O Trono de Gelo e Fogo

12 A Canção de Arya II


Notas iniciais
Desculpem a demora, andei um pouco desmotivado eu confesso. O capítulo estava pronto faz tempo só faltava a coragem para fazer upload, Gostaria de lembra-los que a Arya da fic está se descobrindo em um enredo totalmente diferente da trama de GRRM, e a personalidade da personagem está ganhando formas que nem eu imaginava.

O homem começou a virar-se lentamente, estava difícil visualizar as suas roupas por que o quarto estava escuro. As mãos de Arya ficaram tremulas, ela não sabia bem o porquê. Vários pensamentos passaram em sua mente, Sandor? Não poderia ser, ele não se prestaria a tal ultraje ainda mais com uma pessoa como Iris Redfort que contaria tudo para sua senhora.

— Quem é você? Vire-se!

O homem levantou as duas mãos em sinal de rendição nesse meio tempo Iris havia se levantado da cama e corrido usando apenas um lençol como roupa, foi até uma janela e a abriu.

— Calma Lady Arya — olhou para ela.

— Você? — os olhos da Stark piscaram várias e várias vezes.

Sor Albar soltou um riso fungado.

O homem estava com o cabelo meio molhado e com as bochechas coradas, ele deu de ombros. Ninguém no cômodo estava entendendo o que estava acontecendo, Lady Arya, olhou para todos com um ar de fúria nos olhos acinzentados que mais pareciam está rodeados por brasas vermelhas.

Envergonhada a Stark segurou as saias do vestido e correu para fora do quarto o mais rápido que pôde, as lágrimas embasavam a sua visão, mas ela continuou e continuou até ficar sem fôlego. Era difícil para Arya entender o porquê do choro e da ansiedade, ela parou em uma parte do muro do castelo e se recostou para tomar ar. Ficou um tempo com os olhos fechados. O coração Arya, acerte a porra do coração. O pensamento a fez bater com o punho no próprio peito, ela soluçou e os olhos voltaram a se umedecer.

Arya se ajoelhou no chão e chorou ruidosamente.

O mundo girava ao seu redor folhas caíam agitadas pelo vento, um barulho de cães latindo ao longe. Uma queda livre pela Porta da Lua, frio e calor, alguém a segurou não conseguia saber quem ou o que.

— Annn... — Balbuciou palavras sem sentido, quando em um rompante acordou com o som da própria voz.

— Você está bem?

Arya reconheceu a voz metálica do Cão de Caça.

— Sss- sim — as palavras teimavam a escorregar por entre seus dentes. E sentiu todo o seu rosto dormente como se houvesse sido esbofeteada.

— Ora vamos, diga alguma coisa pirralha...

A garota percebeu que apesar de se mover seus pés não tocavam no chão.

— O que v-você está fazendo?

— Todos ficaram preocupado com o seu sumiço repentino. Tua piedosa irmã mandou o Cão te farejar. — Clegane riu com o canto da boca.

— Quanto tempo... — Arya não chegou a terminar a frase, quando olhou em volta percebeu que o céu estava bem escuro e que havia passado muitas horas desde que saiu do quarto de Iris correndo sem tomar seu desjejum.

— Você anda se aventurando pelos muros do Ninho da Águia, quem você pensa que é?

— Uma Dançarina das Águas.

Sandor fez uma careta hedionda.

— Uma dançarina é? Até você cair na porra de um abismo desses que cercam todo esse lugar.

Sandor estava levando Arya nos braços e ela passou os braços por seu pescoço largo. Sandor encarou-a de canto de olho.

— Já pode me colocar no chão se quiser. — Ela desviou o olhar do dele.

Clegane hesitou, mas vagarosamente a colocou no chão, quando Arya foi andar seus pés vacilaram e ela se desequilibrou, Sandor a segurou com as duas mãos a trazendo para si e eles ficaram novamente se encarando.

Por um momento que pareceu uma eternidade os olhos não se desviaram uns dos outros. Porque não? Todos os momentos que já passaram... vamos voltar atrás e fazê-los durar. Ao pensar Arya sentiu o coração explodir. Ela estava em cima de um montículo de grama que era um pequeno jardim que ladeava um muro baixo na parte sudeste do castelo, as pedras soltas não formavam um muro muito alto já que do outro lado só havia um grande abismo. A Stark precipitou o rosto para frente tão rápido que Clegane nem piscou quando ela o beijou suavemente nos lábios.

— Puta-que-pariu, você quer me foder garota?

Os olhos de Arya dançaram nas órbitas.

— De nada... — Ela percebeu a confusão nos olhos do homem de cabelos escuros.

— Se a Lady ficar sabendo disso...

— O quê? Ela te mata com uma flecha. — Arya cruzou os braços em protesto. — Maldita sempre entre nós. Eu queria não ter visto toda a realidade... tudo o que eu posso fazer é tentar.

O vento soprava furioso ali e a capa negra de Sandor esvoaçava barulhenta.

— Não era isso que você queria? O meu favor.

Sandor não disse nada ele se aproximou da garota esbelta e a segurou pela cintura.

O ambiente ali era fracamente iluminado por algumas tochas que estavam no corredor de uma sacada acima do jardim alguns archotes lançavam pálidas luzes sobre uma escadaria de pedra estreita que serpenteava até chegar na sacada.

Arya teve medo, Sandor parecia faminto e sua respiração estava ruidosa.

— Então sou teu Florian? — a encostou na parede da escada e colocou uma mão na parede fazendo uma enorme sombra. — Vai cantar para mim loba? Uma balada romântica sobre cavaleiros belos e corajosos e suas bucetas molhadas? — franziu o cenho com força. — Lembre-se que é filha de Eddard Stark.

— O que quer dizer com isso? — Arya entendeu o que o Cão quis dizer, mas se fez de tola.

— O nosso dever e maior do que a porra das nossas vontades menina... pelos Sete Desgraçados. — Olhou para cima e sua respiração saiu como uma fumaça expelida para o alto. — A sua irmã me pediu para esbofetear aquela garota de língua ferina achando que ela falara demais.

Falara demais sobre o quê? Ao pensar, Arya levou as mãos ao rosto para esconder a surpresa.

Arya começou a subir a escada vagarosamente, ela olhou para trás e Sandor a olhava com os lábios semiabertos. Então eu vejo você aí querendo mais de mim, eu só posso tentar. Todas as coisas que nós esperamos um do outro, nós nunca teremos...

Ela subiu a escada e andou pelo corredor do castelo até chegar a seus aposentos, Clegane a acompanhava como uma sombra a sua presença era como um ato violento para Arya, ela entrou no quarto e fechou a porta e se encostou na madeira fria e deixou o corpo relaxar até tocar o chão. Eu preciso me libertar de você, eu não quero sofrer. Os pensamentos fizeram as lágrimas teimosas voltarem a aparecer em seu rosto.

Se deitou no chão e colocou as mãos entre as pernas procurando se aquecer, ela fechou os olhos e tudo o que viu foi o corpo de Clegane no rio todo salpicado por pequenas gotículas de água, os cabelos negros caiam como uma cascata sobre os ombros largos e torneados, o peito quadrado cheio de cicatrizes e sua barriga marcada por diversos músculos. Arya mordeu o próprio lábio e levantou as saias do vestido e se tocou usando os dedos, aquilo era prazeroso e ela aumentou os movimentos fazendo pequenos círculos. Não queria pensar no que estava fazendo, era bom pensar nele assim. É assim que eu o quero... eu posso querer. Uma sensação de comichão tomou conta de suas pernas e em seguida algo quente e muito prazeroso lhe desceu do ventre até as coxas e a Stark relaxou com um sussurro.

Quando finalmente acordou percebeu que havia dormido no chão atrás da porta de seu quarto, sua cabeça girava e seus pés estavam dormentes por causa do frio. A cabeça batia com um ritmo estranho, três batidas e Arya! Arya!

— Já estou indo — finalmente percebeu que não era sua cabeça e sim alguém que batia na porta e a chamava. — Ha, é você... — Começou a andar em direção a cama.

— O que aconteceu querida irmã? Você sumiu o dia inteiro, Sandor só me contou depois de muito tempo que havia te encontrado e deixado em segurança no quarto. — Sansa acendeu as velas que estavam sobre um pedestal. — Ela está com uma aparência suja, o que será que aconteceu aqui?

— Eu estava explorando o castelo. — Se sentou na cama tentando se aquecer com os próprios braços. — Que vestido bonito, vai a algum lugar? — coçou a nuca e passou as mãos nas laterais da cabeça tentando arrumar o penteado. — Acabei me perdendo.

Sansa olhou em volta no cômodo, as cortinas estavam empoeiradas e o chão com uma fina camada de pó.

— Acabou se perdendo é? Hum sei... — sorriu. — Por que não toma um banho e desce para ceia comigo? — Sansa colocou as mãos em concha na frente do ventre.

A Stark mais nova a olhou com desconfiança, parece minha mãe agora, o que será que ela está aprontando? Arya prestou atenção no vestido de cashmere azul-noite que sua irmã usava apenas com um cinto de ouro como adorno, e uma seda branca por debaixo e na região do colo apenas uma corrente fina com duas asas abertas.

— Irmã? Você vem?

— Sim, dei-me alguns minutos e já me juntarei a mesa.

Lady Stark fez uma reverência, sorriu e foi em direção a porta.

— Mya vai te ajudar. — Falou sem se virar para ouvir respostas.

A garota alta de cabelos curtos entrou no quarto e fechou a porta depois que Sansa Stark saiu.

Mya Stone pegou mais alguns pedaços pequenos de madeira, palha seca e óleo batido para colocar fogo no braseiro. Em alguns minutos a água já estava em um caldeirão para aquecer.

— Venha, vou te ajudar a se despir.

Arya ficou em pé e começou a se despir com a ajuda da bastarda.

— Que cheiro é esse minha Senhora? Foi por isso que ficou sumida? — Stone olhou direto para o meio das pernas da Stark. — Não aconteceu nada?

— Por que você faz tantas perguntas?

Arya foi para a banheira de cobre e se deitou nela.

— Joga logo essa água em mim, minha doce irmã me aguarda com seus bajuladores de araque.

Mya percebeu que a garota branca de cabelos castanhos e olhos frios não queria conversar naquele momento, então ela fez o que tinha de ser feito e saiu do quarto.

Quando Arya começou a descer as escadas para o Salão Comum, ouviu música e risos, ela parou, colocou a mão sobre a barriga sentindo um frio no estomago. O medo corta mais fundo que a espada... levantou o rosto e fechou a expressão, desceu os degraus com leveza. Quando chegou no campo visual de todos que estavam no salão viu ali, Sor Albar e o velho Nestor, Mya, Myrcalla que conversava com uma mulher branca e corpulenta e no meio da mesa Sansa sentada como uma rainha, Iris estava a um acento de distância junto com Clegane. O que ele está olhando? Arya teve vontade de rir ao perceber que Sandor a olhava com tanta atenção que a coxa de frango havia caído do garfo e ele nem percebera.

O vestido esvoaçava por causa da forte corrente de ar que vinha das enormes janelas detrás do trono, Arya amarrou os cabelos em um coque acima da cabeça sem deixar nenhum fio solto, escolheu um vestido de cashmere cinza-escuro com um decote em “V” por baixo apenas um lenço de seda negra que protegia seu fino pescoço e caía sobre seus seios. Um cinto de couro adornado com anéis de bronze demarcava bem a sua cintura, sapatos com saltos de madeira a deixavam mais alta.

Arya foi logo para o lado de Sansa onde havia um cadeirão vazio.

— Espere! — A voz rouca do Cão de Caça veio junto com o arranhar de madeira no chão, ele estava puxando a cadeira para que a Stark pudesse sentar.

É mesmo um sem vergonha, todo cheio de educação por que está perto da lady maravilha de Winterfell... desgraçado! Internamente Arya queria gritar as palavras na face meia-queimada de Sandor, mas externamente apenas ficou séria. Na estrada não possuía a menos decência em ficar me olhando enquanto me afastava para fazer minhas necessidades.

— Você não demorou tanto quanto sua irmã. — Iris Redfort foi quem iniciou a conversa.

— Me passa esse queijo mofado. — Arya apontou com a faca para o queijo.

O ambiente estava com uma tênue iluminação de grande lanternas que pendiam de corrente de cobre que subiam e se perdiam na escuridão da torre e alguns braseiros espalhados para aquecer o ambiente.

— O que você está fazendo com essa flauta ferreiro? — Arya percebeu que Donlowey era quem tocava a música que ela ouvira, não era lá grandes coisas, mas servia para amenizar o clima.

O homem loiro e alto acenou com a cabeça, mas não parou de soprar o instrumento.

— Você está muito bonita essa noite Lady Arya. — Sor Albar soltou o sorrisinho confiante.

Arya não sabia o que responder e apenas levantou uma taça que ela nem sabia o que tinha dentro e brindou com o cavaleiro da Casa Royce.

— Que tal estou? — Estufou o peito para mostrar o casaco de peles de urso.

A Stark limitou a olhá-lo por cima da taça que virava em sua boca com frios olhos cinzentos que capitavam toda a luz das velas que estavam dispostas na mesa.

Eu que pensei que o inverno era frio, era por que não conhecia as Stark. O pensamento fez o sorriso de Albar sumir e sua confiança também, ele baixou a cabeça e pegou um grande pedaço de empadão.

Todos estavam comendo e bebendo, mas Arya estava atenta a tudo, apesar de sua irmã Sansa falar muito baixo com o Nestor Royce. Arya conseguiu ouvir que ele gostaria de enviar uma mensagem para Porto Real, do que se tratava; ela não conseguira ouvir muito bem, mas envolvia o sumiço de um homem chamado Colemon, sobre um torneio e suprimentos. Ele quer entregar Sandor aos Lannister. Porco velho! Arya procurou uma colher para jogar guisado no homem calvo e de suíças grisalhas. Ela se deparou com os olhos negros do Cão sobre ela reprovando a sua atitude. Como ele sabe que... parecia que não era apenas ela a interessada na conversa de Sansa com Nestor, Sandor Clegane apesar de estar comendo estava bem atento a tudo que sua senhora tratava com o velho tratante.

Nestor Royce se levantou da mesa e pegou suas luvas de couro, a ruiva também se levantou e em seguida o homem corpulento deixou um rolinho de papel na mesa e se retirou sem fazer nenhuma reverência. Nesse momento, Arya sentiu que Clegane havia colocado a mão sobre seu punhal, mas não viu nada.

A garota loira-arruivada sentada ao lado de Sandor não parava de falar e de balançar os seios na cara dele. Iris Redfort usava vermelho-encarnado e um corset apertava sua cintura tão forte que seu peito parecia ter o dobro do tamanho. Arya pegou um pouco de guisado e com uma colher arremessou no rosto da garota sardenta.

— O quê? Por que fez isso Senh... — Iris encarou Arya com os olhos cheios de raiva, mas não fez nada.

Albar cuspiu todo o empadão que estava na boca e começou a gargalhar como um bobo da corte, Myrcalla colocou as mãos na frente da boca para abafa o riso.

Arya Stark ia começar a rir quando se virou e viu a expressão severa de Sansa que a encarava com os olhos azuis semicerrados formando uma dura linha azulada em seu rosto.

— Acredito que é hora de minha irmã se retirar. — Sansa pegou a colher da mão de Arya tão rápido que não houve tempo de reação.

— Ei...

— Tarde demais mocinha — o homem de cabelos negros e vestido todo de preto já estava com as mãos sobre os ombros da Stark mais nova. — Vamos!

Arya se levantou com dificuldade, havia bebido umas quatro ou sete taças de vinho tinto, subiu a escada, passou por detrás do trono e continuou a subir com o Cão de Caça a suas costas.

Quando chegaram na porta do quarto Arya se encostou na parede e Sandor ficou muito próximo dela, eles começaram a falar aos sussurros:

— Será que o Lorde Nestor quer te entregar aos Lannister?

— Não sei, mas não confio naquele porco. — Soltou um riso fungado e rouco.

A garota passou a mão esquerda pelo pescoço e desceu até o meio do colo.

— Acho que vou abri-lo ao meio. — Clegane puxou o lenço de seda que estava no pescoço de Arya, ela se assustou, mas ficou olhando-o fixamente.

O corredor estava escuro e tudo que se ouvia era o uivo dos ventos e a respiração dos dois parados ali no escuro. Pelos Sete Infernos, o que vai acontecer agora?

— Quem é Colemon?

— É melhor você não se meter com esse assunto. — Clegane olhou em volta para se certificar que não havia ninguém ali além dele e a garota.

Sandor abriu a porta do quarto de Arya e a segurou pelos dois braços e a fez entrar às pressas. Calma, temos todo o tempo... Arya se preparou para o que viria a seguir, mas Clegane a largou e se virou para trancar a porta.

— O que está fazendo Cão?

Sandor fez sinal com o dedo na frente do lábio para ela fazer silêncio, enquanto ele ouvia atrás da porta.

— Nós não vamos fazer?

O homem alto ficou ereto e franziu o cenho e abanou os braços.

— Fazer?

Arya sentiu uma agulhada atravessar a sua garganta.

— ... anda, continua falando o que estávamos falando... — Suspirou. — Nada é o que parece ser, isto é a vida.

— Sua irmã planeja fugir daqui antes que Mindinho volte. — Sandor se curvou para olhar a garota mais de perto por que a luz no quarto era bem fraca. — Ele é um maldito pau-mandado dos Lannister e vai querer foder comigo e com você.

— Por que você não mata o velho Royce sei lá o que do Vale? — sentiu o forte cheiro de vinho que vinha da boca de Clegane. — Estamos tão próximos, eu deveria tentar...

— E trazer toda a maldita corja do Vale de Arryn até aqui. O castelo e intransponível, mas não consigo defendê-lo sozinho. — Se virou para ir embora.

— Espera Sandor... — a sua respiração acelerou. — Porque não fica aqui comigo? — pensou ter dito as palavras, percebeu que não emitiu nenhum som quando Sandor abanou os braços novamente. —... E para onde Sansa pretende fugir?

— Para a Muralha. — Replicou secamente, abriu a porta e já estava quase sumindo da visão de Arya quando disse: — Você está muito bonita hoje, Albar tinha razão. Tenha uma boa noite.

Aquilo foi como um golpe no estomago dela, Arya levou as mãos em concha na frente do rosto e até se esqueceu de respirar, ele me quer agora que me pareço com uma lady e não com um garoto sujo da estrada. Começou a rir baixinho e se jogou na cama de vestido e tudo. Não vou perdê-lo para ela, não sem lutar... o pensamento trouxe a lembrança da balada que sua irmã cantou em na taverna de Ferrobles.

Todos os momentos que já passaram

Nós vamos tentar voltar atrás e fazê-los durar

Todas as coisas que nós esperamos um do outro

Nós nunca seremos

Nós nunca seremos e isto é maravilhoso

Isto é a vida

Isto é você, isso sou eu

Nós somos, nós somos, nós somos, nós somos

Nós somos, nós somos. Livres no nosso amor

Nós somos livres no nosso amor

Nós somos livres no nosso amor...

Notas finais
Pessoal, vamos nos comunicar, dizer o que pensão não é ofensa e liberdade.