que lá existia, chamando a atenção de todos. Um tipo de nuvem, ou fumaça branca, e cintilante, se aproxima, passando por entres as barras de ferro da pequena janela; já do lado de dentro, saem daquela nuvem, três pontinhos brilhantes, ofuscando a vista de todos, e logo, os três pontinhos vão tomando uma forma diferente, a forma de três criaturas pequenas com asinhas, três fadinhas.
Elas pareciam bem frágeis, eram brancas quase transparentes, com as pontas dos pequenos pés e mãos, um pouco vermelhas, tinham as orelhas pontudas, e asas maravilhosamente lindas! Eram finas e transparentes, cintilavam com a luz, e cada uma era composta por um desenho diferente e lindo. Elas flutuavam deixando um rastro de pó muito brilhante no caminho.
–Meu pai? — pergunta Lavínia sem tirar os olhos das criaturas uma vez sequer. — mais o quê...
–Fadas? — Peter pergunta boquiaberto se virando pra todos.
Como estavam tão interessados nas criaturas, ninguém presta atenção na pergunta. Mais as fadinhas se pronunciam:
–Olá. — diz na voz mais fina, doce e delicada, a primeira fadinha, a que estava na frente, e tinha um pequeno toque de cor de rosa em sua pele. — Meu nome é Sin, é essas são minhas irmãs Kil e Eli. — ela aponta para as fadas que estavam atrás dela, uma de cada lado, primeiro para a direita e depois para a esquerda, enquanto, consequentemente elas se curvavam ao serem apresentadas.
Ninguém consegue pronunciar uma palavra, então, as fadinhas continuam:
–Estamos aqui para ajuda-los, sabemos de tudo o que está acontecendo na Terra do Dragão Dourado. — diz Eli, a fada da esquerda, que tinha uma penugem branca em cima da cabeça.
–Mais... Mais como... Nunca soubemos de sua existência. — Tenta dizer o rei.
–Desculpe por isso. — fala Kil, a fada da direita, a mais pequena. — Mais estávamos sempre ao seu lado, apenas esperando o momento certo para sermos descobertas.
–E esse momento não poderia ser melhor! — exclama Sin. — Precisamos ajuda-los a sair daqui, a profecia está se cumprindo, precisamos do Dragão Dourado mais do que nunca, e ele de nós.
–Mais, como isso é possível? Como sairemos daqui e como ajudaremos o escolhido? — pergunta Lavínia.
–Para sair daqui é fácil, mais para ajudar o escolhido, só sendo outro escolhido, outro escolhido pela mágica da própria Terra do Dragão. — explica kil.
–Peraí! Peraí, peraí, peraí... Sair daqui é fácil? É Isso? É Isso mesmo que eu entendi? Porquê... — Peter tenta falar.
–Quieto Peter, deixa elas explicarem! — Paty o repreende com um sussurro, só que todos podem ouvir, pois estava um imenso silêncio.
–Sim, sair daqui é fácil! — exclama Eli. — Precisam só de um toque de mágica! — ela diz com os olhos brilhando.
–Mágica? Isso é possível? Achei que a Terra do Dragão Dourado tivesse sua própria mágica... — diz Paty sem entender.
–E ela tem. — diz Sin sabiamente. — Porém nós também temos, nada que possa se comparar é claro... Mais, diria que não é tão ruim assim. — ela diz olhando para as irmãs, que concordam com a cabeça.
–Mágica? Criaturas que podem fazer mágica? De verdade? — pergunta Sofi.
–De onde eu venho, não existem nem sequer Dragões! Acho que depois dessa, tudo é possível. — reponde Jonah com um sorriso gentil, Sofi retribui envergonhada.
–Pois então, preparados? — Eli olha empolgada.
–Preparados? Pra quê? — pergunta Lavínia.
Então as fadas, repetem algumas palavras mágicas, e os encolhem. Fazendo-os passar por entre os ferros que envolviam as jaulas.
–E agora? — Peter diz curioso, recebendo um olhar de advertência de Paty.
–Agora... — fala Kil, e elas jogam um pouco de seu pó cintilante delas sobre eles, os fazendo flutuar, voar pelo ar.
–Agora venham, não podem mais te ver! — exclama Sin, enquanto todos passam pelas grades da janela, e voam para longe do castelo, e do bosque negro.
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