O Trono de Gelo

34 O Espírito Noxiano


Notas iniciais
Na verdade pessoal esse seria o início de um capítulo, mas para vocês não ficarem mais uma semana sem ler nada resolvi postar assim mesmo. Bem, sobre todo o caso, a primeira parte desse cap se passa em primeira pessoa apenas pra mostrar uma outra perspectiva. PS: sim, eu mudei um pouco as características do baron nashor, queria deixar ele meio mistura dragão e serpente. Espero que gostem!

OST: https://www.youtube.com/watch?v=nqOafqutxpo

Quando eu era criança, meu pai tentava assustar a mim e minha irmã com uma lenda pra gente chegar mais cedo em casa. Era sobre uma criatura gigantesca que podia devorar cidades. Segundo meu pai, ela era capaz de abrir porta para dimensões sombrias e atacar as crianças desobedientes.

Claro que para jovem Katarina daquela época e minha irmã Cassiopeia, eram assustadoras. Quando cresci, o bicho-papão do papai perdeu o impacto... Eu dizia a mim mesma que tal criatura não existia fora da imaginação do meu velho. Agora tenho que engolir essas palavras, porque estou vendo o bicho-papão do papai na minha frente.

E por mais apavorado que a versão do meu pai tenha me deixado quando eu era criança, lidar com o verdadeiro monstro é outra história...

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O baron Nashor tinha se acomodado na extremidade oposta da ponte. O simples movimento de seu corpo fazia a ponte tremer. Katarina sentiu o suor lhe brotar na testa. Olhou envolta e viu todos da mesma forma, catatônicos. Em pânico alguns homens correram deixando para trás espadas e escudos. Lux, Riven e Ezreal foram invadidos por uma sensação de medo e assombro. Aquela criatura estava muito além das suas compreensões.

Quando a grande besta abriu sua mandíbula larga para urrar, Katarina percebeu que poderia ser facilmente tragada para um túnel escuro e úmido de saliva. Tudo o que todos podiam ver era a boca enorme, escancarada e várias vezes maior do que qualquer um ali, e seus dentes amarelados e afiados.

— Isso é loucura! — Rugiu Katarina para Vladimir — Sabe o que você acabou de fazer? Não pode controlar essa coisa!

Vladimir sorriu

— Controlar? Essa nunca foi minha intenção.

— Vladimir — Disse Ashe dando um passo afrente — você não tem ideia do que fez. Pode significar desastre para todos nós.

Ele deu de ombros.

— Eu não estou preocupado com todos nós, só comigo mesmo. E acredite, vou ficar perfeitamente bem.

— Então qual é este plano fantástico? Deixe-me adivinhar: o domínio do mundo?

— Nada tão melodramático — Riu — só o poder. Nada mais. Se me dão licença.

Sejuani ignorou a dor e levantou-se.

— Acha que vai escapar? Uma criatura abissal está logo atrás de você e a sua frente nós e um exercito. Creio que escapar não seja uma opção. Você cavou sua própria cova!

— Deixe que tente! — gargalhou Ashe e arrancando uma flecha da aljava e mirando-a na direção de Vladimir e Leblanc. Leblanc examinou as unhas pacientemente, esperando que Ashe terminasse com o ataque de fúria. Quando a raiva finalmente se abrandou, Leblanc balançou o indicador.

— Você está certa em rir, afinal é uma situação no mínimo complicada. Em condições normais, sem escapatória. Mas temos nossas alternativas.

— Acha que vamos deixa-los escapar depois de tudo que fizeram?

— Sim. — Respondeu Vladimir com tranquilidade — Se tentarem vim atrás de nós, não conseguirão deter a criatura e dezenas de homens e mulheres morreram nessa ponte, e isso é apenas o começo. Logo depois, ele atacará vilas e cidades, ninguém sobreviverá e tudo que restará de Freljord será o rastro de destruição que ela irá deixar para trás.

Ashe trincou os dentes. Sua boca se mexeu, mas não ouve som, e foi aquele adjetivo mudo que lançou a certeza no cérebro de Vladimir. Ela o considerava tão perverso que nem conseguia encontrar a palavra certa.

Katarina lançou-se na direção de ambos, tão logo uma lâmina apareceu de repente, voando direto rumo a sua cabeça. Ela se retorceu violentamente de lado e a arma afiada passou zumbindo por seu rosto.

— O que diabos? — Disse, tomando uma postura mais defensiva à procura de qualquer sinal do atacante. Por puro instinto, Katarina ergueu ambas as espadas para desviar de outro projétil. Então, brandiu e golpeou, o nada.

— Errado! – Disse uma voz – Estou bem aqui atrás de você!

Katarina virou-se e atacou na direção de onde a voz havia surgido. Novamente, suas lâminas foram de encontro ao vento. Outra lâmina foi em sua direção. Ela se curvou, deixando o projétil passar por ela sem maiores danos. Mas o ataque revelou o agressor. Shaco.

A figura esguia e desengonçada se revelou. O rosto de Shaco era comprido, os olhos se projetando quase para fora da orbita. A face cavernosa e angular, os lábios, finos demais e compridos demais. Mãos que eram longas e magras, quase como garras. Levantou uma das mãos e abriu um sorriso que ia não apenas de uma orelha a outra, mas que parecia ultrapassar os confins de seu rosto. Mas para piorar, havia cinco dele, cinco copias exatas que cercavam Katarina munidos de adagas.

katarina derrubou o primeiro com um golpe de uma de suas lâminas. Mais dois tiveram o destino parecido. O ataque do terceiro, a noxiana não teve escolhas, segurou pela lâmina recebendo um pequeno corte em sua mão, mas ela não se incomodou, estava acostumado com a dor. Puxou com toda a sua força e com um movimento rápido com a outra mão, decepou a cabeça do terceiro Shaco. A cabeça rodopiou e caiu no chão logo seguido do corpo, que evaporou em uma cortina de fumaça. O quinto e ultimo teve no crânio cravado com uma lâmina e novamente o corpo transformou-se me fumaça.

— Errado! — Disse a voz de Shaco. Seguida de uma gargalhada doentia. — Yuhooo! Aqui! — Disse aparecendo ao lado dela. — Não tem necessidade usar de violência.

Com um movimento rápido , Katarina girou o corpo deixando a lâmina a pouco centímetros da cabeça de Shaco

— Me dê um bom motivo pra não cortar esse seu nariz fora?

— Não me mate, por favor, sou jovem demais para morrer. — Riu ele — Morrer não faria bem pra minha saúde.

Com um movimento rápido, Katarina girou o corpo cortando o pescoço de Shaco. Mas logo mostrou-se falso. A voz de Shaco se perdeu no vento em uma longa gargalhada doentia.

Garen se mexeu e sentiu o corpo reclamar. Ele caiu de quatro, cuspindo sangue. Fez força para se colocar de pé. Uma força de vontade indomável se levantou novamente. Arrancou a espada do chão e lançou-se contra os inimigos. Quando uma bola de fogo passou por sua cabeça e acertou o chão logo atrás. As pedras se iluminaram.

Ashe arrancou a flecha da aljava, separou as pernas, puxou a corda e disparou sem nem ao menos mirar no alvo. A rajada glacial voou contra Vladimir e Leblanc. Um jato de fogo bloqueou o projetil evaporando as flechas de gelo. Logo depois as chamas se levantaram como um muro bloqueando o avanço de Garen, ele deteve-se e ergueu a mão para se proteger do calor. Estreitou os olhos e viu um homem através do fogo. As chamas que envolviam a figura se alastraram e por um instante o local ficou mais quente.

— Aqui estou como foi o acordo, Vladimir! — Disse a figura de dentro do fogo, com um repúdio e raiva na voz — Onde está o meu prêmio?

— Bem vindo, Brand. A bruxa será sua pra que se vingue. Mas primeiro iremos sair daqui. — Respondeu — Já tive o que queria.

Vladimir virou-se para os demais vendo através das chamas.

— Conhecem a magia de teleporte? — perguntou ele com um sorriso superioridade — Claro que sim. Uma magia de alto nível, devo acrescentar, que exige grande reserva de energia e poder. Por sorte, graças a esta runa e a quantidade de energia vital absorvida, temos os dois. Darei uma ultima explicação, se a usuário quiser teleportar de um ponto a outro será preciso um marco para o local que você gostaria de ir. Como um farol para nos guiar — declarou — Uma luminosa supernova de força. Qualquer magia que a pessoa soltar no éter será atraída de volta para a pessoa que estiver no marco. Como um imã. Em outras palavras, alguém irá nos invocar, nos teleportar para junto dela.

Leblanc ergueu o cajado e um casulo de luz envolveu a ametista na ponta. A magia em estado bruto brotou como uma névoa roxa ao redor da pedra, com minúsculos raios estalando. Um domo de luz envolveu-os, e depois explodiu em luz forçando todos os outros a desviarem o olhar. Onde eles haviam estado, ficaram cópias tremeluzentes.

OST: https://www.youtube.com/watch?v=p31CrD68QC8

O clarão irritou a criatura e ela urrou em fúria.

O Baron avançou sobre eles como uma serpente, eles se esquivaram dos dentes afiados. Mas muitos não tiveram a mesma sorte. O ataque foi brutal, homens foram cortados em metades sangrentas. Em silêncio e aterrorizada, Ashe assistiu impotentemente seus homens enquanto morriam. Se aproveitando da chance, com urros de fúrias, muitos atacaram com tudo que tinham. Guerreiros levantaram as espadas e machados por sobre a cabeça e golpeavam com força a lateral do corpo, da mesma forma, arqueiros não precisavam mirar para acertar o sinuoso corpo da besta. Contudo, as lâminas mal penetravam-lhe na couraça.

A enorme cabeça reptiliana ergueu-se novamente, de olhos como escudos de fogo e seus dentes como espadas reluzentes. Suas mandíbulas poderiam morder pedaços inteiros da ponte. Suas narinas dilataram-se derramando uma fumaça sufocante. A criatura ignorou as flechas que ricocheteavam pelo seu corpo. Seu imenso pescoço arqueou, e seus olhos brilharam, ele urrou sobre todos com um som poderoso demais para ser chamado de rugido. O rugido ensurdecedor deixou todos de joelhos.

— RECUEM! — gritou Ashe subindo por saliência rochosa para que todos a vissem e ouvissem — RECUEM! Levem os feridos para um local seguro. Arqueiros! Procurem postos mais elevados e mirem nos olhos.

Sejuani gritou logo depois em plenos pulmões

— LOBOS! Quero cada homem que possa segurar uma espada em formação. Vamos impedir o seu avanço.

Katarina puxou Sejuani pelo braço

— Ataques massivos não vão funcionar!

Garen partiu em apoio

— Flechas e espadas não vão funcionar. Vocês viram, nós atacamos, mas tudo que fizemos foram arranhões superficiais.

— Eu sou o único monstro que deve ser temido aqui! — Rugiu Sejuani entre os dentes

— Não vai funcionar! — rosnou Katarina impaciente

— Então vamos bater mais forte e mais forte até que a cabeça desse monstro esteja entre os meus pés! — Esbravejou ela

Katarina xingou e se distanciou. Ela e Garen sacaram suas lâminas e se prepararam. Essa seria uma longa luta. Parecia que sua missão estava para acabar em um súbito e sangrento fracasso. A criatura arqueou o pescoço e seus olhos brilharam, e urrou sobre todos anunciando mais um ataque.

Katarina apertou com força o cabo das lâminas gêmeas.Então ela jogou seu peso para frente e partiu em disparada contra a a criatura. Em direção à boca escancarada.

Ela era noxiana.

Não poder vencer não era motivo para recuar.

Notas finais
me desculpem pelo tamanho reduzido do capítulo ;---; Por favor comentem, esse domingo tentarei postar sem falta! OBS: Se for possível recomendem a fic, ajuda muito!