O Tridente Lendário!
2 Um aluno para investigar!
Eu sou um simples garoto com coisas estranhas aparecendo na minha frente, como ter pesadelos com monstros e guerreiros lutando entre sí e também sou um incompreendido. Pensei naquele garoto por metade da noite. Pensamentos como: Ele queria roubar ou invadir a minha casa? Isso não está certo, o quê ele fazia? Ele é um inimigo?
Sou obrigado a levantar graças a uma parte do sol que passa pela brecha da janela, e então eu pulo para fora da cama e vou direto para o banheiro e abro o chuveiro. Entro e começo a me limpar..a água na minha é sempre agradável, ela é minha amiga. Os meus olhos se fecham e tenho um tipo de flashback pelo sonho de ontem, eu na água e o desastre borrado do lado de fora. Sem vontade de lembrar desse pesadelo sem sentido (pelo menos para mim) eu abro os olhos e termino o meu banho. Pulo para fora, me seco e vou para o meu quarto, vestindo meus trajes. Coloco a mochila nas costas e os meus olhos se encontram a janela e espio por uma brecha..
– Mais um dia chato. — digo.
Desço as escadarias do prédio e simplesmente acabo na área de baixo do prédio, apesar dos meus responsáveis terem ido viajar e me deixado só, eu ainda gosto um pouco deles.São sérios, ocupados e esquisitos..mesmo passando muito tempo com eles eu nunca os vi como meus pais verdadeiros. Pulo para a calçada e anda as ruas de Nova Iorque, sem parar de pensar nas coisas estranhas que me acontecem. Um sonho e um garoto mais ou menos gótico e esquisito pra caramba no mesmo dia, bati o meu recorde de coisas estranhas em um dia.
Chego nas pequenas escadarias da escola e faço a mesma rotina de sempre. Entre pulos, subo-a sem ter contato visual com Carter ou alguém de seu grupo, entro na escola e me misturo na multidão, me desviando e esquivando das pessoas até chegar ao meu armário. Faço as coisas com pressa e entro na sala sem esperar o sinal da escola, me sento e já arrumo as minhas coisas.
Como quase sempre, o céu está perfeito e espere que ele não mude para fumaças e coisas em chamas caindo do céu, como o meu pesadelo. As coisas já estão ruim o bastante e eu não quero que piorem..nem um pouco.
"PRIIIINP"
O sinal da escola toca em uma potência tão absurda que acabo tendo um pequeno ataque e os meus ouvidos recebem um zumbido. E ainda piora quando uma manada de pessoas entram na sala de aula, chutando as cadeiras com violência e quase levando as pessoas sentadas nas cadeiras. O professor entra logo em seguida, com a mesma cara de chatice de sempre, forçando todos a sentarem e ficarem quietos, felizmente.
– Antes de começarmos a aula irei apresentar um novo aluno.
Um novo aluno? Talvez um amigo!
– Pode entrar. — diz o professor erguendo as mãos na direção da porta.
O garoto entra, seus cabelos completamente negros e os olhos como se não tivesse dormindo por um bom tempo. Sua camisa com a estampa coberta de caveiras e uma jaqueta preta. Os seus jeans tem a mesma cor que os seus cabelos e combinando com um all star. Não levo muito tempo para reconhecer que aquele novo aluno é o suspeito misterioso que eu vi ontem. Ele está me perseguindo? Ele olha para mim e tenho a sensação de retirar os meus olhos e pisar neles. O cara é sinistro.
– Que legal! — grita Carter — Agora temos um gótico na nossa sala!
Uma parte que ele falou foi boa, pois o garoto tirou os olhos de mim e olhou para ele, enquanto a maioria da sala começava a dar gargalhadas, qualquer pessoa podia confundir aquilo ali como um hospício.
– Muitas pessoas devem ter tido a mesma reação quando um retardado como você entrou na sala. — diz o garoto.
Doido! Da mesma forma que todos, estou boquiaberto. Ninguém iria esperar essa atitude do garoto, é uma coragem imensa fazer isso. Carter poderia lhe pegar nessa mesma hora, mas não. O professor encerra as falas e o aluno senta no assento ao meu lado. Viro-me para ele igualado a um robô e pego-o olhando para mim como se fosse sacar uma faca e matar todos aqui dentro, e eu sou o primeiro da lista. Assustado, viro-me para frente e o professor começa a explicar a mesma matéria: os mitos gregos e desta vez eu não tiro os olhos do professor.
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O professor encerra a aula e somos todos dispensados. Eu pulo da cadeira e arrumo as minhas coisas, com os planos e sabendo oque vai acontecer na fora. Percebo que o assento do garoto está vazio e ele está na porta e Carter atrás, todos vão para fora comentando quem será o vencedor dessa briga, o mais forte e o melhor. Mimadas e menininhas estão gravando com seus celulares.
Carter agarra os seus punhos como se fosse uma canibal agarrando o seu lanche de hoje, a violência dele faz o garoto parar e não conseguir se soltar, e por incrível que pareça, ele fica inerte ali esperando o valentão falar.
– Quem você pensa que é, seu gótico metido a besta? — diz Carter.
– Eu sou.. — tenta dizer ele.
Não deixo o garoto terminar e estou simplesmente empurrando-o para a multidão, arrastando-o e desviando de todas pessoas que estão observando. Eu olho para ele ainda correndo e arrastando-o aos empurrões.
– Corre! Corre! — digo a ele.
Lá atrás, ouço uma voz furiosa gritando:
– Peguem-no! Tragam esses dois retardados para mim!
Toda a gangue e mais alguns de Carter estão indo atrás de nós e quando tenho a oportunidade, chuto as costas do garoto jogando-o para fora da escola, correndo junto. Corremos para a calçada e começamos um rumo para eles nós perderem de vista mais escuto cada vez mais perto:
– Volte aqui Jackson!
Entramos em um beco com vários cruzamentos e lugares para entrar, como um labirinto por inteiro e sem grades. Olho para o lado para mandar ele me seguir mais ele já desapareceu e estou correndo só em desespero na direção do não-sei-aonde-eu-vou e não tenho a escolha de fazer isso caso ao contrário, estou morto. Onde será que ele se meteu? Ele virou sem eu perceber? Ele me largou para morrer sem dúvidas!
Enquanto estou correndo nos becos úmidos, escuros e assustadores, olho para os lados e observo três grandalhões de Carter mais estão ainda mais altos. Consigo vê-los segurando redes com bolas de metal mais grandes que a minha cabeça, chamuscadas e saindo faíscas. Eles me avistam e saiam correndo e berrando na minha direção.
Estou correndo quando uma das bolas de metais conseguem atingir uma das paredes do meu lado, eu saio voando e arfando com bolas de metais de fogo caindo atrás de mim, lembrando do monstrengo que estava segurando aquela moça e quando vi aquelas bolas de metais, que são idênticas as deles.
– Oh meu deus!
Sou surpreendido por um deles enquanto eles erguem a rede a cima da minha cabeça, segurando-as ainda e com cara de canibais que vão me estourar e comer o restante.
– Agora você não escapa, filho das algas!
Um momento what para por minha cabeça quando o menino de cabelos negros aparece do meu lado, jogando-me na direção do chão a frente. Viro-me quando o garoto da um grunhido e vejo ele a cair no chão e depois se transformar em pó dourado que se espalha em uma pilha no chão. O garoto está com uma espada negra nas mãos e tem uma bainha entre sua cintura, ele me encara e apoio as mãos no chão, me levantando.
Eu entendi o recado e começo a olhar para os lados. Eu vou um pouco mais para a frente e simplesmente fico olhando-o quando uma bola de metal abre um buraco do meu lado e transforma a parede na minha frente em pedrinhas.
– Eita! — grito.
Escuto berros e rugidos nos becos, eles são muitos e nós somos dois. Um tanto magricela e o outro mais ainda. O garoto tirou uma caneta do bolso e a jogou para mim. O peso não era tanto, mais só de olhar você adivinha que é de ouro. Nela está escrito:
"Anaklusmos II"
Pra ser sincero eu não tenho nenhuma sugestão de como essa caneta de ouro iria me ajudar a matá-los ou transforma-los em pó dourado, o quê já era confuso demais para mim. Percebi que ele não estava mais perto e estava correndo a frente aos becos e sem pensar duas vezes, sigo-o.
– Como é que uma caneta irá me ajudar a matar essas aberrações? — pergunto a ele.
– Pense e use-a, como se fosse escrever. — ele responde.
Os meus olhos se encontram automaticamente na caneta e o único jeito de escrever é apertando a tampa, como todos fazem. E então, aperto-a fazendo com que a caneta se transforme no mesmo instante em uma espada perfeita. Uma lâmina grossa parecida com algum bronze misturado com ouro. Quase que desabo após ela se transformar, eu não tive experiências com canetas que se transformam em espadas nem com espadas normais. Me esforço a segurar ela e seguimos para as ruas de Nova Iorque, uma rua pouco movimentada.
– Eles não vão ver eu segurando essa espada? Você está louco? — digo ao garoto, que ainda não sei o nome.
É uma resposta fácil e rápida, pelo menos para ele. Quando ele se vira os seus olhos se arregalam que pensei que iria engolir eles. Sinto uma forte pancada na minha nuca e encontro o chão apertando a minha bochecha. Sinto meus batimentos cardíacos como um filme e minha visão começa a ficar borrada, fecho os olhos.
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