O Trono dos Black
11 Final de Semana
Notas iniciais
Com a chegada do fim de semana Hogwarts ficava praticamente vazia, com apenas alguns poucos alunos que preferiam permanecer na Universidade a irem para suas casas com suas famílias. Como havia combinado com Ligéia de levá-la ao cinema naquele final de semana, Regulus inventou uma desculpa qualquer para a família avisando-os com um telefonema que não poderia estar presente naquela semana, pois estava atrasado com alguns trabalhos e pretendia ficar para resolver o problema. Sirius por sua vez, também permaneceria na Universidade como fazia sempre, exceto quando era convidado há passar um tempo na casa do amigo Potter, que dessa vez estaria com Lilian que não pretendia contratar Sirius como vela. E este tão pouco desejava tal cargo, portanto se deu por satisfeito em ficar atazanando a vida de Marlene que permaneceria na Universidade por um problema de família com o qual ela não pretendia se envolver. Este no caso se tratava do casamento de sua irmã mais velha, com a qual ela vinha brigando nos últimos meses.
Enquanto saia do seu dormitório que ficava na mesma ala que o dormitório dos marotos, Regulus deu de encontro justo com seu irmão mais velho que fez questão de se aproximar e soltar uma de suas piadas do dia:
- Resolveu sair debaixo da asa da senhora Walburga Regulus? –disse Sirius com seu sorriso típico de cinismo na face. – Pensei que não sobreviveria um final de semana longe do calor e do aconchego da mãe pata!
- Olha como fala, a pata em questão também é sua mãe... –retrucou o mais novo.
- Mero detalhe. Acidente de percurso talvez! Eu às vezes acho até que fui adotado... –continuou Sirius andando ao lado de Regulus que tentava despistar o irmão. – Tá todo arrumadinho, parece até que tomou banho! –Sirius se aproximou e respirou o perfume do irmão. – Olha, botou até perfume! Tá pensando em ir aonde nessa arrumação toda?
- Não é da sua conta! –respondeu Regulus com ar presunçoso.
- Vai sair com a minha garota?
- Sua? –Regulus parou e riu dessa vez. – Desde quando Ligéia é sua?
- Desde aquele beijo na torre do relógio... –sorriu satisfeito.
- Na sua cabeça doentia. Depois desse final de semana, você nunca mais terá uma chance sequer com Ligéia. Se é que teve alguma, algum dia... –ele retrucou e seguiu em frente.
- Por quê? Vai sequestrá-la e amarrá-la naquele seu calabouço escuro, que você chama de quarto? É o único jeito... –riu Sirius.
- Pode me fazer um favor Sirius? –disse parando e girando noventa graus.
- Hum?
- Vá para o inferno...
- Quanta hostilidade! Essa doeu irmão... –ele ria enquanto Regulus revirava os olhos e seguia em frente.
Assim que Regulus ignorou as provocações de Sirius, este girou sobre os pés e voltou pelo caminho de onde veio. Regulus por sua vez, foi ao encontro de Ligéia que já estava a sua espera na escadaria do pátio da Universidade. Ligéia usava um vestido xadrez que cobria seus joelhos e uma boina de cor preta sobre o cabelo preso em uma trança lateral sobre o ombro esquerdo. Seus sapatos eram escuros também e tinham um salto largo. A mesma usava maquiagem leve, apenas ao redor dos olhos para destacar os mesmos sem deixá-los com ar vulgar. Regulus por sua vez, vestia uma camisa branca com suspensórios e também com a cabeça coberta por uma boina escura, calças pretas e sapatos marrons escuros.
- Estou ficando cego Li! –disse ele descendo as escadas com as mãos nos bolsos.
- Por que diz isso Regulus? –ela perguntou curiosa.
- Toda sua beleza está me cegando! –ele disse com um sorriso aberto ao chegar perto da moça. – Você quase brilha mais do que o próprio sol. –continuou galanteador.
- Regulus! –ela disse ficando corada. – Pare!
- Não posso! Você é linda demais... –ele segurou as mãos dela.
- Acho melhor irmos logo!
- Sempre fugindo dos meus elogios! –ele riu.
- Porque você sempre encontra um jeito de me deixar encabulada...
- Tudo bem! Tentarei evitar deixá-la constrangida, embora ache que é ridículo você bancar a humilde com este rosto perfeito! –disse tocando o próprio delicadamente.
- Você não tem jeito! –ela sacudiu a cabeça em cenho.
Regulus sorriu e então puxou a moça delicadamente depositando um beijo sobre sua bochecha. Ligéia sorriu sentindo o rosto se aquecer e então ambos seguiram adiante rumo ao seu passeio naquela tarde. Escorado contra a lateral da grande porta da entrada principal da Universidade, Sirius assistiu a tudo com os olhos cerrados e focados. Geralmente aqueles olhos negros apenas ficavam fixos em algo por duas razões, quando algo despertava sua total atenção retirando-o de órbita ou quando estava com raiva. O sentimento em questão naquele momento seria um misto de ambos. O prazer de admirar a linda moça cuja qual Sirius não conseguia mais simplesmente ignorar a presença, e a raiva de ver seu irmãozinho dissimulado e mimado conseguindo o que desejava. Sirius apenas foi desperto de seu olhar obsessivo quando sentiu uma mão pesada sobre seu ombro:
- Sirius! –disse Pedro. – Tá surdo caramba?
- O que quer rato? –disse Sirius com um tremendo mal-humor, o que era raro de se ver.
- Credo! Que bicho te mordeu?
- É da sua conta? –este respondeu em tom rude enquanto lançava seu olhar em chamas sobre o amigo. – Não.
Sirius passou por Pedro e adentrou novamente a universidade. Pedro ficou sem entender absolutamente nada embora já estivesse acostumado com as mudanças de humor de Sirius que sempre descontava sua raiva sobre este. Pedro simplesmente ignorou usando seu bom humor habitual e mordeu um grande pedaço de rosquinha. Não importava a situação, Pettigrew sempre carregava alguma coisa para poder beliscar em qualquer lugar que ia. Este sempre dizia quando era contestado sobre tal, que nunca se sabe quando vai precisar de comida. Segundo ele: Você poderia cair em um buraco e ficar semanas sem que alguém o encontrasse, e se isso acontecesse com ele, este estaria preparado. Ou então ficar perdido em uma floresta, como as inúmeras que havia ao redor de Hogwarts, e precisar se alimentar. A questão é que desde pequeno Pedro sempre tinha uma boa resposta para estar sempre comendo. Na adolescência assim como na infância, era extremamente gordo, mas isso mudou quando os hormônios começaram a mudar seu corpo o tornando um rapagão, embora baixinho, com mais músculos do que gordura.
...
Sirius adentrou ao seu quarto no dormitório e parou no centro entre a cama de Potter e Pettigrew enquanto olhava para a janela. Este levou as mãos aos bolsos enquanto pensava em uma porção de coisas que ele poderia fazer naquela tarde, além de incomodar Marlene. Nada veio a sua cabeça, embora este sempre tivesse ideias brilhantes de como passar seu tempo, agora nada parecia legal o suficiente. Sirius abriu o baú que ficava aos pés de sua cama, que guardava suas roupas e objetos pessoais e procurou uma jaqueta de couro que ele muito gostava de cor preta. De inicio sua ideia principal foi ir até a casa de Tiago para pegar sua moto que ficava guardada na garagem da casa do amigo, já que Walburga havia proibido o filho de manter tal automóvel debaixo de seu teto após este se envolver em um acidente que quase custou os movimentos das pernas de seu irmão. Sirius e Regulus andando juntos em uma motocicleta parece uma ideia impossível de se imaginar, se isso não tivesse se passado quando ambos ainda eram mais novos. Sirius tinha acabado de completar dezoito anos e recebera o presente do pai, que se arrependeu do ato logo em seguida quando percebeu a besteira que tinha feito em agradar o filho mais velho com uma maquina segundo ele, mortal. Atualmente Sirius não era tão irresponsável a ponto de andar feito um louco sobre as duas rodas, mas isso não o impedia de fazer das suas quando queria. Só pra se mostrar para as moças... O que geralmente dava muito certo!
Sirius resolveu então unir o útil ao agradável, e logo se retirou do quarto seguindo pelos longos corredores vazios pela falta de alunos na Universidade. Este procurou pelas garotas que ficavam em Hogwarts todo final de semana, e se reuniam no pátio para aproveitar o sol. Geralmente esta vestiam seus vestidos mais curtos, que mostravam os joelhos quando estas se sentavam, e deixavam também os ombros de fora. Os decotes quadrados não mostravam muito, mas já deixavam uma pequena amostra do que eles escondiam e isso deixava Sirius muito excitado para descobrir. Por baixo dos vestidos de algumas delas, ele já sabia o que esperar e isso não lhe causava mais entusiasmo, porém outras ainda eram mistério para Sirius, e embora as vezes tivesse desfrutado de algumas caricias as escondidas com Marlene McKennon, esta ainda era mistério para ele. Sirius via a bela morena de curvas voluptuosa e olhares de pouco caso como um parque de diversões. Suas roupas deixavam seu corpo bem desenhado e as roupas geralmente eram coladas ao mesmo de propósito. Sirius sabia que a moça gostava de ser desejada desde o colegial onde fora a rainha do baile, e também escolhida a menina mais bonita nos concursos por varias vezes seguidas. Naquela época, Sirius chegava a acreditar que se um dia se casasse, em uma chance muito remota, seria com Marlene. Mas claro que as brigas entre ambos foram desgastando seu desejo por ela, e logo ele se viu apenas desejando ter o seu corpo sensual e nada mais. Sirius na verdade comparava Marlene a um carro novo. Interesse quando se vê delicioso nas primeiras voltas, e estressante após certo tempo de uso. Tal comparação deixava Lilian Evans furiosa afinal ela sempre estava presente quando Sirius falava tais coisas de sua melhor amiga.
- Lene? –disse o rapaz ao se aproximar de certo grupo de garotas que logo lançaram olhares agradáveis e desagradáveis a ele. – Posso falar com você?
- Sobre? –ela disse com desdém.
- É particular... –ele tentou manter o tom sério fingindo se tratar de algo importante.
Lene apenas se levantou e pediu que as amigas a esperassem por uns minutos. Sirius convenceu a morena a ir com ele até os corredores com uma desculpa fajuta qualquer e quando lá estava Sirius a surpreendeu prensando-a contra uma das paredes e logo tascando um beijo desentupidor de pia na boca da moça. Marlene resistiu como sempre fazia, mas depois de uns minutos sentindo a boca sedutora do rapaz contra a sua, Marlene se deixou envolver pelo momento e retribuiu. Em poucos minutos ambos estavam se esfregando no meio do corredor, enquanto Sirius erguia a saia de Lene e deslizava seus dedos contra a coxa da mesma envolvendo a perna dela ao redor da sua. Os beijos os deixavam cada vez mais ofegantes, mas nada fazia com que eles parassem exceto o tabefe que Marlene deu no rosto de Sirius quando este tentou enfiar os dedos dentro da sua roupa intima.
- Au! –ele latiu como um cão tocando a face esquerda. – Caramba Lene você tem uma mão pesada!
- Quantas vezes eu tenho que dizer pra você não ir metendo a mão em mim desse jeito? –ela disse cuspindo fogo feito um dragão.
- Eu pensei que você quisesse! –ele disse com um sorriso safado enquanto se aproximava e beijava o pescoço da moça.
- Não! Pensou errado seu idiota... –ela disse empurrando-o pra longe. – E quer saber? Vai se divertir com outra, não to com tempo pra você hoje...
Dito isso ela simplesmente se virou e saiu andando enquanto ajeitava as roupas. Sirius continuou onde estava apenas apreciando a bela vista enquanto esta ia embora, depois resmungou qualquer coisa, e decidiu dar uma volta para espairecer. Não estava com cabeça pra procurar outra garota então apenas preferiu ficar sozinho no seu próprio canto. Acabou na sala de música tocando bateria como um condenado...
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