O Triângulo Psíquico
8 A Arena
Notas iniciais
Beijos
Eu sentia o clima ficar mais frio, devia ser o nervosismo. Estávamos eu, Michael e Bella do lado esquerdo da arena e Bryan, Lúcia e outro garoto que eu não conhecia do lado direito. Eu estava bem perdida e me perguntando mentalmente “O que é que eu estou fazendo aqui?”.
– É o seguinte, marquem Bryan e Lúcia, o terceiro garoto, o Nicolas, vai ficar de guarda da bandeira, eu irei pega-lo. – Bella explicou o plano e virou para frente. –
Fiquei feliz por ela bolar o plano e não eu, provavelmente daria tudo errado.
– Eu marco o Bryan e você a Lúcia. – disse Michael. –
– Não posso marcar Bryan? – eu estava desesperada. –
– Que comecem os jogos! – Penny falou no alto falante da grande pilastra em que ela estava. –
Um sino soou, meus joelhos tremeram, fiquei firme, ou pelo menos tentei. Michael andou para frente e Bela permaneceu imóvel, como se esperasse a hora certa de atacar.
– O que está fazendo? – perguntei a Bella que estava bastante concentrada e me ignorou. –
Michael chegou perto da divisão da arena depois de andar um pouco, então Bryan começou a correr.
– AGORA! –Bella gritou e saiu em disparada. –
Continuei parada, meio perdida. Bryan lançou Michael pelo ar, enquanto Bella desviava dos golpes de Nicolas, que havia chegado perto dela by Text-Enhance\">rápido demais para uma pessoa normal. É a minha vez, pensei.
Andei devagar, Lúcia me encontrou com os olhos. Corri a minha esquerda, e vi de repente varias pequenas rochas levitarem do chão, Lúcia mexia as mãos no ar, usando a sua ligação com a terra para me ferrar. “Vaca!”
As pedras começaram a voar na minha direção, protegi o rosto com as mãos, mas as rochas me acertaram, eu não tinha chance com ela. Corri em frente, por que também era a única coisa que eu sabia fazer: correr!
– Ah meu Deus – falei para ninguém. –
Lúcia me seguiu na correria, até se impor na minha frente.
– Olá! – disse ironicamente, com sua voz irritante. –
Levantou a mão para o lado, erguendo um galho grande e o lançando com força em mim, acertou minha by Text-Enhance\">barriga em cheio, sai impactando para trás.
– Lúcia! – Bryan gritou. –
Michael se aproximou de mim correndo e Lúcia tinha um grande sorriso de cadela no rosto.
– Você está bem? – ele perguntou. –
Olhei para Lúcia, o sorriso dela me encheu de raiva, serrei lhe os olhos e levantei.
– Estou sim!
– Tome cuidado.
Fechei o punho, eu estava furiosa. Corri o mais rápido do que pude até a linha do lado B, pensei se deveria atravessar. O vento me bagunçava os cabelos negros. Lúcia ergue a mão, provavelmente para lançar algo em mim.
– Vai se ferrar vadia! – a empurrei com a mãe, mas sem tocar fisicamente nela, como uma levitação misturada a um murro. –
Lúcia atravessou a arena voando, até cair do outro lado perto da arquibancada, todos olharam diretamente para mim surpresos, vi Bella de boa aberta.
– Annabeth, pegue a bandeira. – Bella gritou. –
Nicolas virou em direção a mim, mas Bella o controlou, fazendo despencar no chão. Michael levitava no ar, Bryan o mantinha lá, mas o deixou cair e veio atrás de mim. Lúcia finalmente levantou, forcei minhas pernas a correrem até a bandeira.
– Vai Annabeth! – o público vibrava. –
Uma força puxou o meu pé para trás. Eu cai e então comecei a ser arrastada de ré. Virei, Bryan me puxava, o empurrei com a levitação impactante, ele caiu para trás, como se tivesse sido chutado, levantei rapidamente. Lúcia me fitou de longe.
– É melhor ficar ai. – falei para ela. –
Escutei o som de uma grande árvore que estava atrás de mim, estralar, provavelmente Lúcia estava com muito ódio. Tremi ao ver a enorme árvore flutuar acima da minha cabeça
– Oh meu Deus. – lamentei. –
Aquela cara irônica que Lúcia fez quando a olhei, me enfureceu novamente.
– NÃO! – ergui as duas mãos para o alto e joguei a árvore para trás até cair e estrondar o chão, levantando bastante poeira. – Caramba, eu fiz isso. – eu não estava acreditando. –
Nunca esperaram nada demais de mim, nunca esperaram grande coisas, então comecei a não esperar também, a predestinar a mim mesma, coisas pequenas. Corri, a plateia estava gritando, Penny surpresa, repousava na mão na boca entre aberta. “Ninguém fará nada agora”, pensei. Sem pensar duas vezes, derrapei no chão, ajoelhada e arranquei a bandeira amarela.
– E-eu consegui! – ouvi os gritos de comemoração da plateia. –
– Ela conseguiu.
Bella correu em minha direção, Michael fez o mesmo, vinha logo atrás dela. Os dois pularam em mim, me abraçando.
– Nós vencemos. – falei ainda surpresa. –
Bryan veio até mim, os dois se afastaram.
– Sabia que você era poderosa. – me abraçou. –
– Nem acredito que fiz aquilo. – retribui o abraço. –
– Eu acredito, sem problemas. – ele desceu até meus lábios, me dando um beijinho rápido. –
Lúcia me matava com os olhos. Penny desceu da pilastra que estava antes e veio até onde estávamos.
– Parabéns! Vocês venceram! – ela falava animada. – Venham comigo.
Penny tomou a dianteira, nós três a seguimos até a pilastra, onde subimos. Então pegou novamente o alto-falante, e falou:
– O grupo A leva a vitória. – ela gritou, enquanto todos comemoravam. –
Pegou três medalhas de ouro, repousadas em uma mesa que lá havia, e colocou no pescoço de cada um de nós. Ao colocar no meu pescoço ela me sussurrou “Estou orgulhosa de você”
Eu não me contive de felicidade, sorri, o público aplaudia de pé. Penny estava orgulhosa de mim, e eu também estava. Quando tudo se acalmou, Penny me chamou em um lugar com menos barulho.
– Quero que conheça o meu filho, Annabeth. Quero aproveitar que ele veio aqui depois de eu insistir tanto.
– Ele não mora aqui?
– Não, ele acha que a CDS quer domina-lo, se impõe contra nós.
– Isso não é verdade.
– Ele é cabeça dura.
– Me chamou mãe? – a voz que interrompeu o monologo veio de trás de nós. –
Virei para a minha traseira e vi o garoto. Ele aparentava ter uns 20 anos, então olhei seu rosto e gelei. Cabelo dourado, pele meio bronzeada, olhar penetrante. Era ele, o cara o meu sonho.
– Taylor? – as palavras simplesmente saíram da minha boca. -
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