Notas iniciais
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Estava deitado na minha cama, mas logo saí, pois tinha que ir na floresta procurar minério para o meu pai. Meu pai é alquimista e ferreiro na nossa cidade: Vighor. Aqui é realmente muito lindo, todos são felizes, mesmo com ás vezes, a falta de dinheiro, aqui todo mundo é acolhedor. Despreguei meus olhos e levantei hesitante.

Abri a porta do meu pequeno guarda- roupa, e lá tinha uma espelho grudado na porta do lado de dentro. Olhei para ele, e um garoto loiro, de olhos cor de mel escuro, eu tinha quatorze anos, mas meu físico não aparentava tal, em consequência do meu trabalho pesado, tenho um físico atlético.

Desci para tomar café da manhã, e encontrei somente minha mãe lá. Ela tinha longos cabelos negros cacheados na ponta, e sua pele era em tom de capuccino, e seus olhos verdes. Por que não pareço com eles? Simples, sou adotado. Eu fui achado na floresta pelo meu pai, enquanto ele procurava minérios, então ele me viu enrolado, em um pano encoberto de sangue, então automaticamente ele me trouxe para casa, e minha mãe cuidou de mim. Ela me deu leite materno, pois ela estava grávida de cinco meses, de meu irmão Peter, ele ainda tem treze anos, e tenho uma adorável e linda irmã- que a cara da minha mãe-, caçula, de dez anos, mas muito inteligente.

Quando estava na cozinha minha mãe logo me viu:

- Bom dia filho!- ela me deu um beijo na bochecha, ela tinha que levantar os pés, pois eu era maior que ela.

- Dia mãe...- disse ainda sonolento.

- Tome seu café.- ela me conduziu até a mesa de madeira e me fez sentar.

- Não vai apagar o fogo?

- Ah é menino!- ela obviamente se esquecera do fogo, então ela passou a mão encima do fogo, e o fogo foi "sugado" para sua mão. Todos nós temos pequenos poderes, nós podemos conduzir os quatro elementos: ar, fogo, água e terra

Existem jovens, na capital chamada Pethur, que são selecionadas para ir a um lugar para aprender a controlar poderes sobrenaturais que eles têm, são poderes que vão além do básico, dizem que qualquer um desses tipos de pessoas, podem matar um ciclope apenas com um movimento com os olhos. Todos anseiam para querer ir para esse tal lugar, pois isso significaria que eles eram poderosos, mas eu não. Por que? Simplesmente porque todos lá, são pessoas nojentas, hipócritas e se acham superiores.

Depois do café da manhã reforçado, peguei minha mochila com os aparelhos para a escavação.

- Cuide- se meu filho.

- Pode deixar mãe.

Dei mais um beijo nela, e fui.

Caminhei para fora da cidade, o céu ainda estava escuro, mas já me acostumara a isso. Chegando na orla da floresta, peguei uma trilha que eu mesmo fiz, e entrei.

A floresta era grande, imensa, e suas árvores eram tão altas que se pode ver até a capital. Andei pela floresta, então encontrei uma rocha particularmente grande, comecei a quebrá- la. Tirei um pedaço, e abri a rocha, e para minha grande felicidade, encontrei ouro.

- Papai vai ficar orgulhoso de mim.- murmurei.

Então saí da onde eu estava e passei por um córrego, e bebi água. A água estava meio suja, então purifiquei- a com meu poder.

Ouvi um relincho a distante, e fez a água que flutuava para eu beber, cair.

- Estou ouvindo coisas.- disse para mim mesmo, depois de parar de fazer qualquer barulho e tentar ouvir de novo, mas nada.

Então o relincho agora estava mais alto e mais claro, e logo deduzi que havia um cavalo ou centauro machucado, mas logo descartei a ideia de um centauro, pois eles vivem no sul. Segui o relincho pela floresta.

Aquele barulho era tão triste e tão fraco, que isso só me fez dar mais força para eu continuar. O que quer que fosse que estava fazendo esse barulho, estava sofrendo.

Depois de muita corrida encontrei a origem do relincho: um unicórnio. Mas unicórnios não vivem em Vighor, vivem em outro continente, então o que aquele unicórnio estaria fazendo ali? Meu pensamentos logo se perderam, quando outro relincho escapou do unicórnio. Corri até ele.

- Calma, calma...- disse mais para mim do que para o unicórnio. Ele estava coberto de sangue dourado, e eu sabia que era sangue pois conhecia tudo da natureza.

Ele estava frio, muito frio, então invoquei o fogo para meu corpo, e logo senti uma brisa quente em torno de mim. Coloquei minhas mãos no unicórnio, para esquentá- lo, seu pelo era macio, e de perto, era meio prateado.

- Acho que já está bom.- retirei minha mão de cima dele.

Agora eu precisava estancar aquele sangue. Invoquei a terra, e senti um aroma de floresta em minhas narinas. Pensei em folhas para curar, e logo apareceu dezenas delas, também apareceu cipós.

Fiz um curativo no unicórnio. Ele já tinha parado de relinchar, mas sua boca estava aberta e seca, invoquei a água, senti as ondas no mar em minhas costas. Focalizei no córrego que encontrei, e uma bola de água vinha em minha direção, então fiz ela parar. Reparti ela em pequena bolinhas e fui colocando uma em uma na boca do unicórnio.

Agora que ele estava razoavelmente bem, poderia pensar melhor: O que eu vou fazer agora? Como ele veio parar aqui? Preciso chamar alguém.

Então dando uma última olhada no unicórnio saí correndo, mas ele relinchou de novo.

Olhei para trás e ele estava levantado, ele estava extremamente magro.

- Ei! Deite- se! Vou chamar alguém!- mas ele começou a relinchar e a trotar.- Você não entende!?

Então ele exalou uma luz tão forte que fui obrigado e fechar meus olhos, então algo começou a dizer:

-Você é meu escolhido... Procure o que foi tirado de mim, faça minhas buscas.

Então vi de relance o unicórnio vindo em minha direção, mas agora ele estava forte e mais reluzente. Eu queria dizer algo, mas alguma coisa me fazia no mesmo tempo querer calar. Então sem aviso nenhum, o unicórnio encostou seu chifre em mim, e tudo ao me redor ficou pesado, e escuro, então desmaiei.


Senti como se um peso me forcasse a ficar deitado, então abri meus olhos vagamente.

- Ah ele está acordando Johnson!- ouvi minha mãe dizer ao meu pai.

- Como? Ah sim!

Então abri meus olhos totalmente. Estava em meu quarto, e vi na janela que já escurecera.

Depois de um longo sermão dos meus pais sobre eu me cuidar na floresta, eles me perguntaram sobre o que aconteceu lá, mas eu não lembrava, toda vez que tentava me lembrar minha cabeça doía. Então com um longo esforço eles me deixaram comer e ir descansar, mais uma vez.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.