Notas iniciais
Tentei deixar esse capítulo divertido, não ficou no nível dos MAROTOS mas... Foi o máximo que consegui por hoje! Espero que gostem! Bjus ♥

A amizade entre Regulus Black e Ligéia Krumer foi se tornando cada vez mais próxima conforme os dias se passavam o que começava a deixar Sirius profundamente incomodado e insatisfeito. Certa tarde enquanto a moça aproveitava a companhia do novo amigo para estudar em uma das mesas de concreto do pátio, Sirius e Tiago passavam pelo corredor externo e comentavam sobre a cena:

– Parece que Regulus e Ligéia estão bastante próximos não é? –comentou Potter.

– Totalmente desproporcional... –retrucou almofadinhas.

– Desproporcional?

– Estamos falando de Regulus, meu amigo.

– Certo, e conhecemos bem seu irmão, mas, não pode negar que ele não desgruda da novata.

– O filhinho preferido da senhora Walburga faz de tudo pra agradar a mamãe... E até onde sabemos a mulher jamais aprovaria tal relacionamento.

– De qualquer maneira não pode negar que ele parece mesmo gostar da companhia da moça... –respondeu com um sorriso.

– Mesmo que goste, acha mesmo que ele teria coragem de aparecer na mansão Black com uma moça que não pertença a uma família nobre? –disse erguendo uma das sobrancelhas.

– Bem, não estamos falando de casamento. –concluiu Potter. – Talvez para uma amizade mais prolongada, a garota sirva.

– Que seja...

– Mas por que a preocupação? Pensei que tivesse desistido da tal aposta...

– Não se trata da aposta, se trata de colocar os pingos nos seus devidos I’s. Regulus é um playboy e ela é uma garota pobre... Até onde eu sei isso é um bom motivo para que ele sequer troque uma sílaba com Ligéia, mas para me provocar ele está fazendo questão de andar com ela por aí, como se fosse a coisa mais natural do mundo...

– Não sei talvez ele realmente esteja gostando da moça. Não parece estar fazendo isso pra mexer com você! –respondeu erguendo as duas sobrancelhas.

Sirius apenas lançou um olhar cerrado sobre o amigo, que destinou a ele um olhar de quem resolveu um enigma obvio, e então almofadinhas puxou Potter pelo braço e ambos desceram as escadas do corredor indo rumo ao pátio. Sirius decidiu fazer um desvio rápido seguindo em direção ao casal, sendo que Potter apenas se manifestou dizendo:

– O que vai fazer Almofadinhas?

– Dar um oi ao casal! –disse com um ar um pouco sínico.

– Vai provocar seu irmão, você quer dizer! –riu.

Os dois se aproximaram sendo que Regulus os viu assim que estavam a sete ou mais passos da mesa. Logo o irmão caçula franziu a testa e ficou a encarar Sirius, que andou até estar diante deles mantendo aquele sorriso debochado e irônico na face.

– Não está fazendo uma bela tarde em Hogwarts? –disse.

– O que você quer Sirius? –disse Regulus revirando os olhos.

– Não estava falando com você... –respondeu e olhou para Ligéia que ergueu o rosto mantendo uma expressão de quem não deseja seguir uma conversa.

– Provavelmente não deve ser comigo. –disse ela.

– Que mau humor, linda! –riu Sirius.

– Não me chama de linda, eu não te dei essas intimidades...

– Não? –ele sorriu piscando pra moça.

– Sirius será que dá pra dar licença? Nós estamos estudando aqui... –resmungou Regulus.

– Eu só estou conversando irmãozinho! Por que o estresse? –disse cruzando os braços diante do peito.

– Ninguém aqui quer falar com você, então por que não pega sua namorada e dá o fora? –respondeu Regulus já sendo tomado pela indignação.

– Oh, me deixa fora dessa. –se manifestou Potter. – Eu estou quietinho aqui no meu canto.

– Por que não faz algo útil e leva seu amiguinho daqui? –Regulus se dirigiu a Potter. – Ele ainda não se tocou que está atrapalhando. –voltou os olhos cerrados para o irmão.

– Até onde eu sei qualquer ponto em Hogwarts é livre para qualquer aluno que queira circular! –respondeu Sirius.

– E de todos os lugares em Hogwarts você decidiu circular justamente onde eu estou? –disse Regulus.

– Não estou aqui por sua causa irmão. Vim por causa dela...

– Só que eu não estou falando com você, então... –disse Ligéia concluindo a resposta de Regulus com um sorriso irônico que se desfez em dois segundos.

– Eu só vim dar um oi linda! –disse Sirius sorrindo e olhando pra moça.

– Oi. –respondeu.

– Satisfeito? –concluiu Regulus. – Agora dá o fora...

– Na verdade não estou. Mas já serve por hora! –mais uma vez ele piscou para a moça que revirou os olhos e baixou a cabeça em seus livros.

– Dá o fora.

– Bom dia pra você também! Irmão...

Regulus permaneceu encarando o irmão mais velho sendo que este olhou para Ligéia sorridente e depois se virou, porém antes de se afastar demais ele voltou a olhar para a garota e disse:

– Oh linda? –a garota ergueu o rosto e lançou um olhar furioso para tal.

– Já disse pra não me chamar assim.

– Eu to livre esta tarde, o que acha de dar uma voltinha comigo no lago?

– Claro! –ela sorriu. – Por que não me espera sentado?

– Se mudar de ideia linda, sabe onde me encontrar! –mais uma piscadela e então ele se foi.

Ligéia manteve os olhos no rapaz enquanto ele se afastava com Potter, que seguia ao seu lado com um sorriso divertido, enquanto ambos conversavam. Por sua vez, Regulus tocou o ombro da moça e disse:

– Tudo bem?

– Tá, mas esse seu irmão me tira do sério.

– Ele também provoca o mesmo em mim!

– Bom, mas deixemos isso pra lá, não quero perder meu tempo discutindo sobre o Sirius. –disse voltando a olhar para o rapaz de cabelos longos mais uma vez enquanto este seguia para os fundos da Universidade.

Já enquanto caminhavam Potter se dirigiu ao amigo:

– E agora? O que vamos fazer?

– Não sei, agora que já irritei o Regulus, estava pensando em dar um pouco de diversão para os calouros! –disse batendo com as costas da mão na barrida de Potter.

– O que vai ser hoje? Mergulhar no cesto de lixo, andar com as cuecas para fora das calças, ou tomar banho com os restos de comida batidos na maquina da cozinha? –riu Potter.

– Estava pensando em algo mais nojento...

– Do que comida podre?

– Talvez uma sopa de peixe fedido com ovos cruz!

– Que nojo Sirius!

– É, mas aí é que está a graça! Não somos nós que vamos comer mesmo! –ele riu.

– Certo, eu gostei! Vamos chamar Pedro e Lupin?

– O aluado deve estar “ocupado” estudando com Dorcas! Vamos procurar o camundongo e pedir que ele reúna os calouros perto do lago... Lá nós passaremos as devidas coordenadas!

– Beleza! Isso pode ser divertido...

– Claro que será!

...


Mais tarde naquele mesmo dia durante o café da tarde no refeitório as meninas adentraram o saguão e se dirigiram até a mesa da Grifinória, encontrando com os garotos que pareciam se divertir com gargalhadas que podiam ser ouvidas do corredor.


– Nossa! O que houve de tão engraçado? –disse Lilly ao se sentar ao lado de Potter que estava roxo de tanto rir.

– É contem pra gente, também queremos rir! –concluiu Dorcas sentando ao lado de Lilly já que Lupin estava entre Sirius e Pedro.

– Vocês não vão querer saber! –respondeu Lupin tentando se segurar pra não rir, mas as caretas de Sirius eram hilárias.

– Oh cara! Eu acho que vou vomitar! –disse ele se debruçando a frente de Lupin sobre o prato de Pedro.

– Que nojo Sirius... –disse Marlene.

– Sai pra lá Sirius! –disse Pedro empurrando o amigo pelo peito.

– Vou vomitar no seu chapéu! –continuou Sirius. – Ah eu esqueci, você não usa chapéu por que sua cabeça é muito grande!

Potter estava comendo e quase se engasgou fazendo com que parte da comida saísse pelo seu nariz, enquanto Lilian lhe dava uns tapinhas nas costas para ajudar. Lupin ficou azul tentando engolir o suco de uva, enquanto evitava rir de Sirius que estava debruçado a sua frente. As piadas nem eram tão engraçadas assim, mas a tarde havia sido tão divertida para os marotos que eles não conseguiam parar de rir.

– Ai meu coração! –disse Sirius levando a mão ao peito. – Alguém me leva pra enfermaria, estou tendo um ataque! –dito isso ele ficou de joelhos sobre o banco chamando atenção do refeitório inteiro. – Ah não, acho que é uma espinha de peixe!

– Pegue mais dois ovos! –disse Potter, assim que desengasgou logo se finando de rir de novo a batendo com o punho contra a mesa erguendo os pratos. – Pode ser que ajude a descer!

– Meu Deus! Vocês fumaram o que? –disse Lilian franzindo a testa enquanto ria do riso descontrolado dos meninos.

– Pedro, você tem olhos de peixe morto! –disse Sirius praticamente gritando.

– Cala a boca, você ainda tem cascas de ovo nas orelhas! –riu Pedro atirando um pedaço de pão na cara do amigo.

– Não desperdice comida seu tolo, isso ficaria muito bem com um ovo podre! –disse Sirius atirando de volta o pedaço de pão.

– Parem com a bagunça, o refeitório inteiro tá olhando pra cá! –disse Marlene segurando o riso contagiante.

Do outro lado do refeitório na famosa mesa da Sonserina estavam todos os Black e os afiliados do bando, olhando para a mesa dos marotos com olhar de desaprovação. Já as outras mesas, e seus respectivos “grupos” apenas se dividiam em reprovação, e risos. De volta à mesa dos “garotos” Sirius se sentou comportadinho, ao ver o diretor Alvo Dumbledore adentrar ao saguão, enquanto Lupin puxava Pedro pela cintura da calça fazendo-o se sentar sem que o mesmo notasse a presença magnânima do diretor. Só havia uma pessoa naquela Universidade capaz de calar a mesa dos marotos com sua simples presença, e este era o diretor. Alvo apenas deu uma circulada por entre algumas mesas, se dirigiu a copa onde eram servidas as refeições aos alunos e onde ficavam as bandejas, e então após lançar um olhar silencioso, mas fatal para a mesa dos bagunceiros da Universidade, ele se retirou enquanto alisava a barba branca um pouco alta, mas bem aparada. O silencio na mesa dos rapazes durou três segundos depois que o diretor se retirou, e toda a bagunça recomeçou depois que Sirius enfiou um pedaço de palmitos no ouvido de Lupin o fazendo se arrepiar e dar um pulo da mesa.

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