O Trono de Gelo

4 O caminho até Freljord


OST

Aquela manhã o sol subia devagar como se não tivesse certeza de que valia o sacrifício. Mas mesmo assim depois ela brilhava alto no céu e parecia sorrir para Demacia, a estrela fervente flamejava intensamente, as poucas nuvens decoravam o céu. A cidade se mostrava movimentada, o vento fresco anunciava mudanças e um recomeço para muitos cidadãos que perderam tudo no ataque. As ruas estavam movimentadas as pessoas andavam apressadas de um lado para o outro em seus afazeres diários.

Dentro de uma rua estava Ezreal, o jovem pródigo explorador. Ele havia passado alguns dias estudando exemplares de livros na biblioteca. Agora abandonava o local em alta velocidade, por motivos que são um tanto complicados, mas que têm a ver com uma tentativa de fugir de um cachorro.

A tentativa obteve êxito absoluto, vale salientar.

Depois da fuga, Ezreal se encontrou com a sua namorada. Prontos para a suas jornadas. Os dois tiveram uma discussão do melhor meio para chegar a Freljord, Lux propôs que a melhor maneira seria um barco. Certamente o melhor local para se achar um barco é no porto onde eles naturalmente deveriam estar. Ela ainda explicou que marinheiros e capitães costumam frequentar bares nas docas da cidade Demaciana e por uma boa quantia poderiam levá-los para onde quiserem. Tudo certo, os dois prosseguiram rumo ao porto da cidade.

Contaram alguns minutos até que chegasse ao local da cidade. Alguns navios estavam ancorados e era completo o vai vem de mercadores e comerciantes recebendo as novas mercadorias que chegavam à Demacia.

Os navios também traziam consigo pessoas ilustres e até Turistas para Demacia. Por exemplo, daqui alguns dias seria realizado uma conferência no teatro Demaciano onde estudiosos deveriam estruturar negócios de forma bem organizada, com planos de pesquisa e convenções de três dias em hotéis de luxo, onde poderiam apresentar trabalhos intitulados "Empreendedorismo, como ser um mago de sucesso" ou "O Papel das Botas de Sete Léguas numa Sociedade Moderna" trabalho esse que foi realizado e apresentados ano passado por Ryze. Claro, Lux tinha pego com muito esforço o autografo dele em seu livro

Chegando no porto eles encontraram o que procuravam. A taverna não era lá grande coisa, a frente estava um pouco gasta. Ezreal concluiu que algum entalhador maluco tinha esculpido a entrada causado grandes estragos até ser mandado embora. Lux olhou para a placa de madeira na entrada do estabelecimento,"Fúria da Bebedeira" logo abaixo a pintura de um homem gordo e barbudo com o nome Gragas. Os dois estavam prestes a passar pelas duas portas dobradiças que resguardavam a entrada. Quando um homem voou pela janela caindo no meio da rua.

Ele se levantou entre os cacos do vidro foi então quando os dois perceberam. Era mais ou menos do tamanho de uma montanha, mas consideravelmente mais móvel. Ele tinha o dobro do altura deles, com mãos de elefante. Os braços eram do tamanho do tronco de Ezreal. O brucutu bufou como um touro e se dirigiu até os dois com uma cara de poucos amigos.

Ezreal foi para frente de Lux a protegendo como um escudo, se bem que não seria lá grande coisa. O homem se aproximou deles, os seus nodosos músculos era enormes e prendiam a atenção da dupla. Os dois engoliram seco quando viram a sombra dele se projetando sobre eles. Mas uma vez ele bufou os fuzilando com os olhos.

Em geral, Ezreal era considerado um garoto corajoso e um lutador nato, assim como peixes são alpinistas natos.

—P-Posso ajudá-lo? — perguntou lux olhando para cima

—Sim! — respondeu ele com uma voz assustadoramente grossa

Por um instante ele se manteve olhando para eles. Ezreal estava suando, mas alguns minutos e ele precisaria de calças novas. Os olhos do homem-montanha ficaram marejados e ele se dobrou ficando de joelhos na mesma altura de Ezreal.

— Por favor — disse ele chorando — por favor, não deixem que ela me veja. Ela é um monstro, a mamãe estava certa. Eu não quero ser mais um pirata! — disse ele agora abraçado com Ezreal chorando copiosamente no ombro dele — Ela pegou o capitão e me jogou pela janela. Eu quero minha mãe!

Sem saber o que fazer Ezreal apenas dava tapinhas nas costas dele como consolo. O homem assou o nariz na jaqueta do garoto, e Ezreal apenas não disse nada para sua própria segurança.

OST

Dentro da taberna...

Os viajantes ou os cidadãos encontravam nela o abrigo necessário. Era hora de pico e o lugar estava cheio, ou pelo menos todos deveriam estar tranquilos bebendo e comendo. Mas o lugar estava revirado com mesas e cadeiras jogadas por todos os lados, alguns poucos grupos de fregueses estavam espalhados pelos cantos do salão olhando pasmados para um grupo de piratas imóveis e uma mulher ruiva segurando uma arma no centro.

—E ai rapazes, vão se comportar agora? — Disse a mulher com desprezo

Miss Fortune como era conhecida, era ruiva com um longo cabelo sedoso, olhos levemente amendoados e um nariz ligeiramente pontudo. Trajado com um colete de ceda, uma calça sensualmente colada em suas pernas que interligavam com duas botas de couro, seus lábios carnudos e angelicais apenas acentuaram a sua aparência sensual.

Um grupo de piratas arruaceiros que tinham bagunçado com todo o bar, tinham quebrado cadeiras e mesas e dado em cima das pobres garçonetes. Claro, mas até ai tudo bem, porém, toda essa confusão fizeram algo inadmissível. Derramaram o rum de Fortune. Um erro imperdoável, eles descobriram isso da pior maneira. Ela tinha jogado um brutamontes chorando pela janela, e agora tomava satisfações com os demais.

— Tem mais alguma coisa pra me dizer ou um gato comeu sua língua? — Disse Fortune apontando a sua pistola

Ela riu e o pirata riu logo em seguida. Ele achava que isso fosse sensato.

—está rindo de mim? — Disse ela

O pirata parou de rir.

—Não senhora — Corrigiu ele — Estou rindo com você. Gato e a língua, sabe? Foi uma piada engraçada. — Ele riu timidamente

Miss Fortune colocou a arma mais perto da cabeça dele

—Sabe o que é engraçado?

O pirata suou por todos os lados e o seu coração acelerou quando escutou a arma ser engatilhada.

—N...Não — gaguejou ele — Eu só estava sendo amigável. Foi tudo uma brincadeira

—Brincadeira? — zombou ela — Vocês se acham machões porque são piratas e dão encima de toda a mulher que encontram e ainda derramam meu rum. Sabe o que são realmente os piratas?

Ele balançou negativamente a cabeça

—São covardes que destroem tudo sem motivo e se acham maiorais por isso, mas nem honram o que tem no meio das pernas.

O pirata empalideceu e assentiu

—Nós somos mesmo um pouco traiçoeiros — Riu ele suando

— Um pouco? Vocês matam e destroem tudo

O pirata sorriu timidamente

— Isso é horrível, é por isso que finjo ser pirata, sabe? Junto com os meus camaradas, não é rapazes? — Os demais assentiram — Nós só queríamos umas gatas. Você é muito bonita então...

— Sabe quais as duas coisas nesse mundo que eu mais odeio? — Disse ela cortando a fala dele

O pirata tinha a ligeira impressão que sabia o que ela ia dizer

—uma é um pirata fedorento!

Nenhuma surpresa

— E a outra é um charlatão, olha só — disse ela com um sorriso — Você se encaixa nas duas, que sorte, não?

O pirata deu um sorriso demente

—Gosta do sabor de pólvora?

O pirata negou

— É uma pena, porque vou enfiar chumbo grosso por goela abaixo

Ele engoliu seco. Miss Fortune enfiou a arma na boca dele

—Diga para seus amigos darem o fora, ou eu mesmo darei um motivo para eles correrem!

O pirata assentiu ainda com o objeto na boca e disse

—Dodo Bundo, bras drás! — gritou através do cano da arma obstruindo a boca — Bra drás ou eu bou me dar bal!

Os outros imobilizaram, não sabendo o que fazer. O líder tinha agora molhado as calças

— Eu bise bra drás! Eu dô ausando, bra dras!

Miss Fortune se virou sorrindo da maneira mais simpática para os outros

— Queridos — Disse ela sorrindo — Essa é a parte que vocês saem gritando e correndo como criancinhas.

Então atirou para cima e todos inclusive o líder partiram em disparada tropeçando nas mesas e nas cadeiras.

Lá fora, o brutamonte soluçava

— Está tudo bem, a mulher má já foi, eu prometo que vou proteger você — Disse Lux acariciando a careca dele

Ele olhou para ela com os olhos marejados, o homem ainda estava abraçado com Ezreal.

—você promete? — disse ele com a voz embargada

Lux sorriu

— A tia Lux promete, não é Ez?

Ezreal assentiu dando tapinhas nas costas dele

Logo à frente a porta do bar em um solavanco se abriu e cinco homens saíram em disparada. O brucutu viu os seus amigos mais pálidos que fantasmas correndo com tudo o que tinham

—Capitão? — Disse ele — O senhor está vivo?

Capitão passou em disparada sem olhar pra trás

— Boggie, corre Boggie!

— Ela vai matar a gente, eu não quero ser mais pirata!

Boggie se levantou e seguiu seus companheiros na corrida

—Não me deixe aqui capitão! — Disse ele correndo com todas as forças — EU QUERO MINHA MÃE!

Depois desse incidente, Lux e Ezreal entraram no local. A taberna era um lugar bem aconchegante e refinados para os padrões dos seus clientes. Clientes seletos, cidadãos menos enquadrados nos ditames da lei. Por exemplo, pessoas com costume simples e refinados de subir em janelas que não lhes pertenciam, de cortar gargantas, espancar uns aos outros, e em geral, pessoas bem simpáticas.

Os dois se depararam com o lugar de pernas pro ar. Cadeiras estavam reviradas, mesas estavam jogadas por todos os lados, alguns dos clientes estavam escondidos por debaixo dos moveis em posições fetais. Um pirata de aparência genérica estava abraçado com as pernas sentado em baixo da mesa, balbuciando coisas desconexas como:

—Mulher má, mulher má!

Lux se dirigiu até o balcão, o garçom-gerente se mantinha ali sentado como um sapo velho no fundo de uma lagoa olhando catatônico para o nada enquanto dizia para si mesmo:

—Hoje é ultimo dia! Eu vou vender essa espelunca...nunca mais...nunca mais!

Lux bateu na campainha e garçom-gerente deu um sobressalto

—O senhor sabe onde podemos encontrar alguém com um barco aqui? — Disse Lux olhando nas pontas dos pés sobre o balcão

O homem apontou ainda em baixo da mesa para o fundo do local.

— Ela, Miss Fortune — Ele voltou aos seus pensamentos — nunca mais...nunca mais...

OST (ESSA OST COMBINOU XD)

Os dois seguiram a direção do dedo. Miss Fortune estava despojada sobre a cadeira inclinada e com os pés em cima da mesa. Repousando com o chapéu sobre o rosto indiferente a confusão que tinha acontecido ou melhor, que ela fez acontecer. Lux parou perto dela.

—Senhorita Fortune? — Disse Lux

Ela apenas espiou pela fenda do chapéu, com um bocejo voltou a dormir.

—Senhorita Fortune, precisamos de seus serviços — disse Lux novamente

Ela ignorou. A jovem maga pigarreou

...silêncio...

Lux pigarreou mais alto

...Silêncio...

— Acorde! — Ela esbravejou batendo no chapéu dela

Fotune se ajeitou sobre o assento e a fuzilou com os olhos

— Precisamos de sua ajuda! — Disse ela claramente irritada — Queremos ir para Freljord!

A ruiva bufou

—Freljord é longe. Francamente, vão para casa crianças.

Naquela altura Lux não tinha ido com a cara dela.

—olha aqui, criança é...

Miss Fotune interrompeu a frase quase esfregando a arma no rosto dela

—Disse alguma coisa querida?

Lux negou

—acho que não, foi engano...

— Olha, começamos com o pé errado — Disse Ezreal tomando a frente — Nós temos dinheiro

Fotune erguei umas das sobrancelhas com um sorriso

—você disse, dinheiro?

Os dois assentiram

—De quanto estamos falando?

—O suficiente para tirar uma boa temporada de férias

—Muito bem — Ela se levantando com um risinho — vocês tem a sua carona. Eu já disse que adoro crianças?

Os olhos de Lux se estreitaram

— Eu já disse que não sou criança!

OST

E assim eles prosseguiram mais para dentro do porto. Não seria nada mal um pouco das noticias de Demacia agora. Bem algumas pessoas levam a serio de mais alguns provérbios e tentam tirar a serio sua veracidade. Por exemplo, um poeta acabou sendo assassinado, durante um experimento conduzido no palácio de Demacia para provar a verossimilhança do provérbio: "A caneta é mais poderosa do que a espada" depois desse fato, foi alterado para incluir a frase: desde que a espada seja muito pequena, e a caneta, bem afiada.

Lux e Ezreal discutiam. A pessoa sobre quem discutiam estava andando mais a frente: Miss Fortune.

—Por que é uma mulher? — cochichou Lux

Ezreal hesitou, tentando imaginar onde Lux queria chegar.

—O quê? — perguntou afinal, desistindo.

—Deveria ser um homem, sabe, pirata barbudo — Insistiu ela — E também com um papagaio e perna de pau.

—Do que está falando?

—Olhe bem, ela nem parece os piratas dos livros

—Francamente, o importante é que ela tem um barco! — Rebateu Ezreal. — E além do Mas, é claro que é uma pirata.

—Tudo o que temos é a palavra dela. — Retrucou Lux

Lux encarou ela pelas costas

— Com licença — pediu.

Então Ezreal puxou ela pelo braço

— Escute aqui — Irritou-se ele — Ela diz que tem um barco e é o suficiente. Pense um pouco, se medisse um metro e dissesse que era um anão, o que teríamos seria a palavra dele.

— Caramba, eu esperava algo diferente — Disse Lux com um muxoxo — Por exemplo, se fadas do dente existissem e se um dia visse uma gostaria que ela tivesse todas as características como ditas no livro. Sabe aquela fadinha que pega os nossos dentes.

—O quê? Arranca os dentes?

—Não! Depois que já haviam caído, a criança botava os dentes debaixo do travesseiro, e então a fada vinha, levava embora e deixava uma moeda no lugar.

—Porque?

—Porque o quê?

—Porque ela colecionava dentes?

—Porque sim!

Ezreal imaginou um ser estranho vivendo em uma casa feita de dentes. Era o tipo de imagem que o sujeito logo tentava esquecer.

—Argh! — disse ele.

Eles contaram mais cinco minutos até chegarem a parte mais dentro do porto. As ondas quebravam com força no atracadouro espalhando espuma para todos os lados. Mais navios chegavam, trazendo consigo pessoas e mercadores de terras estrangeiras. Localizada à beira do oceano, abrigada das ondas e correntes.

O barulho das embarcações, atracando, o som das ondas quebrando e os mercadores e marinheiros falando era quase ensurdecedor. Constantemente eles tinham que gritar para que se ouvissem.

—Mais à frente! — Gritou Miss Fortune apontando

—O que ela disse? — Gritou Lux para Ezreal

—Ela disse que não tem pente! — Gritou Ezreal de volta

— Ela não escova os dentes? Isso é nojento!

Demacia era uma cidade que abraçava o comercio marítimo suas políticas beneficiavam os negócios de especiarias. Mas havia taxas a serem pagas para coroa e todos os navios que chegavam ao porto eram revistados pelos guardas. O chefe da fiscalização, David Born, por exemplo, administrava com a eficiência, escrevia uma infinidade de coisas sobre a fiscalização e expunha uma grande tabela na parede de seu escritório, coberta de linhas, bandeirolas e sinais coloridos, que ninguém entendia, mas impressionava um bocado. Ele era inteligente e era uma daquelas pessoas que poderia usar "Departamento de pessoal" de forma seria.

Pouco tempo depois os três chegaram ao cais de Demacia, era uma estrutura construída paralelamente a água, tornando mais fácil para embarcações aportarem nela. Lá eles avistaram incontáveis navios dos mais diversos tipos atracados ao porto. Grandes, pequenos e médios. Dos mais diversos tipos, desde a maior caravela a um simples bote. Mais a frente ficava o atracadouro, era uma estrutura feito uma passarela de madeira, onde vários navios estavam atracados. Eles andaram mais um pouco até chegarem junto de uma grande caravela.

—Nossa, é essa? — Disse Lux encantada com o tamanho da embarcação

— Não, muito melhor! — respondeu Miss

Não foi pra menos a surpresa da maga, ela era grande até para os padrões de uma caravela, tinha capacidade para mais de 20 tripulantes. Era uma embarcação rápida, de fácil manobra, capaz de velejar contra o vento e que, em caso de necessidade, podia ser movida a remos. Várias canhões corriam pela sua lateral. Miss fortune não disse nada apenas continuou andando ignorando a garota.

Eles passaram por outra Embarcação

—Essa? — Perguntou Ezreal — Ele teve que se inclinar para trás quase caindo para que pudesse ver até a ponta do mastro.

—Eu estou dizendo muito melhor — Afirmou a ruiva

Eles passaram por outra embarcação

— E essa? — perguntou Lux

—também não! — respondeu Miss agora colando a mão sobre os lábios tentando se lembrar do caminho

Outra embarcação

—essa?

—não!

Eles passaram por vários tipos de naus, mas todas eram grandes e magníficas. Eles estavam quase desistindo quando a caçadora de recompensa dobrou pra dentro do Píer. Miss Fortune seguiu por uma passarela sobre a água, suportada por largas estacas. Ela parou de repente rindo de forma orgulhosa. Os dois pararam logo atrás dela e olharam por cima do seu ombro.

— Eu lhes apresento...A Rainha do Mar

Não é difícil imaginar a decepção da dupla de loiros com A Rainha do Mar. Bem, basta imaginar que você ganhou um carro e entra em uma concessionária, o vendedor te leva por carros importados custando mais do que você ganharia em dez vidas. Ferrares, Porches, Lamborghinis, Forde GT e entre outras, ele sempre dizendo que é muito melhor. No final da concessionária, no canto mais extremo você se depara com o seu carro. Um simples fusca. Mas porém esse fusca está de uma forma que até o ferro velho recusaria.

A Rainha do Mar era embarcação de uma estrutura longa com proa chanfrada, não se compara nem em tamanho com as anteriores. Era tão pequena como um barco de pesca. No meio do convés havia uma ripa com suporte para pequena armação para a vela. Por algum milagre a embarcação ainda flutuava. A vela triangular, que estava içada, o tecido tinha uma grande remendo, parecido com uma calça costurada com um tecido de uma cor totalmente diferente.

— A rainha do Mar — Disse Miss Fortune com orgulho

— Meu deus — Cochichou Ezreal no ouvido de Lux — Além de está caindo aos pedaços tem um nome clichê

Ela assentiu

— Sim, vamos todos morrer nessa coisa — Respondeu lux

Miss Fortune se aproximou da lateral da embarcação

— Como eu dizia, essa aqui — Disse ela dando tapas na proa — Já passou por diversas provações

OST

Ela bateu na lateral e algo caiu pra dentro do convés fazendo um grande estrondo. Depois uma parte da lateral do barco se desprendeu caindo para dentro da água. Toda a estrutura rangeu e estremeceu.

Dizem que o oposto do ruído é o silêncio. Não é verdade. Silêncio é só ausência de ruído. Pois não ouve nem um ruído ali. Todos pararam de repente formando um incomodo silêncio. Miss fortune riu por fim.

— Bem não vamos ligar para detalhes, aquilo nem importava mesmo

— Mas era uma parte do mastro que caiu na água! — Contestou Ezreal

— Como eu disse, não vamos ligar para detalhes! — Retrucou ela

Mas perto dali duas figuras não eram humanas, um yordle azul carregava consigo um grande tridente ao seu lado, uma jovem ela tinha escamas no lugar de pele e alguma coisa esguia no lugar do cabelo. Em vez de suas pernas uma grande cauda de peixe, os dois pareciam discutir alguma coisa enquanto guardavam algumas caixas de madeira.

— As pessoas e seu ar. Fizz como eles conseguem isso? — Disse a sereia

— O que Nami? — Perguntou Fizz colocando um caixote no chão

— Os pés, digo os pés, olha aquilo, pés são esquisitos!

Fizz sentou sobre o caixote e levantou seus membros inferiores mexendo os dedos

— Eu tenho pés!

— Oh — Ela fez um "O" perfeito com a boca. — Então você também é esquisito!

Fizz fez um expressão seria e gesticulou com as mãos como se contasse um grande segredo

— Eu soube que os humanos fazem os seus filhotes beberem seus fluidos!

Nami mostrou a língua

— blah, isso é nojento!

— Sim — Disse fizz com empolgação — Eles chamam de leite!

— Humanos são esquisitos!

— Se a capitã, Miss Fortune, ouvir isso, ela vai matar a gente.

— A maninha não vai fazer isso com a gente!

— Não? Lembra-se da ultima vez? Ela quase assou o meu tubarão porque ela tava com vontade de comer peixe com rum. Coitado ele está traumatizado até hoje, toda vez que a ver se esconde.

Fizz pegou um peixe e jogou em direção ao mar

— Olha isso, HORA DO ALMOÇO! — Gritou ele

A água borbulhou e explodiu revelando uma grande boca com fileiras intermináveis de dentes, um gigantesco tubarão saiu de dentro da água e abocanhou o peixe no ar. As pessoas olharam assustadas correndo em pânico por todos os lados.

— É isso ai amigão!

Nami se aproximou da fera, e alisou a sua barrica. O tubarão ronronou mostrando a língua como um cachorro adestrado. Respirando rapidamente pela boca. Ele pulou para dentro da doca, na terra firme levantou a barriga para cima enquanto Nami fazia-lhe carinho.

— Quem é o tubarãozinho de Namizinha, Quem é? Quem é? Quem é o bom menino? Quem é o tubarãozinho?

Fortune fuzilou o tubarão com os olhos e lambeu os beiços como se visse um pedaço de filé. Por acaso leitor, já viu um tubarão com cara de medo? Pois deixarei essa imagem em sua cabeça. Ele tremeu e pulou de volta na água.

— Eih vocês dois, o que acham que estão fazendo? De volta ao trabalho, eu não pago ambos para conversar! — Gritou ela

— Mas, você não paga a gente. — Retrucou Fizz

Miss fuzilou Fizz com os olhos

— O que foi que disse?

Ele engoliu seco

— Nada não!

Com um esforço inumano, o que aliais, é uma afirmativa imprecisa. Já que tanto Fizz quanto Nami não são humanos, logo, qualquer esforço advindos deles será não humano, então basta imaginar que foi um grande esforço que os dois carregaram para dentro da Rainha do Mar os caixotes.

Miss Fortune sorriu para Lux e Ezreal

— Já posso sentir o cheiro e a textura do ouro, então, vamos partir?

Lux e Ezreal se entre olharam

— Pensando bem, vimos o seu barco e na verdade nós não va....

— VOCÊ NÃO VAI FUGIR!

Um velho gordo vestindo o camisolão vermelho com desenhos bordadas a mão e uma touca de bolinha com os chinelos fofos de pompom. Poderia não ser nada imponente ou que metesse medo e respeito se não fosse a espingarda que segurava.

— VOCÊ NÃO VAI FUGIR! — Ele chacoalhou ameaçadoramente a arma

— Quem é ele? — Perguntou Ezreal

Miss Fortune sorriu

— Ele é o velho dono de uma outra taverna, eu estou devendo várias bebidas, ele não gosta de mim.

Um grupo de homens chegou correndo ao local com espadas e lanças

— e eles?

— Ah, esses são os guardas de ontem. Eu estava fazendo umas apostas e perdi, agora devo muito dinheiro, eles não gostam de mim. — Disse Miss Fortune sorrindo — Foi um bom jogo

Mais pessoas chegaram ao local, dessa vez, marinheiros.

— E eles?

— Esses ai são os marujos que eu saqueei a semana passada, eles não gostam de mim

Um homem vestido de palhaço, brandia ameaçadoramente uma terrível panela nas mão.

— Quem é esse ai?

— Não sei, mas parece que também não gosta de mim

— será que tem alguém aqui gosta de você?

Nami levantou a mão

— Eu gosto!

— calada!

— Tá

Miss Fortune tratou de empurrar a dupla para dentro do barco

— tem sim, o seu dinheiro e estamos partindo agora mesmo!

No convés do barco Nami e Fizz terminavam o serviço

— Aqui vamos nós de novo?

— De novo? — Perguntou Ezreal

Nami assentiu

— Sim, foi tranquilo essa vez. Na ultima vez que estivemos em Noxus fugimos a base de tiro de canhão

— Se lembra aquela vez que a capitã em Piltover? Quase que a xerife e aquela doida da Vi afundavam o nosso navio — Disse Fizz

Os homens no píer perseguiram eles, mas desistiram quando o tubarão sorriu de forma demente para eles da água com suas intermináveis fileiras de dentes. Eles gritaram alguns nomes que por educação não irei escrever aqui. Mas palhaço jogou sua panela contra o barco e essa bateu contra a cabeça de Ezreal. A capitã dava as ordens para a tripulação, que somava incríveis dois membros. Os escravos, que diga, os ajudantes, Fizz e Nami.

— Fizz libere a vela!

Ele assentiu

— pode deixar!

— Nami sabe o que fazer

— Ok capitã!

Bem, como todos sabem, Nami não tem pés, mas imagine uma sereia batendo continência com um rabo de peixe. Ela girou o seu cajado e com força bateu no convés

— MARÉ ALTA! — Gritou ela

Uma onda se formou logo atrás da embarcação e com força empurrou o navio para frente. Ele passou por cima de alguns navios de pescas pelo caminho. Os pescadores conseguiram pular para fora, gritando: "BARBEIRO!"

Miss fortune ria loucamente com a mão no timão.

— Ezreal — Fala Lux tremendo

— O que é?

— Eu quero minha mãe

Ezreal estava pálido

— Você tá legal? — Perguntou Lux

— Eu tou, mas minhas calças não, quando chegar a Freljord, vou precisar de uma nova

Miss Fortune gritou quando deixou as docas da cidade

— Próxima parada, FRELJORD!

Notas finais
Por favor, comentem, eu agradeceria muito, isso me ajuda a escrever. Nem que seja um "gostei" ou um "UP". até a próxima semana!